Questões de EFAF Português - Leitura e Interpretação de Texto
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Questão 11 10132556
CMF 1° Ano - Prova de Português 2019TEXTO
Relacionamento Virtual
O mundo conectado
A interconectividade do mundo atual é a maior das consequências do fenômeno da globalização. Em
todos os sentidos, a globalização encolheu o mundo, encurtou distâncias e possibilitou o contato
entre partes distantes, antes inalcançáveis. Ao mesmo tempo em que encurtou distâncias, a
globalização, mais especificamente a internet, agigantou nosso mundo perceptível, de forma que
[5] com apenas um clique de um mouse é possível vislumbrar realidades de todos os cantos do mundo
e em um espaço de tempo minúsculo. Essa conexão, no entanto, vai além da informação: ela permite
a interação constante entre pessoas e grupos de regiões absolutamente distantes e diferentes.
Laços virtuais, sentimentos reais
A interação com o outro distante não se dá de outra forma, por meio da internet, se não virtualmente.
Porém, isto não é barreira para que laços emocionais se formem entre esses que se conhecem e criam
[10] laços de amizade dentro desse mundo. Os Telacionamentos virtuais se diferem na maneira como os
indivíduos mantêm contato e por muitas vezes, apesar da ausência de contato físico entre as partes,
os laços sentimentais que se formam podem se tornar tão profundos quanto os que estabelecemos na
“vida real”. Na verdade, poderíamos observar que o contraponto dessa falta de contato físico é a
possibilidade do contato constante e ininterrupto enquanto for do interesse das partes envolvidas. O
[15] contato por proximidade física, ainda que a distância não seja um problema tão grande, é muitas
vezes impossibilitado pela nossa limitação em estar fisicamente em apenas um lugar de cada vez,
enquanto que no mundo virtual podemos estar presentes em uma série de eventos e manter contato
Constante com quem desejamos.
As salas de bate-papo, as redes sociais e os Jogos on-line são plataformas que permitem a Interação
[20] direta entre pessoas que naturalmente se agruparam em torno de seus interesses. Essa forma de
agrupamento por interesse, que também existe em menor escala em nosso convívio no mundo real,
acaba sendo a principal alavanca para que o contato se inicie. A busca pelo sentimento de
pertencimento é o que acaba se tornando o motor para a construção de comunidades virtuais, onde
indivíduos diferentes se reúnem em torno de um ponto de interesse comum.
[...]
Mundo virtual, problemas reais
[25] Embora possam ser tão fortes quanto laços de relacionamentos que se constroem no mundo real, os
relacionamentos virtuais estão sujeitos à insegurança do anonimato que a internet proporciona. A
identidade de um sujeito pode ser tanto real quanto inventada, podendo ter desde a manipulação com
fins perversos até a construção de uma persona para fins de entretenimento de seu criador É neste
ponto que os relacionamentos virtuais devem ser ponderados de forma cuidadosa por aqueles que
[30] resolvem se aventurar no mundo virtual. A ilusão de intimidade e proximidade que estes
relacionamentos podem possuir pode acabar por se tornar uma armadilha para os mais
emocionalmente vulneráveis.
Para os mais vulneráveis, a internet pode passar a se tornar um catalizador para possíveis problemas
de socialização. Alguns autores da sociologia argumentam, como Anthony Giddens nos informa,
[35] que é possível que as pessoas estejam dedicando menos tempo à interação com os outros no mundo
físico. Estes teóricos temem que a internet acabe por se tornar um refúgio para aqueles que desejam,
por um motivo ou outro, escapar das interações sociais do mundo real.
OLIVEIRA, Lucas. Relacionamento virtual, Brasil escola. Disponível em https://brasilescola.uol com br/sociologia/relacionamento-virtual htm - adaptado. Acesso em 03 out 2019.
Em “...é possível que as pessoas estejam dedicando menos tempo à interação com outros...”, o uso do acento grave indicador de crase é obrigatório.
Assinale a alternativa em que o emprego do acento grave também é obrigatório:
Questão 8 9546259
IFSul - Rio-Grandense Inverno 2019Leia o texto, para responder à questão.
Texto
Poema da necessidade
É preciso casar João,
é preciso suportar Antônio,
é preciso odiar Melquíades
é preciso substituir nós todos.
É preciso salvar o país,
é preciso crer em Deus,
é preciso pagar as dívidas,
é preciso comprar um rádio,
é preciso esquecer fulana.
É preciso estudar volapuque,
é preciso estar sempre bêbado,
é preciso ler Baudelaire,
é preciso colher as flores
de que rezam velhos autores.
É preciso viver com os homens
é preciso não assassiná-los,
é preciso ter mãos pálidas
e anunciar O FIM DO MUNDO.
ANDRADE, Carlos Drummond de. Poema da Necessidade. In: ____. Sentimento do mundo. São Paulo:Companhia das Letras, 2012, p. 11.
Volapuque: sm Língua universal, inventada em 1879 por João Martinho Schleyer e hoje substituída pelo esperanto.
Quanto ao poema acima, analise as alternativas a seguir:
I. Faz-se, no poema, uma crítica às várias formas como a sociedade condiciona a vida dos indivíduos, limitando sua capacidade de escolha.
II. O eu-lírico faz uso da ironia para tratar das expectativas da sociedade, que regula até mesmo as relações pessoais.
III. É possível inferir que o eu-lírico se posiciona favoravelmente ao fato de a sociedade regrar a conduta dos indivíduos.
Estão corretas as afirmativas
Questão 5 9545338
IFSul - Rio-Grandense Inverno 2019Texto
A vida perdeu o valor
O modo exploratório e invasivo com que lidamos com ___ natureza levou ao desequilíbrio
ambiental, ____ instabilidade climática, ___ exaustão de determinados recursos naturais; mas
também levou ___ insustentabilidade social, ___ desigualdade econômica, ao descaso com a
vida.
[5] Se por um lado a indústria farmacêutica deu saltos incríveis, por outro nos tornamos cada
vez mais dependentes dos médicos e de medicação, especialmente psiquiátrica, nos tornamos
uma sociedade medicada. E suicida. Os impressionantes avanços da medicina nas últimas
décadas fizeram com que morrêssemos cada vez menos de doenças, mas estamos hoje vivendo
um crescente surto de depressão e automutilação, mais do que tudo entre jovens e crianças.
[10] O suicídio é hoje a segunda principal causa de mortes de crianças e jovens entre 12 e 18
anos nos Estados Unidos. “A taxa de suicídios infanto-juvenis é maior do que a soma das mortes
por câncer, doenças cardíacas e respiratórias, problemas de nascimento, derrame, pneumonia e
febre”. As tentativas de suicídio e automutilação nesta faixa etária mais que dobraram nos
Estados Unidos na última década.
[15] Mas não apenas nos Estados Unidos. O Brasil, que já foi tão cantado por sua alegria de
viver, também padece; segundo a OMS, o suicídio é hoje a terceira causa de morte de jovens de
15 a 19 anos no Brasil, ficando atrás apenas de acidentes de trânsito e homicídios, especialmente
nas periferias das grandes cidades. Destas mortes, mais de 80% é de negros, e 90% dos que
morrem são homens; um verdadeiro genocídio da juventude negra brasileira.
[20] Se considerarmos de 1980 até 2014, o índice de suicídios subiu quase 30% nesta faixa
etária no Brasil. Ainda mais grave é saber que este índice aumenta quanto mais a idade diminui;
segundo o mapa da violência de 2017, organizado pelo Ministério da Saúde, de 2002 a 2012 o
índice de suicídios entre 10 e 14 anos subiu 40% no Brasil. Uma constatação alarmante. Ao
mesmo tempo, aumentam em todo o mundo os ataques terroristas, na maioria ações suicidas,
[25] com algum tipo de causa ou não, que se caracterizam por deixar atrás de si um rastro de outras
mortes.
Quando grande parte dos adultos está deprimida e medicada e quando a segunda maior
causa de morte de jovens em todo o mundo é o suicídio, alguma coisa muito errada se deu no
processo civilizatório. Quando a medicina se sofistica a ponto de operar crianças ainda no útero
[30] da mãe, e ao mesmo tempo a soma das cinco doenças que mais matam crianças nos Estados
Unidos é menor do que as que tiram suas próprias vidas, isso somente pode dizer que algo deu
muito errado com as escolhas civilizatórias que fizemos.
Os dados mostram que nos últimos anos quanto menor a idade, maior a taxa de suicídios.
A vida se tornou um peso, uma carga que os jovens, adolescentes e crianças não estão
[35] conseguindo carregar. É como se o próprio processo civilizatório estivesse se autoavaliando,
como se cada suicídio tivesse uma placa dizendo: “Eu não quero a civilização com as suas
incríveis conquistas, eu não quero viver”.
MOSÉ, Viviane. A vida perdeu o valor. In: ______. Nitzsche Hoje. Petrópolis – RJ: Vozes, 2018. (fragmento)
Analise as afirmativas a seguir e julgue-as como Verdadeiras, (V), ou Falsas, (F).
( ) As vírgulas que isolam o fragmento “que já foi tão cantado por sua alegria de viver” (linhas 15 e 16) têm a função de separar a oração subordinada adjetivada da principal.
( ) Na linha 6, a colocação pronominal em próclise no verbo tornar-se está incorreta.
( ) O substantivo automutilação e o verbo autoavaliar deveriam ser grafados com hífen.
( ) Os substantivos derrame, pneumonia e febre são todos classificados como palavras paroxítonas.
A sequência correta, de cima para baixo, é
Questão 1 9542287
IFSul - Rio-Grandense Inverno 2019Texto
A vida perdeu o valor
O modo exploratório e invasivo com que lidamos com ___ natureza levou ao desequilíbrio
ambiental, ____ instabilidade climática, ___ exaustão de determinados recursos naturais; mas
também levou ___ insustentabilidade social, ___ desigualdade econômica, ao descaso com a
vida.
[5] Se por um lado a indústria farmacêutica deu saltos incríveis, por outro nos tornamos cada
vez mais dependentes dos médicos e de medicação, especialmente psiquiátrica, nos tornamos
uma sociedade medicada. E suicida. Os impressionantes avanços da medicina nas últimas
décadas fizeram com que morrêssemos cada vez menos de doenças, mas estamos hoje vivendo
um crescente surto de depressão e automutilação, mais do que tudo entre jovens e crianças.
[10] O suicídio é hoje a segunda principal causa de mortes de crianças e jovens entre 12 e 18
anos nos Estados Unidos. “A taxa de suicídios infanto-juvenis é maior do que a soma das mortes
por câncer, doenças cardíacas e respiratórias, problemas de nascimento, derrame, pneumonia e
febre”. As tentativas de suicídio e automutilação nesta faixa etária mais que dobraram nos
Estados Unidos na última década.
[15] Mas não apenas nos Estados Unidos. O Brasil, que já foi tão cantado por sua alegria de
viver, também padece; segundo a OMS, o suicídio é hoje a terceira causa de morte de jovens de
15 a 19 anos no Brasil, ficando atrás apenas de acidentes de trânsito e homicídios, especialmente
nas periferias das grandes cidades. Destas mortes, mais de 80% é de negros, e 90% dos que
morrem são homens; um verdadeiro genocídio da juventude negra brasileira.
[20] Se considerarmos de 1980 até 2014, o índice de suicídios subiu quase 30% nesta faixa
etária no Brasil. Ainda mais grave é saber que este índice aumenta quanto mais a idade diminui;
segundo o mapa da violência de 2017, organizado pelo Ministério da Saúde, de 2002 a 2012 o
índice de suicídios entre 10 e 14 anos subiu 40% no Brasil. Uma constatação alarmante. Ao
mesmo tempo, aumentam em todo o mundo os ataques terroristas, na maioria ações suicidas,
[25] com algum tipo de causa ou não, que se caracterizam por deixar atrás de si um rastro de outras
mortes.
Quando grande parte dos adultos está deprimida e medicada e quando a segunda maior
causa de morte de jovens em todo o mundo é o suicídio, alguma coisa muito errada se deu no
processo civilizatório. Quando a medicina se sofistica a ponto de operar crianças ainda no útero
[30] da mãe, e ao mesmo tempo a soma das cinco doenças que mais matam crianças nos Estados
Unidos é menor do que as que tiram suas próprias vidas, isso somente pode dizer que algo deu
muito errado com as escolhas civilizatórias que fizemos.
Os dados mostram que nos últimos anos quanto menor a idade, maior a taxa de suicídios.
A vida se tornou um peso, uma carga que os jovens, adolescentes e crianças não estão
[35] conseguindo carregar. É como se o próprio processo civilizatório estivesse se autoavaliando,
como se cada suicídio tivesse uma placa dizendo: “Eu não quero a civilização com as suas
incríveis conquistas, eu não quero viver”.
MOSÉ, Viviane. A vida perdeu o valor. In: ______. Nitzsche Hoje. Petrópolis – RJ: Vozes, 2018. (fragmento)
A sequência que completa adequadamente as lacunas no primeiro parágrafo do texto é
Questão 4 620942
COTUCA 2019Sobre a tirinha de Laerte a seguir e a letra da música “Triste, louca ou má”, é possível afirmar que:

Triste, louca ou má
Triste louca ou má
Será qualificada
Ela quem recusar
Seguir receita tal
[05] A receita cultural
Do marido, da família
Cuida, cuida da rotina
Só mesmo rejeita
Bem conhecida receita
[10] Quem não sem dores
Aceita que tudo deve mudar
Que um homem não te define
Sua casa não te define
Sua carne não te define
[15] Você é seu próprio lar
Um homem não te define
Sua casa não te define
Sua carne não te define
Ela desatinou
[20] Desatou nós
Vai viver só
Ela desatinou
Desatou nós
Vai viver só
[25] Eu não me vejo na palavra
Fêmea: Alvo de caça
Conformada vítima
Prefiro queimar o mapa
Traçar de novo a estrada
[30] Ver cores nas cinzas
E a vida reinventar
E um homem não me define
Minha casa não me define
Minha carne não me define
[35] Eu sou meu próprio lar
Ela desatinou
Desatou nós
Vai viver só
https://www.vagalume.com.br/francisco-el-hombre/triste-louca-ou-ma.html. Acesso em: 22/08/2018.
Questão 6 616035
COTIL 1° Ano 2019Texto para a questão:
Fomos proibidos de te amar, São Paulo
Herdamos o mito dos bandeirantes, e vocês transformaram Borba Gato, esse genocida, em fundador de nossa identidade. De legado, temos esta metástase em forma de desenvolvimentismo estéril, estas milhões de toneladas de concreto que hoje tentamos adornar para deixá-las suportáveis, mas que seria melhor não existissem.
Nos confinaram em bolhas de metal, em bolhas de concreto, em bolhas de vidro, como se fôssemos gado que tem por ração plástico. Disseram na nossa cara que11 praia de paulistano é shopping5, que Cumbica é o melhor lugar de nossa cidade, que plano de aposentadoria é pousada na Bahia. Que aqui não se cria filho, que essa terra só serve para ganhar dinheiro, como uma versão apocalíptica de Serra Pelada.
Nos deram uma ponte hedionda como novo cartão postal4, transformaram nossa espinha dorsal em uma avenida de banqueiros, bairros inteiros em cidades-dormitório. Nos chamaram de feios, sem horizonte, sem perspectiva além da fuga. Que aqui não tem amor3. Envenenaram nosso ar, nossa água, e até ela nos usurparam1.
Por identidade nos deram os bairros, que ainda assim se digladiam entre si, o excesso de trabalho e um superpoder: a capacidade de deixar o outro invisível, praticada todos os dias com pessoas e lugares, nos semáforos, quando nos deparamos com o dependente químico que9 chamamos de zumbi, metáfora usada em tom cruel e irônico para dar nome ao nosso maior monstro social2, justamente porque eles não produzem como nós, os viventes.
Nossa história e arquitetura foram deixadas às ruínas, que ativamente permitimos que desmoronem6. Nos legaram um palimpsesto de cidade, onde sobrepomos uma camada de concreto à outra, sem respeito pelo passado, planejamento ou cuidado.
Nos disseram que devemos conquistar ou ser conquistados, non ducor duco*, fomos colocados em estado permanente de guerra uns contra os outros, nos envenenaram com o medo pelas ruas e deixaram que o único elemento que nos cimentasse fosse o ódio comum e ancestral por São Paulo. Sem história, sem horizonte, perdidos. Fomos proibidos de te amar, São Paulo.
Chega. Talvez essa relação atávica de ódio nos encha os olhos de cataratas e não consigamos dar nome a essa emergência ainda, mas o faremos, com o devido distanciamento histórico. Ocupamos as ruas com comida, com música, com arte, com cinema, com vida em toda a sua potência7. Vimos no feio o belo13, deixamos de ter medo da rua, que surge como um eixo que começa a aglutinar em torno de si uma nova identidade de paulistano. Lutamos com mil unhas e dentes por um pedaço de terra que até então não era mais do que10 um estacionamento e que chamaremos de parque. Fizemos da cicatriz causada pelo militarismo um espaço para ensinar os novos paulistanos a andarem de bicicleta. Ocupamos lugares que nunca tínhamos visto e recuperamos a avenida das mãos dos banqueiros. Faremos turismo na cidade que habitamos. Não aceitamos mais esse ódio, esse estado permanente de guerra, a necessidade de conquistar o outro diariamente.
São Paulo é uma cidade no futuro: pós-apocalíptica, radioativa, seca, onde um dia dinheiro e trabalho não serão os únicos imperativos da vida social. Quando o mundo tremer, todas as cidades serão parecidas com a nossa. Do caos e da feiúra emerge uma beleza que apenas nós, que rejeitamos sua ideia de belo, vemos.8
Temos vontade de rua, negamos seus heróis, seus monumentos, seus carros, seus modos de vida. Nem que12 nos custem décadas, mas faremos algo belo com os escombros que herdamos e deles faremos uma cidade, não uma abstração chamada São Paulo. Ocuparemos cada fresta, cada trinca, cada buraco da cidade cinza. Aqui se encerra esse ciclo de ódio e se abre uma possibilidade de um novo começo na relação com São Paulo.
Nossa terra está em transe. Somos afortunados. Somos os novos paulistanos, e essa cidade é nosso rolê.
* expressão latina: “não sou conduzido, conduzo”
(GUERRA, Facundo. Fomos proibidos de te amar, São Paulo. Carta Capital. Caderno Sociedade. 27/08/2015. Disponível em: https://www.cartacapital.com.br/sociedade/fomos-proibidos-de-te-amar-sao-paulo-2365.html. Acessado em 11/08/2018)
A figura de linguagem que sustenta o trecho “Ocupamos as ruas com comida, com música, com arte, com cinema, com vida em toda a sua potência.”7 é:
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