Questões de EFAF Português - Leitura e Interpretação de Texto
7.497 Questões
Questão 12 170581
CEFET MG 2010A questão refere-se ao livro Corda bamba, de Lygia Bojunga
O processo de sonho vivenciado pela protagonista é identificado em:
Questão 11 170580
CEFET MG 2010A questão refere-se ao livro Corda bamba, de Lygia Bojunga
NÃO se pode afirmar a respeito da obra que a(o), as(os)
Questão 10 170579
CEFET MG 2010A questão refere-se aos textos II e III.
Texto II
Oração do Milho (fragmento)
Senhor, nada valho.
Sou a planta humilde dos quintais pequenos e das
lavouras pobres.
Meu grão, perdido por acaso,
nasce e cresce na terra descuidada.
Ponho folhas e haste, e se me ajudares, Senhor,
mesmo planta de acaso, solitária,
dou espigas e devolvo em muitos grãos
o grão perdido inicial, salvo por milagre,
que a terra fecundou.
Sou a planta primária da lavoura.
Não me pertence a hierarquia tradicional do trigo
e de mim não se faz o pão dado nos altares.
Sou apenas o alimento forte e substancial dos que
trabalham a terra, onde não vinga o trigo nobre.
Sou de origem obscura e de ascendência pobre,
Alimento de rústicos e animais do jugo.
(...)
Sou o cacarejo alegre das poedeiras à volta dos seus ninhos
Sou a pobreza vegetal agradecida a Vós, Senhor,
que me fizestes necessário e humilde.
Sou o milho.
CORALINA, Cora. Poemas dos becos de Goiás e estórias mais. 9ª. ed. Mariana/SP: Global Editora, 1985.
Texto III
Poema do milho (fragmento)
Milho...
Plantado nos quintais.
Talhões fechados pelas roças.
Entremeado nas lavouras.
Baliza marcante nas divisas.
Milho verde. Milho seco.
Bem granado, cor de ouro.
Alvo. Às vezes vareia,
- espiga roxa, vermelha, salpintada.
(...)
Milho empaiolado...
Abastança tranqüila
do rato,
do caruncho,
do cupim.
Palha de milho para o colchão.
Jogada pelos pastos.
Mascada pelo gado.
Trançada em fundos de cadeiras.
Queimada nas coivaras.
Leve mortalha de cigarros.
Balaio de milho trocado com o vizinho
No tempo da planta.
"- Não se planta, nos sítios, semente da mesma terra".
CORALINA, Cora. Poemas dos becos de Goiás e estórias mais. 9ª. ed. Mariana/SP: Global Editora, 1985.
Considere as afirmativas a seguir:
I - A voz poética do texto II faz alusão a cerimônias religiosas.
II - A autora, no final do texto III, utiliza-se da epígrafe como recurso intertextual.
III- O diálogo entre os dois poemas revela a intertextualidade denominada paráfrase.
IV- Os objetos artesanais presentes no texto III simbolizam o trabalho metalingüístico.
Estão corretos os itens
Questão 9 170578
CEFET MG 2010A questão refere-se ao fragmento de poema a seguir.
Texto II
Oração do Milho (fragmento)
Senhor, nada valho.
Sou a planta humilde dos quintais pequenos e das
lavouras pobres.
Meu grão, perdido por acaso,
nasce e cresce na terra descuidada.
Ponho folhas e haste, e se me ajudares, Senhor,
mesmo planta de acaso, solitária,
dou espigas e devolvo em muitos grãos
o grão perdido inicial, salvo por milagre,
que a terra fecundou.
Sou a planta primária da lavoura.
Não me pertence a hierarquia tradicional do trigo
e de mim não se faz o pão dado nos altares.
Sou apenas o alimento forte e substancial dos que
trabalham a terra, onde não vinga o trigo nobre.
Sou de origem obscura e de ascendência pobre,
Alimento de rústicos e animais do jugo.
(...)
Sou o cacarejo alegre das poedeiras à volta dos seus ninhos
Sou a pobreza vegetal agradecida a Vós, Senhor,
que me fizestes necessário e humilde.
Sou o milho.
CORALINA, Cora. Poemas dos becos de Goiás e estórias mais. 9ª. ed. Mariana/SP: Global Editora, 1985.
Em relação a esse poema, é Correto afirmar que o
Questão 8 170577
CEFET MG 2010A questão refere-se ao fragmento de poema a seguir.
Texto II
Oração do Milho (fragmento)
Senhor, nada valho.
Sou a planta humilde dos quintais pequenos e das
lavouras pobres.
Meu grão, perdido por acaso,
nasce e cresce na terra descuidada.
Ponho folhas e haste, e se me ajudares, Senhor,
mesmo planta de acaso, solitária,
dou espigas e devolvo em muitos grãos
o grão perdido inicial, salvo por milagre,
que a terra fecundou.
Sou a planta primária da lavoura.
Não me pertence a hierarquia tradicional do trigo
e de mim não se faz o pão dado nos altares.
Sou apenas o alimento forte e substancial dos que
trabalham a terra, onde não vinga o trigo nobre.
Sou de origem obscura e de ascendência pobre,
Alimento de rústicos e animais do jugo.
(...)
Sou o cacarejo alegre das poedeiras à volta dos seus ninhos
Sou a pobreza vegetal agradecida a Vós, Senhor,
que me fizestes necessário e humilde.
Sou o milho.
CORALINA, Cora. Poemas dos becos de Goiás e estórias mais. 9ª. ed. Mariana/SP: Global Editora, 1985.
A respeito desse poema, é INCORRETO afirmar que a
Questão 6 170575
CEFET MG 2010A questão refere-se ao texto a seguir.
Texto I
Por uma globalização mais humana
A globalização é o estágio supremo da internacionalização. O processo de intercâmbio entre países, que marcou o desenvolvimento do capitalismo desde o período mercantil dos séculos 17 e 18, expande-se com a industrialização, ganha novas bases com a grande indústria, nos fins do século 19, e, agora, adquire mais intensidade, mais amplitude e novas feições. O mundo inteiro torna- se envolvido em todo tipo de troca: técnica, comercial, financeira, cultural.
A globalização é o estágio supremo da internacionalização. O processo de intercâmbio entre países, que marcou o desenvolvimento do capitalismo desde o período mercantil dos séculos 17 e 18, expande-se com a industrialização, ganha novas bases com a grande indústria, nos fins do século 19, e, agora, adquire mais intensidade, mais amplitude e novas feições. O mundo inteiro torna- se envolvido em todo tipo de troca: técnica, comercial, financeira, cultural.
Todo o planeta é praticamente coberto por um único sistema técnico, tornado indispensável à produção e ao intercâmbio e fundamento do consumo, em suas novas formas.
Graças às novas técnicas, a informação pode se difundir instantaneamente por todo o planeta, e o conhecimento do que se passa em um lugar é possível em todos os pontos da Terra.
A produção globalizada e a informação globalizada permitem a emergência de um lucro em escala mundial, buscado pelas firmas globais que constituem o verdadeiro motor da atividade econômica.
Tudo isso é movido por uma concorrência superlativa entre os principais agentes econômicos – a competitividade.
Num mundo assim transformado, todos os lugares tendem a tornar-se globais, e o que acontece em qualquer ponto do ecúmeno (parte habitada da Terra) tem relação com o acontece em todos os demais.
Daí a ilusão de vivermos num mundo sem fronteiras, uma aldeia global. Na realidade, as relações chamadas globais são reservadas a um pequeno número de agentes, os grandes bancos e empresas transnacionais, alguns Estados, as grandes organizações internacionais.
Infelizmente, o estágio atual da globalização está produzindo ainda mais desigualdades. E, ao contrário do que se esperava, crescem o desemprego, a pobreza, a fome, a insegurança do cotidiano, num mundo que se fragmenta e onde se ampliam as fraturas sociais.
A droga, com sua enorme difusão, constitui um dos grandes flagelos desta época.
O mundo parece, agora, girar sem destino. É a chamada globalização perversa. Ela está sendo tanto mais perversa porque as enormes possibilidades oferecidas pelas conquistas científicas e técnicas não estão sendo adequadamente usadas.
Não cabe, todavia, perder a esperança, porque os progressos técnicos obtidos neste fim de século 20, se usados de uma outra maneira, bastariam para produzir muito mais alimentos do que a população atual necessita e, aplicados à medicina, reduziriam drasticamente as doenças e a mortalidade.
Um mundo solidário produzirá muitos empregos, ampliando um intercâmbio pacífico entre os povos e eliminando a belicosidade do processo competitivo, que todos os dias reduz a mão-de-obra. É possível pensar na realização de um mundo de bem-estar, onde os homens serão mais felizes, um outro tipo de globalização.
Milton Santos – Folha Online - 08 de junho de 2009.
"Um mundo solidário produzirá muitos empregos, ampliando um intercâmbio pacífico entre os povos e eliminando a belicosidade do processo competitivo (...)"
A oração sublinhada acima está corretamente interpretada em:
06
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