Questões de EFAF Português - Morfologia
903 Questões
Questão 12 167913
IFMA 2014
(CEREJA, W .R.; Magalhães, T. C.; portugues Linguagens/ Saraiva. vol 9 - p. 186)
Observe o anúncio da placa e assinale a opção que faz a análise correta quanto ao uso do pronome SE e à concordância nominal.
Questão 45 167690
IFSP 2014Capim-guiné
Plantei um sítio
No sertão de Piritiba
Dois pés de guataiba
Caju, manga e cajá
Tem abacate, jenipapo
E bananeira
Milho verde, macaxeira
Como diz no Ceará
Com muita raça
Fiz tudo aqui sozinho
Nem um pé de passarinho
Veio a terra semeá
Agora veja
Cumpadi, a safadeza
Cumeçô a marvadeza
Todo bicho vem prá cá
Suçuarana só fez perversidade
Pardal foi pra cidade
Piruá minha saqüé
Qüé! Qüé!
Dona raposa
Só vive na mardade
Me faça a caridade
Se vire e dê no pé
Sagüi trepado
No pé da goiabeira
Sariguê na macaxeira
Tem inté tamanduá...
Minhas galinha
Já num fica mais parada
E o galo de madrugada
Tem medo de cantá
(Disponível em: http://letras.mus.br/raul-seixas/90581/. Acesso em 22.10.2013. Adaptado)
Assinale a alternativa em que o verbo plantar tenha sido utilizado com o mesmo sentido do encontrado na letra da música:
Questão 11 167379
IFSC 2014/1
O texto acima é uma tirinha do cartunista argentino Quino, na qual aparecem as crianças Miguelito, Manolito e Susanita. Com base na leitura, analise as seguintes proposições e assinale a CORRETA.
Questão 19 166874
IFRN 2014
Disponível em http://meumanequimmnaoe36.blogspot.com.br/2010/10/beleza-em-primeiro-lugar.html. Acesso em: 10 out. 2013.
O verbo que indica a intenção comunicativa do Texto é
Questão 12 166867
IFRN 2014TEXTO
A DITADURA DA BELEZA AO LONGO DA HISTÓRIA*
Bom dia queridos amigos,
Hoje vamos falar de um assunto que é fácil para alguns e é um verdadeiro trauma para outros: a ditadura da beleza. Chega a ser irônico que, na pré-história, mulheres obesas representassem o ideal estético e a fertilidade sendo que hoje a mídia impõe que uma mulher comercialmente bonita deve ser extremamente magra. Esses padrões são fruto de diversos fatores, sendo o principal a associação de beleza à disponibilidade de recursos. Na pré-história, uma mulher obesa era considerada linda por ter como se alimentar em uma época de grande escassez de alimentos. Nos dias atuais, uma mulher magra com a musculatura rígida indica alguém que dispõe de alimentação balanceada, acompanhamento médico, academia, tratamentos estéticos entre outros privilégios.
Antiguidade
Os exemplos mais notáveis de padrão de beleza na Antiguidade são, sem dúvida, os greco-romanos. Em uma época de constantes guerras e em uma sociedade que valorizava a saúde e a habilidade corporal, eram considerados bonitos homens altos, de corpo musculoso, rosto com nariz afilado e cabelos encaracolados pelos ombros. As mulheres deveriam ter curvas perfeitas, seios pequenos, pele clara e longos cabelos.
Idade Média
Na época Medieval, não havia muita preocupação com a estética. A beleza seria consequência da vida devota e denotava uma alma pura e casta, como a da Virgem Maria. Rosto angelical, lábios pequenos e cabelo cor de ouro eram o trunfo das mulheres. Já nos homens, a beleza estava associada ao poder e, em geral, o "rei" simbolizava esse ideal.
Renascimento
Nessa época, há um retorno dos ideais de beleza greco-romanos somados à gordura, que era um indicativo de status social, visto que a ostentação alimentícia não era para todos. Braços roliços, quadris largos e celulites eram sinais de volúpia e nobreza. Esse padrão cabia tanto aos homens quanto às mulheres.
Barroco e Maneirismo
Agora, a beleza não é só uma questão de forma física, é algo comportamental. Mover-se ou mesmo olhar deveria ser revestido de graça e beleza, cultura esta disseminada na França e muito presente até os dias atuais. Muito destaque para os modos refinados e para as roupas e adornos.
Romantismo
Nesse período, a beleza esteve associada à melancolia e à doença. As moças deviam ser lânguidas, pálidas, de cabelo indomável, com olheiras e comportamento recatado. A beleza masculina estava associada à poesia, à boemia e à solidão.
Era Contemporânea
É o tempo em que magreza, saúde e riqueza andam lado a lado. E a felicidade está associada ao status social. A mídia cria padrões de beleza e ideais de vida perfeita para vender os produtos produzidos pela era capitalista. O padrão de beleza varia bastante através das décadas, sempre seguindo a indústria da moda e a cabeça dos grandes estilistas, que vendem algo que não é acessível para as grandes massas, que fica restrita a um determinado círculo da sociedade, e cabe ao restante trabalhar e gastar para perseguir esse padrão, fazendo rodar, desta forma, a grande engrenagem da sociedade de consumo.
Apesar de tudo isso, o recado que quero deixar para vocês é: somos todos bonitos, cada um a seu modo, não importa o quanto você pesa, se seu cabelo é armado, se sua pele não é perfeita, não importa, temos, acima de tudo, que nos amar e sempre buscar nos sentirmos bem com nós mesmos.

*Postado por Vivian Magalhães, às 08:46. Disponível em Acesso em: 05 de out. 2013. Texto adaptado para uso nesta avaliação.
Leia o trecho abaixo, retirado do Texto, para responder a questão.
Em uma época de constantes guerras e em uma sociedade que valorizava a saúde e a habilidade corporal, eram considerados bonitos os homens altos, de corpo musculoso, rosto com nariz afilado e cabelos encaracolados pelos ombros. As mulheres deveriam ter curvas perfeitas, seios pequenos, pele clara e longos cabelos
A forma verbal “deveriam”, destacada em negrito no trecho, indica
Questão 5 165876
IFGO 2014Texto 01
Por que nunca entrei no Facebook
Eugenio Bucci
– Não, não estou no Facebook.
Quando a gente diz isso numa roda, num jantar ou num ponto de ônibus, a conversa silencia. Olhares incrédulos saltam sobre nossa figura tímida, como luzes de otorrinolaringologistas do futuro, tentando investigar nossas limitações ocultas. Analfabetismo digital? Conservadorismo? Alguém arrisca um “em que planeta você vive?”. Outro sente pena e tenta ser simpático: “Até minha avó está no Face, é tão friendly”.
Aí, vem aquela voz categórica, que procura dar o sinal definitivo dos tempos: “Minha filha já nem usa mais email. Com ela, é tudo pelo Facebook”. É assim que os 46,3 milhões de brasileiros que mantêm um perfil pessoal na maior rede social do planeta tratam os outros, os que estão de fora. Fazem ar de espanto. Fazem chiste, bullying, assédio moral.
E não obstante: Não, não estou no Facebook. E acho que tenho razão. Errados estão os 845 milhões de viventes que, em todas as línguas, em todos os países, puseram lá suas fotografias (tem gente sem camisa!) ao lado de seus depoimentos confessionais. Viventes e morrentes, é bom saber. Há poucas semanas, o escritor Humberto Werneck, em sua coluna dominical no jornal O Estado de São Paulo, registrou um dado um tanto mórbido. Quando um sujeito morre – isso acontece –, o perfil do defunto fica lá, intacto. O perfil do morto não entra em putrefação, nem vai para debaixo da tela. Os outros usuários, estes vivos, mas desavisados, podem “curtir” até cansar. O perfil não se mexe nem sai de cena. Não há coveiros digitais no tempo real. De todo modo, como não frequento isso que Werneck chamou de “cemitério virtual”, não posso saber como é. Apenas presumo que deva ser aflitivo. Também por isso, ali não entro nem morto.
A fonte da minha resistência, contudo, não está nessa situação terrível, não da morte em vida, mas da vida em morte a que a grande rede pode nos sentenciar. Também não está nas fotos de gente sem camisa. A evasão de intimidades em que estamos submersos é a regra totalitária. Até mesmo a fé – algo ainda mais íntimo que o sexo – ganhou estatuto de espetáculo nas telas eletrônicas, e a transcendência do espírito se converteu em explicitude obscena. Entre o lúbrico e o religioso, não é o festival abrasivo nauseante de intimidades que me mantém distante. Não é também a frivolidade.
O que mais me afasta desse tipo de rede social é o comércio. Nada contra as feiras livres, que, em qualquer lugar, em qualquer tempo, concentram as mais autênticas vibrações da cultura (a melhor porta de entrada para o viajante que quer conhecer uma cidade é a feira livre). Agora, o comércio no Facebook é outra história. Ele é ainda mais funéreo que a presença dos clientes mortos que não pagam nem arredam pé. Ali, a mercadoria é o freguês, o que vai ficando cada dia mais evidente, com denúncias crescentes sobre o uso de informações pessoais mercadejadas pelos administradores do site. Ali dentro, as mais exibicionistas intimidades adquirem um sinistro valor de troca para as mais intrincadas estratégias mercadológicas.
Já no tempo do Orkut – no qual também nunca pus os pés, ou os dedos, ou os dígitos – esse fantasma existia. Hoje, no Facebook, o velho fantasma é corpóreo, material, indisfarçável em seu jogo desigual. O usuário alimenta o usurário – com seu próprio trabalho, não remunerado. Clicando “curti” para lá e para cá, o freguês fabrica alegremente o “database marketing” que o vende sem que ele saiba. Estou fora. Muito obrigado.
Disponível em: . Acesso em: 10 nov. 2013. [Adaptado]
Considere o fragmento:
“A fonte da minha resistência, contudo, não está nessa situação terrível, não da morte em vida, mas da vida em morte a que a grande rede pode nos sentenciar”.
A conjunção “mas” pode ser substituída, sem prejuízo de sentido, por:
06
![[Marketing] Questao Topo - deslogado](https://storage.estuda.com.br/banners/0_6b7ebee90b03af1c560c73bb8bcce34a_banner_deslogado_70_dias.png)