Questões de EFAF Português - Morfologia
903 Questões
Questão 3 421567
IFSul - Rio-Grandense 2014/1Leia o texto, o qual servirá de base para a questão.
Por que quem dirige mal é chamado de “barbeiro”?
Relacionar o ofício a quem dirige mal tem a ver com as múltiplas funções exercidas pelos barbeiros até o fim do século 19. Nessa época, tanto no Brasil como na Europa, barbeiros eram profissionais que, além de cortar e aparar pelos, faziam pequenos trabalhos médicos e odontológicos por falta de mão de obra especializada. Ou seja, os profissionais da navalha (palavra que também designa maus motoristas em português) também arrancavam dentes e faziam pequenas cirurgias e sangrias (retirada do sangue para eliminação de doenças). Por causa das condições de trabalho precárias e da falta de conhecimento, os barbeiros faziam trabalhos com pouca qualidade e que não agradavam muito aos seus pacientes. Tudo isso estimulou o uso, em Portugal, da expressão “barbeiro” para classificar quem fazia coisas malfeitas. Ao vir para o Brasil, a gíria passou a ser usada especificamente para bobagens cometidas no trânsito.
Revista Mundo Estranho. São Paulo: Editora Abril, set. 2013, p.43.
Observe: “... além de cortar e aparar pelos.”
Segundo o Acordo Ortográfico de 1990, as formas pelo (contração da preposição por com o artigo o), pêlo (substantivo) e pêlo (forma do verbo pelar) deixam de se distinguir pelo acento gráfico, passando a haver apenas uma forma (pelo) para três palavras, que estabelecem uma relação de
Questão 7 399948
IFSulDeMinas 2014(...) Se eu acreditasse por um segundo que aumentar os anos de internação ou reduzir a maioridade penal diminuiria a violência, estaria fazendo campanha neste momento. Mas a realidade mostra que a violência alcança essa proporção porque o Estado falha – e a sociedade se indigna pouco. Se tivessem voz, os adolescentes que queremos encarcerar com ainda mais rigor e por mais tempo exigiriam – de nós, como sociedade, e daqueles que nos governam pelo voto – maioridade moral. Se é de crime que se trata, vamos falar de crime. E para isso vale a pena citar um documento da Fundação Abrinq bastante completo, que reúne os estudos mais recentes sobre o tema. Mais de 8.600 crianças e adolescentes foram assassinados no Brasil em 2010, segundo o Mapa da Violência. Esse número coloca o Brasil na quarta posição entre os 99 países com as maiores taxas de homicídio de crianças e adolescentes de 0 a 19 anos. Em 2012, mais de 120 mil crianças e adolescentes foram vítimas de maus tratos e agressões segundo o relatório dos atendimentos no Disque 100. Menos de 3% dos suspeitos de terem cometido violência contra crianças e adolescentes tinham entre 12 e 18 anos incompletos, conforme levantamento feito entre janeiro e agosto de 2011. Quem comete violência contra crianças e adolescentes são os adultos.
Disponível em: http://www.pragmatismopolitico.com.br/2013/04/maioridade-penal-pela-ampliacao-damaioridade- moral.html , acesso em 30 de abril de 2013. Adaptado.
Observe:
I - E para isso vale a pena citar um documento da Fundação Abrinq bastante completo
II - que reúne os estudos mais recentes sobre o tema.
III - que reúne os estudos mais recentes sobre o tema
IV - Esse número coloca o Brasil na quarta posição entre os 99 países com as maiores taxas de homicídio de crianças e adolescentes de 0 a 19 anos.
As palavras grifadas retomam, respectivamente, os termos:
Questão 12 382062
IFSC 2014/2Assalto
Na feira, a gorda senhora protestou a altos brados contra o preço do chuchu:
- Isto é um assalto!
Houve um rebuliço. Os que estavam perto fugiram. Alguém, correndo, foi chamar o guarda. Um minuto depois, a rua inteira, atravancada, mas provida de admirável serviço de comunicação espontânea, sabia que se estava perpetrando um assalto ao banco. Mas que banco? Havia banco naquela rua? Evidente que sim, pois do contrário como poderia ser assaltado?
- Um assalto! Um assalto! - a senhora continuava a exclamar, e quem não tinha escutado escutou, multiplicando a notícia. Aquela voz subindo do mar de barracas e legumes era como a própria sirene policial, documentando, por seu uivo, a ocorrência grave, que fatalmente se estaria consumando ali, na claridade do dia, sem que ninguém pudesse evitá-la.
Moleques de carrinho corriam em todas as direções, atropelando-se uns aos outros. Queriam salvar as mercadorias que transportavam. Não era o instinto de propriedade que os impelia. Sentiam-se responsáveis pelo transporte. E no atropelo da fuga, pacotes rasgavam-se, melancias rolavam, tomates esborrachavam-se no asfalto. Se a fruta cai no chão, já não é de ninguém; é de qualquer um, inclusive do transportador. Em ocasiões de assalto, quem é que vai reclamar uma penca de bananas meio amassadas?
- Olha o assalto! Tem um assalto ali adiante!
O ônibus na rua transversal parou para assuntar. Passageiros ergueram-se, puseram o nariz para fora. Não se via nada. O motorista desceu, desceu o trocador, um passageiro advertiu:
- No que você vai a fim de ver o assalto, eles assaltam sua caixa.
Ele nem escutou. Então os passageiros também acharam de bom alvitre abandonar o veículo, na ânsia de saber, que vem movendo o homem, desde a idade da pedra até a idade do módulo lunar.
Outros ônibus pararam, a rua entupiu.
- Melhor. Todas as ruas estão bloqueadas. Assim eles não podem dar no pé.
- É uma mulher que chefia o bando!
- Já sei. A tal dondoca loura.
- A loura assalta em São Paulo. Aqui é a morena.
- Uma gorda. Está de metralhadora. Eu vi.
- Minha Nossa Senhora, o mundo tá virado!
- Vai ver que está é caçando marido.
- Não brinca numa hora dessas. Olha aí sangue escorrendo!
- Sangue nada, tomate.
Na confusão, circularam notícias diversas. O assalto fora a uma joalheria, as vitrinas tinham sido esmigalhadas a bala. E havia joias pelo chão, braceletes, relógios. O que os bandidos não levaram, na pressa, era agora objeto de saque popular. Morreram no mínimo duas pessoas, e três estavam gravemente feridas.
Barracas derrubadas assinalavam o ímpeto da convulsão coletiva. Era preciso abrir caminho a todo custo. No rumo do assalto, para ver, e no rumo contrário, para escapar. Os grupos divergentes chocavam-se, e às vezes trocavam de direção: quem fugia dava marcha à ré, quem queria espiar era arrastado pela massa oposta. Os edifícios de apartamentos tinham fechado suas portas, logo que o primeiro foi invadido por pessoas que pretendiam, ao mesmo tempo, salvar o pelo e contemplar lá de cima. Janelas e balcões apinhados de moradores, que gritavam:
- Pega! Pega! Correu pra lá!
- Olha ela ali!
- Eles entraram na kombi ali adiante!
- É um mascarado! Não, são dois mascarados!
Ouviu-se nitidamente o pipocar de uma metralhadora, a pequena distância. Foi um deitar-no-chão geral, e como não havia espaço, uns caíam por cima de outros. Cessou o ruído. Voltou. Que assalto era esse, dilatado no tempo, repetido, confuso?
- Olha o diabo daquele escurinho tocando matraca! E a gente com dor de barriga, pensando que era metralhadora!
Caíram em cima do garoto, que soverteu na multidão. A senhora gorda apareceu, muito vermelha, protestando sempre:
- É um assalto! Chuchu por aquele preço é um verdadeiro assalto!
Fonte: ANDRADE, Carlos Drummond. Assalto. In: Para gostar de ler. Vol. 3. Ed. Ática, 1979. p. 12-14. [Adaptado]
Leia e analise as afirmações a seguir:
I. Em “Na confusão, circularam notícias diversas”, o termo destacado é o sujeito do verbo 'circularam'.
II. Na frase “- No que você vai a fim de ver o assalto, eles assaltam sua caixa.”, os pronomes destacados se referem, respectivamente, ao motorista e aos passageiros.
III. O trecho “Era preciso abrir caminho a todo custo, no rumo do assalto para ver, e no rumo contrário, para escapar.” pode ser reescrito, sem que haja prejuízo do sentido, da seguinte maneira: Em qualquer que fosse a situação – ir em direção ao assalto para ver o que estava acontecendo ou ir em direção contrária para escapar da confusão – era necessário, a todo custo, abrir caminho.
IV. Segundo o texto, havia moleques que transportavam as mercadorias com responsabilidade. No entanto, sentiam-se no direito de ficar com as frutas, caso caíssem no chão.
Assinale a alternativa CORRETA.
Questão 18 171745
SESC 2014É comum, na modalidade escrita da Língua Portuguesa, utilizarmos palavras que resgatam informações anteriores, para “costurar” melhor as partes do texto. Os pronomes relativos, como a partícula QUE, são produtivos recursos nesse processo de encadeamento do registro escrito.
Dentre as frases seguintes, assinale a passagem na qual o QUE, ao contrário, não retoma outro(s) elemento(s) citado(s) anteriormente.
Questão 20 169760
IFMT 2014/1
A palavra “seguro” (balões 1 e 2) pertence à classe gramatical dos _____ e pode ser substituída, sem prejuízo de sentido, por _____.
Assinale a alternativa que completa corretamente as omissões da frase acima.
Questão 16 169715
IFMT 2014/2TEXTO 3
A Droga Universal
De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), só no Brasil o número de vítimas do tabaco é
alarmante: aproximadamente 10 mil pessoas morrem diariamente decorrente de doenças associadas ao vício.
No mundo, este resultado é de quatro milhões por ano.
Estudos revelam que o tabagismo está responsável por 30% das mortes por câncer em geral, 90% por câncer
[5] de pulmão, 25% por doenças coronarianas, 85% por Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) e 25% por
complicações cérebro vasculares. "No mundo, o câncer de pulmão permanece como uma doença altamente
letal", comenta Silvana Gotardo, especialista em Oncologia e Radioterapia pelo Hospital do Câncer de São
Paulo, e diretora médica da Oncoclin.
Considerado a principal causa de morte evitável no planeta, o tabaco atinge um terço da população adulta
[10] mundial: estima-se que 1 bilhão e 200 milhões de pessoas sejam fumantes.
O câncer de pulmão é o mais comum de todos os tumores malignos, apresentando um aumento por ano de 2%
na sua incidência mundial. Em 90% dos casos diagnosticados, está associado ao consumo de derivados de
tabaco. No Brasil, o câncer de pulmão foi responsável por 14.715 óbitos em 2000, sendo o tipo de câncer que
mais fez vítimas. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), a doença atingiu mais de 27 mil
[15] brasileiros (18 mil homens e 9 mil mulheres) em 2006.
A nicotina - uma entre as cerca de 4.700 substâncias nocivas encontradas no cigarro, - ainda é a principal
responsável por causar a dependência. Com sua ingestão contínua, pesquisas apontam que o cérebro se
adapta e passa a necessitar de doses cada vez maiores. "Esse efeito é chamado de tolerância à droga", explica
Ana Maria.
[20] "É a nicotina que gera a sensação de prazer no organismo", complementa Sérgio Cardoso, pneumologista e
Coordenador do Núcleo de Apoio à Prevenção e Cessação do Tabagismo (Prev Fumo), da Universidade
Federal de São Paulo (Unifesp).
Fonte: (http://www.guiadasemana.com.br/compras/noticia/a-droga-universal)
No trecho, “A nicotina - uma entre as cerca de 4.700 substâncias nocivas encontradas no cigarro, - ainda é a principal responsável por causar a dependência” (linhas 16 e 17), o advérbio em destaque expressa circunstância de:
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