Questões de EFAF Português - Morfologia
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Questão 12 10653986
CMPA 6° Ano - Prova de Língua Portuguesa 2014Leia atentamente o texto e responda à questão, assinalando a única alternativa correta.
Texto
História de uma gata
Chico Buarque, Sergio Bardotti, Luis Bacalov
Me alimentaram
Me acariciaram
Me aliciaram
Me acostumaram
[5] O meu mundo era o apartamento
Detefon, almofada e trato
Todo dia filé-mignon
Ou mesmo um bom filé... de gato
Me diziam a todo momento
[10] Fique em casa, não tome vento!
Mas é duro ficar na sua
Quando à luz da lua
Tantos gatos pela rua
Toda a noite vão cantando assim
[15] Nós, gatos, já nascemos pobres
Porém já nascemos livres
Senhor, senhora ou senhorio
Felino, não reconhecerás
De manhã eu voltei pra casa
[20] Fui barrada na portaria
Sem filé e sem almofada
Por causa da cantoria
Mas agora o meu dia a dia
É no meio da gataria
[25] Pela rua virando lata
Eu sou mais eu, mais gata
Numa louca serenata
Que de noite sai cantando assim
Nós, gatos, já nascemos pobres
[30] Porém já nascemos livres
Senhor, senhora ou senhorio
Felino, não reconhecerás
Versão adaptada (www.vagalume.com.br/chico-buarque/historia-de-uma-gata.html)
Vocabulário:
1. aliciaram (linha 03) - atraíram, seduziram, subornaram.
2. Detefon (linha 06) - inseticida contra moscas, mosquitos, baratas, pulgas, traças, etc.
3. senhorio (linhas 17 e 31) - proprietário de apartamento, condomínio, casa, terra ou bens mobiliários.
Em qual alternativa abaixo não foi sublinhada uma palavra que indica qualidade?
Questão 18 4185848
CN 2° Dia 2014Texto para a questão.
Aumenta o número de adultos que não consegue focar sua atenção em uma única coisa por muito tempo. São tantos os estímulos e tanta a pressão para que o entorno seja completamente desvendado que aprendemos a ver e/ou fazer várias coisas ao mesmo tempo. Nós nos tornamos, à semelhança dos computadores, pessoas multitarefa, não é verdade?
Vamos tomar como exemplo uma pessoa dirigindo. Ela precisa estar atenta aos veículos que vêm atrás, ao lado e à frente, à velocidade média dos carros por onde trafega, às orientações do GPS ou de programas que sinalizam o trânsito em tempo real, às informações de alguma emissora de rádio que comenta o trânsito, ao planejamento mental feito e refeito várias vezes do trajeto que deve fazer para chegar ao seu destino, aos semáforos, faixas de pedestres etc.
Quando me vejo em tal situação, eu me lembro que dirigir, após um dia de intenso trabalho no retorno para casa, já foi uma atividade prazerosa e desestressante.
O uso da internet ajudou a transformar nossa maneira de olhar para o mundo. Não mais observamos os detalhes, por causa de nossa ganância em relação a novas e diferentes informações. Quantas vezes sentei em frente ao computador para buscar textos sobre um tema e, de repente, me dei conta de que estava em temas que em nada se relacionavam com meu tema primeiro.
Aliás, a leitura também sofreu transformações pelo nosso costume de ler na internet. Sofremos de uma tentação permanente de pular palavras e frases inteiras, apenas para irmos direto ao ponto. O problema é que alguns textos exigem a leitura atenta de palavra por palavra, de frase por frase, para que faça sentido. Aliás, não é a combinação e a sucessão das palavras que dá sentido e beleza a um texto?
Se está difícil para nós, adultos, focar nossa atenção, imagine, caro leitor, para as crianças. Elas já nasceram neste mundo de profusão de estímulos de todos os tipos; elas são exigidas, desde o início da vida, a dar conta de várias coisas ao mesmo tempo; elas são estimuladas com diferentes objetos, sons, imagens etc.
Aí, um belo dia elas vão para a escola. Professores e pais, a partir de então, querem que as crianças prestem atenção em uma única coisa por muito tempo. E quando elas não conseguem, reclamamos, levamos ao médico, arriscamos hipóteses de que sejam portadoras de síndromes que exigem tratamento etc.
A maioria dessas crianças sabe focar sua atenção, sim. Elas já sabem usar programas complexos em seus aparelhos eletrônicos, brincam com jogos desafiantes que exigem atenção constante aos detalhes e, se deixarmos, passam horas em uma única atividade de que gostam.
Mas, nos estudos, queremos que elas prestem atenção no que é preciso, e não no que gostam. E isso, caro leitor, exige a árdua aprendizagem da autodisciplina. Que leva tempo, é bom lembrar.
As crianças precisam de nós, pais e professores, para começar a aprender isso. Aliás, boa parte desse trabalho é nosso, e não delas.
Não basta mandarmos que elas prestem atenção: isso de nada as ajuda. O que pode ajudar, por exemplo, é analisarmos o contexto em que estão quando precisam focar a atenção e organizá-lo para que seja favorável a tal exigência. E é preciso lembrar que não se pode esperar toda a atenção delas por muito tempo: o ensino desse quesito no mundo de hoje é um processo lento e gradual.
SAYÃO, Rosely. Profusão de estímulos. Folha de São Paulo, 11 fev. 2014 - adaptado.
Em "A maioria dessas crianças sabe focar sua atenção, sim.” (8º§) o verbo pode ir para o singular ou para o plural.
Em que opção tal situação também se aplica?
Questão 3 4184771
CN 2° Dia 2014Texto para a questão.
Aumenta o número de adultos que não consegue focar sua atenção em uma única coisa por muito tempo. São tantos os estímulos e tanta a pressão para que o entorno seja completamente desvendado que aprendemos a ver e/ou fazer várias coisas ao mesmo tempo. Nós nos tornamos, à semelhança dos computadores, pessoas multitarefa, não é verdade?
Vamos tomar como exemplo uma pessoa dirigindo. Ela precisa estar atenta aos veículos que vêm atrás, ao lado e à frente, à velocidade média dos carros por onde trafega, às orientações do GPS ou de programas que sinalizam o trânsito em tempo real, às informações de alguma emissora de rádio que comenta o trânsito, ao planejamento mental feito e refeito várias vezes do trajeto que deve fazer para chegar ao seu destino, aos semáforos, faixas de pedestres etc.
Quando me vejo em tal situação, eu me lembro que dirigir, após um dia de intenso trabalho no retorno para casa, já foi uma atividade prazerosa e desestressante.
O uso da internet ajudou a transformar nossa maneira de olhar para o mundo. Não mais observamos os detalhes, por causa de nossa ganância em relação a novas e diferentes informações. Quantas vezes sentei em frente ao computador para buscar textos sobre um tema e, de repente, me dei conta de que estava em temas que em nada se relacionavam com meu tema primeiro.
Aliás, a leitura também sofreu transformações pelo nosso costume de ler na internet. Sofremos de uma tentação permanente de pular palavras e frases inteiras, apenas para irmos direto ao ponto. O problema é que alguns textos exigem a leitura atenta de palavra por palavra, de frase por frase, para que faça sentido. Aliás, não é a combinação e a sucessão das palavras que dá sentido e beleza a um texto?
Se está difícil para nós, adultos, focar nossa atenção, imagine, caro leitor, para as crianças. Elas já nasceram neste mundo de profusão de estímulos de todos os tipos; elas são exigidas, desde o início da vida, a dar conta de várias coisas ao mesmo tempo; elas são estimuladas com diferentes objetos, sons, imagens etc.
Aí, um belo dia elas vão para a escola. Professores e pais, a partir de então, querem que as crianças prestem atenção em uma única coisa por muito tempo. E quando elas não conseguem, reclamamos, levamos ao médico, arriscamos hipóteses de que sejam portadoras de síndromes que exigem tratamento etc.
A maioria dessas crianças sabe focar sua atenção, sim. Elas já sabem usar programas complexos em seus aparelhos eletrônicos, brincam com jogos desafiantes que exigem atenção constante aos detalhes e, se deixarmos, passam horas em uma única atividade de que gostam.
Mas, nos estudos, queremos que elas prestem atenção no que é preciso, e não no que gostam. E isso, caro leitor, exige a árdua aprendizagem da autodisciplina. Que leva tempo, é bom lembrar.
As crianças precisam de nós, pais e professores, para começar a aprender isso. Aliás, boa parte desse trabalho é nosso, e não delas.
Não basta mandarmos que elas prestem atenção: isso de nada as ajuda. O que pode ajudar, por exemplo, é analisarmos o contexto em que estão quando precisam focar a atenção e organizá-lo para que seja favorável a tal exigência. E é preciso lembrar que não se pode esperar toda a atenção delas por muito tempo: o ensino desse quesito no mundo de hoje é um processo lento e gradual.
SAYÃO, Rosely. Profusão de estímulos. Folha de São Paulo, 11 fev. 2014 - adaptado.
Em qual opção o termo destacado exerce função sintática idêntica a "Ela precisa estar atenta aos veículos que vêm atrás, ao lado e à frente, [...].” (2º§)?
Questão 9 618094
CTI (UNIFICADO) 2014Leia o texto para responder à questão.
Pescadores vão coletar lixo plástico no mar
Como se sabe, a maior parte das embalagens plásticas que jogamos no lixo vão parar no mar, e a vida marinha está prejudicada por toda essa poluição sobre as águas que a ameaça
A situação é caótica, sem dúvida, e agrava as condições dos oceanos que já sofrem com o aquecimento global e a poluição provocada por elementos tóxicos jogados no mar por navios e barcos ou pela extração de petróleo. Ao mesmo tempo, já há uma lei de preservação dos oceanos que será colocada em prática em breve, pela União Europeia, e punirá os pescadores que praticarem a pesca predatória, que resulta na morte e devolução de peixes mortos aos oceanos. Cerca de 2/3 dos peixes pescados são devolvidos ao mar, geralmente mortos, pois os pescadores priorizam os peixes grandes, de maior valor.
Por isso a União Europeia lançou um projeto inovador para resolver o problema da poluição dos oceanos por plásticos e que pode ajudar a evitar o desemprego dos pescadores. É na cidade de Fiskardo, na Grécia, que ele será testado. Lá, além de pescar seguindo a nova lei, os pescadores recolherão dejetos plásticos que serão encaminhados para reciclagem.
Realmente, uma ótima ideia que poderá ser replicada pelo mundo. Porém dar a esses pescadores uma nova fonte de renda com base na limpeza dos oceanos é apenas um paliativo para um problema grave, que se alastra a cada dia. É preciso que a população esteja ciente do problema, mude seus hábitos e reduza, diariamente, o consumo de plásticos de qualquer natureza.
Os relatos da jornalista Liana John durante uma expedição com cientistas, em alto mar, são contundentes: não só peixes mas também baleias, focas, golfinhos, tartarugas e vários tipos de pássaros morrem por ingerir todo tipo de lixo plástico que jogamos nos mares. Até quando vamos deixar isso acontecer?
(Ana Luíza Vastag. http://super.abril.com.br/blogs/planeta/ pescadores-vao-coletar-lixo-plastico-no-mar/ 09.05.2011. Adaptado)
Assinale a frase em que a preposição destacada estabelece uma relação de lugar.
Questão 6 618089
CTI (UNIFICADO) 2014Leia o texto para responder à questão.
Celulares japoneses para terceira idade começam a ser vendidos na França
A porcentagem de pessoas idosas no Japão é a mais alta do mundo, com 23% da população representada por pessoas com mais de 65 anos. De acordo com o censo do Serviço de Estatísticas do Japão, estima-se que essa taxa subirá para 39% até 2050.
Pensando nesse nicho de mercado em expansão, a empresa japonesa Fujitsu, em parceria com a NTT Docomo, passou a desenvolver aparelhos celulares com tecnologia denominada raku-raku, ou “fáceis de usar”. Ela foi criada para facilitar o uso dos celulares, para que os idosos possam se adaptar às novas tecnologias.
Os “raku-raku phones” já são comercializados no Japão há 12 anos e agora chegarão ao continente europeu. A parceria da Fujitsu com a Orange – empresa de telefonia móvel que tem atuação na França e no Reino Unido – já foi anunciada.
Desde o lançamento, já foram vendidos mais de 20 milhões de celulares raku-raku no mercado japonês. Os primeiros aparelhos eram mais simples, porém já comportam uma linha com mais de 15 modelos diferentes, incluindo smartphones.
Esses aparelhos têm fontes diferenciadas para facilitar a leitura, microfones duplos que diminuem a produção de ruídos, alto-falantes melhorados para facilitar a escuta, botões maiores e mais sensíveis ao toque, tecnologia para tornar a voz mais clara e lenta a fim de facilitar a compreensão de quem escuta. Todas essas mudanças são pensadas para melhorar a qualidade de vida dos usuários, que se sentirão mais seguros ao usar um celular.
(Karin Kimura. http://madeinjapan.uol.com.br/2013/09/13/celulares-japoneses- -para-terceira-idade-comecam-a-ser-vendidos-na-franca/. Adaptado)
Brasil e Japão têm atitudes diferentes em relação aos idosos. Enquanto ________ se preocupa em melhorar a qualidade de vida das pessoas da terceira idade, ________ deixa faltar atendimento médico a esses cidadãos.
Os espaços da frase devem ser completados, correta e respectivamente, por:
Questão 6 421573
IFSul - Rio-Grandense 2014/1Leia o texto, o qual servirá de base para a questão.
POR QUE OS TRIATOMÍNEOS SÃO CHAMADOS DE “BARBEIROS”?
[1] O inseto transmissor do Trypanoswoma cruzi, causador da doença de Chagas, recebeu no
[2] Brasil, em linguagem popular sertaneja, vários nomes, conforme a região geográfica. De todos
[3] eles, o mais comum nas regiões sudeste e centro oeste, e o de barbeiro, onde a doença de
[4] Chagas passou a ser conhecida popularmente como “a doença do barbeiro”. O próprio Chagas
[5] usou a expressão “doença do barbeiro” em uma de suas publicações.
[6] É de admitir que a denominação popular de “barbeiro” tenha sido inspirada no
[7] comportamento do inseto, relacionando-o com a profissão de barbeiro.
[8] Duas interpretações são encontradas na literatura médica: a primeira, mais difundida, e
[9] de que o triatomíneo suga o sangue das pessoas principalmente na face, por ficar esta parte do
[10] corpo descoberta e, portanto, mais acessível ao ataque. Estabelece-se, assim, uma relação de
[11] face com barba e, desta, com a profissão de barbeiro. A segunda interpretação é de que, sendo o
[12] triatomíneo inseto hematófago, ao sugar o sangue das suas vítimas a noite, enquanto estas
[13] dormem, pratica verdadeiras sangrias.
[14] Até o século XIX, os profissionais barbeiros, além de cortar o cabelo e a barba, tinham
[15] outras atribuições, dentre as quais a de fazer sangrias por indicação médica e, até mesmo, por
[16] conta própria. A sangria era, então, uma panaceia universal que se aplicava a todas as doenças.
[17] Esta atribuição conferida aos barbeiros vem desde a Idade Média e era comum a todos os países
[18] europeus.
Disponível em: http:/usuarios.cultura.com.br/jmrezende/barbeiros.hm Acesso em: 7 set. 2013.
Quanto à classe gramatical, que palavra NÃO se transformaria em verbo ao colocar-se um acento agudo?
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