Questões de EFAF Português - Leitura e Interpretação de Texto
7.497 Questões
Questão 3 9547235
IFSul - Rio-Grandense Verão 2020Leia o texto a seguir para responder à questão.
Só o ensino superior salva
Sou do tipo que chora. Batizado, casamento*, mas principalmente formatura. Como é bonita a
chance e o cumprimento do estudo. Pra todo mundo, universal mesmo. Imagina a oportunidade a
quem só poderia se formar em escola pública. De arrepiar. Por isso comemoro aqui o diploma de
mais 423 alunos da URCA, a Universidade Regional do Cariri, conforme leio no site “Miséria”, o
[5] jornal da minha aldeia universalíssima. A festa foi nesta quinta (08/08) e haja orgulho na gente
de pequenas cidades e da roça nos arredores da Chapada do Araripe. São 12,5 mil alunos nesta
escola mantida pelo governo cearense.
Sou do tipo que chora com o ensino público e gratuito e a chance para quem vem lá do
mato. Na formatura da URCA, haja primos, pense num povo metido, né, ave palavra, que orgulho
[10] enquadrado na parede. Pense numa “balbúrdia”, esse povo “lá de nós”, como na bendita
linguagem caririense, formada em Artes Visuais, Biologia, Ciências Econômicas, Ciências Sociais,
Direito, Enfermagem, Educação Física, Engenharia de Produção, Física, Geografia, História,
Letras, Matemática, Pedagogia, Teatro e Tecnologia da Construção Civil. Pense!
E mais orgulhosamente ainda vos digo: a URCA, segundo o Instituto Nacional de Estudos e
[15] Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), viva o gênio Anísio Teixeira, tem a menor taxa de
evasão universitária do Brasil, apenas 4,47%. Como a turma dá valor ao candeeiro iluminista
sertões adentro. Choro um Orós inteiro e ainda derramo minhas lágrimas no Jaguaribe, rio que
constava nos meus livros didáticos como o “rio mais seco do mundo”. Desculpa aí, hoje só venho
com as grandezas.
[20] Hoje, se eu pudesse, faria você também refletir com um discurso na linha do David Foster
Wallace (1962-2008). Aquela sua fala como paraninfo de uma turma de formandos americanos
do Kenyon College, em 2005, Gambier, Ohio. Ele escreveu uma singularíssima fábula sobre —
repare só! — dois peixinhos e a água. Recomendo a leitura. O texto está no livro Ficando longe
do fato de já estar meio que longe de tudo (Companhia das Letras).
[25] De Ohio ao Cariri. Além da URCA, em 2013 conquistamos (nada é de graça) a UFCA, a
brava Universidade Federal do Cariri. Era um facho, uma fogueira, era um candeeiro, era uma
lamparina, era uma luminária a gás butano, fez-se a luz, pardon matriz iluminista, perdão Paris,
mas o mundo e o futuro será de um certo Cariri que peleja, aprende a preservar e estuda, somos
a própria ideia viva de Patrimônio Universal da Humanidade, só falta o referendo da Unesco —
[30] escuto os mestres do Reizado ao fundo, que batuque afro-indígena-futurista.
[...]
Só deixo o meu Cariri, no último pau-de-arara. Qual o quê, corri léguas rodoviárias, rumo
ao Recife, a bordo da viação Princesa do Agreste, ainda no comecinho dos anos 1980. Espírito
beatnik, por desejo e necessidade, deixei Juazeiro — onde morava —, o Crato de nascença, a
[35] Santana (Sítio das Cobras) afetiva de infância e a Nova Olinda das primeiras letras. Seria o
primeiro representante do clã (risos rurais amarcodianos) dos Sá-Menezes-Freire-Novais, família
meio pernambucana meio cearense, a chegar ao ensino superior. Um Xicobrás, diria, 100%
escolha pública, do primário ao campus da UFPE. Hoje tenho uma penca de primos a cada nova
formatura, sem precisar sequer sair dos arredores de casa.
[40] E pensar que não havia a ideia de universidade no meu terreiro. Nada disso do que hoje
comemoro com os formandos da URCA e UFCA. [...].
Só nos resta defender [...]. Sem sequer o direito ao VAR (olho no lance) da história.
jmmmmmmmmmmmkk kkll l çnçççlllçlxsp. Eita, desculpa, caro leitor, pela incompreensão da
escrita, é que minha filha Irene invadiu esta crônica — tentando ver a Pepa Pig — e dedilhou
[45] involuntariamente estas mal-traçadas linhas. [...]
Texto adaptado de Xico Sá, publicado em 10 ago. 2019. Disponível em: https://brasil.elpais.com/brasil/2019/08/10/opinion/1565450440_001442.html. Acesso em: 14 ago. 2019
* Os termos sublinhados neste texto representam hyperlinks no texto original publicado no sítio eletrônico do jornal El País. Conforme o dicionário Michaelis, hyperlink é, “no contexto da hipermídia e do hipertexto, endereço que aparece em destaque (geralmente sublinhado ou apresentado em uma cor diferente)”.
A sigla VAR (linha 42) é a abreviatura da expressão inglesa Video Assistant Referee, cuja tradução em português é árbitro assistente de vídeo. Trata-se de um árbitro assistente de futebol que analisa as decisões tomadas pelo árbitro principal com a utilização de imagens de vídeo e de auscultadores para comunicação.
Considerando essa informação, conclui-se do texto que
Questão 1 9547021
IFSul - Rio-Grandense Verão 2020Leia o texto a seguir para responder à questão.
Só o ensino superior salva
Sou do tipo que chora. Batizado, casamento*, mas principalmente formatura. Como é bonita a
chance e o cumprimento do estudo. Pra todo mundo, universal mesmo. Imagina a oportunidade a
quem só poderia se formar em escola pública. De arrepiar. Por isso comemoro aqui o diploma de
mais 423 alunos da URCA, a Universidade Regional do Cariri, conforme leio no site “Miséria”, o
[5] jornal da minha aldeia universalíssima. A festa foi nesta quinta (08/08) e haja orgulho na gente
de pequenas cidades e da roça nos arredores da Chapada do Araripe. São 12,5 mil alunos nesta
escola mantida pelo governo cearense.
Sou do tipo que chora com o ensino público e gratuito e a chance para quem vem lá do
mato. Na formatura da URCA, haja primos, pense num povo metido, né, ave palavra, que orgulho
[10] enquadrado na parede. Pense numa “balbúrdia”, esse povo “lá de nós”, como na bendita
linguagem caririense, formada em Artes Visuais, Biologia, Ciências Econômicas, Ciências Sociais,
Direito, Enfermagem, Educação Física, Engenharia de Produção, Física, Geografia, História,
Letras, Matemática, Pedagogia, Teatro e Tecnologia da Construção Civil. Pense!
E mais orgulhosamente ainda vos digo: a URCA, segundo o Instituto Nacional de Estudos e
[15] Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), viva o gênio Anísio Teixeira, tem a menor taxa de
evasão universitária do Brasil, apenas 4,47%. Como a turma dá valor ao candeeiro iluminista
sertões adentro. Choro um Orós inteiro e ainda derramo minhas lágrimas no Jaguaribe, rio que
constava nos meus livros didáticos como o “rio mais seco do mundo”. Desculpa aí, hoje só venho
com as grandezas.
[20] Hoje, se eu pudesse, faria você também refletir com um discurso na linha do David Foster
Wallace (1962-2008). Aquela sua fala como paraninfo de uma turma de formandos americanos
do Kenyon College, em 2005, Gambier, Ohio. Ele escreveu uma singularíssima fábula sobre —
repare só! — dois peixinhos e a água. Recomendo a leitura. O texto está no livro Ficando longe
do fato de já estar meio que longe de tudo (Companhia das Letras).
[25] De Ohio ao Cariri. Além da URCA, em 2013 conquistamos (nada é de graça) a UFCA, a
brava Universidade Federal do Cariri. Era um facho, uma fogueira, era um candeeiro, era uma
lamparina, era uma luminária a gás butano, fez-se a luz, pardon matriz iluminista, perdão Paris,
mas o mundo e o futuro será de um certo Cariri que peleja, aprende a preservar e estuda, somos
a própria ideia viva de Patrimônio Universal da Humanidade, só falta o referendo da Unesco —
[30] escuto os mestres do Reizado ao fundo, que batuque afro-indígena-futurista.
[...]
Só deixo o meu Cariri, no último pau-de-arara. Qual o quê, corri léguas rodoviárias, rumo
ao Recife, a bordo da viação Princesa do Agreste, ainda no comecinho dos anos 1980. Espírito
beatnik, por desejo e necessidade, deixei Juazeiro — onde morava —, o Crato de nascença, a
[35] Santana (Sítio das Cobras) afetiva de infância e a Nova Olinda das primeiras letras. Seria o
primeiro representante do clã (risos rurais amarcodianos) dos Sá-Menezes-Freire-Novais, família
meio pernambucana meio cearense, a chegar ao ensino superior. Um Xicobrás, diria, 100%
escolha pública, do primário ao campus da UFPE. Hoje tenho uma penca de primos a cada nova
formatura, sem precisar sequer sair dos arredores de casa.
[40] E pensar que não havia a ideia de universidade no meu terreiro. Nada disso do que hoje
comemoro com os formandos da URCA e UFCA. [...].
Só nos resta defender [...]. Sem sequer o direito ao VAR (olho no lance) da história.
jmmmmmmmmmmmkk kkll l çnçççlllçlxsp. Eita, desculpa, caro leitor, pela incompreensão da
escrita, é que minha filha Irene invadiu esta crônica — tentando ver a Pepa Pig — e dedilhou
[45] involuntariamente estas mal-traçadas linhas. [...]
Texto adaptado de Xico Sá, publicado em 10 ago. 2019. Disponível em: https://brasil.elpais.com/brasil/2019/08/10/opinion/1565450440_001442.html. Acesso em: 14 ago. 2019
* Os termos sublinhados neste texto representam hyperlinks no texto original publicado no sítio eletrônico do jornal El País. Conforme o dicionário Michaelis, hyperlink é, “no contexto da hipermídia e do hipertexto, endereço que aparece em destaque (geralmente sublinhado ou apresentado em uma cor diferente)”.
Julgue o que se afirma sobre o texto em relação ao seu gênero textual.
I. O uso de termos e de expressões próprios da língua coloquial associados à língua culta tem por finalidade a aproximação com o leitor ao apresentar o assunto com menor grau de formalidade.
II. As interjeições ave (linha 9) e viva (linha 15) reproduzem o entusiasmo que toma conta do narrador em virtude da formatura de 423 alunos em uma universidade regional da sua terra natal.
III. A utilização de expressões da linguagem informal e a referência a outros textos, bem como a presença de hyperlinks na publicação original, não são recursos próprios do gênero textual crônica.
Estão corretas as afirmativas
Questão 5 11902455
Pref. de Curitiba 9° Ano - Língua Portuguesa 2019Leia o texto para responder a questão.
TEXTO

Disponível em https://blogs.gazetaonline.com.br/bloguinho/2081/um-papo-com-o-cartunista-alpino/. Acesso em: 11/11/2018 (fins pedagógicos).
O efeito de humor presente no cartoon refere-se:
Questão 8 11899673
Pref. de Curitiba 6° Ano - Língua Portuguesa 2019Leia o texto para responder a questão:
TEXTO
A PROIBIÇÃO DE PROPAGANDA PARA CRIANÇAS É NOVIDADE NO BRASIL, MAS NÃO NO MUNDO DESENVOLVIDO
Roberto Amado
02 de abril de 2014

A farra com as crianças acabou? Pode ser que sim, pelo menos em parte. O CONANDA (Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente) aprovou resolução que proíbe propaganda voltada para menores de idade no Brasil. Ela leva em conta que a publicidade infantil contraria o Estatuto da Criança e do Adolescente e só deve ser usada para campanhas de utilidade pública sobre alimentação, educação e saúde.
Essa é uma pauta que está já há algum tempo em discussão, sofrendo grande resistência do mercado. O consumo de produtos infantis é um mercado importantíssimo e ainda um terreno a ser completamente explorado. Segundo o site da CCFC, Campaign for a Commercial-Free Childhood, ONG que combate a propaganda abusiva para crianças, pessoas com menos de 14 anos são responsáveis diretas por um gasto de 40 bilhões de dólares por ano — dez vezes mais do que dez anos atrás.
Empresas, agências e indústrias festejam esse número, que contempla uma gama enorme de produtos, desde alimentos e brinquedos, até roupas e viagens. E, para isso, contam com a publicidade, principalmente na TV.
Mas além de induzir à compra e ao consumo desnecessário, a publicidade provoca outros efeitos. O National Bureau of Economic Research fez um estudo que revela que, se os anúncios de redes de fast food fossem eliminados, a obesidade infantil diminuiria em até 20%. Também aponta que a publicidade infantil tende a anular a autoridade dos pais, criando um confronto entre as mensagens publicitárias e os valores familiares.
Texto adaptado. Disponível em: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/a-proibicao-de-propagada-para-criancase-novidade-no-brasil-mas-nao-no-mundo-desenvolvido/ Acesso em 31/10/2018 (fins pedagógicos). Imagem disponível no mesmo site.
Leia o trecho:
“Ela leva em conta que a publicidade infantil contraria o Estatuto da Criança e do Adolescente e só deve ser usada para campanhas de utilidade pública sobre alimentação, educação e saúde”.
A palavra em destaque refere-se:
Questão 10 11770666
IFPE Integrados Part I 2019/2Leia o TEXTO para responder à questão.
TEXTO
Xote Ecológico
Não posso respirar, não posso mais nadar
A terra está morrendo, não dá mais pra plantar
E se plantar não nasce, se nascer não dá
Até pinga da boa é difícil de encontrar
Não posso respirar, não posso mais nadar
A terra está morrendo, não dá mais pra plantar
E se plantar não nasce, se nascer não dá
Até pinga da boa é difícil de encontrar
Cadê a flor que estava aqui?
Poluição comeu
E o peixe que é do mar?
Poluição comeu
E o verde onde é que está?
Poluição comeu
Nem o Chico Mendes sobreviveu
GONZAGA, Luiz. Disponível em:https://www.letras.mus.br/luiz-gonzaga/295406/. Acesso em: 08 maio 2019.
Considerando os aspectos linguísticos presentes no TEXTO, analise as afirmações abaixo.
I. O TEXTO 3 é predominantemente escrito em variedade regional, a fim de garantir maior proximidade em relação aos leitores menos escolarizados de todas as regiões do país.
II. Em “Não posso respirar”, o termo grifado assinala uma negação.
III.No trecho “Cadê a flor que estava aqui?”, o termo grifado classifica-se como advérbio de lugar.
IV.Em “Até pinga da boa é difícil de encontrar”, o verbo destacado exprime uma ação.
V. No fragmento “E se plantar não nasce, se nascer não dá”, a conjunção em destaque tem valor explicativo.
Estão CORRETAS, apenas,
Questão 8 11770658
IFPE Integrados Part I 2019/2Leia o TEXTO para responder à questão.
TEXTO
Xote Ecológico
Não posso respirar, não posso mais nadar
A terra está morrendo, não dá mais pra plantar
E se plantar não nasce, se nascer não dá
Até pinga da boa é difícil de encontrar
Não posso respirar, não posso mais nadar
A terra está morrendo, não dá mais pra plantar
E se plantar não nasce, se nascer não dá
Até pinga da boa é difícil de encontrar
Cadê a flor que estava aqui?
Poluição comeu
E o peixe que é do mar?
Poluição comeu
E o verde onde é que está?
Poluição comeu
Nem o Chico Mendes sobreviveu
GONZAGA, Luiz. Disponível em:https://www.letras.mus.br/luiz-gonzaga/295406/. Acesso em: 08 maio 2019.
As figuras de linguagem são recursos utilizados para tornar os textos mais ricos, garantindo-lhes maior expressividade.
De posse dessa informação, assinale a alternativa na qual a figura existente é a mesma que se apresenta no trecho destacado em “Cadê a flor que estava aqui? / Poluição comeu” (TEXTO).
06
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