Questões de EFAF Português - Leitura e Interpretação de Texto
7.497 Questões
Questão 9 624393
COTUCA 2012Leia:
VÍCIO NA FALA
Para dizerem milho dizem mio
Para melhor dizem mió
Para pior pió
Para telha dizem teia
Para telhado dizem teiado
E vão fazendo telhados.
(Oswald de Andrade)
A leitura adequada do poema de Oswald de Andrade leva à compreensão das seguintes ideias:
I. Convicção de que não há preconceito contra os falantes que não seguem as regras da língua padrão.
II. Negação das regras gramaticais, atitude peculiar a todos os escritores modernos.
III. Valorização, através da literatura, de uma posição de respeito pela variante linguística que foge à norma padrão.
IV. Propósito de registrar a existência de diferenças sociais entre os que falam “teiado” e “telhado”.
V. Demonstração de que, no uso da língua, vale tudo, desde que se cumpra o objetivo principal, que é a comunicação oral e escrita.
Considerando o fato de existirem variedades linguísticas, assinale a alternativa que contém as interpretações CORRETAS:
Questão 2 624340
COTUCA 2012A Revista Época, no mês de junho, trouxe como manchete de capa:
Os hackers invadem o Brasil
Com os ataques a sites oficiais, a guerra virtual chegou ao país Por que ainda estamos despreparados para vencê-la
(Revista Época nº 684, de 27/06/11)
Analisando-se a grafia da palavra por que, podemos entender que a frase que a contém:
Questão 1 624334
COTUCA 2012As orações subordinadas adverbiais causais, em geral introduzidas pelas conjunções porque, já que, visto que, estabelecem com a oração principal uma relação que articula um efeito ou consequência a uma causa. O uso impróprio desse tipo de conexão pode resultar num conteúdo improcedente. Em situações especialíssimas, tem-se uma articulação na qual a causa gera o efeito e este alimenta a causa, compondo, sem ser redundante, um pensamento de significação circular, por isso mesmo chamado de círculo vicioso. Você pode observar esse raciocínio circular no conhecido exemplo:
“TOSTINES VENDE MAIS PORQUE É FRESQUINHO OU É FRESQUINHO PORQUE VENDE MAIS?”
Nas frases abaixo, há conteúdos que são improcedentes, outros que são redundantes e ainda outros que expressam um círculo vicioso.
I. Os magnatas têm dinheiro porque fazem grandes negócios e fazem grandes negócios porque têm dinheiro.
II. As crianças são saudáveis porque comem legumes e comem legumes porque são saudáveis.
III. As pessoas o rejeitam porque ele as trata mal e ele as trata mal porque elas o rejeitam.
IV. Roubou o supermercado porque tinha fome e porque tinha fome roubou o supermercado.
V. O projeto não foi aprovado porque causava impacto ambiental e causava impacto ambiental porque não foi aprovado.
Assinale a alternativa que contém a avaliação CORRETA da relação causa/efeito:
Questão 18 618491
CTI (UNIFICADO) 2012Observe a figura a seguir.

(http://blinkingbrink.files.wordpress.com/2008/05/foodandfuel2.png?w=620&h=420)
Assinale a alternativa que melhor interpreta o conteúdo da charge.
Questão 2 618410
CTI (UNIFICADO) 2012Leia o texto para responder à questão.
O português de bengala
O título pode levar o leitor a se enganar, se ele pensa que o remete a alguma anedota preconceituosa. Ele se refere à língua portuguesa.
A língua falada no Brasil anda trôpega, porque se abusa de expressões que não são necessárias para a construção de sentido da frase. Servem apenas de bengala para quem fala, no intuito de ganhar um tempinho para encaminhar melhor sua ideia ou para manter o passo.
Não me refiro aos cacoetes individuais que marcam o falante, como o do tio de um jornalista que, de tanto encaixar a palavra “porém”, ganhou o apelido carinhoso de “meu tio adversativo”.
Refiro-me às muletas coletivas. Àquelas falas que andam de bengala por aí. Um exemplo é o “sabia?”. Na dramaturgia fácil das telenovelas, aparece vinte vezes a cada capítulo. Os mais novos vão copiando os mais velhos, sabia?
Há bengalas que entram no início da frase, como o “então”. Sem quê nem pra quê, como se a pessoa retomasse uma fala que não houve, alonga-se um “então”, depois de um silêncio: “Então... não sei ainda se vou fazer pedagogia”. Ou a bengala explicativa – “O que acontece?” – que precede uma explicação, uma justificativa, mas não é necessária.
Bastante comuns são o emprego do pronome (ele, ela), sem a menor função na frase. “A prefeitura ela demora muitos dias para expedir uma guia.” E o da preposição “em”, também inútil: “Somos em quatro”.
Esse fato linguístico não é uma característica da atualidade. Há registros, datados de 1900, contra quem pontuava as frases com um “entende?”. Com essa expressão, o falante pretende induzir o interlocutor a compreender o que é claro.
Usam-se muitas outras expressões como penduricalhos nas frases: “tipo assim”, “não é verdade?”.
Uma fala simples pode se transformar, facilmente, em:
– Então...Não sei ainda se vou fazer pedagogia. O que acontece? É complicado lidar com criança, sabia? A criança ela exige muito, tipo assim, não sabe fazer as coisas sozinha, entende? Fico na dúvida, não é verdade?
Prefiro a língua mais enxuta e exata. Entende?
(Ivan Ângelo. Veja São Paulo, 05.10.2011. Adaptado)
De acordo com o texto, o autor
Questão 1 618396
CTI (UNIFICADO) 2012Leia o texto para responder à questão.
O português de bengala
O título pode levar o leitor a se enganar, se ele pensa que o remete a alguma anedota preconceituosa. Ele se refere à língua portuguesa.
A língua falada no Brasil anda trôpega, porque se abusa de expressões que não são necessárias para a construção de sentido da frase. Servem apenas de bengala para quem fala, no intuito de ganhar um tempinho para encaminhar melhor sua ideia ou para manter o passo.
Não me refiro aos cacoetes individuais que marcam o falante, como o do tio de um jornalista que, de tanto encaixar a palavra “porém”, ganhou o apelido carinhoso de “meu tio adversativo”.
Refiro-me às muletas coletivas. Àquelas falas que andam de bengala por aí. Um exemplo é o “sabia?”. Na dramaturgia fácil das telenovelas, aparece vinte vezes a cada capítulo. Os mais novos vão copiando os mais velhos, sabia?
Há bengalas que entram no início da frase, como o “então”. Sem quê nem pra quê, como se a pessoa retomasse uma fala que não houve, alonga-se um “então”, depois de um silêncio: “Então... não sei ainda se vou fazer pedagogia”. Ou a bengala explicativa – “O que acontece?” – que precede uma explicação, uma justificativa, mas não é necessária.
Bastante comuns são o emprego do pronome (ele, ela), sem a menor função na frase. “A prefeitura ela demora muitos dias para expedir uma guia.” E o da preposição “em”, também inútil: “Somos em quatro”.
Esse fato linguístico não é uma característica da atualidade. Há registros, datados de 1900, contra quem pontuava as frases com um “entende?”. Com essa expressão, o falante pretende induzir o interlocutor a compreender o que é claro.
Usam-se muitas outras expressões como penduricalhos nas frases: “tipo assim”, “não é verdade?”.
Uma fala simples pode se transformar, facilmente, em:
– Então...Não sei ainda se vou fazer pedagogia. O que acontece? É complicado lidar com criança, sabia? A criança ela exige muito, tipo assim, não sabe fazer as coisas sozinha, entende? Fico na dúvida, não é verdade?
Prefiro a língua mais enxuta e exata. Entende?
(Ivan Ângelo. Veja São Paulo, 05.10.2011. Adaptado)
Segundo o texto, a língua falada no Brasil
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