Questões de EFAF Português
15.488 Questões
Questão 17 10739610
CEDAF 2012Leia o texto abaixo e responda à questão propostas:
Mochilão entre jovens é impulsionado por preços em conta
Antes de explorar a Europa e outros continentes, muitos jovens têm escolhido a América do Sul para fazer o seu primeiro
mochilão
O motivo é o preço. "É tudo muito barato. Passamos um mês viajando, ficamos nos melhores albergues, comemos muito
bem e até esquiamos. Gastamos pouco mais de R$ 3.000 cada um”, conta Nando Takenobu, 21. Com duas amigas, ele foi do Peru
[5] à Argentina nas férias de julho.
Segundo Isabel Baptista, gerente da agência de viagens Cl, a procura por roteiros na América Latina aumentou 50% desde o
ano passado, especialmente entre os viajantes jovens.
Ela conta que, por isso, em maio a agência criou pacotes para países antes pouco procurados, como Peru e Bolívia.
"Por causa do câmbio favorável, é a região mais econômica para se fazer uma viagem internacional hoje em dia."
[10] O continente também atrai os mochileiros independentes, que não usam agências de viagem. No seu maior ponto de
encontro na internet, o fórum mochileiros.com, há 45 mil mensagens sobre a América do Sul (são 15 mil sobre a Europa).
Mas nem tudo é perfeito. Que o diga Diego Gutierrez, 21. Depois de cinco dias de trilha para chegar a Machu Picchu,
começou a chover. Com várias regiões do Peru alagadas, ele e dois amigos ficaram ilhados e tiveram de ser resgatados pela FAB
(Força Aérea Brasileira) para voltar ao Brasil.
[15] Valeu a pena? "Bom, meus pais não gostariam que eu fizesse outro mochilão, acho."

(Disponivel em: http://www! folha.uol.com.brifolhateen/1009304-mochilao-entre-jovens-e-impulsionado-por-precos-em-conta.shtml. Acesso em: 29 nov. 2011. Adaptado.)
“Mas nem tudo é perfeito.” (linha 12)
Das alterações processadas na passagem acima, aquela em que há mudança substancial de sentido é:
Questão 16 10739608
CEDAF 2012Leia o texto abaixo e responda à questão propostas:
Mochilão entre jovens é impulsionado por preços em conta
Antes de explorar a Europa e outros continentes, muitos jovens têm escolhido a América do Sul para fazer o seu primeiro
mochilão
O motivo é o preço. "É tudo muito barato. Passamos um mês viajando, ficamos nos melhores albergues, comemos muito
bem e até esquiamos. Gastamos pouco mais de R$ 3.000 cada um”, conta Nando Takenobu, 21. Com duas amigas, ele foi do Peru
[5] à Argentina nas férias de julho.
Segundo Isabel Baptista, gerente da agência de viagens Cl, a procura por roteiros na América Latina aumentou 50% desde o
ano passado, especialmente entre os viajantes jovens.
Ela conta que, por isso, em maio a agência criou pacotes para países antes pouco procurados, como Peru e Bolívia.
"Por causa do câmbio favorável, é a região mais econômica para se fazer uma viagem internacional hoje em dia."
[10] O continente também atrai os mochileiros independentes, que não usam agências de viagem. No seu maior ponto de
encontro na internet, o fórum mochileiros.com, há 45 mil mensagens sobre a América do Sul (são 15 mil sobre a Europa).
Mas nem tudo é perfeito. Que o diga Diego Gutierrez, 21. Depois de cinco dias de trilha para chegar a Machu Picchu,
começou a chover. Com várias regiões do Peru alagadas, ele e dois amigos ficaram ilhados e tiveram de ser resgatados pela FAB
(Força Aérea Brasileira) para voltar ao Brasil.
[15] Valeu a pena? "Bom, meus pais não gostariam que eu fizesse outro mochilão, acho."

(Disponivel em: http://www! folha.uol.com.brifolhateen/1009304-mochilao-entre-jovens-e-impulsionado-por-precos-em-conta.shtml. Acesso em: 29 nov. 2011. Adaptado.)
A palavra “mochilão” é formada a partir de outra, “mochila”.
Assinale a alternativa em que o termo sublinhado apresenta um processo de formação semelhante ao observado em “mochilão”:
Questão 20 10737115
CMBH 6° Ano - Português 2012No livro “Emília no país da gramática”, do escritor brasileiro Monteiro Lobato, Emília – uma boneca de pano – juntamente com outras personagens aventuram-se num país imaginário no qual seus moradores são as palavras da Língua Portuguesa. Ao chegarem em uma cidade movimentada e diferente, D. Etimologia, uma das moradoras do local, explica como é a vida por lá. Acompanhe:
GENTE DE FORA
Aqui na cidade nova as palavras vindas da cidade velha misturaram-se com inúmeras de origem
local, ou palavras índias, que já existiam nas terras do Brasil quando os portugueses as descobriram. A
maior parte dos nomes de cidades, rios e montanhas do Brasil são de origem índia, como Tremembé,
Itu, Niterói, Itatiaia, Goiás, Piauí, Pirambóia, etc.
Ita é uma palavra da língua tupi que quer dizer Pedra, e tem servido de Prefixo para a formação
[5] de muitos Nomes. Temos em São Paulo a cidadezinha de Itápolis, formada de Ita, que é indígena, e
Polis (cidade), que é grega. Pira (peixe) é outra palavra tupi muito usada. Piracicaba, Piraquara,
Guapira.
— Eu gosto muito das palavras tupis e lamento que o Brasil não tenha um nome tirado dessa
língua — disse Pedrinho.
[10] — Em compensação muitos Estados do Brasil possuem nomes indígenas, como Pará (rio
grande), Pernambuco (quebra-mar), Paraná (rio enorme), Paraíba (rio ruivo), Maranhão (mar
grande) e outros. O tupi conseguiu encaixar na língua portuguesa grande número de palavras de uso
diário, como Taba, Moranga, Jaguar, Araçá, Jabuticabal, Capim, Carioca, Marimbondo, Pipoca,
Pereba, Cuia, Jararaca, Urutu, Tipiti, Embira, etc.
[15] — E também muitos Nomes Próprios — advertiu Narizinho. — Conheço meninas chamadas
Araci, Iracema, Lindóia, Inaiá, Jandira. . .
— E eu conheço um menino chamado Ubirajara Guaporé de Itapuã Guaratinguaçu, filho dum
turco que mora perto do sítio do Tio Barnabé — lembrou Pedrinho.
— Pois é isso — continuou a velha. — Todas as línguas vão dando palavras para a língua desta
[20] cidade. O grego deu muitas. O hebraico deu várias, como Messias, Rabino, Satanás, Maná, Aleluia. O
árabe deu, entre outras, Alfândega, Alambique, Alface, Alfaiate, Alqueire, Álcool, Algarismo, Arroba,
Armazém, Fatia, Macio, Matraca, Xarope, Cifra, Zero, Assassino. A língua francesa deu boa
quantidade, como Paletó, Boné, Jornal, Bandido, Tambor, Vendaval, Comboio, Conhaque,
Champanha. A língua espanhola deu menos do que devia dar. Citarei Fandango, Frente, Muchacho,
[25] Castanhola, Trecho, Savana. A língua italiana deu muito mais. Ágio, Bancarrota, Bússola, Gôndola,
Cantata, Cascata, Charlatão, Macarrão, Tenor, Piano, Violino, Carnaval, Gazeta, Soneto, Ópera,
Fiasco e Polenta são palavras italianas.
O inglês está dando muitas agora. Das antigas posso citar Cheque, Clube, Tilburi, Trole, Esporte,
Rosbife, Sanduíche; e entre as modernas há várias trazidas pelo cinema e pelo futebol.
[30] — Eu sei uma! — gritou Pedrinho levantando o dedo.
— Diga.
— Okey, que também se escreve com duas letras, OK. Quer dizer que está tudo muito bem.
(...) Dona Etimologia prosseguiu:
— Também vieram muitas palavras da África, trazidas pelos negros escravizados, como Banze,
[35] Cacimba, Canjica, Inhame, Macaco, Mandinga, Moleque, Papagaio, Tanga, Zebra, Vatapá, Batuque,
Mocotó, Gambá. Da Rússia vieram Caleça, Cossaco, Soviete, Bolchevismo, etc. Da Hungria vieram
Coche, Cocheiro, Sutche, Hussardo. Da China vieram Chá, Chávena, Mandarim, Leque. Da Pérsia
vieram Bazar, Caravana, Balcão, Diva, Turbante, Tabuleiro, Tafetá. Da Turquia vieram Tulipa,
Odalisca, Paxá, Bergamota, Quiosque. A velha parou na Turquia, para tomar mais um gole de chá. E
[40] assim se foi formando, e se vai formando, a língua. Uma língua não para nunca. Evolui sempre, isto é,
muda sempre. Há certos gramáticos que querem fazer a língua parar num certo ponto, e acham que é
erro dizermos de modo diferente do que diziam os clássicos.
— Que vem a ser clássicos? — perguntou a menina.
— Os entendidos chamaram clássicos aos escritores antigos, como o Padre Antônio Vieira, Frei
[45] Luís de Sousa, o Padre Manuel Bernardes e outros. Para os Carrancas, quem não escreve como eles
está errado. Mas isso é curteza de vistas. Esses homens foram bons escritores no seu tempo. Se
aparecessem agora seriam os primeiros a mudar ou a adotar a língua de hoje, para serem entendidos. A
língua variou muito e sobretudo aqui na cidade nova. Inúmeras palavras que na cidade velha querem
dizer uma coisa aqui dizem outra. Borracho, por exemplo, quer dizer bêbado; lá quer dizer filhote de
[50] pombo — vejam que diferença! Arrear, aqui é selar um animal; lá, é enfeitar, adornar.
— Então lá há moças bem arreadas? — perguntou Emília.
— Sim — respondeu a velha. — Uma dama bem arreada não espanta a ninguém lá do outro
lado. Aqui, Moço significa jovem; lá, significa serviçal, criado. Também no modo de pronunciar as
palavras existem muitas variações. Aqui, todos dizem Peito; lá, todos dizem Paito, embora escrevam a
[55] palavra da mesma maneira. Aqui se diz Tenho e lá se diz Tanho. Aqui se diz Verão; lá se diz V'rao.
— Também eles dizem por lá Vatata, Vacalhau, Baca, Vesouro — lembrou Pedrinho.
— Sim, o povo de lá troca muito o V pelo B e vice-versa.
— Nesse caso, aqui nesta cidade se fala mais direito do que na cidade velha — concluiu Narizinho.
— Por quê? Ambas têm o direito de falar como quiserem, e portanto ambas estão certas. O que
[60] sucede é que uma língua, sempre que muda de terra, começa a variar muito mais depressa do que se
não tivesse mudado. Os costumes são outros, a natureza é outra — as necessidades de expressão
tornam-se outras. Tudo junto força a língua que emigra a adaptar-se à sua nova pátria. A língua desta
cidade está ficando um dialeto da língua velha. Com o correr dos séculos é bem capaz de ficar tão
diferente da língua velha como esta ficou diferente do latim. Vocês vão ver.
[65] — Nós vamos ver? — exclamou Narizinho, dando uma risada. — Então pensa que somos como
a senhora, que vive toda a vida e mais séculos e séculos?
— Vocês também viverão séculos e séculos por meio de seus futuros filhinhos e netos e bisnetos
— replicou a velha.
— Menos eu! — gritou Emília. — Já me casei e me arrependi bastante. Felizmente, não tive
[70] filhos — e como não pretendo casar-me de novo, não deixarei "descendência" neste mundo...
— E se aparecer um grande pirata, como aquele Capitão Gancho da história de Peter Pan? —
cochichou Narizinho no ouvido dela.
— Isso é outro caso... — respondeu Emília, cujo sonho sempre fora ser esposa dum grande pirata —para
"mandar num navio"...
[75] — Por falar em pirata. . . Onde andará o Visconde? — indagou Pedrinho. — Depois que tirou
Quindim da sala não o vi mais.
— O Visconde está armando alguma — disse a boneca, que andava desconfiada de qualquer
coisa. — Vamos procurá-lo, já, já, antes que lhe aconteça alguma.
E como tinham de procurar o Visconde, despediram-se de Dona Etimologia, que prometeu
[80] aparecer no sítio de Dona Benta.
(LOBATO, Monteiro. Emília no país da gramática. São Paulo: Círculo do Livro. Com adaptações)
De acordo com o texto e a respeito das línguas que influenciaram nosso idioma, NÃO é correto afirmar que:
Questão 19 10737114
CMBH 6° Ano - Português 2012No livro “Emília no país da gramática”, do escritor brasileiro Monteiro Lobato, Emília – uma boneca de pano – juntamente com outras personagens aventuram-se num país imaginário no qual seus moradores são as palavras da Língua Portuguesa. Ao chegarem em uma cidade movimentada e diferente, D. Etimologia, uma das moradoras do local, explica como é a vida por lá. Acompanhe:
GENTE DE FORA
Aqui na cidade nova as palavras vindas da cidade velha misturaram-se com inúmeras de origem
local, ou palavras índias, que já existiam nas terras do Brasil quando os portugueses as descobriram. A
maior parte dos nomes de cidades, rios e montanhas do Brasil são de origem índia, como Tremembé,
Itu, Niterói, Itatiaia, Goiás, Piauí, Pirambóia, etc.
Ita é uma palavra da língua tupi que quer dizer Pedra, e tem servido de Prefixo para a formação
[5] de muitos Nomes. Temos em São Paulo a cidadezinha de Itápolis, formada de Ita, que é indígena, e
Polis (cidade), que é grega. Pira (peixe) é outra palavra tupi muito usada. Piracicaba, Piraquara,
Guapira.
— Eu gosto muito das palavras tupis e lamento que o Brasil não tenha um nome tirado dessa
língua — disse Pedrinho.
[10] — Em compensação muitos Estados do Brasil possuem nomes indígenas, como Pará (rio
grande), Pernambuco (quebra-mar), Paraná (rio enorme), Paraíba (rio ruivo), Maranhão (mar
grande) e outros. O tupi conseguiu encaixar na língua portuguesa grande número de palavras de uso
diário, como Taba, Moranga, Jaguar, Araçá, Jabuticabal, Capim, Carioca, Marimbondo, Pipoca,
Pereba, Cuia, Jararaca, Urutu, Tipiti, Embira, etc.
[15] — E também muitos Nomes Próprios — advertiu Narizinho. — Conheço meninas chamadas
Araci, Iracema, Lindóia, Inaiá, Jandira. . .
— E eu conheço um menino chamado Ubirajara Guaporé de Itapuã Guaratinguaçu, filho dum
turco que mora perto do sítio do Tio Barnabé — lembrou Pedrinho.
— Pois é isso — continuou a velha. — Todas as línguas vão dando palavras para a língua desta
[20] cidade. O grego deu muitas. O hebraico deu várias, como Messias, Rabino, Satanás, Maná, Aleluia. O
árabe deu, entre outras, Alfândega, Alambique, Alface, Alfaiate, Alqueire, Álcool, Algarismo, Arroba,
Armazém, Fatia, Macio, Matraca, Xarope, Cifra, Zero, Assassino. A língua francesa deu boa
quantidade, como Paletó, Boné, Jornal, Bandido, Tambor, Vendaval, Comboio, Conhaque,
Champanha. A língua espanhola deu menos do que devia dar. Citarei Fandango, Frente, Muchacho,
[25] Castanhola, Trecho, Savana. A língua italiana deu muito mais. Ágio, Bancarrota, Bússola, Gôndola,
Cantata, Cascata, Charlatão, Macarrão, Tenor, Piano, Violino, Carnaval, Gazeta, Soneto, Ópera,
Fiasco e Polenta são palavras italianas.
O inglês está dando muitas agora. Das antigas posso citar Cheque, Clube, Tilburi, Trole, Esporte,
Rosbife, Sanduíche; e entre as modernas há várias trazidas pelo cinema e pelo futebol.
[30] — Eu sei uma! — gritou Pedrinho levantando o dedo.
— Diga.
— Okey, que também se escreve com duas letras, OK. Quer dizer que está tudo muito bem.
(...) Dona Etimologia prosseguiu:
— Também vieram muitas palavras da África, trazidas pelos negros escravizados, como Banze,
[35] Cacimba, Canjica, Inhame, Macaco, Mandinga, Moleque, Papagaio, Tanga, Zebra, Vatapá, Batuque,
Mocotó, Gambá. Da Rússia vieram Caleça, Cossaco, Soviete, Bolchevismo, etc. Da Hungria vieram
Coche, Cocheiro, Sutche, Hussardo. Da China vieram Chá, Chávena, Mandarim, Leque. Da Pérsia
vieram Bazar, Caravana, Balcão, Diva, Turbante, Tabuleiro, Tafetá. Da Turquia vieram Tulipa,
Odalisca, Paxá, Bergamota, Quiosque. A velha parou na Turquia, para tomar mais um gole de chá. E
[40] assim se foi formando, e se vai formando, a língua. Uma língua não para nunca. Evolui sempre, isto é,
muda sempre. Há certos gramáticos que querem fazer a língua parar num certo ponto, e acham que é
erro dizermos de modo diferente do que diziam os clássicos.
— Que vem a ser clássicos? — perguntou a menina.
— Os entendidos chamaram clássicos aos escritores antigos, como o Padre Antônio Vieira, Frei
[45] Luís de Sousa, o Padre Manuel Bernardes e outros. Para os Carrancas, quem não escreve como eles
está errado. Mas isso é curteza de vistas. Esses homens foram bons escritores no seu tempo. Se
aparecessem agora seriam os primeiros a mudar ou a adotar a língua de hoje, para serem entendidos. A
língua variou muito e sobretudo aqui na cidade nova. Inúmeras palavras que na cidade velha querem
dizer uma coisa aqui dizem outra. Borracho, por exemplo, quer dizer bêbado; lá quer dizer filhote de
[50] pombo — vejam que diferença! Arrear, aqui é selar um animal; lá, é enfeitar, adornar.
— Então lá há moças bem arreadas? — perguntou Emília.
— Sim — respondeu a velha. — Uma dama bem arreada não espanta a ninguém lá do outro
lado. Aqui, Moço significa jovem; lá, significa serviçal, criado. Também no modo de pronunciar as
palavras existem muitas variações. Aqui, todos dizem Peito; lá, todos dizem Paito, embora escrevam a
[55] palavra da mesma maneira. Aqui se diz Tenho e lá se diz Tanho. Aqui se diz Verão; lá se diz V'rao.
— Também eles dizem por lá Vatata, Vacalhau, Baca, Vesouro — lembrou Pedrinho.
— Sim, o povo de lá troca muito o V pelo B e vice-versa.
— Nesse caso, aqui nesta cidade se fala mais direito do que na cidade velha — concluiu Narizinho.
— Por quê? Ambas têm o direito de falar como quiserem, e portanto ambas estão certas. O que
[60] sucede é que uma língua, sempre que muda de terra, começa a variar muito mais depressa do que se
não tivesse mudado. Os costumes são outros, a natureza é outra — as necessidades de expressão
tornam-se outras. Tudo junto força a língua que emigra a adaptar-se à sua nova pátria. A língua desta
cidade está ficando um dialeto da língua velha. Com o correr dos séculos é bem capaz de ficar tão
diferente da língua velha como esta ficou diferente do latim. Vocês vão ver.
[65] — Nós vamos ver? — exclamou Narizinho, dando uma risada. — Então pensa que somos como
a senhora, que vive toda a vida e mais séculos e séculos?
— Vocês também viverão séculos e séculos por meio de seus futuros filhinhos e netos e bisnetos
— replicou a velha.
— Menos eu! — gritou Emília. — Já me casei e me arrependi bastante. Felizmente, não tive
[70] filhos — e como não pretendo casar-me de novo, não deixarei "descendência" neste mundo...
— E se aparecer um grande pirata, como aquele Capitão Gancho da história de Peter Pan? —
cochichou Narizinho no ouvido dela.
— Isso é outro caso... — respondeu Emília, cujo sonho sempre fora ser esposa dum grande pirata —para
"mandar num navio"...
[75] — Por falar em pirata. . . Onde andará o Visconde? — indagou Pedrinho. — Depois que tirou
Quindim da sala não o vi mais.
— O Visconde está armando alguma — disse a boneca, que andava desconfiada de qualquer
coisa. — Vamos procurá-lo, já, já, antes que lhe aconteça alguma.
E como tinham de procurar o Visconde, despediram-se de Dona Etimologia, que prometeu
[80] aparecer no sítio de Dona Benta.
(LOBATO, Monteiro. Emília no país da gramática. São Paulo: Círculo do Livro. Com adaptações)
Durante a leitura do texto, é possível perceber que no início da narrativa as personagens se localizam:
Questão 18 10737113
CMBH 6° Ano - Português 2012No livro “Emília no país da gramática”, do escritor brasileiro Monteiro Lobato, Emília – uma boneca de pano – juntamente com outras personagens aventuram-se num país imaginário no qual seus moradores são as palavras da Língua Portuguesa. Ao chegarem em uma cidade movimentada e diferente, D. Etimologia, uma das moradoras do local, explica como é a vida por lá. Acompanhe:
GENTE DE FORA
Aqui na cidade nova as palavras vindas da cidade velha misturaram-se com inúmeras de origem
local, ou palavras índias, que já existiam nas terras do Brasil quando os portugueses as descobriram. A
maior parte dos nomes de cidades, rios e montanhas do Brasil são de origem índia, como Tremembé,
Itu, Niterói, Itatiaia, Goiás, Piauí, Pirambóia, etc.
Ita é uma palavra da língua tupi que quer dizer Pedra, e tem servido de Prefixo para a formação
[5] de muitos Nomes. Temos em São Paulo a cidadezinha de Itápolis, formada de Ita, que é indígena, e
Polis (cidade), que é grega. Pira (peixe) é outra palavra tupi muito usada. Piracicaba, Piraquara,
Guapira.
— Eu gosto muito das palavras tupis e lamento que o Brasil não tenha um nome tirado dessa
língua — disse Pedrinho.
[10] — Em compensação muitos Estados do Brasil possuem nomes indígenas, como Pará (rio
grande), Pernambuco (quebra-mar), Paraná (rio enorme), Paraíba (rio ruivo), Maranhão (mar
grande) e outros. O tupi conseguiu encaixar na língua portuguesa grande número de palavras de uso
diário, como Taba, Moranga, Jaguar, Araçá, Jabuticabal, Capim, Carioca, Marimbondo, Pipoca,
Pereba, Cuia, Jararaca, Urutu, Tipiti, Embira, etc.
[15] — E também muitos Nomes Próprios — advertiu Narizinho. — Conheço meninas chamadas
Araci, Iracema, Lindóia, Inaiá, Jandira. . .
— E eu conheço um menino chamado Ubirajara Guaporé de Itapuã Guaratinguaçu, filho dum
turco que mora perto do sítio do Tio Barnabé — lembrou Pedrinho.
— Pois é isso — continuou a velha. — Todas as línguas vão dando palavras para a língua desta
[20] cidade. O grego deu muitas. O hebraico deu várias, como Messias, Rabino, Satanás, Maná, Aleluia. O
árabe deu, entre outras, Alfândega, Alambique, Alface, Alfaiate, Alqueire, Álcool, Algarismo, Arroba,
Armazém, Fatia, Macio, Matraca, Xarope, Cifra, Zero, Assassino. A língua francesa deu boa
quantidade, como Paletó, Boné, Jornal, Bandido, Tambor, Vendaval, Comboio, Conhaque,
Champanha. A língua espanhola deu menos do que devia dar. Citarei Fandango, Frente, Muchacho,
[25] Castanhola, Trecho, Savana. A língua italiana deu muito mais. Ágio, Bancarrota, Bússola, Gôndola,
Cantata, Cascata, Charlatão, Macarrão, Tenor, Piano, Violino, Carnaval, Gazeta, Soneto, Ópera,
Fiasco e Polenta são palavras italianas.
O inglês está dando muitas agora. Das antigas posso citar Cheque, Clube, Tilburi, Trole, Esporte,
Rosbife, Sanduíche; e entre as modernas há várias trazidas pelo cinema e pelo futebol.
[30] — Eu sei uma! — gritou Pedrinho levantando o dedo.
— Diga.
— Okey, que também se escreve com duas letras, OK. Quer dizer que está tudo muito bem.
(...) Dona Etimologia prosseguiu:
— Também vieram muitas palavras da África, trazidas pelos negros escravizados, como Banze,
[35] Cacimba, Canjica, Inhame, Macaco, Mandinga, Moleque, Papagaio, Tanga, Zebra, Vatapá, Batuque,
Mocotó, Gambá. Da Rússia vieram Caleça, Cossaco, Soviete, Bolchevismo, etc. Da Hungria vieram
Coche, Cocheiro, Sutche, Hussardo. Da China vieram Chá, Chávena, Mandarim, Leque. Da Pérsia
vieram Bazar, Caravana, Balcão, Diva, Turbante, Tabuleiro, Tafetá. Da Turquia vieram Tulipa,
Odalisca, Paxá, Bergamota, Quiosque. A velha parou na Turquia, para tomar mais um gole de chá. E
[40] assim se foi formando, e se vai formando, a língua. Uma língua não para nunca. Evolui sempre, isto é,
muda sempre. Há certos gramáticos que querem fazer a língua parar num certo ponto, e acham que é
erro dizermos de modo diferente do que diziam os clássicos.
— Que vem a ser clássicos? — perguntou a menina.
— Os entendidos chamaram clássicos aos escritores antigos, como o Padre Antônio Vieira, Frei
[45] Luís de Sousa, o Padre Manuel Bernardes e outros. Para os Carrancas, quem não escreve como eles
está errado. Mas isso é curteza de vistas. Esses homens foram bons escritores no seu tempo. Se
aparecessem agora seriam os primeiros a mudar ou a adotar a língua de hoje, para serem entendidos. A
língua variou muito e sobretudo aqui na cidade nova. Inúmeras palavras que na cidade velha querem
dizer uma coisa aqui dizem outra. Borracho, por exemplo, quer dizer bêbado; lá quer dizer filhote de
[50] pombo — vejam que diferença! Arrear, aqui é selar um animal; lá, é enfeitar, adornar.
— Então lá há moças bem arreadas? — perguntou Emília.
— Sim — respondeu a velha. — Uma dama bem arreada não espanta a ninguém lá do outro
lado. Aqui, Moço significa jovem; lá, significa serviçal, criado. Também no modo de pronunciar as
palavras existem muitas variações. Aqui, todos dizem Peito; lá, todos dizem Paito, embora escrevam a
[55] palavra da mesma maneira. Aqui se diz Tenho e lá se diz Tanho. Aqui se diz Verão; lá se diz V'rao.
— Também eles dizem por lá Vatata, Vacalhau, Baca, Vesouro — lembrou Pedrinho.
— Sim, o povo de lá troca muito o V pelo B e vice-versa.
— Nesse caso, aqui nesta cidade se fala mais direito do que na cidade velha — concluiu Narizinho.
— Por quê? Ambas têm o direito de falar como quiserem, e portanto ambas estão certas. O que
[60] sucede é que uma língua, sempre que muda de terra, começa a variar muito mais depressa do que se
não tivesse mudado. Os costumes são outros, a natureza é outra — as necessidades de expressão
tornam-se outras. Tudo junto força a língua que emigra a adaptar-se à sua nova pátria. A língua desta
cidade está ficando um dialeto da língua velha. Com o correr dos séculos é bem capaz de ficar tão
diferente da língua velha como esta ficou diferente do latim. Vocês vão ver.
[65] — Nós vamos ver? — exclamou Narizinho, dando uma risada. — Então pensa que somos como
a senhora, que vive toda a vida e mais séculos e séculos?
— Vocês também viverão séculos e séculos por meio de seus futuros filhinhos e netos e bisnetos
— replicou a velha.
— Menos eu! — gritou Emília. — Já me casei e me arrependi bastante. Felizmente, não tive
[70] filhos — e como não pretendo casar-me de novo, não deixarei "descendência" neste mundo...
— E se aparecer um grande pirata, como aquele Capitão Gancho da história de Peter Pan? —
cochichou Narizinho no ouvido dela.
— Isso é outro caso... — respondeu Emília, cujo sonho sempre fora ser esposa dum grande pirata —para
"mandar num navio"...
[75] — Por falar em pirata. . . Onde andará o Visconde? — indagou Pedrinho. — Depois que tirou
Quindim da sala não o vi mais.
— O Visconde está armando alguma — disse a boneca, que andava desconfiada de qualquer
coisa. — Vamos procurá-lo, já, já, antes que lhe aconteça alguma.
E como tinham de procurar o Visconde, despediram-se de Dona Etimologia, que prometeu
[80] aparecer no sítio de Dona Benta.
(LOBATO, Monteiro. Emília no país da gramática. São Paulo: Círculo do Livro. Com adaptações)
Alfaiate, Alqueire, Álcool, Algarismo.
Todas as palavras são de origem árabe, mas apenas uma está acentuada por se tratar de um (uma):
Questão 17 10737112
CMBH 6° Ano - Português 2012No livro “Emília no país da gramática”, do escritor brasileiro Monteiro Lobato, Emília – uma boneca de pano – juntamente com outras personagens aventuram-se num país imaginário no qual seus moradores são as palavras da Língua Portuguesa. Ao chegarem em uma cidade movimentada e diferente, D. Etimologia, uma das moradoras do local, explica como é a vida por lá. Acompanhe:
GENTE DE FORA
Aqui na cidade nova as palavras vindas da cidade velha misturaram-se com inúmeras de origem
local, ou palavras índias, que já existiam nas terras do Brasil quando os portugueses as descobriram. A
maior parte dos nomes de cidades, rios e montanhas do Brasil são de origem índia, como Tremembé,
Itu, Niterói, Itatiaia, Goiás, Piauí, Pirambóia, etc.
Ita é uma palavra da língua tupi que quer dizer Pedra, e tem servido de Prefixo para a formação
[5] de muitos Nomes. Temos em São Paulo a cidadezinha de Itápolis, formada de Ita, que é indígena, e
Polis (cidade), que é grega. Pira (peixe) é outra palavra tupi muito usada. Piracicaba, Piraquara,
Guapira.
— Eu gosto muito das palavras tupis e lamento que o Brasil não tenha um nome tirado dessa
língua — disse Pedrinho.
[10] — Em compensação muitos Estados do Brasil possuem nomes indígenas, como Pará (rio
grande), Pernambuco (quebra-mar), Paraná (rio enorme), Paraíba (rio ruivo), Maranhão (mar
grande) e outros. O tupi conseguiu encaixar na língua portuguesa grande número de palavras de uso
diário, como Taba, Moranga, Jaguar, Araçá, Jabuticabal, Capim, Carioca, Marimbondo, Pipoca,
Pereba, Cuia, Jararaca, Urutu, Tipiti, Embira, etc.
[15] — E também muitos Nomes Próprios — advertiu Narizinho. — Conheço meninas chamadas
Araci, Iracema, Lindóia, Inaiá, Jandira. . .
— E eu conheço um menino chamado Ubirajara Guaporé de Itapuã Guaratinguaçu, filho dum
turco que mora perto do sítio do Tio Barnabé — lembrou Pedrinho.
— Pois é isso — continuou a velha. — Todas as línguas vão dando palavras para a língua desta
[20] cidade. O grego deu muitas. O hebraico deu várias, como Messias, Rabino, Satanás, Maná, Aleluia. O
árabe deu, entre outras, Alfândega, Alambique, Alface, Alfaiate, Alqueire, Álcool, Algarismo, Arroba,
Armazém, Fatia, Macio, Matraca, Xarope, Cifra, Zero, Assassino. A língua francesa deu boa
quantidade, como Paletó, Boné, Jornal, Bandido, Tambor, Vendaval, Comboio, Conhaque,
Champanha. A língua espanhola deu menos do que devia dar. Citarei Fandango, Frente, Muchacho,
[25] Castanhola, Trecho, Savana. A língua italiana deu muito mais. Ágio, Bancarrota, Bússola, Gôndola,
Cantata, Cascata, Charlatão, Macarrão, Tenor, Piano, Violino, Carnaval, Gazeta, Soneto, Ópera,
Fiasco e Polenta são palavras italianas.
O inglês está dando muitas agora. Das antigas posso citar Cheque, Clube, Tilburi, Trole, Esporte,
Rosbife, Sanduíche; e entre as modernas há várias trazidas pelo cinema e pelo futebol.
[30] — Eu sei uma! — gritou Pedrinho levantando o dedo.
— Diga.
— Okey, que também se escreve com duas letras, OK. Quer dizer que está tudo muito bem.
(...) Dona Etimologia prosseguiu:
— Também vieram muitas palavras da África, trazidas pelos negros escravizados, como Banze,
[35] Cacimba, Canjica, Inhame, Macaco, Mandinga, Moleque, Papagaio, Tanga, Zebra, Vatapá, Batuque,
Mocotó, Gambá. Da Rússia vieram Caleça, Cossaco, Soviete, Bolchevismo, etc. Da Hungria vieram
Coche, Cocheiro, Sutche, Hussardo. Da China vieram Chá, Chávena, Mandarim, Leque. Da Pérsia
vieram Bazar, Caravana, Balcão, Diva, Turbante, Tabuleiro, Tafetá. Da Turquia vieram Tulipa,
Odalisca, Paxá, Bergamota, Quiosque. A velha parou na Turquia, para tomar mais um gole de chá. E
[40] assim se foi formando, e se vai formando, a língua. Uma língua não para nunca. Evolui sempre, isto é,
muda sempre. Há certos gramáticos que querem fazer a língua parar num certo ponto, e acham que é
erro dizermos de modo diferente do que diziam os clássicos.
— Que vem a ser clássicos? — perguntou a menina.
— Os entendidos chamaram clássicos aos escritores antigos, como o Padre Antônio Vieira, Frei
[45] Luís de Sousa, o Padre Manuel Bernardes e outros. Para os Carrancas, quem não escreve como eles
está errado. Mas isso é curteza de vistas. Esses homens foram bons escritores no seu tempo. Se
aparecessem agora seriam os primeiros a mudar ou a adotar a língua de hoje, para serem entendidos. A
língua variou muito e sobretudo aqui na cidade nova. Inúmeras palavras que na cidade velha querem
dizer uma coisa aqui dizem outra. Borracho, por exemplo, quer dizer bêbado; lá quer dizer filhote de
[50] pombo — vejam que diferença! Arrear, aqui é selar um animal; lá, é enfeitar, adornar.
— Então lá há moças bem arreadas? — perguntou Emília.
— Sim — respondeu a velha. — Uma dama bem arreada não espanta a ninguém lá do outro
lado. Aqui, Moço significa jovem; lá, significa serviçal, criado. Também no modo de pronunciar as
palavras existem muitas variações. Aqui, todos dizem Peito; lá, todos dizem Paito, embora escrevam a
[55] palavra da mesma maneira. Aqui se diz Tenho e lá se diz Tanho. Aqui se diz Verão; lá se diz V'rao.
— Também eles dizem por lá Vatata, Vacalhau, Baca, Vesouro — lembrou Pedrinho.
— Sim, o povo de lá troca muito o V pelo B e vice-versa.
— Nesse caso, aqui nesta cidade se fala mais direito do que na cidade velha — concluiu Narizinho.
— Por quê? Ambas têm o direito de falar como quiserem, e portanto ambas estão certas. O que
[60] sucede é que uma língua, sempre que muda de terra, começa a variar muito mais depressa do que se
não tivesse mudado. Os costumes são outros, a natureza é outra — as necessidades de expressão
tornam-se outras. Tudo junto força a língua que emigra a adaptar-se à sua nova pátria. A língua desta
cidade está ficando um dialeto da língua velha. Com o correr dos séculos é bem capaz de ficar tão
diferente da língua velha como esta ficou diferente do latim. Vocês vão ver.
[65] — Nós vamos ver? — exclamou Narizinho, dando uma risada. — Então pensa que somos como
a senhora, que vive toda a vida e mais séculos e séculos?
— Vocês também viverão séculos e séculos por meio de seus futuros filhinhos e netos e bisnetos
— replicou a velha.
— Menos eu! — gritou Emília. — Já me casei e me arrependi bastante. Felizmente, não tive
[70] filhos — e como não pretendo casar-me de novo, não deixarei "descendência" neste mundo...
— E se aparecer um grande pirata, como aquele Capitão Gancho da história de Peter Pan? —
cochichou Narizinho no ouvido dela.
— Isso é outro caso... — respondeu Emília, cujo sonho sempre fora ser esposa dum grande pirata —para
"mandar num navio"...
[75] — Por falar em pirata. . . Onde andará o Visconde? — indagou Pedrinho. — Depois que tirou
Quindim da sala não o vi mais.
— O Visconde está armando alguma — disse a boneca, que andava desconfiada de qualquer
coisa. — Vamos procurá-lo, já, já, antes que lhe aconteça alguma.
E como tinham de procurar o Visconde, despediram-se de Dona Etimologia, que prometeu
[80] aparecer no sítio de Dona Benta.
(LOBATO, Monteiro. Emília no país da gramática. São Paulo: Círculo do Livro. Com adaptações)
“Também vieram muitas palavras da África” (linha 34), o núcleo do sujeito é:
06
![[Marketing] Questao Topo - deslogado](https://storage.estuda.com.br/banners/0_6b7ebee90b03af1c560c73bb8bcce34a_banner_deslogado_70_dias.png)