Questões de EFAF Português - Leitura e Interpretação de Texto
7.497 Questões
Questão 2 171760
SESC 2013Rio+20: o que é isso?
Há três anos, a Assembleia Geral das Nações Unidas decidiu organizar, em 2012, a Conferência de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas no mais alto nível possível, incluindo os líderes de Estado e outros representantes. Para tanto, aceitou com gratidão a oferta do governo brasileiro em hospedar o evento.
Os objetivos da Rio+20 abordam um vasto terreno em termos de debates políticos e seus possíveis resultados.
O primeiro objetivo é garantir a renovação de compromissos políticos para o desenvolvimento sustentável. Diante do cenário mundial, com numerosas crises, houve apenas um tímido comprometimento e as negociações mais relevantes parecem atrair poucos líderes de Estado. Assim, recentemente, o comitê da Rio+20 identificou que esse é o objetivo mais importante da Conferência.
O segundo objetivo é a avaliação das melhorias até o momento, considerando as promessas da Eco 92 (20 anos atrás), e as insuficiências remanescentes na implementação dos resultados. O maior desafio tem sido a execução efetiva dos acordos, e a Conferência Rio+20 precisa trazer novas orientações sobre isso.
Por fim, outro objetivo é analisar desafios novos e emergentes. O Secretário Geral da Conferência destaca alguns que devem ser levados em consideração na Rio+20:
• Energia sustentável para todos;
• Segurança alimentar e agricultura sustentável;
• Gestão da água;
• Manejo de oceanos; • Cidades sustentáveis;
• Aumento da resiliência e redução dos riscos de desastres;
• Empregos verdes e inclusão social
Texto adaptado de Rioplustwenties, 2011. Guia de Participação Rio+20 – Uma introdução para crianças e jovens. Bruxelas). Acesso em 13 de maio de 2012.
Observe as duas frases abaixo retiradas dos últimos parágrafos do texto.
“a Conferência Rio+20 precisa trazer novas orientações sobre isso”
“O Secretário Geral da Conferência destaca alguns que devem ser levados em consideração”
Para garantir a unidade do texto, o autor utilizou, nos dois trechos sublinhados, um recurso que:
Questão 1 171758
SESC 2013Rio+20: o que é isso?
Há três anos, a Assembleia Geral das Nações Unidas decidiu organizar, em 2012, a Conferência de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas no mais alto nível possível, incluindo os líderes de Estado e outros representantes. Para tanto, aceitou com gratidão a oferta do governo brasileiro em hospedar o evento.
Os objetivos da Rio+20 abordam um vasto terreno em termos de debates políticos e seus possíveis resultados.
O primeiro objetivo é garantir a renovação de compromissos políticos para o desenvolvimento sustentável. Diante do cenário mundial, com numerosas crises, houve apenas um tímido comprometimento e as negociações mais relevantes parecem atrair poucos líderes de Estado. Assim, recentemente, o comitê da Rio+20 identificou que esse é o objetivo mais importante da Conferência.
O segundo objetivo é a avaliação das melhorias até o momento, considerando as promessas da Eco 92 (20 anos atrás), e as insuficiências remanescentes na implementação dos resultados. O maior desafio tem sido a execução efetiva dos acordos, e a Conferência Rio+20 precisa trazer novas orientações sobre isso.
Por fim, outro objetivo é analisar desafios novos e emergentes. O Secretário Geral da Conferência destaca alguns que devem ser levados em consideração na Rio+20:
• Energia sustentável para todos;
• Segurança alimentar e agricultura sustentável;
• Gestão da água;
• Manejo de oceanos; • Cidades sustentáveis;
• Aumento da resiliência e redução dos riscos de desastres;
• Empregos verdes e inclusão social
Texto adaptado de Rioplustwenties, 2011. Guia de Participação Rio+20 – Uma introdução para crianças e jovens. Bruxelas). Acesso em 13 de maio de 2012.
Assinale a alternativa em cujo trecho a palavra destacada foi usada com sentido conotativo.
Questão 21 171192
ETEC 2013/2Leia os textos para responder à questão.
Na Estatística, os dados são organizados em tabelas e gráficos, pois permitem a síntese dos resultados e uma visão global do fenômeno em estudo. Em relação à tabela, o gráfico estatístico tem a vantagem de permitir que sejam mais rápidas a compreensão e a comparação dos dados pesquisados.
A inglesa Florence Nightingale (1820 - 1910) é conhecida por muitos como a fundadora da profissão de enfermeiro. Fundou a primeira escola de enfermagem do mundo em 1860, no Hospital de St. Thomas, em Londres.
O que muitas pessoas não sabem é que Florence é considerada uma das pioneiras na estatística social e no uso e desenvolvimento de técnicas de construção de gráficos estatísticos.
Em 1854, durante a guerra da Crimeia (1853 - 1856), Florence foi convidada para ser a superintendente de enfermagem no Hospital Geral Inglês, na Turquia. Ao chegar ao local, encontrou um hospital em más condições e sem suprimentos, com soldados deitados no chão bruto, rodeados por insetos e ratos, e cirurgias realizadas com falta de higiene. Além do mais, doenças como cólera e tifo eram comuns na região.
Na Turquia, Florence coletou dados e elaborou gráficos para representar as taxas de mortalidade na Crimeia e mostrar que morriam mais soldados em consequência das más condições sanitárias do que em combate. Para melhorar as condições dos hospitais, Florence utilizou gráficos estatísticos para convencer as autoridades inglesas da necessidade de uma reforma nos procedimentos hospitalares.
De acordo com os textos, é correto afirmar que Florence
Questão 13 170361
CEFET MG 2013A questão refere-se à coletânea Retratos da escola, organizada por Adriano Macedo.
Associe a caracterização do narrador às passagens extraídas dos textos reunidos em Retratos da Escola.
CARACTERIZAÇÃO DO NARRADOR
1. Atua como protagonista da narrativa.
2. Participa da história como testemunha dos fatos narrados.
3. É onisciente.
PASSAGENS
( ) “Chegou atrasado à primeira aula. A porta estava encostada, e ele empurrou-a. Ao entrar, não vendo nenhuma carteira vazia, pegou a que estava em frente à porta e arrastou-a para junto das outras.” – O professor de inglês.
( ) “Saíram as duas pisando leve. Quando dobraram o corredor, dispararam numa corrida. De tempos em tempos, endureciam as pernas e freavam, patinando pelo chão encerado de vermelho. Pareciam ter asas nos pés.” – Pisando leve.
( ) “Maio chegou com a certeza do enfrentamento dos gigantes, era inevitável; antecipávamos uma luta tão violenta que era capaz de alguém morrer.” – A luta do ano.
( ) “Saiu depois a mostrar o estabelecimento, as coleções em armá- rios dos objetos próprios para facilitar o ensino. Eu via tudo curiosamente, sem perder os olhares dos colegas desconhecidos, que me fitavam muito ancho na dignidade do uniforme em folha.” – O Ateneu.
( ) “Eram dez para as cinco da tarde. Perdera a prova de matemática. Bateu a mão na testa. [...] Depois de tanto esforço, estava à beira de morrer na praia. Logo a prova especial, última chance para se recuperar. Sem ela, repetiria o ano.” – A prova de matemática.
A sequência correta encontrada é
Questão 10 170358
CEFET MG 2013A questão refere-se à coletânea Retratos da escola, organizada por Adriano Macedo.
Sobre a coletânea Retratos da escola, afirma-se que
I- apresenta contos, crônicas e fragmento de romance.
II- é formada por textos de épocas históricas diferentes.
III- tem como tema principal os conflitos entre professor e alunos.
IV- critica a forma como os professores são tratados pela sociedade.
Estão corretas apenas as afirmativas
Questão 4 170352
CEFET MG 2013A questão refere-se ao texto abaixo, extraído do livro Retratos da Escola, coletânea organizada por Adriano Macedo.
O coração roubado
Eu cursava o último ano do primário e como já estava com o diplominha garantido, meu pai me deu um presente muito cobiçado: Coração, famoso livro do escritor italiano Edmondo de Amicis, bestseller mundial do gênero infanto-juvenil. Na página de abertura lá estava a dedicatória do velho, com sua inconfundível letra esparramada. Como todos os garotos da época, apaixonei-me por aquela obra-prima e tanto que a levava ao grupo escolar da Barra Funda para reler trechos no recreio.
Justamente no último dia de aula, o das despedidas, depois da festinha de formatura, voltei para a classe a fim de reunir meus cadernos e objetos escolares, antes do adeus. Mas onde estava o Coração? Onde? Desaparecera. Tremendo choque. Algum colega na certa o furtara. Não teria coragem de aparecer em casa sem ele. Ia informar à diretoria quando, passando pelas carteiras, vi a lombada do livro, bem escondido sob uma pasta escolar. Mas... era lá que se sentava o Plínio, não era? Plínio, o primeiro da classe em aplicação e comportamento, o exemplo para todos nós. Inclusive o mais limpinho,o mais bem penteadinho, o mais tudo. Confesso, hesitei. Desmascarar um ídolo? Podia ser até que não acreditassem em mim. Muitos invejavam o Plínio. Peguei o exemplar e o guardei em minha pasta. Caladão. Sem revelar a ninguém o acontecido. Lembro do abraço que Plínio me deu à saída. Parecia segurando as lágrimas. Balbuciou algumas palavras emocionadas. Mal pude retribuir, meus braços se recusavam a apertar o cínico.
Chegando em casa minha mãe estranhou que eu não estivesse muito feliz. Já preocupado com o ginásio? Não, eu amargava minha primeira decepção. Afinal, Plínio era um colega que devíamos imitar pela vida afora, como costumava dizer a professora. Seria mais difícil sobreviver sem o seu exemplo. Por outro lado, considerava se não errara em não delatá-lo. “Vocês estão todos enganados, e a senhora também, sobre o caráter de Plínio. Ele roubou meu livro. E depois ainda foi me abraçar...”
Curioso, a decepção prolongou-se ao livro de Amicis, verdadeira vitrina de qualidades morais dos alunos de uma classe de escola primária. A história de um ano letivo coroado de belos gestos. Quem sabe o autor não conhecesse a fundo seus próprios personagens. Um ingênuo como nossa professora. Esqueci-o.
Passados muitos anos reconheci o retrato de Plínio num jornal. Advogado, fazia rápida carreira na Justiça. Recebia cumprimentos. Brrr. Magistrado de futuro o tal que furtara meu presente de fim de ano! Que toldara muito cedo minha crença na humanidade! Decidi falar a verdade. Caso alguém se referisse a ele, o que passou a acontecer, eu garantia que se tratava de um ladrão. Se roubava já no curso primário, imaginem agora... Sempre que o rumo de uma conversa levava às grandes decepções, aos enganos de falsas amizades, eu contava, a quem quisesse ouvir, o episódio do embusteiro do Grupo Escolar Conselheiro Antônio Prado, em breve desembargador ou secretário de Justiça.
− Não piche assim o homem – advertiu-me minha mulher.
− Por que não? É um ladrão!
− Mas quando pegou seu livro era criança.
− O menino é o pai do homem – rebatia, vigorosamente.
Plínio fixara-se como um marco para mim. Toda vez que o procedimento de alguém me surpreendia, a face oculta de uma pessoa era revelada, lembrava-me irremediavelmente dele. Limpinho. Penteadinho. E com a mão de gato se apoderando de meu livro.
Certa vez tomara a sua defesa:
− Plínio, um ladrão? Calúnia! Retire-se da minha presença!
Quando o desembargador Plínio já estava aposentado mudei-me para meu endereço atual. Durante a mudança alguns livros despencaram de uma estante improvisada. Um deles, Coração, de Amicis. Saudades. Havia quantos anos não o abria? Quarenta ou mais? Lembrei da dedicatória de meu falecido pai. Ele tinha boa letra. Procurei-a na página de rosto. Não a encontrei. Teria a tinta se apagado? Na página seguinte havia uma dedicatória. Mas não reconheci a caligrafia paterna.
“Ao meu querido filho Plínio, com todo amor e carinho de seu pai”.
REY, Marcos. O coração roubado. In: MACEDO, Adriano (org.). Retratos da escola. Belo Horizonte: Autêntica. 2012. p. 69-71
A passagem em que NÃO se manifesta a voz do narrador-protagonista do texto é:
06
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