Questões de EFAF Português - Leitura e Interpretação de Texto
7.497 Questões
Questão 13 10685174
CMJF 6° Ano - Língua Portuguesa (Prova 1) 2019Texto : HERÓIS DA VIDA REAL
Eu acredito em heróis
de carne, osso e suor.
Heróis que acertam e erram,
heróis de uma vida só,
[05] heróis de alma e de corpo
que um dia vão virar pó.
Os verdadeiros heróis
vivem histórias reais,
não são estrelas famosas,
[10] não estampam os jornais,
são como eu e você, seres humanos mortais.
É aquele professor,
que ensina o aluno a ler.
[15] É alguém que mata a fome
de quem não pode comer.
Herói é quem faz o bem
sem nenhum superpoder.
É aquele que trabalha
[20] todo dia honestamente,
o agricultor no campo
debaixo de um sol quente,
o médico no consultório
salvando seu paciente.
[25] É um bom policial
arriscando a própria vida
pra que a sociedade
esteja bem protegida,
um voluntario na guerra
[30] distante de sua terra
cuidando de uma ferida.
É quem dá um bom conselho
a quem tá desesperado,
é quem indica um emprego
[35] pra qualquer desempregado,
é quem simplesmente abraça
quem tem que ser abraçado.
Herói é o diferente
que luta por igualdade,
[40] é quem cobra dos políticos
respeito e honestidade,
é quem enfrenta a mentira
com o poder da verdade.
Não espere por medalhas,
[45] Homenagens de ninguém.
A consciência tranquila,
de que você fez o bem,
é muito mais valiosa
que os aplausos de alguém.
[50] Pra ser um super-herói
não é preciso voar,
tampouco ser imortal.
Essa vida vai passar,
e é cada gesto seu
[55] que vai lhe imortalizar.
Herói sou eu, é você,
é essa gente do bem,
que peleja todo dia
para se salvar também.
[60] Que entende que a união
talvez seja a solução
e que isso nos conforte.
Que esse povo unido
consciente e destemido
[65] é um herói bem mais forte.
www.tudoepoema.com.br/braulio-bessa-herois-da-vida-real/
O texto compõe-se de dois eixos semânticos: a definição dos heróis da vida real e os conselhos para o leitor.
Assinale os versos abaixo que demarcam o início dos conselhos.
Questão 1 10684823
CMJF 6° Ano - Língua Portuguesa (Prova 1) 2019Texto - CHUMBINHO
Miguel chegava de bicicleta ao Colégio Elite bem no meio da algazarra da entrada dos alunos.
Estacionou no pátio e viu que a seu lado chegava um camaradinha uns dois anos mais novo, alegre e simpático como ele só. Também largou sua magrela ao lado da de Miguel e perguntou:
- Oi! Você é o Miguel, não é?
[05]- Sou - Miguel respondeu, achando graça. — E você, quem é?
- Me chamam de Chumbinho...
Enquanto Miguel tirava a mochila do bagageiro e a encaixava entre os ombros, o menino
Chumbinho corria na direção de um tumulto perto do portão da escola, zoeira grande demais mesmo para a algazarra normal daquele horário. Miguel logo o seguiu e viu uma roda de alunos que
[10] provocavam um menino de uns sete anos que... que chorava!
O grupo ria, arreliava e humilhava sadicamente o pobrezinho, pois parecia que o choro do garoto era o que eles queriam que acontecesse.
- E aí, Gaguinho?
- Fala de novo! Mas be-be-bem de-de-va-va-ga-ga-ri-rinho, hein?
[15]- Ha, ha, hal Quero ver esse pouca-fala na hora da chamada oral!
- Ga-ga-ga! Ga-ga-guinhôôôôô!
O sangue subiu à cabeça de Miguel. Estava pronto para intervir quando o tal Chumbinho antecipou-se: era bem menor do que os provocadores, mas avançava para o meio da roda, passava um braço pelo ombro do garotinho choroso, punha a outra mão na cintura, desafiadoramente, e
[20] levantava a voz:
- O que-que-que es-tá-tá a-a-a-con-con-te-te-cendo? Que co-var-di-dia é e-e-essa? Tá to-to-do mun-mundo ma-ma-luco, é?
Como por encanto, no grupo de gozadores baixou um silêncio de cemitério. Logo no portão de entrada, um dos lugares mais barulhentos de qualquer escola! Os provocadores empalideciam,
[25] recuavam, e um deles falou, quase gaguejando também:
- O que é isso, Chumbinho? Você não é gago...
- Nã-não so-sou, é? Po-por que não po-posso se-ser? E se-se eu for, hein, hein, hein? Vai que-querer me go-gozar, va-vai?
O rapaz baixava os olhos. amedrontado.
[30] "Amedrontado, por que?" pensava Miguel, cheio de admiração. Afinal de contas aquele garoto a quem chamavam de Chumbinho não parecia um brigão, e era bem menor do que os gozadores.
Seu físico não meteria medo em ninguém!
- Puxa. Chumbinho... - desculpava-se o outro, que, pelo jeito, deveria ser o líder da provocação. - A gente só estava de brincadeira....
[35] Chumbinho enfureceu-se
- De brincadeira?! De brincadeira, você diz? Então por que não brinca assim comigo?
- Vocês não têm a menor vergonha? Esse menino acabou de ser transferido para cá e e assim que vocês mostram a cara dos alunos do Elite?
Os outros calavam-se, baixavam as cabeças, disfarçavam, alguns procuravam esgueirar-se
[40] para longe do problema, e nenhum deles conseguia encarar o menino Chumbinho, sempre de
queixo erguido, decidido feito herói de revista em quadrinhos.
De repente, os curiosos que cercavam a cena e que primeiro a haviam presenciado só para ver aonde aquilo lá chegar, prorromperam em aplausos entusiasmados, em gritos, como se seu time predileto tivesse acabado de marcar o gol da vitória:
[45] - Ai, Chumbinho!
- Mostrou pra eles!
- Viva o Chumbinho! (...)
O herói do dia, ainda sob aplausos, começou a afastar-se, conduzindo o novato, que agora não mais chorava.
[50] - Viva o Chumbinhôôôô! - aplaudiam todos.
Chumbinho, de cabeça erguida, piscou na direção de Miguel ao passar por ele.
(Pedro Bandeira. A droga da amizade 1. ed. São Paulo: Moderna. pp. 27-30)
Em relação ao foco narrativo do texto, pode-se dizer que está em
Questão 7 10683144
OBRL 5ºAno, 1° Fase - TETA 2019A lenda da Fada do Dente diz que quando uma criança perde um dente de leite, deve deixá-lo embaixo do travesseiro. Durante a noite, uma Fada o levará e, em troca, deixará uma moeda. Nos Estados Unidos, no dia 28 de fevereiro e em 22 de agosto, se comemora o Dia Nacional da Fada do Dente. Apesar de chamarem Dia Nacional, não é um feriado oficial e não foram encontrados registros sobre a origem das datas, mesmo assim, as pessoas comemoram e se divertem.
Acessado em 09.07.19, disponível em: https://www.anjosnet.com.br/a-fada-do-dente/#ixzz4RIkX9IfP
Uma outra fada, a do “mês”, transforma o mês do nosso ano em dias.
Se ontem foi “junho”, então amanhã será.
Questão 6 10627445
COTIL 1° Ano 2019Texto para a questão:
Fomos proibidos de te amar, São Paulo
Herdamos o mito dos bandeirantes, e vocês transformaram Borba Gato, esse genocida, em fundador de nossa identidade. De legado, temos esta metástase em forma de desenvolvimentismo estéril, estas milhões de toneladas de concreto que hoje tentamos adornar para deixá-las suportáveis, mas que seria melhor não existissem.
Nos confinaram em bolhas de metal, em bolhas de concreto, em bolhas de vidro, como se fôssemos gado que tem por ração plástico. Disseram na nossa cara que11 praia de paulistano é shopping5, que Cumbica é o melhor lugar de nossa cidade, que plano de aposentadoria é pousada na Bahia. Que aqui não se cria filho, que essa terra só serve para ganhar dinheiro, como uma versão apocalíptica de Serra Pelada.
Nos deram uma ponte hedionda como novo cartão postal4, transformaram nossa espinha dorsal em uma avenida de banqueiros, bairros inteiros em cidades-dormitório. Nos chamaram de feios, sem horizonte, sem perspectiva além da fuga. Que aqui não tem amor3. Envenenaram nosso ar, nossa água, e até ela nos usurparam1.
Por identidade nos deram os bairros, que ainda assim se digladiam entre si, o excesso de trabalho e um superpoder: a capacidade de deixar o outro invisível, praticada todos os dias com pessoas e lugares, nos semáforos, quando nos deparamos com o dependente químico que9 chamamos de zumbi, metáfora usada em tom cruel e irônico para dar nome ao nosso maior monstro social2, justamente porque eles não produzem como nós, os viventes.
Nossa história e arquitetura foram deixadas às ruínas, que ativamente permitimos que desmoronem6. Nos legaram um palimpsesto de cidade, onde sobrepomos uma camada de concreto à outra, sem respeito pelo passado, planejamento ou cuidado.
Nos disseram que devemos conquistar ou ser conquistados, non ducor duco*, fomos colocados em estado permanente de guerra uns contra os outros, nos envenenaram com o medo pelas ruas e deixaram que o único elemento que nos cimentasse fosse o ódio comum e ancestral por São Paulo. Sem história, sem horizonte, perdidos. Fomos proibidos de te amar, São Paulo.
Chega. Talvez essa relação atávica de ódio nos encha os olhos de cataratas e não consigamos dar nome a essa emergência ainda, mas o faremos, com o devido distanciamento histórico. Ocupamos as ruas com comida, com música, com arte, com cinema, com vida em toda a sua potência7. Vimos no feio o belo13, deixamos de ter medo da rua, que surge como um eixo que começa a aglutinar em torno de si uma nova identidade de paulistano. Lutamos com mil unhas e dentes por um pedaço de terra que até então não era mais do que10 um estacionamento e que chamaremos de parque. Fizemos da cicatriz causada pelo militarismo um espaço para ensinar os novos paulistanos a andarem de bicicleta. Ocupamos lugares que nunca tínhamos visto e recuperamos a avenida das mãos dos banqueiros. Faremos turismo na cidade que habitamos. Não aceitamos mais esse ódio, esse estado permanente de guerra, a necessidade de conquistar o outro diariamente.
São Paulo é uma cidade no futuro: pós-apocalíptica, radioativa, seca, onde um dia dinheiro e trabalho não serão os únicos imperativos da vida social. Quando o mundo tremer, todas as cidades serão parecidas com a nossa. Do caos e da feiúra emerge uma beleza que apenas nós, que rejeitamos sua ideia de belo, vemos.8
Temos vontade de rua, negamos seus heróis, seus monumentos, seus carros, seus modos de vida. Nem que12 nos custem décadas, mas faremos algo belo com os escombros que herdamos e deles faremos uma cidade, não uma abstração chamada São Paulo. Ocuparemos cada fresta, cada trinca, cada buraco da cidade cinza. Aqui se encerra esse ciclo de ódio e se abre uma possibilidade de um novo começo na relação com São Paulo.
Nossa terra está em transe. Somos afortunados. Somos os novos paulistanos, e essa cidade é nosso rolê.
* expressão latina: “não sou conduzido, conduzo”
(GUERRA, Facundo. Fomos proibidos de te amar, São Paulo. Carta Capital. Caderno Sociedade. 27/08/2015. Disponível em: https://www.cartacapital.com.br/sociedade/fomos-proibidos-de-te-amar-sao-paulo-2365.html. Acessado em 11/08/2018)
A figura de linguagem que sustenta o trecho “Ocupamos as ruas com comida, com música, com arte, com cinema, com vida em toda a sua potência.”7 é:
Questão 4 10627429
COTIL 1° Ano 2019Texto para a questão:
Fomos proibidos de te amar, São Paulo
Herdamos o mito dos bandeirantes, e vocês transformaram Borba Gato, esse genocida, em fundador de nossa identidade. De legado, temos esta metástase em forma de desenvolvimentismo estéril, estas milhões de toneladas de concreto que hoje tentamos adornar para deixá-las suportáveis, mas que seria melhor não existissem.
Nos confinaram em bolhas de metal, em bolhas de concreto, em bolhas de vidro, como se fôssemos gado que tem por ração plástico. Disseram na nossa cara que11 praia de paulistano é shopping5, que Cumbica é o melhor lugar de nossa cidade, que plano de aposentadoria é pousada na Bahia. Que aqui não se cria filho, que essa terra só serve para ganhar dinheiro, como uma versão apocalíptica de Serra Pelada.
Nos deram uma ponte hedionda como novo cartão postal4, transformaram nossa espinha dorsal em uma avenida de banqueiros, bairros inteiros em cidades-dormitório. Nos chamaram de feios, sem horizonte, sem perspectiva além da fuga. Que aqui não tem amor3. Envenenaram nosso ar, nossa água, e até ela nos usurparam1.
Por identidade nos deram os bairros, que ainda assim se digladiam entre si, o excesso de trabalho e um superpoder: a capacidade de deixar o outro invisível, praticada todos os dias com pessoas e lugares, nos semáforos, quando nos deparamos com o dependente químico que9 chamamos de zumbi, metáfora usada em tom cruel e irônico para dar nome ao nosso maior monstro social2, justamente porque eles não produzem como nós, os viventes.
Nossa história e arquitetura foram deixadas às ruínas, que ativamente permitimos que desmoronem6. Nos legaram um palimpsesto de cidade, onde sobrepomos uma camada de concreto à outra, sem respeito pelo passado, planejamento ou cuidado.
Nos disseram que devemos conquistar ou ser conquistados, non ducor duco*, fomos colocados em estado permanente de guerra uns contra os outros, nos envenenaram com o medo pelas ruas e deixaram que o único elemento que nos cimentasse fosse o ódio comum e ancestral por São Paulo. Sem história, sem horizonte, perdidos. Fomos proibidos de te amar, São Paulo.
Chega. Talvez essa relação atávica de ódio nos encha os olhos de cataratas e não consigamos dar nome a essa emergência ainda, mas o faremos, com o devido distanciamento histórico. Ocupamos as ruas com comida, com música, com arte, com cinema, com vida em toda a sua potência7. Vimos no feio o belo13, deixamos de ter medo da rua, que surge como um eixo que começa a aglutinar em torno de si uma nova identidade de paulistano. Lutamos com mil unhas e dentes por um pedaço de terra que até então não era mais do que10 um estacionamento e que chamaremos de parque. Fizemos da cicatriz causada pelo militarismo um espaço para ensinar os novos paulistanos a andarem de bicicleta. Ocupamos lugares que nunca tínhamos visto e recuperamos a avenida das mãos dos banqueiros. Faremos turismo na cidade que habitamos. Não aceitamos mais esse ódio, esse estado permanente de guerra, a necessidade de conquistar o outro diariamente.
São Paulo é uma cidade no futuro: pós-apocalíptica, radioativa, seca, onde um dia dinheiro e trabalho não serão os únicos imperativos da vida social. Quando o mundo tremer, todas as cidades serão parecidas com a nossa. Do caos e da feiúra emerge uma beleza que apenas nós, que rejeitamos sua ideia de belo, vemos.8
Temos vontade de rua, negamos seus heróis, seus monumentos, seus carros, seus modos de vida. Nem que12 nos custem décadas, mas faremos algo belo com os escombros que herdamos e deles faremos uma cidade, não uma abstração chamada São Paulo. Ocuparemos cada fresta, cada trinca, cada buraco da cidade cinza. Aqui se encerra esse ciclo de ódio e se abre uma possibilidade de um novo começo na relação com São Paulo.
Nossa terra está em transe. Somos afortunados. Somos os novos paulistanos, e essa cidade é nosso rolê.
* expressão latina: “não sou conduzido, conduzo”
(GUERRA, Facundo. Fomos proibidos de te amar, São Paulo. Carta Capital. Caderno Sociedade. 27/08/2015. Disponível em: https://www.cartacapital.com.br/sociedade/fomos-proibidos-de-te-amar-sao-paulo-2365.html. Acessado em 11/08/2018)
Por suas características formais, por sua função e uso, o texto pertence ao gênero:
Questão 7 10605846
Colégio Embraer 2019
Leia os textos I e II para responder à questão
Texto I
O espaço físico das ruas é finito e precisa acomodar distintos usos. Diante dessa premissa básica, devemos refletir sobre onde devem circular as patinetes elétricas e como é importante regrar esse uso.
As patinetes trazem à tona um debate importante sobre espaço viário e limites de velocidade. Nas ruas em que a velocidade máxima permitida é de 30 km/h – uma tendência mundial na questão de segurança para vias urbanas –, as patinetes, que rodam a até 20 km/h, podem compartilhar o leito viário com os demais veículos. Onde a velocidade praticada é maior, a vulnerabilidade de quem anda de patinete impõe uma infraestrutura à parte, e as ciclovias aparecem como boa opção.
(Luís Antonio Lindau, Doutor em transportes pela Universidade de Southampton (Inglaterra) e diretor do Programa de Cidades do WRI (World Resources Institute) Brasil. “A regulamentação criada para as patinetes em São Paulo é adequada?”. Em: Folha de S.Paulo, 25.05.2019. Adaptado)
Texto II
Não percebemos como chegaram, nem por que chegaram, mas as patinetes elétricas, de uma hora para outra, passaram a fazer parte do cotidiano das grandes cidades brasileiras.
As empresas locadoras desse meio de transporte a motor elétrico foram chegando devagar – até que invadiram calçadas, ruas e ciclovias da cidade. E, nessa disputa por espaço para circulação e necessário convívio, os conflitos começaram.
Patinetes nas calçadas prejudicando a circulação de pedestres, patinetes nas ruas usando ciclovias e ciclofaixas, patinetes disputando espaço com ciclistas, motociclistas, carros, ônibus e caminhões nas faixas de circulação de avenidas e ruas e os inevitáveis acidentes ocorrendo de maneira frequente.
(Maurício Januzzi Santos, Ex-presidente da Comissão de Trânsito da OAB-SP e professor e mestre em direito pela PUC-SP. “A regulamentação criada para as patinetes em São Paulo é adequada?”. Em: Folha de S.Paulo, 25.05.2019. Adaptado)
Assinale a alternativa em que a preposição destacada forma uma expressão com valor adjetivo.
06
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