Questões de EFAF Português
15.488 Questões
Questão 11 10650622
CMPA 6° Ano - Prova de Língua Portuguesa 2013Leia atentamente o texto e responda à questão assinalando a única alternativa correta.
Texto
Uma história de Dom Quixote
Moacyr Scliar
Quando se fala num quixote, as pessoas logo pensam num desastrado, num sujeito que
não consegue fazer nada direito, que tem boas ideias, mas sempre quebra a cara. E até
repetem aquela história que o escritor espanhol Cervantes contou sobre o Dom Quixote.
Ele era um daqueles cavaleiros andantes que usavam armadura, lança e escudo;
[5] percorria as planícies da Espanha num cavalo muito magro e muito feio, chamado Rocinante,
procurando inimigos a quem pudesse desafiar em nome da moça que amava, e que ele
chamava de Dulcineia. Pois um dia este Quixote avistou ao longe uns moinhos de vento.
Naquela época, vocês sabem, o trigo era moído desta maneira: havia um enorme cata-vento
que fazia girar a máquina de moer. Pois o Dom Quixote viu, nesses moinhos, gigantes que
[10] agitavam os braços, desafiando-os para a luta.
Sancho Pança, seu ajudante, tentou convencê-lo de que não havia gigante nenhum;
mas foi inútil.
Dom Quixote estava certo de que aquele era o grande combate de sua vida.
Empunhando a lança, partiu a galope contra os gigantes...
[15] O resultado, diz Cervantes, foi desastroso. A lança do cavaleiro ficou presa nas asas do
moinho, ele foi levantado no ar e depois jogado para longe. Para Sancho, e para todas as
pessoas que ali viviam, uma clara prova de que o homem era mesmo maluco.
Essa era a história que Cervantes contava. Já meu tatara-tatara-tataravô, que também
conheceu o Dom Quixote, narrava o episódio de uma maneira inteiramente diferente. Ele dizia
[20] que, de fato, Dom Quixote viu os moinhos e que ficou fascinado com eles, mas não por
confundi-los com gigantes. “Se eu conseguir enfiar minha lança naquelas asas que giram”,
pensou, “e se puder aguentar firme, terei descoberto uma coisa sensacional.”
E foi o que ele tentou. Não deu completamente certo, porque nada do que a gente faz
dá completamente certo; mas, no momento em que a asa do moinho levantava o Dom
[25] Quixote, ele viveu o seu momento de glória. Estava subindo, como os astronautas hoje
sobem; estava avistando uma paisagem maravilhosa, os campos cultivados, as casas,
talvez o
mar, lá longe, talvez as terras de além-mar, com as quais todo o mundo sonhava. Mais que
isso, ele tinha descoberto uma maneira sensacional de se divertir.
É verdade que levou um tombo, um tombo feio. Mas isso, naquele momento, não tinha
[30] importância. Não para Dom Quixote, o inventor da roda-gigante.
Extraído e adaptado de
FILHO, Otavio Frias et al. Vice-versa ao contrário:histórias clássicas recontadas.
São Paulo: Companhia das Letrinhas, 1993.
Assinale a alternativa em que as palavras ou expressões destacadas correspondam, respectivamente, à classe gramatical das palavras em negrito no seguinte período: “Mas isso, naquele momento, não tinha importância.” (linhas 29-30)
Questão 10 10650591
CMPA 6° Ano - Prova de Língua Portuguesa 2013Leia atentamente o texto e responda à questão assinalando a única alternativa correta.
Texto
Uma história de Dom Quixote
Moacyr Scliar
Quando se fala num quixote, as pessoas logo pensam num desastrado, num sujeito que
não consegue fazer nada direito, que tem boas ideias, mas sempre quebra a cara. E até
repetem aquela história que o escritor espanhol Cervantes contou sobre o Dom Quixote.
Ele era um daqueles cavaleiros andantes que usavam armadura, lança e escudo;
[5] percorria as planícies da Espanha num cavalo muito magro e muito feio, chamado Rocinante,
procurando inimigos a quem pudesse desafiar em nome da moça que amava, e que ele
chamava de Dulcineia. Pois um dia este Quixote avistou ao longe uns moinhos de vento.
Naquela época, vocês sabem, o trigo era moído desta maneira: havia um enorme cata-vento
que fazia girar a máquina de moer. Pois o Dom Quixote viu, nesses moinhos, gigantes que
[10] agitavam os braços, desafiando-os para a luta.
Sancho Pança, seu ajudante, tentou convencê-lo de que não havia gigante nenhum;
mas foi inútil.
Dom Quixote estava certo de que aquele era o grande combate de sua vida.
Empunhando a lança, partiu a galope contra os gigantes...
[15] O resultado, diz Cervantes, foi desastroso. A lança do cavaleiro ficou presa nas asas do
moinho, ele foi levantado no ar e depois jogado para longe. Para Sancho, e para todas as
pessoas que ali viviam, uma clara prova de que o homem era mesmo maluco.
Essa era a história que Cervantes contava. Já meu tatara-tatara-tataravô, que também
conheceu o Dom Quixote, narrava o episódio de uma maneira inteiramente diferente. Ele dizia
[20] que, de fato, Dom Quixote viu os moinhos e que ficou fascinado com eles, mas não por
confundi-los com gigantes. “Se eu conseguir enfiar minha lança naquelas asas que giram”,
pensou, “e se puder aguentar firme, terei descoberto uma coisa sensacional.”
E foi o que ele tentou. Não deu completamente certo, porque nada do que a gente faz
dá completamente certo; mas, no momento em que a asa do moinho levantava o Dom
[25] Quixote, ele viveu o seu momento de glória. Estava subindo, como os astronautas hoje
sobem; estava avistando uma paisagem maravilhosa, os campos cultivados, as casas,
talvez o
mar, lá longe, talvez as terras de além-mar, com as quais todo o mundo sonhava. Mais que
isso, ele tinha descoberto uma maneira sensacional de se divertir.
É verdade que levou um tombo, um tombo feio. Mas isso, naquele momento, não tinha
[30] importância. Não para Dom Quixote, o inventor da roda-gigante.
Extraído e adaptado de
FILHO, Otavio Frias et al. Vice-versa ao contrário:histórias clássicas recontadas.
São Paulo: Companhia das Letrinhas, 1993.
Em “Estava subindo, como os astronautas hoje sobem; estava avistando uma paisagem maravilhosa, os campos cultivados; as casas, talvez o mar, lá longe, talvez as terras do além- mar, com as quais todo mundo sonhava.” (linhas 25-27), os termos destacados expressam, respectivamente, ideia de
Questão 9 10650580
CMPA 6° Ano - Prova de Língua Portuguesa 2013Leia atentamente o texto e responda à questão assinalando a única alternativa correta.
Texto
Uma história de Dom Quixote
Moacyr Scliar
Quando se fala num quixote, as pessoas logo pensam num desastrado, num sujeito que
não consegue fazer nada direito, que tem boas ideias, mas sempre quebra a cara. E até
repetem aquela história que o escritor espanhol Cervantes contou sobre o Dom Quixote.
Ele era um daqueles cavaleiros andantes que usavam armadura, lança e escudo;
[5] percorria as planícies da Espanha num cavalo muito magro e muito feio, chamado Rocinante,
procurando inimigos a quem pudesse desafiar em nome da moça que amava, e que ele
chamava de Dulcineia. Pois um dia este Quixote avistou ao longe uns moinhos de vento.
Naquela época, vocês sabem, o trigo era moído desta maneira: havia um enorme cata-vento
que fazia girar a máquina de moer. Pois o Dom Quixote viu, nesses moinhos, gigantes que
[10] agitavam os braços, desafiando-os para a luta.
Sancho Pança, seu ajudante, tentou convencê-lo de que não havia gigante nenhum;
mas foi inútil.
Dom Quixote estava certo de que aquele era o grande combate de sua vida.
Empunhando a lança, partiu a galope contra os gigantes...
[15] O resultado, diz Cervantes, foi desastroso. A lança do cavaleiro ficou presa nas asas do
moinho, ele foi levantado no ar e depois jogado para longe. Para Sancho, e para todas as
pessoas que ali viviam, uma clara prova de que o homem era mesmo maluco.
Essa era a história que Cervantes contava. Já meu tatara-tatara-tataravô, que também
conheceu o Dom Quixote, narrava o episódio de uma maneira inteiramente diferente. Ele dizia
[20] que, de fato, Dom Quixote viu os moinhos e que ficou fascinado com eles, mas não por
confundi-los com gigantes. “Se eu conseguir enfiar minha lança naquelas asas que giram”,
pensou, “e se puder aguentar firme, terei descoberto uma coisa sensacional.”
E foi o que ele tentou. Não deu completamente certo, porque nada do que a gente faz
dá completamente certo; mas, no momento em que a asa do moinho levantava o Dom
[25] Quixote, ele viveu o seu momento de glória. Estava subindo, como os astronautas hoje
sobem; estava avistando uma paisagem maravilhosa, os campos cultivados, as casas,
talvez o
mar, lá longe, talvez as terras de além-mar, com as quais todo o mundo sonhava. Mais que
isso, ele tinha descoberto uma maneira sensacional de se divertir.
É verdade que levou um tombo, um tombo feio. Mas isso, naquele momento, não tinha
[30] importância. Não para Dom Quixote, o inventor da roda-gigante.
Extraído e adaptado de
FILHO, Otavio Frias et al. Vice-versa ao contrário:histórias clássicas recontadas.
São Paulo: Companhia das Letrinhas, 1993.
Em “Mais que isso, ele tinha descoberto uma maneira sensacional de se divertir.” (linha 28), o termo destacado só não poderia ser substituído, sem prejuízo de sentido, por
Questão 8 10650571
CMPA 6° Ano - Prova de Língua Portuguesa 2013Leia atentamente o texto e responda à questão assinalando a única alternativa correta.
Texto
Uma história de Dom Quixote
Moacyr Scliar
Quando se fala num quixote, as pessoas logo pensam num desastrado, num sujeito que
não consegue fazer nada direito, que tem boas ideias, mas sempre quebra a cara. E até
repetem aquela história que o escritor espanhol Cervantes contou sobre o Dom Quixote.
Ele era um daqueles cavaleiros andantes que usavam armadura, lança e escudo;
[5] percorria as planícies da Espanha num cavalo muito magro e muito feio, chamado Rocinante,
procurando inimigos a quem pudesse desafiar em nome da moça que amava, e que ele
chamava de Dulcineia. Pois um dia este Quixote avistou ao longe uns moinhos de vento.
Naquela época, vocês sabem, o trigo era moído desta maneira: havia um enorme cata-vento
que fazia girar a máquina de moer. Pois o Dom Quixote viu, nesses moinhos, gigantes que
[10] agitavam os braços, desafiando-os para a luta.
Sancho Pança, seu ajudante, tentou convencê-lo de que não havia gigante nenhum;
mas foi inútil.
Dom Quixote estava certo de que aquele era o grande combate de sua vida.
Empunhando a lança, partiu a galope contra os gigantes...
[15] O resultado, diz Cervantes, foi desastroso. A lança do cavaleiro ficou presa nas asas do
moinho, ele foi levantado no ar e depois jogado para longe. Para Sancho, e para todas as
pessoas que ali viviam, uma clara prova de que o homem era mesmo maluco.
Essa era a história que Cervantes contava. Já meu tatara-tatara-tataravô, que também
conheceu o Dom Quixote, narrava o episódio de uma maneira inteiramente diferente. Ele dizia
[20] que, de fato, Dom Quixote viu os moinhos e que ficou fascinado com eles, mas não por
confundi-los com gigantes. “Se eu conseguir enfiar minha lança naquelas asas que giram”,
pensou, “e se puder aguentar firme, terei descoberto uma coisa sensacional.”
E foi o que ele tentou. Não deu completamente certo, porque nada do que a gente faz
dá completamente certo; mas, no momento em que a asa do moinho levantava o Dom
[25] Quixote, ele viveu o seu momento de glória. Estava subindo, como os astronautas hoje
sobem; estava avistando uma paisagem maravilhosa, os campos cultivados, as casas,
talvez o
mar, lá longe, talvez as terras de além-mar, com as quais todo o mundo sonhava. Mais que
isso, ele tinha descoberto uma maneira sensacional de se divertir.
É verdade que levou um tombo, um tombo feio. Mas isso, naquele momento, não tinha
[30] importância. Não para Dom Quixote, o inventor da roda-gigante.
Extraído e adaptado de
FILHO, Otavio Frias et al. Vice-versa ao contrário:histórias clássicas recontadas.
São Paulo: Companhia das Letrinhas, 1993.
Em “(...) as pessoas logo pensam num sujeito que não consegue fazer nada direito, que tem boas ideias, mas sempre quebra a cara.” (linhas 1-2), a expressão destacada é usada informalmente.
Para se adequar à norma culta, mantendo-se o sentido pretendido, a expressão poderia ser substituída por
Questão 3 10650533
CMPA 6° Ano - Prova de Língua Portuguesa 2013Leia atentamente o texto e responda à questão assinalando a única alternativa correta.
Texto
Uma história de Dom Quixote
Moacyr Scliar
Quando se fala num quixote, as pessoas logo pensam num desastrado, num sujeito que
não consegue fazer nada direito, que tem boas ideias, mas sempre quebra a cara. E até
repetem aquela história que o escritor espanhol Cervantes contou sobre o Dom Quixote.
Ele era um daqueles cavaleiros andantes que usavam armadura, lança e escudo;
[5] percorria as planícies da Espanha num cavalo muito magro e muito feio, chamado Rocinante,
procurando inimigos a quem pudesse desafiar em nome da moça que amava, e que ele
chamava de Dulcineia. Pois um dia este Quixote avistou ao longe uns moinhos de vento.
Naquela época, vocês sabem, o trigo era moído desta maneira: havia um enorme cata-vento
que fazia girar a máquina de moer. Pois o Dom Quixote viu, nesses moinhos, gigantes que
[10] agitavam os braços, desafiando-os para a luta.
Sancho Pança, seu ajudante, tentou convencê-lo de que não havia gigante nenhum;
mas foi inútil.
Dom Quixote estava certo de que aquele era o grande combate de sua vida.
Empunhando a lança, partiu a galope contra os gigantes...
[15] O resultado, diz Cervantes, foi desastroso. A lança do cavaleiro ficou presa nas asas do
moinho, ele foi levantado no ar e depois jogado para longe. Para Sancho, e para todas as
pessoas que ali viviam, uma clara prova de que o homem era mesmo maluco.
Essa era a história que Cervantes contava. Já meu tatara-tatara-tataravô, que também
conheceu o Dom Quixote, narrava o episódio de uma maneira inteiramente diferente. Ele dizia
[20] que, de fato, Dom Quixote viu os moinhos e que ficou fascinado com eles, mas não por
confundi-los com gigantes. “Se eu conseguir enfiar minha lança naquelas asas que giram”,
pensou, “e se puder aguentar firme, terei descoberto uma coisa sensacional.”
E foi o que ele tentou. Não deu completamente certo, porque nada do que a gente faz
dá completamente certo; mas, no momento em que a asa do moinho levantava o Dom
[25] Quixote, ele viveu o seu momento de glória. Estava subindo, como os astronautas hoje
sobem; estava avistando uma paisagem maravilhosa, os campos cultivados, as casas,
talvez o
mar, lá longe, talvez as terras de além-mar, com as quais todo o mundo sonhava. Mais que
isso, ele tinha descoberto uma maneira sensacional de se divertir.
É verdade que levou um tombo, um tombo feio. Mas isso, naquele momento, não tinha
[30] importância. Não para Dom Quixote, o inventor da roda-gigante.
Extraído e adaptado de
FILHO, Otavio Frias et al. Vice-versa ao contrário:histórias clássicas recontadas.
São Paulo: Companhia das Letrinhas, 1993.
Se o narrador da história fosse o próprio Dom Quixote, a frase “Dom Quixote estava certo de que aquele era o grande combate de sua vida.” (linha 13) poderia ser reescrita, mantendo-se a coerência, como:
Questão 20 10628919
SENAI 1º Ano - CGE 2067 2013/2
Fonte: Disponível em:http://tirinhasdogarfield.blogspot.com.br/search?updated-max=2010-09-06T15:55:00-
03:00&max-results=7. Acesso em: 15/08/2012.
Na tirinha, a palavra que apresenta simultaneamente dois dígrafos é
06
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