Questões de EFAF Português
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Questão 25 10659211
CMSM 6º Ano 2013Leia com atenção o texto de Flávio Carneiro para responder o item.
TEXTO
Aprendizagem

Flávio Carneiro
– Mãe, cabelo demora quanto tempo pra crescer?
– Hã?
– Se eu cortar meu cabelo hoje, quando é que ele vai crescer de
novo?
[5] – Cabelo está sempre crescendo, Beatriz. É que nem unha.
A comparação deixa a menina meio confusa. Ela não está
preocupada com unhas.
– Todo dia, mãe?
– É, só que a gente não repara.
[10] – Por quê?
– Porque as pessoas têm mais o que fazer, não acha?
A menina não sabe se essa é uma pergunta do tipo que precisa ser respondida ou
é daquelas que a gente ouvc e pronto. Prefere não responder.
– Você é muito ocupada, não é, mãe?
[15] – Hã?
– Nada, não.
A mãe termina de passar a roupa e vai guardando tudo no armário.
Enquanto isso, Beatriz corre até o quartinho de costura, pega a fita métrica e
mede novamente o cabelo da boneca. Ela tinha cortado aquele cabelo com todo o
[20] cuidado do mundo, pra ficar parecido com o da mãe, mas a verdade é que ficou meio
torto.
“Nada, não cresceu nada”, ela conclui, guardando a fita. E já tem uma semana!
Depois volta para onde está a mãe, que agora lustra os móveis.
– Mãe, existe alguma doença que faz o cabelo da gente não crescer?
[25] – Mas de novo essa conversa de cabelo! Não tem outra coisa pra pensar não,
criatura?
Sobre essa pergunta não há dúvida: é do tipo que você não deve responder.
A mãe continua trabalhando. Precisa se apressar. Dali a pouco a patroa chega da
rua e o almoço nem está pronto ainda.
– Mãe!
– O que foi?
[30] – E que eu estava aqui pensando.
– Pensando o quê?
Beatriz não responde. Espera um pouco, tentando achar as palavras certas.
– Vai, fala logo.
– Quando a gente faz uma coisa, sabe, e não dá mais para voltar atrás,
[35] entendeu?
– Não, não entendi.
Ela baixa a cabeça, dá um tempinho e resolve arriscar.
– Então, se você não entendeu, posso continuar perguntando sobre cabelo?
– Ai, meu Deus!
[40] Beatriz deixa a mãe trabalhando e vai procurar de novo sua boneca.
Pega a boneca no colo e diz no ouvido dela:
– Não liga, não. Cabelo de boneca é assim mesmo, cresce devagar, viu?
E com um carinho:
– Foi minha mãe que me ensinou.
http://revistacscola.abril.com.br/fundamental-1/aprendizagem-634175.shtml
A reação de Beatriz que podemos inferir a partir da leitura do fragmento "'Nada, não cresceu nada', ela conclui, guardando a fita.” (Linha 22) é de:
Questão 24 10659197
CMSM 6º Ano 2013Leia com atenção o texto de Flávio Carneiro para responder o item.
TEXTO
Aprendizagem

Flávio Carneiro
– Mãe, cabelo demora quanto tempo pra crescer?
– Hã?
– Se eu cortar meu cabelo hoje, quando é que ele vai crescer de
novo?
[5] – Cabelo está sempre crescendo, Beatriz. É que nem unha.
A comparação deixa a menina meio confusa. Ela não está
preocupada com unhas.
– Todo dia, mãe?
– É, só que a gente não repara.
[10] – Por quê?
– Porque as pessoas têm mais o que fazer, não acha?
A menina não sabe se essa é uma pergunta do tipo que precisa ser respondida ou
é daquelas que a gente ouvc e pronto. Prefere não responder.
– Você é muito ocupada, não é, mãe?
[15] – Hã?
– Nada, não.
A mãe termina de passar a roupa e vai guardando tudo no armário.
Enquanto isso, Beatriz corre até o quartinho de costura, pega a fita métrica e
mede novamente o cabelo da boneca. Ela tinha cortado aquele cabelo com todo o
[20] cuidado do mundo, pra ficar parecido com o da mãe, mas a verdade é que ficou meio
torto.
“Nada, não cresceu nada”, ela conclui, guardando a fita. E já tem uma semana!
Depois volta para onde está a mãe, que agora lustra os móveis.
– Mãe, existe alguma doença que faz o cabelo da gente não crescer?
[25] – Mas de novo essa conversa de cabelo! Não tem outra coisa pra pensar não,
criatura?
Sobre essa pergunta não há dúvida: é do tipo que você não deve responder.
A mãe continua trabalhando. Precisa se apressar. Dali a pouco a patroa chega da
rua e o almoço nem está pronto ainda.
– Mãe!
– O que foi?
[30] – E que eu estava aqui pensando.
– Pensando o quê?
Beatriz não responde. Espera um pouco, tentando achar as palavras certas.
– Vai, fala logo.
– Quando a gente faz uma coisa, sabe, e não dá mais para voltar atrás,
[35] entendeu?
– Não, não entendi.
Ela baixa a cabeça, dá um tempinho e resolve arriscar.
– Então, se você não entendeu, posso continuar perguntando sobre cabelo?
– Ai, meu Deus!
[40] Beatriz deixa a mãe trabalhando e vai procurar de novo sua boneca.
Pega a boneca no colo e diz no ouvido dela:
– Não liga, não. Cabelo de boneca é assim mesmo, cresce devagar, viu?
E com um carinho:
– Foi minha mãe que me ensinou.
http://revistacscola.abril.com.br/fundamental-1/aprendizagem-634175.shtml
No fragmento “Cabelo está sempre crescendo, Beatriz. É que nem unha.” (Linha 05), a expressão sublinhada estabelece, entre as frases, uma relação de:
Questão 23 10659181
CMSM 6º Ano 2013Leia com atenção o texto de Flávio Carneiro para responder o item.
TEXTO
Aprendizagem

Flávio Carneiro
– Mãe, cabelo demora quanto tempo pra crescer?
– Hã?
– Se eu cortar meu cabelo hoje, quando é que ele vai crescer de
novo?
[5] – Cabelo está sempre crescendo, Beatriz. É que nem unha.
A comparação deixa a menina meio confusa. Ela não está
preocupada com unhas.
– Todo dia, mãe?
– É, só que a gente não repara.
[10] – Por quê?
– Porque as pessoas têm mais o que fazer, não acha?
A menina não sabe se essa é uma pergunta do tipo que precisa ser respondida ou
é daquelas que a gente ouvc e pronto. Prefere não responder.
– Você é muito ocupada, não é, mãe?
[15] – Hã?
– Nada, não.
A mãe termina de passar a roupa e vai guardando tudo no armário.
Enquanto isso, Beatriz corre até o quartinho de costura, pega a fita métrica e
mede novamente o cabelo da boneca. Ela tinha cortado aquele cabelo com todo o
[20] cuidado do mundo, pra ficar parecido com o da mãe, mas a verdade é que ficou meio
torto.
“Nada, não cresceu nada”, ela conclui, guardando a fita. E já tem uma semana!
Depois volta para onde está a mãe, que agora lustra os móveis.
– Mãe, existe alguma doença que faz o cabelo da gente não crescer?
[25] – Mas de novo essa conversa de cabelo! Não tem outra coisa pra pensar não,
criatura?
Sobre essa pergunta não há dúvida: é do tipo que você não deve responder.
A mãe continua trabalhando. Precisa se apressar. Dali a pouco a patroa chega da
rua e o almoço nem está pronto ainda.
– Mãe!
– O que foi?
[30] – E que eu estava aqui pensando.
– Pensando o quê?
Beatriz não responde. Espera um pouco, tentando achar as palavras certas.
– Vai, fala logo.
– Quando a gente faz uma coisa, sabe, e não dá mais para voltar atrás,
[35] entendeu?
– Não, não entendi.
Ela baixa a cabeça, dá um tempinho e resolve arriscar.
– Então, se você não entendeu, posso continuar perguntando sobre cabelo?
– Ai, meu Deus!
[40] Beatriz deixa a mãe trabalhando e vai procurar de novo sua boneca.
Pega a boneca no colo e diz no ouvido dela:
– Não liga, não. Cabelo de boneca é assim mesmo, cresce devagar, viu?
E com um carinho:
– Foi minha mãe que me ensinou.
http://revistacscola.abril.com.br/fundamental-1/aprendizagem-634175.shtml
Assinale a alternativa cujo conteúdo nos permite concluir que a profissão da mãe de Beatriz é a de trabalhadora doméstica:
Questão 22 10659170
CMSM 6º Ano 2013Leia com atenção o texto de Flávio Carneiro para responder o item.
TEXTO
Aprendizagem

Flávio Carneiro
– Mãe, cabelo demora quanto tempo pra crescer?
– Hã?
– Se eu cortar meu cabelo hoje, quando é que ele vai crescer de
novo?
[5] – Cabelo está sempre crescendo, Beatriz. É que nem unha.
A comparação deixa a menina meio confusa. Ela não está
preocupada com unhas.
– Todo dia, mãe?
– É, só que a gente não repara.
[10] – Por quê?
– Porque as pessoas têm mais o que fazer, não acha?
A menina não sabe se essa é uma pergunta do tipo que precisa ser respondida ou
é daquelas que a gente ouvc e pronto. Prefere não responder.
– Você é muito ocupada, não é, mãe?
[15] – Hã?
– Nada, não.
A mãe termina de passar a roupa e vai guardando tudo no armário.
Enquanto isso, Beatriz corre até o quartinho de costura, pega a fita métrica e
mede novamente o cabelo da boneca. Ela tinha cortado aquele cabelo com todo o
[20] cuidado do mundo, pra ficar parecido com o da mãe, mas a verdade é que ficou meio
torto.
“Nada, não cresceu nada”, ela conclui, guardando a fita. E já tem uma semana!
Depois volta para onde está a mãe, que agora lustra os móveis.
– Mãe, existe alguma doença que faz o cabelo da gente não crescer?
[25] – Mas de novo essa conversa de cabelo! Não tem outra coisa pra pensar não,
criatura?
Sobre essa pergunta não há dúvida: é do tipo que você não deve responder.
A mãe continua trabalhando. Precisa se apressar. Dali a pouco a patroa chega da
rua e o almoço nem está pronto ainda.
– Mãe!
– O que foi?
[30] – E que eu estava aqui pensando.
– Pensando o quê?
Beatriz não responde. Espera um pouco, tentando achar as palavras certas.
– Vai, fala logo.
– Quando a gente faz uma coisa, sabe, e não dá mais para voltar atrás,
[35] entendeu?
– Não, não entendi.
Ela baixa a cabeça, dá um tempinho e resolve arriscar.
– Então, se você não entendeu, posso continuar perguntando sobre cabelo?
– Ai, meu Deus!
[40] Beatriz deixa a mãe trabalhando e vai procurar de novo sua boneca.
Pega a boneca no colo e diz no ouvido dela:
– Não liga, não. Cabelo de boneca é assim mesmo, cresce devagar, viu?
E com um carinho:
– Foi minha mãe que me ensinou.
http://revistacscola.abril.com.br/fundamental-1/aprendizagem-634175.shtml
A fala da mãe para Beatriz, no fragmento “– Mas de novo essa conversa de cabelo! Não tem outra coisa pra pensar não, criatura?” (Linhas 25 e 26), demonstra uma reação de:
Questão 21 10659078
CMSM 6º Ano 2013Leia com atenção o texto de Flávio Carneiro para responder o item.
TEXTO
Aprendizagem

Flávio Carneiro
– Mãe, cabelo demora quanto tempo pra crescer?
– Hã?
– Se eu cortar meu cabelo hoje, quando é que ele vai crescer de
novo?
[5] – Cabelo está sempre crescendo, Beatriz. É que nem unha.
A comparação deixa a menina meio confusa. Ela não está
preocupada com unhas.
– Todo dia, mãe?
– É, só que a gente não repara.
[10] – Por quê?
– Porque as pessoas têm mais o que fazer, não acha?
A menina não sabe se essa é uma pergunta do tipo que precisa ser respondida ou
é daquelas que a gente ouvc e pronto. Prefere não responder.
– Você é muito ocupada, não é, mãe?
[15] – Hã?
– Nada, não.
A mãe termina de passar a roupa e vai guardando tudo no armário.
Enquanto isso, Beatriz corre até o quartinho de costura, pega a fita métrica e
mede novamente o cabelo da boneca. Ela tinha cortado aquele cabelo com todo o
[20] cuidado do mundo, pra ficar parecido com o da mãe, mas a verdade é que ficou meio
torto.
“Nada, não cresceu nada”, ela conclui, guardando a fita. E já tem uma semana!
Depois volta para onde está a mãe, que agora lustra os móveis.
– Mãe, existe alguma doença que faz o cabelo da gente não crescer?
[25] – Mas de novo essa conversa de cabelo! Não tem outra coisa pra pensar não,
criatura?
Sobre essa pergunta não há dúvida: é do tipo que você não deve responder.
A mãe continua trabalhando. Precisa se apressar. Dali a pouco a patroa chega da
rua e o almoço nem está pronto ainda.
– Mãe!
– O que foi?
[30] – E que eu estava aqui pensando.
– Pensando o quê?
Beatriz não responde. Espera um pouco, tentando achar as palavras certas.
– Vai, fala logo.
– Quando a gente faz uma coisa, sabe, e não dá mais para voltar atrás,
[35] entendeu?
– Não, não entendi.
Ela baixa a cabeça, dá um tempinho e resolve arriscar.
– Então, se você não entendeu, posso continuar perguntando sobre cabelo?
– Ai, meu Deus!
[40] Beatriz deixa a mãe trabalhando e vai procurar de novo sua boneca.
Pega a boneca no colo e diz no ouvido dela:
– Não liga, não. Cabelo de boneca é assim mesmo, cresce devagar, viu?
E com um carinho:
– Foi minha mãe que me ensinou.
http://revistacscola.abril.com.br/fundamental-1/aprendizagem-634175.shtml
Leia o seguinte trecho do texto:
“A menina não sabe se essa é uma pergunta do tipo que precisa ser respondida ou é daquelas que a gente ouve e pronto. Prefere não responder.” (Linha 12 e 13).
Esse fragmento expressa a voz:
Questão 21 10650741
CMPA 6° Ano - Prova de Língua Portuguesa 2013Leia atentamente os textos e responda à questão assinalando a única alternativa correta.
Texto 1
Uma história de Dom Quixote
Moacyr Scliar
Quando se fala num quixote, as pessoas logo pensam num desastrado, num sujeito que
não consegue fazer nada direito, que tem boas ideias, mas sempre quebra a cara. E até
repetem aquela história que o escritor espanhol Cervantes contou sobre o Dom Quixote.
Ele era um daqueles cavaleiros andantes que usavam armadura, lança e escudo;
[5] percorria as planícies da Espanha num cavalo muito magro e muito feio, chamado Rocinante,
procurando inimigos a quem pudesse desafiar em nome da moça que amava, e que ele
chamava de Dulcineia. Pois um dia este Quixote avistou ao longe uns moinhos de vento.
Naquela época, vocês sabem, o trigo era moído desta maneira: havia um enorme cata-vento
que fazia girar a máquina de moer. Pois o Dom Quixote viu, nesses moinhos, gigantes que
[10] agitavam os braços, desafiando-os para a luta.
Sancho Pança, seu ajudante, tentou convencê-lo de que não havia gigante nenhum;
mas foi inútil.
Dom Quixote estava certo de que aquele era o grande combate de sua vida.
Empunhando a lança, partiu a galope contra os gigantes...
[15] O resultado, diz Cervantes, foi desastroso. A lança do cavaleiro ficou presa nas asas do
moinho, ele foi levantado no ar e depois jogado para longe. Para Sancho, e para todas as
pessoas que ali viviam, uma clara prova de que o homem era mesmo maluco.
Essa era a história que Cervantes contava. Já meu tatara-tatara-tataravô, que também
conheceu o Dom Quixote, narrava o episódio de uma maneira inteiramente diferente. Ele dizia
[20] que, de fato, Dom Quixote viu os moinhos e que ficou fascinado com eles, mas não por
confundi-los com gigantes. “Se eu conseguir enfiar minha lança naquelas asas que giram”,
pensou, “e se puder aguentar firme, terei descoberto uma coisa sensacional.”
E foi o que ele tentou. Não deu completamente certo, porque nada do que a gente faz
dá completamente certo; mas, no momento em que a asa do moinho levantava o Dom
[25] Quixote, ele viveu o seu momento de glória. Estava subindo, como os astronautas hoje
sobem; estava avistando uma paisagem maravilhosa, os campos cultivados, as casas,
talvez o
mar, lá longe, talvez as terras de além-mar, com as quais todo o mundo sonhava. Mais que
isso, ele tinha descoberto uma maneira sensacional de se divertir.
É verdade que levou um tombo, um tombo feio. Mas isso, naquele momento, não tinha
[30] importância. Não para Dom Quixote, o inventor da roda-gigante.
Extraído e adaptado de
FILHO, Otavio Frias et al. Vice-versa ao contrário:histórias clássicas recontadas.
São Paulo: Companhia das Letrinhas, 1993.
Texto 2
Dom Quixote dos tempos modernos
Eu, há já algum tempo vos tinha dito
Que eu era um Dom Quixote
Que me bato mesmo sem ter lança
Sem cavalo nem Sancho Pança.
Eu sou um Dom Quixote moderno.
Faço-me sempre advogado do diabo
Bato-me contra moinhos de vento
Mas os monstros, eu compreendo
Não estão cá para me escutar.
Bato-me contra as injustiças
Sem grandes possibilidades, confesso,
Bato-me com gritos de revolta.
Mas sempre em vão, sem sucesso.
Esta noite sonhei que me batia
Contra um inimigo forte em demasia.
Ele tinha armas poderosas, aviões,
Mesmo contra essas aeronaves eu combatia,
Com jactos de água das lanças do meu jardim.
Mas batia-me, batia-me, eu sou assim.
Bato-me como posso neste inferno.
Mas que querem? Isto está em mim!
Sou um Dom Quixote dos tempos modernos.
Alberto Rodrigues da Fonseca (autor português)
Disponível em http://sacavempoesia.blogspot.com.
Acesso em 15 de setembro de 2013.
Texto 3

Disponível em www.google.com.br/search?q=dom+quixote+em+tirinhas
Acesso em 30 de setembro de 2013.
Compare os três textos e assinale a alternativa correta quanto à leitura e interpretação.
06
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