Questões de EFAF Português - Leitura e Interpretação de Texto
7.497 Questões
Questão 6 11006766
IFF Integrados 2018TEXTO
Cara Carolina: sextilhas e imagens
Texto: Paulo Roxo Barja Imagens: Claudia Regina Lemes
Introdução:
Carolina Maria de Jesus era “gente humilde”: passou boa parte da vida na favela, onde foi descoberta como escritora por Audálio Dantas. Ganhou fama repentina em 1960, com o lançamento do livro Quarto de Despejo, sucesso no Brasil e em outros países. Seguiram-se vários outros livros e até um disco de sambas autorais; no entanto, Carolina morreu empobrecida e isolada. Embora sua obra esteja inscrita na história da literatura brasileira do século XX, seus textos só podem ser apreciados em sua plenitude a partir do conhecimento das circunstâncias que nortearam a sua produção. Assim, desejamos que este trabalho desperte um olhar renovado para a vida e a obra de Carolina. Ela merece, e o Brasil precisa disso.

A MULHER QUE LÊ
Começou os seus estudos
quando tinha 7 anos;
aprendeu depressa a ler
e a escrever sem enganos,
mas ficou pouco na escola:
a vida tinha outros planos...
[...]
AS CORES
Carolina sente as cores
ali mesmo, na favela,
porém as cores reais
que em seu diário revela
são bem outras: “Quando acordo,
a fome é que é amarela.”
DESPEJO
“Não é por prazer que escrevo.
Eu falo sobre o que vejo:
a favela, sei bem disso,
é só um quarto de despejo
onde a sociedade joga
quem não desperta desejo.
Registro os sonhos e a vida,
caneta em punho e papel.
Meninos dormem na rua,
garotas são de aluguel,
eu trabalho o dia inteiro
e a igreja fala de Céu
Deixo o leito para escrever.
Logo imagino um castelo
de brilhantes, prata e ouro,
sob o sol bem amarelo.
A vida é sempre tão dura...
O sonho é sempre tão belo!”
[...]
WUNDER, Alik; NOVAES, Marcus; MARQUES, Davina (org.). Nas dobras do (im)possível: ensaios literários e imagéticos. Campinas, SP: Edições Leitura Crítica; ALB, 2017. P. 53-63
O texto em verso dá continuidade à biografia da escritora Maria Carolina de Jesus.
Sobre ele, é válido afirmar:
Questão 4 11006731
IFF Integrados 2018TEXTO
Cara Carolina: sextilhas e imagens
Texto: Paulo Roxo Barja Imagens: Claudia Regina Lemes
Introdução:
Carolina Maria de Jesus era “gente humilde”: passou boa parte da vida na favela, onde foi descoberta como escritora por Audálio Dantas. Ganhou fama repentina em 1960, com o lançamento do livro Quarto de Despejo, sucesso no Brasil e em outros países. Seguiram-se vários outros livros e até um disco de sambas autorais; no entanto, Carolina morreu empobrecida e isolada. Embora sua obra esteja inscrita na história da literatura brasileira do século XX, seus textos só podem ser apreciados em sua plenitude a partir do conhecimento das circunstâncias que nortearam a sua produção. Assim, desejamos que este trabalho desperte um olhar renovado para a vida e a obra de Carolina. Ela merece, e o Brasil precisa disso.

A MULHER QUE LÊ
Começou os seus estudos
quando tinha 7 anos;
aprendeu depressa a ler
e a escrever sem enganos,
mas ficou pouco na escola:
a vida tinha outros planos...
[...]
AS CORES
Carolina sente as cores
ali mesmo, na favela,
porém as cores reais
que em seu diário revela
são bem outras: “Quando acordo,
a fome é que é amarela.”
DESPEJO
“Não é por prazer que escrevo.
Eu falo sobre o que vejo:
a favela, sei bem disso,
é só um quarto de despejo
onde a sociedade joga
quem não desperta desejo.
Registro os sonhos e a vida,
caneta em punho e papel.
Meninos dormem na rua,
garotas são de aluguel,
eu trabalho o dia inteiro
e a igreja fala de Céu
Deixo o leito para escrever.
Logo imagino um castelo
de brilhantes, prata e ouro,
sob o sol bem amarelo.
A vida é sempre tão dura...
O sonho é sempre tão belo!”
[...]
WUNDER, Alik; NOVAES, Marcus; MARQUES, Davina (org.). Nas dobras do (im)possível: ensaios literários e imagéticos. Campinas, SP: Edições Leitura Crítica; ALB, 2017. P. 53-63
A metalinguagem ocorre quando se fala da própria linguagem usada na comunicação.
O texto, em sua introdução, tem como objeto de análise a poesia da autora Carolina de Jesus. Nele, encontra-se
Questão 15 10980137
IFMS 2018Leia o texto e analise as afirmativas a seguir.
Esses vinte anos se passaram como vinte séculos, mas me lembro deles como se fossem apenas vinte dias, me lembro do dia do nosso casamento, me lembro de como ela estava linda, me lembro de ter pensado em como eu era sortudo por tê-la ao meu lado, ela sempre esteve ao meu lado, mas eu nunca estive ao seu. Em vinte anos ela se dedicou exclusivamente a mim, mas eu não fiz o mesmo.
(CARVALHO, Aaron. 20 anos. Site Jornal da Nova. Disponível em http://www.jornaldanova.com.br/noticia/355972/20-anos. Adaptado. Acesso em: 20 set. 2017.)
I. A gramática normativa prevê que frases não devem ser iniciadas com pronome oblíquo átono, porém o autor optou pelo uso da mesóclise nos trechos em destaque: “me lembro do dia do nosso casamento, me lembro de como ela estava linda, me lembro de ter pensado em como eu era sortudo [...]” para obter um efeito de sentido: aproximar-se da fala.
II. O mecanismo empregado no trecho em destaque chama-se próclise: “me lembro de ter pensado em como eu era sortudo por tê-la ao meu lado”.
III. Houve elipse da palavra lado ao final da frase: “ela sempre esteve ao meu lado, mas eu nunca estive ao seu”;
IV. O trecho “Em vinte anos ela se dedicou exclusivamente a mim, mas eu não fiz o mesmo” pode ser reescrito, sem prejuízo de sentido, da seguinte forma: “Embora ela tenha se dedicado exclusivamente a mim em vinte anos, eu não fiz o mesmo”.
Assinale a alternativa que contém somente afirmativas corretas.
Questão 4 10979851
IFMS 2018Bom conselho
Chico Buarque
Ouça um bom conselho
Que eu lhe dou de graça
Inútil dormir que a dor não passa
Espere sentado
Ou você se cansa
Está provado, quem espera nunca alcança
Venha, meu amigo
Deixe esse regaço
Brinque com meu fogo
Venha se queimar
Faça como eu digo
Faça como eu faço
Aja duas vezes antes de pensar
Corro atrás do tempo
Vim de não sei onde
Devagar é que não se vai longe
Eu semeio o vento
Na minha cidade
Vou pra rua e bebo a tempestade
(Disponível em: www.letras.mus.br/chico-buarque. Acesso em: 10 nov. 2017.)
Na letra da música, Chico Buarque optou por parodiar os ditos populares, invertendo seus significados e atribuindo-lhes novos sentidos.
Pode-se identificar a relação direta com os seguintes ditos populares, exceto:
Questão 19 10781339
Liceu-SP C. Gerais 2018Leia o texto para responder às questão.
O estranho procedimento de dona Dolores
Começou na mesa do almoço. A família estava comendo
– pai, mãe, filho e filha – e de repente a mãe olhou para o
lado, sorriu e disse:
– Para a minha família, só serve o melhor. Por isso eu
sirvo arroz Rizobon. Rende mais e é mais gostoso.
O pai virou-se na cadeira para ver com quem a mulher
estava falando. Não havia ninguém.
– O que é isso, Dolores?
– Tá doida, mãe?
Mas dona Dolores parecia não ouvir. Continuava sorrindo.
Dali a pouco, levantou-se da mesa e dirigiu-se para a cozinha.
Pai e filhos se entreolharam.
– Acho que a mamãe pirou de vez.
– Brincadeira dela...
A mãe voltou da cozinha carregando uma bandeja com
cinco taças de gelatina.
– Adivinhem o que tem de sobremesa?
Ninguém respondeu. Estavam constrangidos por aquele
tom jovial de dona Dolores, que nunca fora assim.
– Acertaram! – exclamou dona Dolores, colocando a ban-
deja sobre a mesa. – Gelatina Quero Mais, uma festa em sua
boca. Agora com os novos sabores framboesa e manga.
O pai e os filhos começaram a comer a gelatina, um pouco
assustados. Sentada à mesa, dona Dolores olhou de novo para
o lado e disse:
– Bote essa alegria na sua mesa todos os dias. Gelatina
Quero Mais. Dá gosto de comer!
(Luís Fernando Veríssimo. O nariz & outras crônicas. Excerto)
Observe as orações:
– Não havia ninguém. (3º parágrafo)
– Ninguém respondeu. (11º parágrafo)
Classificam-se como sujeito das orações, respectivamente:
Questão 3 10781311
Liceu-SP C. Gerais 2018Leia a tira para responder à questão.

(Folha de S.Paulo, 08.10.2017. Adaptado)
No contexto da tira, a oração do terceiro quadrinho “que seria” expressa sentido de
06
![[Marketing] Questao Topo - deslogado](https://storage.estuda.com.br/banners/0_6b7ebee90b03af1c560c73bb8bcce34a_banner_deslogado_70_dias.png)