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Questões de EFAF Português - Leitura e Interpretação de Texto

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7.497 Questões

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Modo Escuro
Fonte

Questão 10 10728529
Difícil 00:00

CMC 6º Ano - Português 2018
  • EFAF Português
  • Sugira
  • Leitura e Interpretação de Texto Morfologia
  • Gêneros textuais - Verbais/Narrativos Verbo Verbos
  • Blog Locução Verbal
  • Exibir tags

TEXTO

 

O que falta às crianças e jovens viciados em tecnologia?

 

    O uso de dispositivos tecnológicos por crianças e jovens está longe de ser prejudicial. Se
bem orientado, pode estimular a criatividade, o raciocínio lógico, a colaboração, a capacidade
de pesquisa e outras competências valiosas para o mundo contemporâneo. No entanto, é
preciso moderação. O aumento da dependência de eletrônicos tem preocupado pais e
[05]educadores do mundo todo.
    O fato de boa parte das tarefas cotidianas envolver cada vez mais tecnologia torna difícil
definir esse equilíbrio. É comum que, mesmo entre os adultos, a distinção entre o trabalho e o
lazer se faça apenas pela troca de aplicativos: fecham-se o e-mail e os programas do
computador, abrem-se as redes sociais.
[10]    Da mesma forma, as crianças usam tecnologias na escola e ao fazer os deveres de casa.
Depois, vão para os jogos e as mensagens digitais – muitas vezes, sem nem sair do quarto.
Passam os dias, uns e outros, plugados em monitores. Até que, em alguns casos, o hábito se
transforma em dependência.
    Entre crianças e jovens, as consequências do uso excessivo de eletrônicos se percebem
[15]tanto em problemas físicos (tendinites, sobrepeso), como também mentais e emocionais
(isolamento social, dificuldade de concentração, transtornos do sono), com reflexo também
nos resultados escolares.
    Como no caso de qualquer outro vício ou compulsão, a questão central é detectar o que
está na origem do distúrbio. No caso das crianças e adolescentes, algumas das hipóteses a
[20]investigar são:
    - Falta de motivação: por que as outras dimensões da vida não lhe provocam o mesmo
interesse e fascínio que um aparelho tecnológico?
    - Carência nos relacionamentos: existem lacunas ligadas à afetividade que os
dispositivos eletrônicos estão ajudando a compensar?

[25]    - Falta de limites: como é feita a organização da rotina de estudo e lazer e de que forma
a família controla o cumprimento saudável das normas?
    - Influências dos amigos: estar plugado dia e noite, participar de jogos e das redes
sociais é sinal de status e até uma necessidade para ser aceito no grupo?
    Como prevenção, o exemplo da família é fundamental. Os pais precisam evitar usar os
[30]dispositivos para tranquilizar a criança, para que fique quieta por algumas horas, e evitar que
as crianças se isolem jogando durante as refeições. Há que se dosar a compra de novos jogos,
pois o momento em que a criança se cansa de um deles é a oportunidade de alternar com
atividades fora da web.
    Vale marcar um horário para o uso e garantir que seja respeitado. Uma experiência
[35]interessante é a negociação de horas de uso de eletrônicos com outras tarefas, por exemplo: se
arrumar o quarto, ganha mais quinze minutos de internet. E o principal, sobretudo com
crianças: participar das atividades digitais junto com elas. Não só para monitorar, mas porque
o relacionamento com os pais, em atividades desfrutadas em comum, pode ser o melhor dos
presentes.

Disponível em: http://g1.globo.com/educacao/blog/andrea-ramal/post/o-que-falta-criancas-e-jovens-viciados-em-tecnologia.htmlAcesso em: 09 ago. 2018. Adaptado.

Analise os itens abaixo de acordo com a leitura e interpretação do Texto.

I – Em: “Se bem orientado, pode estimular a criatividade, o raciocínio lógico, a colaboração, a capacidade de pesquisa e outras competências valiosas para o mundo contemporâneo.” (linhas 01 a 03), a locução verbal em destaque tem o verbo “pode” como forma nominal e o verbo “estimular” como auxiliar dessa locução.

II – Em: “por que as outras dimensões da vida não lhe provocam o mesmo interesse e fascínio que um aparelho tecnológico?” (linhas 21 e 22), o termo em destaque foi escrito dessa forma, pois a frase é uma interrogativa direta.

III – No fragmento: “Da mesma forma, as crianças usam tecnologias na escola? (...)” (linha 10), o verbo em destaque encontra-se no tempo pretérito perfeito do modo indicativo.

IV – Em: “Os pais precisam evitar usar os dispositivos para tranquilizar a criança (...)” (linhas 29 e 30), o termo em destaque funciona como uma palavra de ligação com ideia de finalidade.

V – No fragmento: “Não só para monitorar, mas porque o relacionamento com os pais, em atividades desfrutadas em comum, pode ser o melhor dos presentes.” (linhas 37 a 39), os verbos em negrito pertencem, respectivamente, à 1a e à 2a conjugação.

 

Estão corretas:

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Questão 7 10728508
Difícil 00:00

CMC 6º Ano - Português 2018
  • EFAF Português
  • Sugira
  • Leitura e Interpretação de Texto Morfologia
  • Coesão (elem. coesivos) e Coerência Conjunções Estratégias de leitura Gêneros textuais - Verbais/Narrativos Pronome
  • Notícia
  • Exibir tags

TEXTO

 

Exposição da criança à tecnologia deve ser orientada e supervisionada pelos pais

 

    Muito se fala sobre os riscos da exposição precoce da criança à tecnologia. A Academia
Americana de Pediatria revisou recentemente sua recomendação sobre o tema, reduzindo de 24
para 18 meses a idade em que a criança não deve ter nenhum contato com dispositivos
eletrônicos.
[05]    Mas, os pais sabem o quanto é difícil evitar essa exposição. Muitos bebês são
introduzidos no universo musical por meio dos clipes da “Galinha Pintadinha”. Começam
assistindo em casa. Mas logo os pais descobrem o efeito calmante da “Galinha” e recorrem a
ela, no celular ou no tablet, principalmente em locais onde gostariam que a criança ficasse
quieta, como salas de espera e restaurantes.
[10]    Para Glaucia Miyazaki, diretora de produtos/learning da FS (empresa desenvolvedora de
aplicativos para crianças de 6 a 11 anos), a introdução da criança no mundo da tecnologia tem
de ser “feita sempre de forma orientada, supervisionada e natural. Deixe a criança mostrar
curiosidade e se interessar pelo equipamento e, a partir daí, escolha qual conteúdo será
apresentado. Esteja próximo para conversar, ensinar, comentar, interagir e brincar junto.
[15]Quando a criança vai crescendo, a tecnologia precisa ser introduzida como mais um elemento
sem tomar lugar dos brinquedos e das relações pessoais”.
    Sobre a idade mínima para o contato com a tecnologia começar, a especialista afirma que
não existe uma regra para isso, mas sim, que é preciso ter bom senso, pois bebês pequenos
ainda estão desenvolvendo a capacidade de sentar, a coordenação motora para segurar, além da
[20]própria visão e, por isso, não faz muito sentido dar a eles um tablet. Em vez disso, deve-se
estimulá-los com música, brinquedos ou móbiles, que são mais indicados.
    Mas Glaucia afirma que a tecnologia faz parte da nossa vida e que a criança uma hora
terá de ser apresentada a ela. “É necessário inserir a criança nesse contexto, permitindo o
acesso às possibilidades geradas. Existem diversos aplicativos cuidadosamente pensados e
[25]criados para estimular e desenvolver algumas habilidades conforme sua idade, podendo ajudar
no desenvolvimento das crianças de diversas formas. Esses aplicativos podem contribuir para o
exercício do raciocínio e da concentração, estimulando a análise e a observação para resolução
de problemas, provocando a criatividade e apresentando conceitos desde os mais estruturais,
como os números, as operações, as letras, as palavras, as cores, as formas, até os mais sociais,
[30]como cuidado com meio ambiente. Alguns atuam na coordenação motora, outros têm cunho
mais pedagógico”.
    Se a tecnologia for introduzida de forma adequada, torna-se natural para a criança,
estimulando sua curiosidade e permitindo a interação, além de fornecer possibilidades de
conhecimento.

[35]    Exemplo deve vir dos pais

    Vale lembrar sempre que os pais devem supervisionar o conteúdo a que a criança tem
acesso, além de servir de exemplo para ela. “De nada adianta questionar a criança que deixa de
fazer algo porque está no computador se os pais não deixam o celular de lado nem na hora da
refeição”, afirma Glaucia.

[40]    Segundo a especialista, a educação digital é um item muito importante que não deve ser
delegado às escolas ou a qualquer outra entidade: “São os pais que precisam dar os limites e
acompanhar essa interação e esse aprendizado. As regras estabelecidas devem ser cumpridas.
Os pais precisam estar atentos, devem ver os aplicativos antes para garantir que são adequados ao que esperam”.

[45]    Para evitar que a criança se meta em situações perigosas no mundo virtual, ela lembra
que existem soluções tecnológicas para monitorar o que é feito nos tablets, computadores e
celulares, além da possibilidade de determinar tempo de acesso e conteúdo permitido: “Existe
ainda a parte de configurações dos aparelhos que também permite limitar o tipo de acesso e
ações que podem ser realizadas. Tudo isso ajuda a determinar os limites e também a interagir,
[50]atuando na orientação e na educação digital das crianças.”.

    Tempo para outras atividades

    Glaucia destaca que o uso da tecnologia não deve invadir o tempo de outras atividades da
criança, como brincar, comer, dormir, fazer exercícios, tomar banho, conversar e interagir:
“Isso deve ser mais um elemento nessa rotina de vida. E também não deve ser entendida como
[55] uma obrigação. Quando a tecnologia é introduzida de forma orientada e supervisionada, é
natural impor limites de tempo e períodos permitidos, pois assim como as demais atividades,
ela tem seu lugar no dia a dia. Brincar ao ar livre é tão importante quanto ficar um tempo junto
em casa desenhando. Pais e filhos jogarem juntos é tão importante quanto simplesmente
conversarem na mesa de jantar. A questão é que essas pequenas interações estão se perdendo, é
[60]isso que precisamos buscar”.

Exposição da criança à tecnologia deve ser orientada e supervisionada pelos pais. 

Disponível em:http://www.focandoanoticia.com.br/exposicao-da-crianca-a-tecnologia-deve-ser-orientada-e-supervisionada-pelos-pais/ . Acesso em: 09 Ago. 2018. Adaptado.

Leia o trecho abaixo retirado do Texto e analise as afirmativas a seguir.

“Sobre a idade mínima para o contato com a tecnologia começar, a especialista afirma que não existe uma regra para isso, mas sim que é preciso ter bom senso, pois bebês pequenos ainda estão desenvolvendo a capacidade de sentar, a coordenação motora para segurar, além da própria visão e, por isso, não faz muito sentido dar a eles um tablet. Em vez disso deve-se estimulá-los com música, brinquedos ou móbiles, que são mais indicados.” (4o parágrafo).

 

I – Uma conjunção foi usada como recurso para evitar a repetição do termo “bebês pequenos”.

II – Um pronome relativo aparece para retomar os itens que são mais indicados aos bebês pequenos.

III – Pelo menos um pronome pessoal oblíquo foi usado para evitar a repetição do termo “bebês pequenos”.

IV – Foram usados dois recursos de substituição para evitar a repetição do termo “bebês pequenos”: um antônimo e um pronome pessoal oblíquo, respectivamente.

 

Estão corretas:

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Questão 13 10724582
Difícil 00:00

CMRJ 6° Ano - Português 2018
  • EFAF Português
  • Sugira
  • Gramática Leitura e Interpretação de Texto
  • Coesão (elem. coesivos) e Coerência Gêneros textuais - Verbais/Narrativos Pontuação
  • Entrevista
  • Exibir tags
Resolução comentada

TEXTO

Sem limites, chatas e mandonas: as crianças que sofrem da Síndrome do Imperador

 

Se o comportamento de birra, agressividade e desrespeito não forem ajustados ainda na infância, na vida adulta será ainda pior, de acordo com a especialista Lilian Zolet

 

    Crianças que mandam em casa, xingam os pais, babás e professores, escolhem
o que vão comer e definem todas as escolhas da família: desde o que vai ser visto na
televisão até qual é o horário mais adequado para dormir sofrem da “Síndrome do
Imperador”. São pequenos “reis” criados sem orientação e limites. Mas o que fazer?
[5]    Para Lilian Zolet, psicóloga e autora do livro Síndrome do Imperador: Entendendo
a Mente das Crianças Mandonas e Autoritárias
, impor limites não é simples e errar nas
tentativas é comum. (...) Leia parte da entrevista:
    1. Crianças precisam de limites e isso todos os pais sabem. Mas como saber
quanto é esse limite? Como saber se foi longe demais ou se falta repreensão?

[10]    (...)
    Lembremos que as crianças são como “esponjas”, aprendem e modelam seus
comportamentos a partir dos exemplos das pessoas que convivem com elas,
principalmente dos pais.
    2. E quando os pais não conseguem dar os limites necessários?
[15]    Quando os pais aceitam os maus comportamentos ou oferecem algum tipo de
recompensa (presentes), eles estão na verdade reforçando a atitude errada da criança.
Com isso, o filho aprende que pode ter tudo o que deseja, em seu tempo e a seu modo,
e que as pessoas irão servi-lo, tornando-se um “imperador doméstico”. Tais crianças
mandam em casa e também nas brincadeiras fazendo com que as demais crianças
[20] obedeçam às suas ordens. Elas choram e se atiram no chão, batem a cabeça na parede,
jogam os alimentos ou cospem no rosto dos pais e agridem e ameaçam
psicologicamente os progenitores quando seus caprichos não são atendidos. (...)

Adaptado da Reportagem de Amanda Milléo, Gazeta do Povo,16/07/2017. Disponível em http://www.gazetadopovo.com.br/viver-bem/comportamento/descubra-se-seu-filho-tem-a-sindrome-doimperador/. Acesso em: 18 de ago 2018.

Crianças educadas sabem respeitar os pais, outros adultos, seus amigos, colegas... Crianças mal-educadas precisam aprender que elas não podem fazer tudo o que querem. O trecho transcrito abaixo contém várias ações de crianças mimadas e sem educação. Veja:

 

Crianças mimadas “choram e se atiram no chão, batem a cabeça na parede, jogam os alimentos ou cospem no rosto dos pais e agridem e ameaçam psicologicamente os progenitores quando seus caprichos não são atendidos.” (l. 20-22)

 

Se reescrevermos todo o trecho que segue como se os fatos tivessem acontecido em um momento específico da noite anterior ao informado, teremos a construção correta presente na alternativa:

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Questão 2 10724535
Difícil 00:00

CMRJ 6° Ano - Português 2018
  • EFAF Português
  • Sugira
  • Leitura e Interpretação de Texto
  • Coesão (elem. coesivos) e Coerência Estratégias de leitura Gêneros textuais - Verbais/Narrativos
  • Conto maravilhoso
  • Exibir tags
Resolução comentada

TEXTO

 

Princesa Arabela, mimada que só ela!
Mylo Freeman

 

    Era uma vez uma princesinha chamada Arabela. Ela morava num grande palácio
com seu pai e sua mãe: o rei e a rainha. O dia do seu aniversário estava chegando. Mas
o que se pode dar a uma princesinha que tem tudo?
    – Minha querida Arabelinha, o que você quer ganhar de presente? – perguntou o
[5] rei. A princesa Arabela pensou... Pensou...
    – O que você acha de um par de patins com rubis nas rodas? – sugeriu a rainha.
    – Eu já tenho – respondeu a princesa Arabela.
    – E uma bicicleta dourada? – eu já tenho – respondeu a princesa.
    – E um ratinho de pelúcia gostoso de abraçar?
[10]    – Eu já tenho – respondeu a princesa.
    – E uma zebra de balanço?
    – Já tenho.
    – E um joguinho de chá? E um carrinho de boneca? E um...
    – Eu já tenho tudo isso! – exclamou a princesa. – Agora eu quero uma coisa
[15] diferente. Eu quero... Um elefante!
    – Um elê o quê? – gritou a rainha.
    – Xiiii... Murmurou o rei. – Onde vamos encontrar um animal desses?
    – E quem vai deixar que ele fique conosco?
    A princesa Arabela nem quis saber das dificuldades. Ela queria um elefante.
[20]    No dia seguinte, o rei ordenou a seus servos que fossem procurar um elefante.
    Os servos procuraram por sete dias e sete noites. Voltaram no oitavo dia. Com
um elefante.
    Finalmente chegou o grande dia do aniversário da princesa Arabela.
    Quando ela abriu os olhos de manhã, seu presente já estava lá. Arabela dançou
[25] de alegria em volta do elefante.
    – Eu vou brincar com ele agora mesmo! – ela disse, toda contente. Venha,
Elefante, sente-se aqui!
    Elefante ficou parado, triste, olhando para frente.
    – Ei, você é o meu presente, tem que brincar comigo! – gritou Arabela,
[30] impaciente.
    Mas Elefante nem se mexeu. Uma grande lágrima escorreu devagar pela sua
tromba. E mais uma, e mais outra. Não demorou muito, e a princesa Arabela estava num
lago de lágrimas que alcançava seus tornozelos.

    – Pare com isso, senão eu acabo me afogando! – ela disse.
[35]    – Quero ir pra casa! – soluçava Elefante. – Por favor, leve-me de volta. – Não
posso, você é meu presente – protestou a princesa. Mas quando Elefante começou a
soluçar de novo, ela gritou depressa: – Por favor, pare de chorar. Eu vou levar você de
volta agora mesmo!
    Pelo caminho, a princesa Arabela viu uma porção de bichos diferentes.
[40]    – Eu quero este, e aquele, e aquele outro também! Elefante foi andando
depressa... Quando finalmente chegaram ao lugar onde Elefante morava, uma
elefantinha correu em direção a eles.
    – Mamãe! Você chegou bem na hora! E trouxe meu presente com você!
    – Sim, filhinha – Elefante respondeu.
[45]    – E é justamente o que você sempre quis: uma princesinha de verdade!

FREEMAN, Mylo. Princesa Arabela, mimada que só ela! Tradução Ruth Salles. Coleção Giramundo. São Paulo: Editora Ática, 2008.

Os sentidos das palavras são construídos de acordo com o contexto em que são empregadas.

 

A troca da letra minúscula na palavra elefante pela letra maiúscula em Elefante, no decorrer do texto, expressa que

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Questão 5 10620050
Difícil 00:00

COTIL 1° Ano 2018
  • EFAF Português
  • Sugira
  • Gramática Leitura e Interpretação de Texto
  • Acentuação gráfica Coesão (elem. coesivos) e Coerência Estratégias de leitura Gêneros textuais - Verbais/Dissertativos
  • Artigo de Opinião Verbos "ter" e "vir"
  • Exibir tags

TEXTO PARA A QUESTÃO.

 

OS FILHOS DO LIXO

Lya Luft

 

    Há quem diga que dou esperança; há quem proteste que sou pessimista. Eu digo que os maiores otimistas são aqueles que, apesar do que vivem ou observam, continuam apostando na vida, trabalhando, cultivando afetos e tendo projetos. Às vezes, porém, escrevo com dor. Como hoje.

    Acabo de assistir a uma reportagem sobre crianças do Brasil que vivem do lixo. Digamos que são o lixo deste país, e nós permitimos ou criamos isso. Eu mesma já vi com estes olhos gente morando junto de lixões, e crianças disputando com urubus pedaços de comida estragada para matar a fome.

    A reportagem era uma história de terror – mas verdadeira, nossa, deste país. Uma jovem de menos de 20 anos trazia numa carretinha feita de madeiras velhas seus três filhos, de 4, 2 e 1 ano. Chegavam ao lixão, e a maiorzinha, já treinada, saía a catar coisas úteis, sobretudo comida. Logo estavam os três comendo, e a mãe, indagada, explicou com simplicidade: "A gente tem de sobreviver, né?".

    Não sei como é possível alguém dizer que este país vai bem enquanto esses fatos, e outros semelhantes, acontecem. Pois, sendo na nossa pátria, não importa em que recanto for, tudo nos diz respeito, como nos dizem respeito a malandragem e a roubalheira, a mentira e a impunidade e o falso ufanismo. Ouvimos a toda hora que nunca o país esteve tão bem. Até que em algumas coisas, talvez muitas, melhoramos.

    Mas quem somos, afinal? Que país somos, que gente nos tornamos, se vemos tudo isso e continuamos comendo, bebendo, trabalhando e estudando como se nem fosse conosco? Deve ser o nosso jeito de sobreviver – não comendo lixo concreto, mas engolindo esse lixo moral e fingindo que está tudo bem. Pois, se nos convencermos de que isso acontece no nosso meio, no nosso país, talvez na nossa cidade, e nos sentirmos parte disso, responsáveis por isso, o que se poderia fazer?

https://renatavalerafatec.files.wordpress.com/2017/02/acervo-digital-veja-os-filhos-do-lixo.pdf

 

O texto está escrito em linguagem formal e, logicamente, as palavras, os verbos estão empregados com correção, em norma culta.

Com base nessa informação, seguindo o mesmo padrão de linguagem, responda à questão.

Assinale a resposta que completa adequadamente as frases.


I – Cada qual faz como melhor lhe ........................
II – O que ........................ esses frascos?
III – Neste momento, os estudiosos ........................ os conceitos.

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Questão 1 10620017
Difícil 00:00

COTIL 1° Ano 2018
  • EFAF Português
  • Sugira
  • Leitura e Interpretação de Texto
  • Estratégias de leitura Gêneros textuais - Verbais/Narrativos
  • Crônica
  • Exibir tags
Resolução comentada

TEXTO PARA A QUESTÃO.

 

OS FILHOS DO LIXO

Lya Luft

 

    Há quem diga que dou esperança; há quem proteste que sou pessimista. Eu digo que os maiores otimistas são aqueles que, apesar do que vivem ou observam, continuam apostando na vida, trabalhando, cultivando afetos e tendo projetos. Às vezes, porém, escrevo com dor. Como hoje.

    Acabo de assistir a uma reportagem sobre crianças do Brasil que vivem do lixo. Digamos que são o lixo deste país, e nós permitimos ou criamos isso. Eu mesma já vi com estes olhos gente morando junto de lixões, e crianças disputando com urubus pedaços de comida estragada para matar a fome.

    A reportagem era uma história de terror – mas verdadeira, nossa, deste país. Uma jovem de menos de 20 anos trazia numa carretinha feita de madeiras velhas seus três filhos, de 4, 2 e 1 ano. Chegavam ao lixão, e a maiorzinha, já treinada, saía a catar coisas úteis, sobretudo comida. Logo estavam os três comendo, e a mãe, indagada, explicou com simplicidade: "A gente tem de sobreviver, né?".

    Não sei como é possível alguém dizer que este país vai bem enquanto esses fatos, e outros semelhantes, acontecem. Pois, sendo na nossa pátria, não importa em que recanto for, tudo nos diz respeito, como nos dizem respeito a malandragem e a roubalheira, a mentira e a impunidade e o falso ufanismo. Ouvimos a toda hora que nunca o país esteve tão bem. Até que em algumas coisas, talvez muitas, melhoramos.

    Mas quem somos, afinal? Que país somos, que gente nos tornamos, se vemos tudo isso e continuamos comendo, bebendo, trabalhando e estudando como se nem fosse conosco? Deve ser o nosso jeito de sobreviver – não comendo lixo concreto, mas engolindo esse lixo moral e fingindo que está tudo bem. Pois, se nos convencermos de que isso acontece no nosso meio, no nosso país, talvez na nossa cidade, e nos sentirmos parte disso, responsáveis por isso, o que se poderia fazer?

https://renatavalerafatec.files.wordpress.com/2017/02/acervo-digital-veja-os-filhos-do-lixo.pdf

Assinale a alternativa que NÃO contém uma característica comum ao texto lido.

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