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Questão 2 10788147
Concursos Pref de Capistrano 2012Vozes da Seca
Seu doutô os nordestinos
Tem muita gratidão
Pelo auxílio do sulista
Nessa seca do sertão
Mas doutô uma ismola
A um home qui é são
Ou lhe mata de vergonha
Ou vicia o cidadão
É por isso que pedimo
Proteção a vosmicê
Home pru nois escuidos
Para rédias do poder
Pois doutô dos vinte
Estados Temos oito sem chuvê
Veja, bem quase a metade
Do Brasil tá sem cume
Dê serviço ao nosso povo
Encha os rios de barrage
Dê cumida a preço bom
Não esqueça açudage
Livre assim nóis da ismola
Que no fim dessa estiage
Lhe pagamo até o juro
Sem gastar nossa corage
Se o doutô fizer assim
Salva o povo do sertão
Se um dia a chuva vim
Que riqueza pra nação
Nunca mais nóis pensa em seca
Vai dá tudo nesse chão
Cumo vê, nosso destino
Mercê tem na vossa mão.
O texto possui:
Questão 40 10784920
Liceu-SP C. Gerais 2012Considere a música de Adoniran Barbosa para responder à questão.
Um samba no Bexiga
Um domingo nóis fumo
Num samba no Bexiga
Na rua Major
Na casa do Nicola
A mezza notte o clock*
Saiu uma baita de uma briga.
Era só pizza que avoava
Junto com as brajola.
Nóis era estranho no lugar
E não quisemo se meter.
Não fumo lá para brigá,
Nóis fumo lá pra comê.
Na hora H se enfiemo
Debaixo da mesa,
Fiquemo ali de beleza,
Vendo o Nicola brigá.
Dali a pouco
Escuitemo a patrulha chegã
E o sargento Oliveira falá:
“Não tem importança,
Vou chamar duas ambulança.
Carma, pessoá,
A situação aqui ta muito cínica
Os mais pior
Vai pras Crinica.”
* À meia-noite em ponto
(4 música brasileira deste século por seus ariores e intérpretes.
Vol. 1, Coard. 3.€. Botezelli e Arley Pereira, SESC São Paulo, 2000)
Assinale a afirmação correta sobre os versos da música.
Questão 39 10784919
Liceu-SP C. Gerais 2012Considere a música de Adoniran Barbosa para responder à questão.
Um samba no Bexiga
Um domingo nóis fumo
Num samba no Bexiga
Na rua Major
Na casa do Nicola
A mezza notte o clock*
Saiu uma baita de uma briga.
Era só pizza que avoava
Junto com as brajola.
Nóis era estranho no lugar
E não quisemo se meter.
Não fumo lá para brigá,
Nóis fumo lá pra comê.
Na hora H se enfiemo
Debaixo da mesa,
Fiquemo ali de beleza,
Vendo o Nicola brigá.
Dali a pouco
Escuitemo a patrulha chegã
E o sargento Oliveira falá:
“Não tem importança,
Vou chamar duas ambulança.
Carma, pessoá,
A situação aqui ta muito cínica
Os mais pior
Vai pras Crinica.”
* À meia-noite em ponto
(4 música brasileira deste século por seus ariores e intérpretes.
Vol. 1, Coard. 3.€. Botezelli e Arley Pereira, SESC São Paulo, 2000)
Na música, o emprego da linguagem coloquial (popular
Questão 38 10784918
Liceu-SP C. Gerais 2012Considere a música de Adoniran Barbosa para responder à questão.
Um samba no Bexiga
Um domingo nóis fumo
Num samba no Bexiga
Na rua Major
Na casa do Nicola
A mezza notte o clock*
Saiu uma baita de uma briga.
Era só pizza que avoava
Junto com as brajola.
Nóis era estranho no lugar
E não quisemo se meter.
Não fumo lá para brigá,
Nóis fumo lá pra comê.
Na hora H se enfiemo
Debaixo da mesa,
Fiquemo ali de beleza,
Vendo o Nicola brigá.
Dali a pouco
Escuitemo a patrulha chegã
E o sargento Oliveira falá:
“Não tem importança,
Vou chamar duas ambulança.
Carma, pessoá,
A situação aqui ta muito cínica
Os mais pior
Vai pras Crinica.”
* À meia-noite em ponto
(4 música brasileira deste século por seus ariores e intérpretes.
Vol. 1, Coard. 3.€. Botezelli e Arley Pereira, SESC São Paulo, 2000)
De acordo com a música, é correto afirmar que o narrador
Questão 37 10784917
Liceu-SP C. Gerais 2012Leia o texto para responder à questão.
Passeio em Família
O pai decidiu nos levar para a praia. A ideia era perambular- mos sem muito rumo durante toda a manhã, retornando, então, por volta de uma hora para o almoço.
Na viagem de ida, a orla ainda estava quase vazia. Uns avo- zinhos e umas avozinhas caminhavam pelo calçadão, alguns com seus cachorros, alguns só consigo mesmos, pessoas adultas bebiam água de coco nos trailers, o vento soprava murmúrios... Eu, minha irmã e meu irmão não falávamos quase nada. Limitávamo-nos a olhar pelas janelas escancaradas, sentindo uma alegria serena, uma espécie de orgulho de nós mesmos, como se os outros também soubessem que tínhamos um carro novo.
Seguimos até o Leme, onde o pai parou para comermos churros "Atenção: não contem para a sua mãe. E nada de comer pouco no almoço!"
Ainda tentamos convencer o pai a esticar um pouco o passeio, mas o velho foi imperativo: "Temos que estar em casa à uma em ponto."
Sem mais insistências, tomamos nossos lugares no carro meu irmão agora no banco da frente, enquanto o pai tomava como rota a pista mais próxima da orla marítima.
Meu irmão, com os braços para fora, gesticulava para os que estavam na rua, já bem mais cheia. Minha irmã alimentava a boneca. O pai concentrava-se na direção. Eu só vivia a delícia de estar ali.
Foi quando um berro estridente e agudo interrompeu a viagem. Era minha irmã, e o pai imediatamente parou o carro no acosta- mento. Ele se voltou num movimento brusco para trás, ela chorava. Sem perguntar o que quer que fosse, o pai olhou para mim com expressão de raiva. Estendeu ao máximo a palma de sua mão, que nunca vi tão grande, e deitou um tapa sobre minha coxa direita.
Minha irmã, apesar de esbaforida, conseguiu ainda balbuciar: "A lagartixa! A lagartixa!"
O bicho tentava escapar pela lateral do carro, e o pai, depois de uma primeira tentativa, acertou-o num golpe violento que o partiu em dois. Meu irmão fez valer seus dotes de herói e jogou o bicho para fora do carro.
O pai não conseguiu disfarçar o sem-jeito. Suas pálpebras, embora cerradas, não tapavam a lástima. Ele me pediu desculpas, eu perdoei, e retomamos viagem, seguindo para nosso almoço.
Alguma coisa daquele perdão, no entanto, não sarou. E mesmo hoje, tanto tempo depois, ainda sinto vez por outra a coxa direita arder um pouco.
Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, o texto a seguir.
________ uma certa hora, a presença da lagartixa no carro estragou o passeio do narrador, pois, para o pai, ________ visita, o garoto era o culpado por importunar a irmã que se dedicava ________ brincar com a boneca.
Questão 36 10784916
Liceu-SP C. Gerais 2012Leia o texto para responder à questão.
Passeio em Família
O pai decidiu nos levar para a praia. A ideia era perambular- mos sem muito rumo durante toda a manhã, retornando, então, por volta de uma hora para o almoço.
Na viagem de ida, a orla ainda estava quase vazia. Uns avo- zinhos e umas avozinhas caminhavam pelo calçadão, alguns com seus cachorros, alguns só consigo mesmos, pessoas adultas bebiam água de coco nos trailers, o vento soprava murmúrios... Eu, minha irmã e meu irmão não falávamos quase nada. Limitávamo-nos a olhar pelas janelas escancaradas, sentindo uma alegria serena, uma espécie de orgulho de nós mesmos, como se os outros também soubessem que tínhamos um carro novo.
Seguimos até o Leme, onde o pai parou para comermos churros "Atenção: não contem para a sua mãe. E nada de comer pouco no almoço!"
Ainda tentamos convencer o pai a esticar um pouco o passeio, mas o velho foi imperativo: "Temos que estar em casa à uma em ponto."
Sem mais insistências, tomamos nossos lugares no carro meu irmão agora no banco da frente, enquanto o pai tomava como rota a pista mais próxima da orla marítima.
Meu irmão, com os braços para fora, gesticulava para os que estavam na rua, já bem mais cheia. Minha irmã alimentava a boneca. O pai concentrava-se na direção. Eu só vivia a delícia de estar ali.
Foi quando um berro estridente e agudo interrompeu a viagem. Era minha irmã, e o pai imediatamente parou o carro no acosta- mento. Ele se voltou num movimento brusco para trás, ela chorava. Sem perguntar o que quer que fosse, o pai olhou para mim com expressão de raiva. Estendeu ao máximo a palma de sua mão, que nunca vi tão grande, e deitou um tapa sobre minha coxa direita.
Minha irmã, apesar de esbaforida, conseguiu ainda balbuciar: "A lagartixa! A lagartixa!"
O bicho tentava escapar pela lateral do carro, e o pai, depois de uma primeira tentativa, acertou-o num golpe violento que o partiu em dois. Meu irmão fez valer seus dotes de herói e jogou o bicho para fora do carro.
O pai não conseguiu disfarçar o sem-jeito. Suas pálpebras, embora cerradas, não tapavam a lástima. Ele me pediu desculpas, eu perdoei, e retomamos viagem, seguindo para nosso almoço.
Alguma coisa daquele perdão, no entanto, não sarou. E mesmo hoje, tanto tempo depois, ainda sinto vez por outra a coxa direita arder um pouco.
Considere os trechos do texto e assinale a alternativa que substitui, correta, respectivamente e sem alteração de sentido, as expressões em destaque.
• A ideia era permanecermos sem muito rumo durante toda a manhã, retornando, então, por volta de uma hora para o almoço.
• Eu, minha irmã e meu irmão não falávamos quase nada. Limitávamo-nos a olhar pelas janelas escancaradas, sentindo uma alegria serena...
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