Questões de EFAF Português - Leitura e Interpretação de Texto
7.497 Questões
Questão 9 11476185
IFPA Integrado 2019Leia o texto:
Educação no Brasil
[...] Logo, agora não mais pelo bom senso e
sim pelo costume, a “culpa” tenderia a cair sobre
o profissional docente. Dessa forma, se tornam
alvos os professores, que ficam no fogo cruzado
de muitas esperanças sociais e políticas em crise
nos dias atuais. As críticas externas ao sistema
educacional cobram dos professores cada vez
mais trabalho, como se a educação, sozinha,
tivesse que resolver todos os problemas sociais.
Já sabemos que não basta, como se pensou
nos anos 1950 e 1960, dotar professores de
livros e de novos materiais pedagógicos. Nesta
época, essa era a tese mais aceita. O fato é que
a qualidade da educação está fortemente aliada
à qualidade da formação dos professores. Outro
fato é que o que o professor pensa sobre o
ensino determina o que o professor faz quando
ensina. O desenvolvimento dos professores é
uma precondição para o desenvolvimento da
escola e, em geral, a experiência demonstra que
os docentes são maus executores das ideias
dos outros. Nenhuma reforma, inovação ou
transformação – como queira chamar – perdura
sem o docente. [...]
BRUINI, Eliane da Costa. Adaptação de Educação no Brasil. Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/educacao/ educacao-no-brasil.htm. Acesso em: 14 set. 2018
“Só acontecerá mudanças profundas quando a formação dos professores deixar de ser um processo de atualização...”.
Sobre as estruturas linguísticas do trecho em destaque, é correto afirmar que:
Questão 6 11475948
IFPA Integrado 2019Leia o texto:
As possibilidades perdidas
Fiquei sabendo que um poeta mineiro que
eu não conhecia, chamado Emilio Moura, teria
completado 100 anos neste mês de agosto, caso
vivo fosse. Era amigo de outro grande poeta,
Drummond. Chegaram a mim alguns versos dele,
e um em especial me chamou a atenção: “Viver
não dói. O que dói é a vida que não se vive”.
Definitivo, como tudo o que é simples. Nossa
dor não advém das coisas vividas, mas das coisas
que foram sonhadas e não se cumpriram.
Por que sofremos tanto por amor? O certo
seria a gente não sofrer, apenas agradecer por
termos conhecido uma pessoa tão bacana, que
gerou em nós um sentimento intenso e que
nos fez companhia por um tempo razoável, um
tempo feliz. Sofremos por quê?
Porque automaticamente esquecemos o que
foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas
projeções irrealizadas, por todas as cidades
que gostaríamos de ter conhecido ao lado do
nosso amor e não conhecemos, por todos os
filhos que gostaríamos de ter tido junto e não
tivemos, por todos os shows e livros e silêncios
que gostaríamos de ter compartilhado, e não
compartilhamos. Por todos os beijos cancelados,
pela eternidade interrompida.
Sofremos não porque nosso trabalho é
desgastante e paga pouco, mas por todas as
horas livres que deixamos de ter para ir ao
cinema, para conversar com um amigo, para
nadar, para namorar. Sofremos não porque
nossa mãe é impaciente conosco, mas por
todos os momentos em que poderíamos estar
confidenciando a ela nossas mais profundas
angústias se ela estivesse interessada em nos
compreender. Sofremos não porque nosso time
perdeu, mas pela euforia sufocada. Sofremos
não porque envelhecemos, mas porque o futuro
está sendo confiscado de nós, impedindo assim
que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas
com as quais sonhamos e nunca chegamos a
experimentar.
Como aliviar a dor do que não foi vivido? A
resposta é simples como um verso: se iludindo
menos e vivendo mais.
MEDEIROS, Martha. As possibilidades perdidas. RevistaPazes: 2016. Disponível em: https://www.revistapazes.com/ perdidasmarthamedeiros. Acesso em: 13 set. 2018.
No caso do trecho “Viver não dói. O que dói é a vida que não se vive”, as aspas cumprem o papel de:
Questão 4 11475918
IFPA Integrado 2019Leia o texto:
As possibilidades perdidas
Fiquei sabendo que um poeta mineiro que
eu não conhecia, chamado Emilio Moura, teria
completado 100 anos neste mês de agosto, caso
vivo fosse. Era amigo de outro grande poeta,
Drummond. Chegaram a mim alguns versos dele,
e um em especial me chamou a atenção: “Viver
não dói. O que dói é a vida que não se vive”.
Definitivo, como tudo o que é simples. Nossa
dor não advém das coisas vividas, mas das coisas
que foram sonhadas e não se cumpriram.
Por que sofremos tanto por amor? O certo
seria a gente não sofrer, apenas agradecer por
termos conhecido uma pessoa tão bacana, que
gerou em nós um sentimento intenso e que
nos fez companhia por um tempo razoável, um
tempo feliz. Sofremos por quê?
Porque automaticamente esquecemos o que
foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas
projeções irrealizadas, por todas as cidades
que gostaríamos de ter conhecido ao lado do
nosso amor e não conhecemos, por todos os
filhos que gostaríamos de ter tido junto e não
tivemos, por todos os shows e livros e silêncios
que gostaríamos de ter compartilhado, e não
compartilhamos. Por todos os beijos cancelados,
pela eternidade interrompida.
Sofremos não porque nosso trabalho é
desgastante e paga pouco, mas por todas as
horas livres que deixamos de ter para ir ao
cinema, para conversar com um amigo, para
nadar, para namorar. Sofremos não porque
nossa mãe é impaciente conosco, mas por
todos os momentos em que poderíamos estar
confidenciando a ela nossas mais profundas
angústias se ela estivesse interessada em nos
compreender. Sofremos não porque nosso time
perdeu, mas pela euforia sufocada. Sofremos
não porque envelhecemos, mas porque o futuro
está sendo confiscado de nós, impedindo assim
que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas
com as quais sonhamos e nunca chegamos a
experimentar.
Como aliviar a dor do que não foi vivido? A
resposta é simples como um verso: se iludindo
menos e vivendo mais.
MEDEIROS, Martha. As possibilidades perdidas. RevistaPazes: 2016. Disponível em: https://www.revistapazes.com/ perdidasmarthamedeiros. Acesso em: 13 set. 2018.
O trecho do texto em que é apresentado o uso da linguagem no sentido conotativo é:
Questão 45 11402585
IFMS 2019O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou alguns exemplos de como serão as questões do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) traduzidas para Libras, a Língua Brasileira de Sinais, que será oferecida aos candidatos com deficiência auditiva pela primeira vez desde o lançamento do exame. O candidato deve informar a necessidade no ato da inscrição. As provas destes participantes serão realizadas em salas adaptadas e separadas dos demais, com até seis participantes por sala e dois intérpretes – estes terão como função atender os candidatos em dúvidas que não interfiram nas respostas das questões.
(Disponível em: https://guiadoestudante.abril.com.br/enem/veja-como-serao-as-provas-em-libras-do-enem/. Acesso 15 de out de 2018.)
Assinale a alternativa que mostra o ano em que foram proporcionadas aos surdos provas do ENEM traduzidas em Libras.
Questão 3 11343812
IFMS 2019O texto lido fala sobre um gênero digital que tem se popularizado cada vez mais na sociedade.
Segundo o site Tecmundo:
O Twitter foi fundado em 2006 por Dorsey, Williams e Stone. A ideia surgiu de Dorsey durante uma reunião de discussão de ideias (brainstorming) em que ele falava sobre um serviço de troca de status, como um SMS. Chamado simplesmente de Status, o pré-Twitter tinha como conceito exatamente o envio de mensagens curtas através do celular, em que você receberia um twich (vibração, em tradução livre) no seu bolso quando um update era enviado. Entretanto, a palavra não agradou, pois não mostrava exatamente o que era o serviço. Ao buscar nomes parecidos no dicionário, Dorsey e os outros encontraram a palavra twitter, que em inglês tem dois significados: “uma pequena explosão de informações inconsequentes” e “pios de pássaros”. Ambos combinavam perfeitamente com o conceito.
(Disponível em: https://www.tecmundo.com.br/rede-social/3667-a-historia-do-twitter.htm. Acesso em 26 set 2018.)
Pela leitura do texto, percebe-se que os gêneros textuais também podem ser entendidos como
Questão 14 11092604
IFSC Integrados 2019/1Leia o texto a seguir para responder à questão.
TEXTO
Mito n° 6
“O certo é falar assim porque se escreve assim”
Diante de uma tabuleta escrita COLÉGIO é provável que um pernambucano, lendo-a em voz alta,
diga CÒlégio, que um carioca diga CUlégio, que um paulistano diga CÔlégio. E agora? Quem está
certo? Ora, todos estão igualmente certos. O que acontece é que em toda língua do mundo existe
um fenômeno chamado variação, isto é, nenhuma língua é falada do mesmo jeito em todos os
[5] lugares, assim como nem todas as pessoas falam a própria língua de modo idêntico. Infelizmente,
existe uma tendência (mais um preconceito!) muito forte no ensino da língua de querer obrigar o
aluno a pronunciar “do jeito que se escreve”, como se essa fosse a única maneira “certa” de falar
português (Imagine se alguém fosse falar inglês ou francês do jeito que se escreve!). Muitas
gramáticas e livros didáticos chegam ao cúmulo de aconselhar o professor a “corrigir” quem fala
[10]muleque, bêjo, minino, bisôro, como se isso pudesse anular o fenômeno da variação, tão natural e
tão antigo na história das línguas. Essa supervalorização da língua escrita combinada com o
desprezo da língua falada é um preconceito que data de antes de Cristo! É claro que é preciso
ensinar a escrever de acordo com a ortografia oficial, mas não se pode fazer isso tentando criar
uma língua falada “artificial” e reprovando como “erradas” as pronúncias que são resultado natural
[15] das forças internas que governam o idioma. Seria mais justo e democrático dizer ao aluno que ele
pode dizer BUnito ou BOnito, mas que só pode escrever BONITO, porque é necessária uma
ortografia única para toda a língua, para que todos possam ler e compreender o que está escrito,
mas é preciso lembrar que ela funciona como a partitura de uma música: cada instrumentista vai
interpretá-la de um modo todo seu, particular
Fonte: BAGNO, Marcos. Preconceito Linguístico: o que é, como se faz. 49ª ed. São Paulo: Loyola, 2007, p. 52-53. (adaptado) Acesso em: 10 abr. 2018.
Leia com atenção o excerto a seguir assinale a alternativa CORRETA:
“Infelizmente, existe uma tendência (mais um preconceito!) muito forte no ensino da língua de querer obrigar o aluno a pronunciar “do jeito que se escreve”, como se essa fosse a única maneira “certa” de falar português [...]”
As aspas possuem diversas funções num texto.
No trecho, o autor usou aspas na palavra em destaque principalmente para:
06
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