Questões de EFAF Português - Leitura e Interpretação de Texto
7.497 Questões
Questão 6 624630
COTUCA 2010Observe a tirinha a seguir:

A partir da leitura atenta da tira, assinale a alternativa INCORRETA:
Questão 1 624583
COTUCA 2010Leia:
A TOUPEIRA
Eis a história da toupeira – um animal cego – que disse à mãe que estava enxergando. A mãe colocou-a à prova: deu-lhe um grão de incenso e perguntou o que era.
- Um pedregulho – respondeu a filha.
- Minha filha - disse a mãe -, além de cega, perdeste o olfato.
(Esopo, Fábulas)
Toda fábula possui uma moral que nos leva a refletir sobre seu significado. Indique a opção que apresenta a moral adequada à história apresentada.
Questão 18 620708
CTI (UNIFICADO) 2010O texto é base para a questão.

(Revista da folha, 13. 02. 2000)
Em – ... será que o senhor poderia dar uma olhadinha pela janela... – o diminutivo olhadinha expressa a ideia de
Questão 5 418619
IFSul - Rio-Grandense 2010/1Leia o texto abaixo para responder a questão.

Não sei se caso... se compro uma bicicleta...
Josy Pontes (Texto adaptado)
[1] Quem nunca se viu numa situação dessas? Não me refiro a dúvida de casar ou comprar
[2] uma bicicleta, mas muitas vezes chegamos na situação do:
[3] E agora? O que eu faço?
[4] Nem sempre tomar decisões é uma tarefa fácil... o cérebro que o diga!
[5] O assunto é tão complexo que a Nature Neuroscience decidiu (e essa decisão deve ter
[6] sido fácil) dedicar uma parte da edição de abril desse ano só aos artigos que falam da tomada
[7] de decisões! Nada relacionado a casamentos e bicicletas, e sim às vias neuronais e às
[8] estruturas cerebrais envolvidas nesse processo.
[9] A habilidade de fazer escolhas certas é crucial para a sobrevivência. Uma boa decisão
[10] requer o envolvimento e a integração de várias estruturas cerebrais. A complexidade das
[11] decisões varia entre as mais diversas espécies de animais sendo mais simples nos animais com
[12] o córtex menos desenvolvido e mais complexas nos animais de córtex mais desenvolvido, ou
[13] seja, nós!
[14] Uma das estruturas relacionadas com a tomada de decisões é o córtex
[15] paracingulado anterior, uma região altamente relacionada com as emoções. A atividade dessa
[16] região precede a decisão. O que torna uma grande mentira a frase: “Deixe a razão decidir”. A
[17] atividade do córtex paracingulado anterior é importante não só na tomada de decisões, mas
[18] também ajuda em decisões futuras.
[19] Essa região também está relacionada com o aprendizado baseado na recompensa, ou
[20] seja, se alguma vez vivemos fortes emoções numa corrida de mountain bike e aprendemos que
[21] isso é prazeroso pro nosso cérebro (recompensa), provavelmente vamos preferir a bicicleta ao
[22] casamento, uma vez que você tenha aprendido que nem sempre os casamentos nos trazem
[23] tantas recompensas! Por outro lado, se você estiver muito apaixonado, com certeza não há
[24] recompensa melhor do que estar ao lado da pessoa amada e nesse caso você fará a opção
[25] casamento (ou não)! Depende das experiências vividas por cada um!
[26] Outra região envolvida na tomada de decisões é o córtex frontal (mais precisamente no
[27] córtex órbito-frontal), aquele do julgamento, do raciocínio, do pensamento... Lembra? Isso
[28] também excluiu a frase: Siga (só) o seu “coração”!
[29] Ele também contém informações a respeito do que aquela decisão vai te trazer. É nessa
[30] região que você vai perceber que... caso escolha a bicicleta ela nunca irá brigar com você caso
[31] queira chegar mais tarde do trabalho na sexta ou se você saiu em pleno domingo de sol pra
[32] jogar bola com os seus amigos!
[33] Um dos núcleos da base, o núcleo caudado, também está relacionado com a tomada de
[34] decisões. Ele participa na “previsão” da recompensa. Se eu escolher X eu vou ganhar isso, mas
[35] se eu escolher Y vou ganhar aquilo (0 “isso” e o “aquilo” vou deixar a critério de vocês).
[36] Nesse caso, a ínsula está envolvida com os estados emocionais negativos. Se eu
[37] escolher X eu vou perder isso, mas se eu escolher Y vou perder aquilo (“isso” e “aquilo”
[38] novamente a critério de vocês).
[39] Quando a decisão envolve dinheiro, sexo, fazer compras, comer chocolate e outras
[40] coisas prazerosas... o buraco, quer dizer o núcleo é mais em baixo. A área tegmental ventral
[41] que fica no tronco encefálico (mesencéfalo), libera dopamina no núcleo acumens (núcleo do
[42] prazer). Afinal, todos nós sabemos o quanto é prazeroso ganhar dinheiro ou comprar roupa
[43] nova!
Disponível em: . Acesso em: 07 set. 2009.
Em “aquele do julgamento” (linha 27), o pronome refere-se a
Questão 30 172044
SESC 2010Leia:

QUINO. Toda Mafalda. São Paulo: Martins Fortes, 2007, p 11.
Na tirinha, encontramos uma marca de oralidade em:
Questão 49 171567
ETEC 2010/2Leia o texto para responder à questão.
Final Feliz

Há uma casa morrendo na minha rua.
Penso em quem a pôs de pé. Tinha certamente um sonho, um projeto em que devem ter entrado amor e filhos, talvez netos e esperanças. Deve ter chegado com ar triunfante ao alto da colina das Perdizes, quando os raros moradores ainda dividiam espaços com as preás*, pois consta que perdizes não havia. Ele deve ter descortinado lá embaixo o vale desabitado do Pacaembu; na colina oposta, as elegantes chaminés de Higienópolis e, lá longe, as fumaças da laboriosa Lapa. E deve ter pensado: é aqui o lugar!
A casa deve ter sido imponente: seis enormes janelas laterais, uma espaçosa e comprida varanda voltada para um extenso terreno onde houve, algum dia, um pomar e um jardim. Dois bancos de alvenaria protegidos por quatro colunas sugerem a existência de uma pérgula*. Atrevo-me a imaginar que alguém, às tardes, ficava ali a ler, ou a bordar, sob uma parreira de uvas roxas...
Mas agora, abandonada, é como se a casa tivesse desistido aos poucos de viver. Moradores levianos param de amá-las, depois que desaparecem aqueles que mandaram erguê-las e, assim, a casa ressente-se da ausência humana e logo perde o viço*.
A tinta das janelas racha, as paredes estalam, o vento levanta sua pele de cal e silêncios, os telhados cedem ao peso da responsabilidade de décadas sem uma palavra de agradecimento, vidraças explodem castigadas e ratos e morcegos se instalam oportunistas.
Mas, para ter um final feliz, imaginei contar, ao contrário, a história de um desses casarões que se deixam morrer nessa cidade. Ela começaria com um sem-teto arrancando a janela rachada para aquecer-se numa noite fria, assustando os morcegos e ratos, e iria caminhando para trás, ano após ano, a pintura refazendo-se, o pó sumindo, o verde voltando, os moradores a desfrutando, prazerosamente, a festa de inauguração, a janela de pinho-de-riga sendo instalada, a mesma janela viajando de navio para o Brasil, junto com outros materiais, e terminaria com um senhor trajado de roupas do início do século passado dizendo com confiança e energia:
─ Vou construir aqui uma casa que meus netos e bisnetos vão amar!
(Ivan Ângelo, Veja SP, 24.01.2001. Adaptado)
*Preás: pequeno roedor
*Viço: força; beleza
Reconheça o discurso empregado na frase a seguir:
─ Vou construir aqui a casa que meus netos e bisnetos vão amar!
06
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