Questões de EFAF Português - Leitura e Interpretação de Texto
7.497 Questões
Questão 10 10781300
IFMT 2018/2O texto abaixo serve de base para responder à questão.

(Fonte: BARALDI, M. Disponível em: http://www.marciobaraldi.com.br)
No que se refere ao uso das figuras de linguagem no texto, pode-se afirmar que:
I - No primeiro quadro, há utilização da metonímia, pois o nome do instrumento (enxada) está no lugar de quem o usa, no caso, o trabalhador.
II - A ausência de trabalhadores que manejem as enxadas, no primeiro quadro, pode ser vista como metáfora da desolação e o vazio dos grandes espaços dos latifúndios.
III – No segundo quadro, a palavra “inchada” pode ser vista como uma hipérbole, uma vez que ela dá um certo exagero intencional ao contexto da charge.
Em relação ao Texto, está correto o que se afirma acima em:
Questão 8 10781297
IFMT 2018/2O texto abaixo serve de base para responder à questão.

(Fonte: BARALDI, M. Disponível em: http://www.marciobaraldi.com.br)
A charge acima explora criativamente a paronímia, pois:
I – Há um jogo de aproximação fonética com as palavras "enxadas" e "inchadas".
II – O substantivo "enxada" faz referência a uma situação que aflige quem vive no campo; e inchada a uma situação que afeta as pessoas que vivem nas grandes cidades.
III – O chargista procura transmitir o sentido do texto, ao opor duas situações: de um lado, a desolação e o vazio dos grandes espaços dos latifúndios, com muitos trabalhadores. De outro, o espaço apinhado de gente e veículos, a grande cidade parada, as pessoas sufocadas procurando fugir de uma situação angustiante.
Em relação ao Texto, está correto o que se afirma acima em:
Questão 5 10781287
IFMT 2018/2O texto abaixo serve de base para responder à questão.
As mulheres roubam a cena em Pantera Negra
Ok, você já ouviu que o filme Pantera Negra é um show de diversidade: com elenco praticamente e completamente negro, dirigido, produzido e escrito por negros, ele manda um beijo para o racismo. Mas é preciso falar também do poder feminino da produção.
O protagonista é homem, todos sabem, mas por trás dele, há um verdadeiro exército de mulheres incríveis e poderosas. A história do filme acompanha como o novo rei T ́Challa (Chadwick Boseman) precisa encarar alguns vilões para proteger seu reino, Wakanda, um paraíso supermoderno na África. E para vencer o mal, ele conta com muitas minas ao seu lado.
A começar por sua irmã Shuri, que é vivida por Letitia Wright — uma das atrizes em que devemos ficar de olho esse ano. Shuri é simplesmente a grande mente do país, responsável pelo laboratório que desenvolve toda a modernidade que aparece no filme
Na produção, a proteção do herói é feita por uma guarda de mulheres. As guerreiras carecas, munidas de lanças, dão shows de luta em cena e quem as comanda é a general Okoye, interpretada por Danai Gurira, que rouba todas as cenas em que aparece. Quem luta ao seu lado é Lupita Nyong ́o, vivendo Nakia, uma das mais letais guardiãs do rei e também seu amor.
Além delas, Angela Basset marca presença como a matriarca do clã dos Panteras, Ramonda. Outra coisa que não passa desapercebida no filme é o país onde vive Pantera Negra, Wakanda. Misto de paraíso e universo futurista, é a ideia de um país Africano que não teria sofrido a influência do colonialismo, podendo se desenvolver completamente. Lá, homens e mulheres vivem em igualdade.
Quem tornou real esse universo dos quadrinhos foi a designer de produção Hannah Bechler, que também atuou no premiado Moonlight. Para criar a Wakanda das telas, Hannah visitou a África em busca de inspiração.
(Fonte: https://estilo.uol.com.br/noticias/redacao/2018/02/17/as-mulheres-que-roubam-a-cena-em-pantera-negra.htm)
No fragmento “E para vencer o mal, ele conta com muitas minas ao seu lado.” (2º parágrafo), a palavra em destaque:
Questão 6 10780301
CEFET-RJ 1° Ano - 1ª Fase 2018TEXTO
Cante lá, que eu canto cá
Poeta, cantô de rua,
Que na cidade nasceu,
Cante a cidade que é sua,
Que eu canto o sertão que é meu.
Se aí você teve estudo,
Aqui, Deus me ensinou tudo,
Sem de livro precisá
Por favô, não mêxa aqui,
Que eu também não mexo aí,
Cante lá, que eu canto cá.
Você teve inducação,
Aprendeu munta ciença,
Mas das coisa do sertão
Não tem boa esperiença.
Nunca fez uma paioça,
Nunca trabaiou na roça,
Não pode conhecê bem,
Pois nesta penosa vida,
Só quem provou da comida
Sabe o gosto que ela tem.
Pra gente cantá o sertão,
Precisa nele morá,
Tê armoço de fejão
E a janta de mucunzá,
Vivê pobre, sem dinhêro,
Socado dentro do mato,
De apragata currelepe,
Pisando inriba do estrepe,
Brocando a unha-de-gato.
Você é muito ditoso,
Sabe lê, sabe escrevê,
Pois vá cantando o seu gozo,
Que eu canto meu padecê.
Inquanto a felicidade
Você canta na cidade,
Cá no sertão eu infrento
Afome, a dô e a misera.
Pra sê poeta divera,
Precisa tê sofrimento.
(...)
(Silva, Antônio Gonçalves da (Patativa do Assaré). Cante lá, que eu canto cá. Rio de Janeiro: Vozes, 1978)
Embora letra e fonema sejam elementos linguísticos diferentes, no texto, a grafia tenta, repetidamente, representar a fala nordestina por meio da
Questão 5 10780300
CEFET-RJ 1° Ano - 1ª Fase 2018TEXTO
Cante lá, que eu canto cá
Poeta, cantô de rua,
Que na cidade nasceu,
Cante a cidade que é sua,
Que eu canto o sertão que é meu.
Se aí você teve estudo,
Aqui, Deus me ensinou tudo,
Sem de livro precisá
Por favô, não mêxa aqui,
Que eu também não mexo aí,
Cante lá, que eu canto cá.
Você teve inducação,
Aprendeu munta ciença,
Mas das coisa do sertão
Não tem boa esperiença.
Nunca fez uma paioça,
Nunca trabaiou na roça,
Não pode conhecê bem,
Pois nesta penosa vida,
Só quem provou da comida
Sabe o gosto que ela tem.
Pra gente cantá o sertão,
Precisa nele morá,
Tê armoço de fejão
E a janta de mucunzá,
Vivê pobre, sem dinhêro,
Socado dentro do mato,
De apragata currelepe,
Pisando inriba do estrepe,
Brocando a unha-de-gato.
Você é muito ditoso,
Sabe lê, sabe escrevê,
Pois vá cantando o seu gozo,
Que eu canto meu padecê.
Inquanto a felicidade
Você canta na cidade,
Cá no sertão eu infrento
Afome, a dô e a misera.
Pra sê poeta divera,
Precisa tê sofrimento.
(...)
(Silva, Antônio Gonçalves da (Patativa do Assaré). Cante lá, que eu canto cá. Rio de Janeiro: Vozes, 1978)
No título do texto, dois advérbios anunciam contraposição de espaços.
Para o eu lírico, cidade e sertão são realidades
Questão 20 10779926
IFMT 2018/1O texto abaixo serve de base para responder à questão.

O advérbio “batido”, no texto, pode assumir vários significados. Dentre eles, só não podemos usá-lo no sentido de:
06
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