Questões de EFAF Português - Leitura e Interpretação de Texto
7.497 Questões
Questão 10 170514
CEFET MG 2011A questão refere-se ao livro Por parte de pai, de Bartolomeu Campos Queirós.
Uma característica da estrutura narrativa dessa obra é o
Questão 6 170509
CEFET MG 2011A questão refere-se ao texto a seguir.
Texto I
A evolução das teorias
Os cientistas têm todo tipo de explicação para o surgimento dos humanos – da dança à rebeldia adolescente. Alguma delas vai resistir à pressão seletiva?
[1] O que nos tornou humanos? Até pouco tempo atrás, havia poucas
teorias para explicar o salto evolutivo que conferiu a nossos ancestrais
a capacidade de raciocinar. O polegar opositor era uma candidata –
deu a um grupo de hominídeos a chance de fazer movimentos de
[5] pinça, com os quais pôde produzir ferramentas. Outra tese era a
linguagem. A possibilidade de falar nos fez criar símbolos, a essência
de uma cultura. Uma terceira teoria era a vida em grupo. A necessi-
dade de memorizar rostos e saber quem era fiel, quem traía, quem
estava acima ou abaixo na hierarquia social teria dado origem a nossa
[10] inteligência.
Todas essas teses são ótimas. Mas não chamam mais a atenção.
Em seu lugar, uma série de hipóteses mais ousadas tem ganhado
espaço no meio científico. A mais recente é que devemos nossa inte
ligência... aos animais. Em artigo na revista Current Antropology, a
[15] americana Pat Shipman, da Universidade da Pensilvânia, diz que
nossos ancestrais tiveram de entender o comportamento dos animais
porque eram presas e, a partir da criação de ferramentas, também
predadores. “Esse entendimento levou à linguagem e, em um último
estágio, à domesticação dos animais”, me disse Shipman por e-mail.
[20] Se você acha essa ideia esquisita, que tal a tese de que nós
viramos humanos porque aprendemos a cozinhar? Ou porque
gostamos de música? Ou – a minha preferida – porque nossos
adolescentes são mais chatos que os adolescentes dos outros ani
mais? Todas elas foram defendidas nos últimos dois anos.
[25] A evolução das teorias sobre nossa evolução tem um motivo: a
seleção natural das pautas de revistas científicas. Quanto mais
inusitada a proposta, mais chance de chamar a atenção – e de ser
publicada.
Isso não quer dizer que elas não tenham mérito. Se não soubés-
[30] semos cozinhar, por exemplo, nosso maxilar teria de ser muito mais
desenvolvido para mastigar alimentos duros e nosso estômago teria
de ser maior (como o dos chimpanzés). Sobrariam menos espaço e
energia para o cérebro.
O problema não é com as teorias inusitadas em si, mas com o
[35] próprio fato de procurar a atividade isolada que nos tornou humanos.
“Procurar por um único aspecto é perda de tempo”, diz o psicólogo
americano Michael Gazzaniga, da Universidade da Califórnia. “Posso
falar porque já tentei”. E ainda tenta. Gazzaniga hoje aposta que nos
tornamos humanos ao aprender a controlar impulsos e postergar o
[40] prazer.
“Cada evento em nossa evolução, seja cantar, cozinhar ou domes
ticar animais, é consequência de uma necessidade, que levou à
outra”, diz o etólogo Eduardo Ottoni, da Universidade de São Paulo.
E a necessidade de criar teorias, de onde terá vindo?
BUSCATO, Marcela. Revista Época, Rio de Janeiro, 23 ago. 2010, n. 640, p. 132.
“Até pouco tempo atrás, havia poucas teorias para explicar o salto evolutivo que conferiu a nossos ancestrais a capacidade de raciocinar.”
O termo destacado na passagem acima exerce a mesma função em:
Questão 3 170506
CEFET MG 2011A questão refere-se ao texto a seguir.
Texto I
A evolução das teorias
Os cientistas têm todo tipo de explicação para o surgimento dos humanos – da dança à rebeldia adolescente. Alguma delas vai resistir à pressão seletiva?
[1] O que nos tornou humanos? Até pouco tempo atrás, havia poucas
teorias para explicar o salto evolutivo que conferiu a nossos ancestrais
a capacidade de raciocinar. O polegar opositor era uma candidata –
deu a um grupo de hominídeos a chance de fazer movimentos de
[5] pinça, com os quais pôde produzir ferramentas. Outra tese era a
linguagem. A possibilidade de falar nos fez criar símbolos, a essência
de uma cultura. Uma terceira teoria era a vida em grupo. A necessi-
dade de memorizar rostos e saber quem era fiel, quem traía, quem
estava acima ou abaixo na hierarquia social teria dado origem a nossa
[10] inteligência.
Todas essas teses são ótimas. Mas não chamam mais a atenção.
Em seu lugar, uma série de hipóteses mais ousadas tem ganhado
espaço no meio científico. A mais recente é que devemos nossa inte
ligência... aos animais. Em artigo na revista Current Antropology, a
[15] americana Pat Shipman, da Universidade da Pensilvânia, diz que
nossos ancestrais tiveram de entender o comportamento dos animais
porque eram presas e, a partir da criação de ferramentas, também
predadores. “Esse entendimento levou à linguagem e, em um último
estágio, à domesticação dos animais”, me disse Shipman por e-mail.
[20] Se você acha essa ideia esquisita, que tal a tese de que nós
viramos humanos porque aprendemos a cozinhar? Ou porque
gostamos de música? Ou – a minha preferida – porque nossos
adolescentes são mais chatos que os adolescentes dos outros ani
mais? Todas elas foram defendidas nos últimos dois anos.
[25] A evolução das teorias sobre nossa evolução tem um motivo: a
seleção natural das pautas de revistas científicas. Quanto mais
inusitada a proposta, mais chance de chamar a atenção – e de ser
publicada.
Isso não quer dizer que elas não tenham mérito. Se não soubés-
[30] semos cozinhar, por exemplo, nosso maxilar teria de ser muito mais
desenvolvido para mastigar alimentos duros e nosso estômago teria
de ser maior (como o dos chimpanzés). Sobrariam menos espaço e
energia para o cérebro.
O problema não é com as teorias inusitadas em si, mas com o
[35] próprio fato de procurar a atividade isolada que nos tornou humanos.
“Procurar por um único aspecto é perda de tempo”, diz o psicólogo
americano Michael Gazzaniga, da Universidade da Califórnia. “Posso
falar porque já tentei”. E ainda tenta. Gazzaniga hoje aposta que nos
tornamos humanos ao aprender a controlar impulsos e postergar o
[40] prazer.
“Cada evento em nossa evolução, seja cantar, cozinhar ou domes
ticar animais, é consequência de uma necessidade, que levou à
outra”, diz o etólogo Eduardo Ottoni, da Universidade de São Paulo.
E a necessidade de criar teorias, de onde terá vindo?
BUSCATO, Marcela. Revista Época, Rio de Janeiro, 23 ago. 2010, n. 640, p. 132.
NÃO há manifestação do ponto de vista da autora na seguinte passagem:
Questão 8 168588
IFMG 2011Leia a tirinha abaixo e responda às questões 8, 9 e 10.

Considerando o pensamento do Garfield em resposta à pergunta do primeiro quadrinho, podemos dizer que:
Questão 18 167089
IFRN 2011Os Textos servem de base para a questão.
TEXTO
DANÇA DO COCO - Nasceu da cantiga de trabalho, ritmada pela batida das pedras quebrando os frutos, transformando-se, posteriormente, em dança, surgindo uma variedade de temas e formas de coco (coco de praia, do qual participa apenas o elemento masculino, e o coco do sertão, dançado aos pares, homens e mulheres). Dançado em roda, numa forma rítmica altamente contagiante e sensual.
Disponível em: http://www.velhosamigos.com.br/DatasEspeciais/diafolclore4.html. Acesso em 13 nov. 2010.
TEXTO
[...]
Vários estudiosos assinalam a origem negra dos cocos – africana, para uns, alagoana, para outros – mas não chegam a examinar cuidadosamente os aspectos que dão aos cocos uma identidade cultural afro-brasileira. São fortes as marcas da cultura negra nos cocos, especialmente nos dançados: os instrumentos utilizados, todos de percussão (ganzá, zabumba ou bumbo, zambê, caixa ou tarol), o ritmo, a dança com umbigada ou simulação de umbigada e o canto com estrofes seguidas de refrão cantado pelo solista e pelos dançadores. [...]
Pode-se afirmar que a brincadeira do coco é dança de minorias discriminadas, por diversas condições: pela etnia (negros, índios e seus descendentes), pela situação econômica (pobreza, às vezes extrema), pela escolaridade (iletrados ou semi-alfabetizados), pelas profissões que exercem na sociedade (agricultores com pequenas propriedades ou sem terra, assentados rurais, pescadores, pedreiros, domésticas, copeiras de escolas). A dança passa por diferentes formas de interferência, qualquer que seja seu contexto, porque é difícil qualquer autonomia cultural em região de forte controle político, como o Nordeste, onde se aguçam as formas de dependência devido à pobreza extrema da população. Aqui, o pobre costumeiramente é submetido a alguém ou a algum grupo de poder, salvo raríssimas situações. [...]
(AYALA, Maria Ignez Novais. Os cocos: uma manifestação cultural em três momentos do século XX. Estud. Av. vol.13 nº 35. São Paulo Jan./Abr. 1999. Disponível em: . Acesso em 13 nov. 2010)
Tomando por base o que você leu nos Textos, podemos afirmar sobre o texto Coco da resistência, do poeta e compositor potiguar Hugo Tavares:
Questão 13 167083
IFRN 2011Os Textos são base para a questão.
TEXTO
COCO DA RESISTÊNCIA
Hugo Tavares
Eu não sei quem contou isso: A lei e a segurança... A lei e a
Aviso aos navegantes. Se verdade ou boato. segurança,
Às Senhoras e Senhores. Onde tem um adjunto... o que fez ninguém desfaz. A paz
Eu voto - tu votas - eles se elegem! Lá tem muito candidato. decretou falência.
Eu voto - tu votas - elas se elegem! Se tem um aniversário... A justiça foi atrás.
Quero ver no que vai dar. Lá também tem candidato. Tem eleição, eleição pra
O que vai dar quero ver. Se tem reza pra defunto... presidente,
Eu não vim lhe perguntar. Lá também tem candidato. senador, governador, deputado
Eu não vim lhe responder. Se tem uma procissão... federal.
Lá também tem candidato. Tem eleição, eleição pra
Quem sabe, sabe... Na hora da precisão... presidente,
talvez possa lhe dizer, se alguém pede emprego... senador, governador, deputado
porque a dominação se tem gente lhe cobrando... estadual.
é você contra você. nego já caiu no mato.
E aí? Cadê você? Eu vi num filme que na frente da
Já liguei liga... Cadê o seu candidato!? escola
fiz a minha ligação, só pode passar quem cola,
se você também se liga, Copa com voto... se bola sabe jogar.
perde o medo de careta. São dois juntos, diferentes. Eleição pra presidente. Senador -
Um pra trás - outro pra frente. governador.
Na minha liga voto rima com Um pra frente - outro pra trás. Deputado federal - Deputado
nação. Tapão no olho - um gol contra - dor estadual.
Não rima com inflação. de dente. Quem sabe, sabe...
Voto rima com escola. Não ser visto como gente. Que bolsa não é "maleta"
Voto rima com poder. Me diga o que dói mais? Que cego não vê a luz.
Não rima com quem explora. Mas sabe da mala pronta.
Voto rima com dever. A saúde tá doente. A saúde tá
Não rima com quem não vê doente. Já faz é tempo
a pessoa toda hora. O Dr. tá internado... e até a que o Brasil é bom de bola.
enfermeira... Crack tem em todo canto,
A minha liga também tá de atestado. nem precisa procurar.
vou dividir com você.
Pois ligando liga a liga... A escola é caduca. A escola é
liga vai ligar você. caduca
E assim vai tudo bem. O saber foi confiscado. O ensino
Tudo bem - tudo legal. repetente.
O Brasil foi descoberto Mas foi tudo aprovado.
Num dia de carnaval.
(TAVARES, Hugo. Eu voto. Tu votas. Ele(a)s se elegem. Ano VI. Nº 3 - Eleições 2010. Santa Cruz: Tipografia Padre Ausônio, 2010, pp. 14-18. Cartilha Cidadania e Eleição).
TEXTO

O dicionário Houaissapresenta os seguintes sentidos para o vocábulo rima:
"1 igualdade de sons, a partir da sílaba tônica da palavra final de dois ou mais versos. 2 uniformidade de sons na terminação de duas ou mais palavras. 3 palavra que possui terminação idêntica ou similar a outra [canto é rima de pranto]".
Agora, releia a quarta estrofe de Coco da resistência (segundo texto):
Na minha liga voto rima com nação.
Não rima com inflação.
Voto rima com escola.
Voto rima com poder.
Não rima com quem explora.
Voto rima com dever.
Não rima com quem não vê
a pessoa toda hora.
Sobre o sentido com que foi usada a palavra rima, podemos dizer que
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