Questões de EFAF Português - Leitura e Interpretação de Texto
7.497 Questões
Questão 5 10780462
COLUNI/UFV 1° Dia 2020Leia o texto.
Epifania
Você conversa com uma tia, num quarto.
Ela frisa a saia com a unha do polegar e exclama:
‘assim também, deus me livre’.
De repente acontece o tempo se mostrando,
espesso como antes se podia fendê-lo aos oito anos.
Uma destas coisas vai acontecer:
um cachorro late,
um menino chora ou grita,
ou alguém chama do interior da casa:
‘o café está pronto’.
Aí, então, o gerúndio se recolhe
e você recomeça a existir.
PRADO, A. Bagagem. 29a ed. Rio de Janeiro. Record. 2019. p.106.
O título Epifania sintetiza uma mudança ocorrida na vida do eu lírico.
Tal mudança está descrita na alternativa:
Questão 2 10780432
COLUNI/UFV 1° Dia 2020Leia o texto a seguir para a questão.
Velha Infância
(Tribalistas)
Você é assim
Um sonho pra mim
E quando eu não te vejo
Eu penso em você
Desde o amanhecer
Até quando eu me deito
Eu gosto de você
E gosto de ficar com você
Meu riso é tão feliz contigo
O meu melhor amigo
É o meu amor
E a gente canta
E a gente dança
E a gente não se cansa
De ser criança
A gente brinca
Na nossa velha infância
[...]
Eu gosto de você
E gosto de ficar com você
Meu riso é tão feliz contigo
O meu melhor amigo
É o meu amor
E a gente canta
A gente dança
A gente não se cansa
De ser criança
A gente brinca
Na nossa velha infância
Seus olhos, meu clarão
Me guiam dentro da escuridão
Seus pés me abrem o caminho
Eu sigo e nunca me sinto só
Você é assim
[...]
Disponível em: http://www.letras.mus.br/tribalistas/64146. Acesso em: 11 ago. 2019.
Os versos Desde o amanhecer / Até quando eu me deito expressam a ideia de:
Questão 2 10779255
CEFET-RJ 1° Ano - 1ª Fase 2020TEXTO
Diáspora
“Acalmou a tormenta; pereceram
Os que a estes mares ontem se arriscaram;
Vivem os que, por um amor, temeram
E dos céus os destinos esperaram.” 1
[5] Atravessamos o Mar Egeu
o barco cheio de fariseus
com os cubanos, sírios, ciganos
como romanos sem Coliseu
Atravessamos pro outro lado
[10] no Rio Vermelho do mar sagrado
nos center shoppings
superlotados
de retirantes
refugiados
[15] Where are you? 2
where are you?
where are you?
where are you?
Onde está
[20] meu irmão
sem irmã
o meu filho
sem pai
minha mãe
[25] sem avó
dando a mão
pra ninguém
sem lugar
pra ficar
[30] os meninos
sem paz
onde estás
meu senhor
onde estás?
[35] Onde estás?
“Deus! Ô, Deus, onde estás que não respondes?
Em que mundo, em qu'estrela tu t'escondes
Embuçado3 nos céus?
Há dois mil anos te mandei meu grito
[40] Que embalde4 desde então corre o infinito
Onde estás, senhor Deus?...5
(ANTUNES, Arnaldo; BROWN, Carlinhos; MONTE, Marisa. Diáspora.
In.: Tribalistas. Rio de Janeiro: Som Livre, 2017)
Vocabulário
1Primeira estrofe do Canto 11, do livro O Guesa (1878), de Joaquim de Sousa Andrade (Sousândrade).
2Tradução da frase em inglês: “Onde está você?”.
3Embuçado: encoberto, escondido.
4Embalde: inutilmente.
5Primeira estrofe do poema “Vozes d' África” (1868), de Castro Alves.
A respeito do emprego da terceira pessoa do plural nos versos 1 a 4 da canção “Diáspora” (Texto), pode-se afirmar que:
Questão 2 10775901
IFMG 2020/1INSTRUÇÃO: Leia a crônica de Fernando Sabino para responder à questão.
O melhor amigo
A mãe estava na sala, costurando. O menino abriu a porta
da rua, meio ressabiado, arriscou um passo para dentro
e mediu cautelosamente a distância. Como a mãe não
se voltasse para vê-lo, deu uma corridinha em direção de
seu quarto.
— Meu filho? – gritou ela.
— O que é – respondeu, com o ar mais natural que lhe
foi possível.
— Que é que você está carregando aí?
Como podia ter visto alguma coisa, se nem levantara a
cabeça? Sentindo-se perdido, tentou ainda ganhar tempo.
— Eu? Nada…
— Está sim. Você entrou carregando uma coisa.
Pronto: estava descoberto. Não adiantava negar – o jeito
era procurar comovê-la. Veio caminhando desconsolado
até a sala, mostrou à mãe o que estava carregando:
— Olha aí, mamãe: é um filhote…
Seus olhos súplices aguardavam a decisão.
— Um filhote? Onde é que você arranjou isso?
— Achei na rua. Tão bonitinho, não é, mamãe?
Sabia que não adiantava: ela já chamava o filhote de isso.
Insistiu ainda:
— Deve estar com fome, olha só a carinha que ele faz.
— Trate de levar embora esse cachorro agora mesmo!
— Ah, mamãe… – já compondo uma cara de choro.
— Tem dez minutos para botar esse bicho na rua. Já disse
que não quero animais aqui em casa. Tanta coisa para
cuidar, Deus me livre de ainda inventar uma amolação
dessas.
O menino tentou enxugar uma lágrima, não havia lágrima.
Voltou para o quarto, emburrado:
“A gente também não tem nenhum direito nesta casa” –
pensava. “Um dia ainda faço um estrago louco. Meu único
amigo, enxotado desta maneira!”
— Que diabo também, nesta casa tudo é proibido! –
gritou, lá do quarto, e ficou esperando a reação da mãe.
— Dez minutos – repetiu ela, com firmeza.
— Todo mundo tem cachorro, só eu que não tenho.
— Você não é todo mundo.
— Também, de hoje em diante, eu não estudo mais, não
vou mais ao colégio, não faço mais nada.
— Veremos – limitou-se a mãe, de novo distraída com a
sua costura.
— A senhora é ruim mesmo, não tem coração!
— Sua alma, sua palma.
Conhecia bem a mãe, sabia que não haveria apelo: tinha
dez minutos para brincar com seu novo amigo, e depois…
ao fim de dez minutos, a voz da mãe, inexorável:
— Vamos, chega! Leva esse cachorro embora.
— Ah, mamãe, deixa! – choramingou ainda: – Meu melhor
amigo, não tenho mais ninguém nesta vida.
— E eu? Que bobagem é essa, você não tem sua mãe?
— Mãe e cachorro não é a mesma coisa.
— Deixa de conversa: obedece sua mãe.
Ele saiu, e seus olhos prometiam vingança. A mãe
chegou a se preocupar: meninos nessa idade, uma
injustiça praticada e eles perdem a cabeça, um recalque,
complexos, essa coisa.
— Pronto, mamãe!
E exibia-lhe uma nota de vinte e uma de dez: havia
vendido seu melhor amigo por trinta dinheiros.
— Eu devia ter pedido cinqueta, tenho certeza que ele dava, murmurou, pensativo.
SABINO, Fernando. A vitória da infância. São Paulo: Ática, 1988.
Releia este trecho.
“— Deixa de conversa: obedece sua mãe.”
Considerando a função do discurso da mãe, o verbo obedecer apresenta-se na flexão verbal
Questão 13 10763747
COLTEC 2020Sobre o narrador da obra Triste Fim de Policarpo Quaresma, é CORRETO afirmar que ele é um narrador
Questão 13 10738091
COLÉGIO SÓLIDO* 1º Ano 2020
No slogan “Mulheres donas da própria vida”, a expressão “donas da própria vida” é altamente expressiva e, no contexto em que aparece, transmite o sentido de
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