Questões de EFAF Português
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Questão 9 4495635
CN 2° Dia 2013Texto para responder à questão.
TEXTO
Campeonato do desperdício
No campeonato do desperdício, somos campeões em várias modalidades. Algumas de que nos orgulhamos e outras de que nem tanto. Meu amigo Adamastor, antropólogo das horas vagas, não me deu as causas primeiras de nossa primazia, mas forneceu-me uma lista em que somos imbatíveis. Claro, das modalidades que “nem tanto”.
Vocês já ouviram falar em lixo rico? Somos os campeões. Nosso lixo faria a fartura de um Haiti. Com o que jogamos fora e que poderia ser aproveitado, poder-se-ia alimentar muito mais do que a população do Haiti. Há pesquisas do assunto e cálculos exatos que “nem tanto”. Somos um país pobre com mania de rico. E nosso lixo é mais rico do que O lixo dos países ricos. Meu falecido pai costumava dizer: rico raspa O queijo com as costas da faca; remediado corta uma casca bem fininha; pobre, contudo, arranca uma lasca imensa do queijo. Meu pai dizia, e tenho a impressão que meu pai era um homem preconceituoso, mas em termos de manuseio dos alimentos nacionais, arrancamos uma lasca imensa do queijo, ah, sim, arrancamos.
Outra modalidade em que somos campeões absolutos, o desperdício do transporte. Ninguém no mundo consegue, tanto quanto nós, jogar grãos nas estradas. Não viajo pouco e me considero testemunha ocular. A Anhanguera, por exemplo, tem verdadeiras plantações de soja em suas margens. Quando pego uma traseira de caminhão e aquela chuva de grãos me assusta, penso rápido e fico calmo: faz parte da competição e temos de ser campeões.
Na construção civil o desperdício chega a ser escandaloso. Um dia o Adamastor, antropólogo das horas vagas, me veio com uma folha de jornal onde se liam estatísticas indecentes. Com o que se joga fora de material (do mais bruto ao mais sofisticado), o Brasil poderia construir todos os estádios que a FIFA exige e ainda poderia exportar cidades para o mundo.
Antigamente, este que vos atormenta, levava um litro lavado para trocar por outro cheio de leite. Você, caro leitor, talvez nem tenha notícia disso. Mas era assim. Agora, compra-se o leite e sua embalagem internamente aluminizada para Jjogá-la no lixo. Quanto de nosso petróleo vai para o lixo em forma de sacos plásticos? Vocês já ouviram falar que o petróleo é um recurso inesgotável? Claro que não! Mas sente algum remorso ao jogar os sacos trazidos do supermercado no lixo? Claro que não. Nossa cultura de mosaico nos tirou a capacidade de ligar os fenômenos entre si.
E o que desperdiçamos de talentos, de esforço educacional? São advogados atendendo em balcão de banco, engenheiros vendendo cachorro-quente nas avenidas de São Paulo, são gênios que se desperdiçam diariamente como se fossem recursos, eles também, inesgotáveis. No dia em que a gente precisar, vai lá e pega. No dia em que a gente precisar, pode não existir mais. Não importa, vivemos no melhor dos mundos, segundo a opinião do Adamastor, o gigante, plagiando um tal de Dr. Pangloss, que ironizava um tal de Leibniz.
BRAFF, Menalton. Em www.cartacapital.com.br - Acesso em 14 jan., 2013 - adaptado.
Dr. Pangloss - personagem de Cândido, de Voltaire. Caracteriza-se pelo extremo otimismo.
Leibniz - Autor da teoria de que nada acontece ao acaso. Estamos no melhor dos mundos possíveis, o ser só é, só existe, porque é o melhor possível.
Adamastor, o- gigante - personificação do Cabo das Tormentas, em Os Lusíadas, do escritor português Luiz Vaz de Camões.
Em “Não importa, vivemos no melhor dos mundos, segundo a opinião do Adamastor, o gigante, plagiando um tal de Dr. Pangloss, que ironizava um tal de Leibniz.” (6º §), o termo grifado pode ser substituído, sem mudança de sentido, por
Questão 10 618238
CTI (UNIFICADO) 2013Leia o texto para responder à questão.
Professores têm medo de aluno só se ligar nos tablets
Para Myriam Tricate, diretora do colégio Magno, não dá para ignorar o que acontece fora dos muros da escola. “A partir do momento em que a tecnologia se torna próxima da nossa vida, temos que abraçá-la.”
Mas ninguém sabe direito como fazê-lo. No Bandeirantes, que tem 50 iPads para uso em classe, professores se reúnem quinzenalmente para trocar ideias de atividades e pensar em como lidar com as novidades. Sílvia Vampré, coordenadora de tecnologia educacional do colégio, conta que uma das principais preocupações dos educadores é perder o controle sobre os alunos. Eles perguntam-se o que terão de fazer para continuar sendo foco das atenções quando cada aluno tiver um tablet nas mãos. Para Sílvia, é necessário que as atividades sejam envolventes e enriqueçam o ensino.
O professor Claudemir Belintane, da Faculdade de Educação da USP, tem opinião parecida e alerta: “Não podemos achar que as crianças vão aprender mais só porque estão mais envolvidas com os efeitos tecnológicos”. Segundo ele, para construir conhecimento, o aluno deve deixar de prestar atenção só a formas e movimentos dos tablets e se ligar no conteúdo.
(Disponível em: www1.folha.uol.com.br/folhinha/1160235-professores- -tem-medo-de-aluno-so-se-ligar-nos-tablets.shtml Acesso em: 05.10.2012. Adaptado)
Em – Segundo ele, para construir conhecimento, o aluno deve deixar de prestar atenção... –, sem alterar o sentido do texto, a palavra em destaque pode ser substituída por:
Questão 3 618222
CTI (UNIFICADO) 2013Leia o texto para responder à questão.
Alunos se empolgam com o uso do tablet na escola
Há mais de dois mil anos, pessoas usavam lápis feito de bambu para aprender a escrever sobre uma placa de argila mole.
Hoje, a novidade que chega às escolas tem o mesmo formato de placa, ou melhor, de tablete. Mas agora pode-se escrever com o dedo, já que possui tela sensível ao toque. É preciso dizer o que é?!
Desde 2010, os tablets ganham espaço nas salas de aula, ao lado de livros e cadernos. Em algumas escolas, começaram a fazer parte da lista de materiais obrigatórios. Luca Amaral, 12 anos, conta que, no colégio onde estuda, em São Paulo, os professores de geografia bolaram uma espécie de caça ao tesouro.
Em dupla, os alunos usaram um tablet fornecido pela escola para acessar o Google Maps. Digitaram ali coordenadas geográficas (dados para achar lugares no mapa), que os levaram a locais do colégio onde havia peças de quebra-cabeça escondidas. Juntas, formaram um QR Code (tipo de código), lido com o tablet. Finalmente, apareceu uma foto da Estação da Luz, porque os alunos estavam estudando ferrovias.
Atividade parecida foi desenvolvida em um outro colégio em São Paulo. Em equipe, estudantes escanearam com o tablet QR Codes espalhados pela escola. Cada um mostrava um problema matemático, que eles tinham de resolver para passar de etapa. No final, deviam apresentar os cálculos que os haviam levado às respostas. “Esse tipo de projeto é mais divertido. De tanto que é legal, a gente tem vontade de aprender”, disse o aluno Omar Hassan, 12 anos.
(Disponível em: www1.folha.uol.com.br/folhinha/1160217-alunos-se-empolgam-com-o-uso-do-tablet-na-escola.shtml Acesso em: 05.10.2012. Adaptado)
De acordo com o texto, é correto afirmar que os
Questão 1 618216
CTI (UNIFICADO) 2013Observe a tirinha para responder à questão.

(Disponível em:http://omeninomaluquinho.educacional.com.br/PaginaTirinha/PaginaAnterior.asp?da=02092012 Acesso em: 26.09.2012)
Analisando-se as imagens e o texto escrito da tirinha, é correto afirmar que o
Questão 11 482091
IFNMG 2013
Um dos sérios problemas de nossos tempos é a questão da produção de lixo. Os debates permeiam a problemática do consumo já que, na maioria das vezes, consumimos o que não precisamos. A partir dessa reflexão e observando o texto que se segue, marque a alternativa INCORRETA:
Questão 7 433983
IFSul - Rio-Grandense 2013/2O trecho foi extraído do conto “Luvas Vermelhas”, publicado no livro “Uma terra só”, de Aldyr Garcia Schlee, Edições Ardotempo, Porto Alegre, 2011, páginas 123/134.
O trecho servirá de base para resolução da questão.
Por fim, Alarcón arrematou com o último golpe-chave: um upper-cut que todos viram assustados: abaixou-se muito rapidamente, dobrando os joelhos de leve, rodou sobre o pé direito e como que girou para o alto, esticando os joelhos, enquanto desferia o soco curto, de baixo para cima, no queixo do gurizote.
Naquele dia o boxe começou a acabar em Jaguarão. Todos foram para casa revoltados e desolados, depois de atenderem o gago, coitado, de cara desfeita, aturdido e apalermado. Deixaram-no como um bêbado, na casa do tio, onde vivia. Quando voltou ao trabalho, dias depois de muita compressa de arnica e banhos de ervas, ainda tinha as marcas do combate.
A palavra arrematou afirma uma ação de Alarcón restrita a um determinado momento da história. Porém, outras informações implícitas podem ser percebidas pelo leitor a partir desse dado.
No texto, a palavra arrematou informa que Alarcón
06
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