Questões de EFAF Português - Leitura e Interpretação de Texto
7.497 Questões
Questão 8 11133816
IFSC Integrados 2023/1TEXTO VIII

Fonte: FREIRE, J. R. B. Os ladrões de ortografia: o “erro” de português. 2007. Disponível em: https://www.taquiprati.com.br/cronica/112-os-ladroes-de-ortografia-o-erro-de-portugues. Acesso em: 17 set. 2022.
TEXTO IX
Faz pouco mais de 5.000 anos que a escrita foi inventada. Não deu tempo para que o cérebro evoluísse a ponto de dedicar uma área exclusiva para a leitura. Então, como aprendemos a ler? Segundo uma pesquisa realizada em conjunto por cientistas brasileiros, franceses e portugueses, nosso cérebro recicla funções diferentes para aprender a ler. O estudo, publicado na edição desta semana da revista americana Science, uma das mais respeitadas no mundo, foi o primeiro a demonstrar o impacto da leitura no cérebro.
O que a gente descobriu é que áreas do cérebro destinadas a outras funções são recicladas para atender a uma demanda social e cultural”, afirma a neurologista Lucia Braga, pesquisadora do Centro Internacional de Neurociências da Rede Sarah, e uma das coordenadoras do estudo, em entrevista ao site de VEJA.
No caso da leitura, o cérebro ativa a área visual e a área destinada à linguagem. Esse campo, localizado no lado esquerdo do lobo occipital, na parte de trás do cérebro, foi batizada de ‘área visual da forma da palavra’. É ela que responde, depois da alfabetização, aos estímulos ortográficos. [...].
Fonte: ROSSI. J. Cérebro recicla funções para aprender a ler. 2010. Disponível em: https://veja.abril.com.br/ciencia/cerebrorecicla-funcoes-para-aprender-a-ler/#:~:text=N%C3%A3o%20deu%20tempo%20para%20que,diferentes%20para%20aprender%20a %20ler. Acesso em: 17 set. 2022.
A partir da leitura dos Textos VIII e IX e mobilizando seus conhecimentos, assinale alternativa que apresenta a sequência CORRETA das respostas, de cima para baixo.
I. O termo ‘praca cronada’ usado pelo jornal passou desapercebido e deveria ter sido revisado.
II. A troca de letras, no Texto VIII, é fruto de uma transposição da fala para a escrita.
III. O uso de ‘r’ em lugar do ‘l’, no Texto VIII, demonstra um desconhecimento sobre a língua falada.
IV. O fenômeno descrito no Texto VIII é típico de regiões mais urbanas do Brasil.
Questão 5 11133679
IFSC Integrados 2023/1TEXTO
– Pai, eu preciso que o senhor me ajude.
– O que você quer? – Pergunta na sua voz forte de pai.
– Tem uns colegas na escola que me aporrinham mais que o normal, você não pode falar com o professor? O diretor?
– Mas eles fazem o quê? Eles te batem?
– Bater mesmo, não, de vez em quando um peteleco na cabeça, mas com isso estou acostumado. Um deles gritou uma coisa muito feia quando me viu. No recreio. No pátio. Na frente de todo mundo.
– Olha, todo mundo tem problemas na escola. A mim chamavam de magrela, de girafa, porque eu era muito magro e alto demais. Você é baixinho. Manda que se lixem. Minha mãe tenta ajudar:
– Diga pra seu colega que você é baixinho mas pode crescer, ele é burro, e isso não tem conserto.
– Ela tenta sorrir como se fosse engraçado.
Fonte: LUFT, L. O anão (fragmento). In: LUFT, L. O silêncio dos amantes. 6 ed. Rio de Janeiro: Record, 2008.
Considerando o texto, é correto afirmar que:
Questão 5 11025588
IFRR Integrados 2023Leia atentamente o poema Esperança para responder à questão:
Esperança
Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
vive uma louca chamada Esperança
e ela pensa que quando todas as sirenas
todas as buzinas
todos os reco-recos tocarem
atira-se
e
- ó delicioso voo!
será encontrada miraculosamente incólume na
calçada,
outra vez criança...
E em torno dela indagará o povo:
- Como é teu nome, meninazinha de olhos
verdes?
E ela lhes dirá
(é preciso dizer-lhes tudo de novo!)
ela lhes dirá, bem devagarinho, para que não
esqueçam nunca:
- O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA...
Mario Quintana. Baú de espantos. 4.ed. São Paulo: Globo, 1986, p. 73.
Em qual das alternativas abaixo as palavras têm o mesmo número de sílabas da palavra “louca”?
Questão 2 11014383
IFC Exame de Classificação 2023Utilize o texto a seguir para responder as questão.
O vaivém dos barcos
Cinthia Ramos de Andrade
Sentada no barco, reflito sobre o trajeto até a escola. O barco a que me
refiro, faz o percurso que liga a Costa da Lagoa ao centrinho da Lagoa da Conceição, bairros localizados na Ilha da Magia, Florianópolis, Santa Catarina. Olhando pela janela percebo a beleza do lugar onde vivo e por um momento contemplo a natureza e reflito: “Será que diante da rotina diária do vaivém dos barcos há lugar para a contemplação da natureza?”. [...]
Percebo, ao meu lado, uma menina sentada que aparenta ter uns doze anos. Vejo que carrega numa mão um pedaço de pão e na outra um aparelho celular ligado ao seu corpo por um fone de ouvido. Nos quarenta e cinco minutos de trajeto nenhuma palavra me disse, mas parece ter conversado muito com amigos virtuais. Paisagens lindas ficaram para trás, o som das águas, a dança dos peixes, o cantar dos pássaros... Nada disso fez aquela menina se desligar por um momento de seu aparelho celular. A individualidade tomou conta daquele momento.
[...]
Ultimamente as pessoas estão vivendo sozinhas em meio à multidão. No vaivém dos barcos percebo que isso não é diferente. O resultado parece inevitável: O que é belo está se tornando comum porque o olhar está voltado para a mesmice de uma tela de celular. Tudo está realmente se modificando. Resta saber se o vaivém dos barcos permanecerá nas próximas gerações.
Texto adaptado - extraído da coletânea de autores finalistas da edição 2016 da Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro - Disponível em: https://www.escrevendoofuturo.org.br/arquivos/9766/textos finalistas-2016-completo.pdf. Acesso em 21 jun 2022
A respeito do texto “O vaivém dos barcos”, considere as afirmativas a seguir acerca dos elementos da narrativa:
I. O título do texto contém uma palavra que possui sentido de movimento, a qual ao longo do texto, relaciona-se ao olhar contemplativo do narrador.
II. Há o predomínio de narração em 3ª pessoa.
III. O uso das formas verbais nominais olhando, vivendo, tornando, modificando reforçam o sentido de movimento na narrativa cuja semântica dá uma ideia de continuidade, ou seja, de ações que estão em andamento.
IV. O texto conduz o leitor à reflexão de que o uso cotidiano das tecnologias dificulta às pessoas se conectarem à natureza.
Estão corretas:
Questão 1 11014372
IFC Exame de Classificação 2023Utilize o texto a seguir para responder as questão.
O vaivém dos barcos
Cinthia Ramos de Andrade
Sentada no barco, reflito sobre o trajeto até a escola. O barco a que me
refiro, faz o percurso que liga a Costa da Lagoa ao centrinho da Lagoa da Conceição, bairros localizados na Ilha da Magia, Florianópolis, Santa Catarina. Olhando pela janela percebo a beleza do lugar onde vivo e por um momento contemplo a natureza e reflito: “Será que diante da rotina diária do vaivém dos barcos há lugar para a contemplação da natureza?”. [...]
Percebo, ao meu lado, uma menina sentada que aparenta ter uns doze anos. Vejo que carrega numa mão um pedaço de pão e na outra um aparelho celular ligado ao seu corpo por um fone de ouvido. Nos quarenta e cinco minutos de trajeto nenhuma palavra me disse, mas parece ter conversado muito com amigos virtuais. Paisagens lindas ficaram para trás, o som das águas, a dança dos peixes, o cantar dos pássaros... Nada disso fez aquela menina se desligar por um momento de seu aparelho celular. A individualidade tomou conta daquele momento.
[...]
Ultimamente as pessoas estão vivendo sozinhas em meio à multidão. No vaivém dos barcos percebo que isso não é diferente. O resultado parece inevitável: O que é belo está se tornando comum porque o olhar está voltado para a mesmice de uma tela de celular. Tudo está realmente se modificando. Resta saber se o vaivém dos barcos permanecerá nas próximas gerações.
Texto adaptado - extraído da coletânea de autores finalistas da edição 2016 da Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro - Disponível em: https://www.escrevendoofuturo.org.br/arquivos/9766/textos finalistas-2016-completo.pdf. Acesso em 21 jun 2022
Trata-se de um gênero que, em suas múltiplas facetas, traz um olhar singular para o cotidiano. A autora ilumina situações, fatos, atribuindo-lhes novo sentido. Sensações, observações, lembranças e casualidades se misturam. O que poderia passar despercebido torna-se encantador, envolvente, surpreendente, marcante.
(coletânea de textos de autores finalistas da edição 2016 da Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro).
Considerando a definição acima, o gênero predominante no texto “O vaivém dos barcos” é:
Questão 10 10994463
IFCE* 2023Leia o texto que segue.
A Pianista
Machado de Assis
[1] Tinha vinte e dois anos e era professora de piano. Era alta, formosa, morena e modesta. Fascinava e impunha respeito;
mas através do recato que ela sabia manter sem cair na afetação ridícula de muitas mulheres, via-se que era uma alma ardente
e apaixonada, capaz de atirar-se ao mar, como Safo ou de enterrar-se com o seu amante, como Cleópatra.
Ensinava piano. Era esse o único recurso que tinha para sustentar-se e a sua mãe, pobre velha a quem os anos e a
[5] fadiga de uma vida trabalhosa não permitiam já tomar parte nos labores de sua filha.
Malvina (era o nome da pianista) era estimada onde quer que fosse exercer a sua profissão. A distinção de suas
maneiras, a delicadeza de sua linguagem, a beleza rara e fascinante, e mais do que isso, a boa fama de mulher honesta acima
de toda a insinuação, tinha-lhe granjeado a estima de todas as famílias.
Era admitida nos saraus e jantares de família, não só como pianista, mas ainda como conviva elegante e simpática,
[10] sendo que ela sabia pagar com a mais perfeita distinção as atenções de que era objeto.
Nunca se lhe desmentira a estima que em todas as famílias encontrava. Essa estima estendia-se até à pobre Teresa,
sua mãe, que participava igualmente dos convites que faziam a Malvina.
O pai de Malvina morrera pobre, deixando à família a lembrança honrosa de uma vida honrada. Era um pobre
advogado sem carta, que, à custa de longa prática, conseguira poder exercer as funções da advocacia com tanto sucesso como
[15] se houvera cursado os estudos acadêmicos. O mealheiro do pobre homem foi sempre um tonel das Danaides, escoando-se por
um lado o que entrava por outro, graças às necessidades de honra que o mau destino lhe deparava. Quando pretendia começar
a fazer pecúlio para garantir o futuro da viúva e da órfã que deixasse, deu a alma a Deus.
Tinha, além de Malvina, um filho, principal causa dos danos pecuniários que sofreu; mas esse, mal faleceu o pai,
abandonou a família, e vivia, na época desta narrativa, uma vida de opróbrio.
[20] Era Malvina o único amparo de sua velha mãe, a quem amava com um amor de adoração.
Edição referência: http://www2.uol.com.br/machadodeassis Publicado originalmente em Jornal das Famílias 1866 Disponível em: http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/fs000068pdf.pdf Acesso em: 20 de setembro de 2022.
Considere corretamente as afirmações abaixo como verdadeiras (V) ou falsas (F):
( ) Em “[...] deixando à família a lembrança honrosa de uma vida honrada [...]” (linha 13), há dois adjetivos cognatos.
( ) Em “[...] a quem amava com um amor de adoração.” (linha 20), há um pleonasmo, porém não se trata de um vício de linguagem, mas de um recurso estilístico.
( ) Em “Tinha, além de Malvina, um filho, principal causa dos danos pecuniários que sofreu; mas esse, mal faleceu o pai, abandonou a família, [...]” (linhas 18 e 19), o pronome demonstrativo em destaque está sendo utilizado como elemento coesivo anafórico, referindo-se ao pai.
A sequência correta, de cima para baixo, é
06
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