Questões de EFAF Português - Leitura e Interpretação de Texto
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Questão 2 14945311
ONHB Fase 2 2022Leia o poema “Anchieta” de Olavo Bilac:
Anchieta
Cavaleiro da mística aventura,
Herói cristão! nas provações atrozes
Sonhas, casando a tua voz às vozes
Dos ventos e dos rios na espessura:
Entrando as brenhas, teu amor procura
Os índios, ora filhos, ora algozes,
Aves pela inocência, e onças ferozes
Pela bruteza, na floresta escura.
Semeador de esperanças e quimeras,
Bandeirante de “entradas” mais suaves,
Nos espinhos a carne dilaceras:
E, porque as almas e os sertões desbraves,
Cantas: Orfeu humanizando as feras,
São Francisco de Assis pregando às aves
Ficha técnica
TIPO DE DOCUMENTO: Literatura ORIGEM: Olavo Bilac. Tarde. In: Antologia: Poesias. São Paulo: Martin Claret, 2002. p. 3. (Coleção a obra-prima de cada autor). Disponível em : http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bv000288.pdf CRÉDITOS: Olavo Bilac PALAVRAS-CHAVE: jesuítas, literatura, indígenas
Sobre o poema escolha a alternativa mais pertinente.
Questão 9 11117761
IFSC Integrados 2022/2Texto
Rasgo verbo
A literatura já sofreu demais
apanhou das professoras do primário
surrada nos ditados e resumos
tomou enquadro da academia
impedida de andar com a boemia
separada e trancada a 7 chaves
em uma biblioteca
torturada nos porões da norma culta
(oculta das crianças)
tomou choque e ficou pendurada
de ponta cabeça na estante
mas hoje ela ostenta, esbanja, desfila
e a literatura dura
dura como carne de segunda
dura mais
do que os minutos
da segunda
um viva aos encontros
vocálicos, consonantais
pessoais, espirituais
aqui não tem separação
nem de sílabas
nem de pessoas.
Fonte: INQUÉRITO, Renan. Poesia pra encher a laje. São Paulo: LiteraRUA, 2016. p. 90.
Analise as proposições abaixo de acordo com a leitura do Texto:
I. Em “dura como carne de segunda” fica claro que o poema trata de uma literatura forte, que resiste.
II. O título do poema, “Rasgo verbo”, revela o tom de protesto que percorre todo o poema.
III. Em “tomou enquadro da academia”, fica demonstrado que a literatura referida no poema não era bem-vinda nos meios acadêmicos.
IV. Em “mas hoje ela ostenta, esbanja, desfila”, sugere-se que a literatura retratada no poema tornou-se um símbolo da elite.
Assinale a alternativa CORRETA.
Questão 18 11117117
IFSC Integrados 2022/1Para responder à questão, leia os posts abaixo, extraídos da rede social Twitter:

Fonte: ANITTA. Estou só observando [...]. 09 dez. 2021. Twitter: @Anitta. Disponível em: https://twitter.com/Anitta. Acesso em: 14 dez. 2021.

Fonte: LÔZINHA. Meu Deus [...]. 11 dez. 2021. Twitter: @_pequenalo. Disponível em: https://twitter.com/_pequenalo. Acesso em: 14 dez. 2021.
Assinale a alternativa CORRETA a partir da leitura do segundo tuíte (de Lôzinha):
Questão 17 11117090
IFSC Integrados 2022/1Para responder à questão, leia os posts abaixo, extraídos da rede social Twitter:

Fonte: ANITTA. Estou só observando [...]. 09 dez. 2021. Twitter: @Anitta. Disponível em: https://twitter.com/Anitta. Acesso em: 14 dez. 2021.

Fonte: LÔZINHA. Meu Deus [...]. 11 dez. 2021. Twitter: @_pequenalo. Disponível em: https://twitter.com/_pequenalo. Acesso em: 14 dez. 2021.
Assinale a alternativa CORRETA a partir da leitura do primeiro tuíte (da cantora Anitta):
Questão 15 11117018
IFSC Integrados 2022/1Leia o TEXTO, a seguir, para responder à questão.

Fonte: BLOG HUMOR DO NOVAES. A. C. Teen. 2008. Disponível em: https://novacharges.wordpress.com/2008/09/07/acteen/. Acesso em: 04 dez. 2021.
Assinale a alternativa CORRETA, de acordo com a leitura e interpretação do TEXTO.
Questão 14 11116997
IFSC Integrados 2022/1Leia o TEXTO, a seguir, para responder à questão.
TEXTO
GPS
Entrei no táxi e falei o meu destino.
— Rua Araribóia, por favor.
— Araribóia? Espera um minuto!.. — rebateu o homem.
Programou então seu GPS e arrancou.
[5] — Não precisa de GPS, amigo. Sei mais ou menos onde fica. Posso lhe orientar.
— Ah, não. Não saio mais de casa sem isto — declarou.
Resmunguei em silêncio. E lá se foi o taxista seguindo seu brinquedinho falante — “vire à
esquerda”; “a 50 metros você vai virar à direita", “daqui a 300 metros faça o retorno à
esquerda”...
[10] De repente, entre uma e outra prosa, vi ele se afastando da direção que eu julgava ser a
correta.
— Amigo, acho que você está na direção contrária. Tinha que ter entrado naquela rua à
direita, melhor fazer o retorno na frente.
— Não, não, olha aqui — apontou pra geringonça, orgulhoso como ele só. É esse
[15] mesmo o caminho.
Cocei a cabeça irritado. Embora eu não soubesse exatamente qual o trajeto a seguir,
sabia que aquele caminho que ele fazia era estupidamente mais longo e complexo.
Argumentei mais uma vez, já na iminência de explodir.
— Moço, desculpe, mas tenho quase certeza de que você está fazendo um caminho
[20] muito mais longo do que devia.
— Não esquenta a cabeça não, companheiro. Tá aqui no GPS, ó. Não vou discutir com
a tecnologia, né, amigo?
“Não vou discutir com a tecnologia." Sim, eu havia ouvido aquilo. E mais que uma
frase de efeito de um chofer de praça, aquilo era uma senha que explicava muita coisa,
[25] talvez explicasse até toda uma época.
O sujeito deixava de lado sua inteligência (se é que a tinha), a experiência de anos
perambulando a bordo do seu táxi pelas quebradas da cidade e o próprio poder de dedução
para seguir uma engenhoca surda e cega — mas “tecnológica” — sem questioná-la, e sem
que eu também pudesse fazê-lo.
[30] Não quero parecer um dinossauro (embora por vezes eu inevitavelmente pareça), mas
sempre defendi um uso inteligente, comedido e crítico dos apetrechos eletrônicos. Conheço
pessoas que, por comodidade, condicionamento ou deslumbramento com o novo mundo
cibemético, não se deslocam mais à esquina para comprar pão sem que façam uso de GPS,
Google Maps e o escambau.
[35] Tenho um sobrinho, um pensador irreverente de botequim, que gosta de dizer o
seguinte:
— As rodas de bar ficaram muito chatas depois do iPhone. Ninguém mais pode ter
dúvida alguma. Se alguém perguntar: "como é o nome daquele cantor que cantava aquela
música?”; ou então: “quem era o centroavante da seleção de 867”, logo algum bobo alegre
[40] vai acessar a internet e buscar a resposta. E aí acabar com a graça, a mágica e o mistério...
Não sobra assunto pro próximo encontro.
Outro amigo, filósofo de padaria, tem uma tese/profecia tenebrosa sobre o uso sem
critério dos tecnobreguetes: Diz ele:
— Num futuro próximo, as pessoas deixarão de ter memória. Para que lembrar, se tudo
[45] caberá num HD externo?
É. Faz bastante sentido a tese do meu amigo. Aliás, há tempos não o vejo, o... o...
Como é mesmo o nome dele, gente? Aníbal, não. Átila, não... É um nome assim, meio
histórico... Desculpem aí, vou ter que espiar na agenda do meu celular.
Fonte: BALEIRO, Zeca. GPS. In: Isto É, 2011. Disponível em: https://istoe.com.br/133775_GPS/. Acesso em: 04 dez. 2021.
Analise os itens abaixo, de acordo com a leitura e interpretação do TEXTO:
I. Em: “vire à esquerda” (linhas 7 e 8), a forma verbal em destaque está no presente do indicativo.
II. Em: “Moço, desculpe, mas tenho quase certeza de que você está fazendo um caminho muito mais longo do que devia” (linhas 19 e 20), a forma verbal em destaque está entre vírgulas para separar o sujeito da oração.
III. Em: “para seguir uma engenhoca surda e cega – mas ‘tecnológica’ – sem questioná-la, e sem que eu também pudesse fazê-lo” (linhas 27, 28 e 29), os termos em negrito são pronomes oblíquos.
IV. Em: “como é o nome daquele cantor que cantava aquela música?” (linha 38), o termo em destaque exerce a função de um pronome interrogativo.
V. Em: “a experiência de anos perambulando a bordo do seu táxi pelas quebradas da cidade” (linhas 26 e 27), o termo em destaque pode ser substituído por “estradas”, sem modificação de sentido na oração.
Estão CORRETAS (assinale apenas uma alternativa):
06
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