Questões de EFAF Português - Leitura e Interpretação de Texto
7.497 Questões
Questão 3 421680
IFSudesteMinas 2013Leia o texto “Ousadia”, de Fernando Sabino, para responder à questão:
TEXTO :
Ousadia
(Fernando Sabino)
A moça ia no ônibus muito contente desta vida, mas, ao saltar, a contrariedade se anunciou:
- A sua passagem já está paga - disse o motorista.
- Paga por quem?
- Esse cavalheiro aí.
E apontou um mulato bem vestido que acabara de deixar o ônibus, e aguardava com um sorriso junto à calçada.
- É algum engano, não conheço esse homem. Faça o favor de receber.
- Mas já está paga...
- Faça o favor de receber! - insistiu ela, estendendo o dinheiro e falando bem alto para que o homem ouvisse:
- Já disse que não conheço! Sujeito atrevido, ainda fica ali me esperando, o senhor não está vendo? Vamos, faço questão que o senhor receba minha passagem.
O motorista ergueu os ombros e acabou recebendo: melhor para ele, ganhava duas vezes.
A moça saltou do ônibus e passou fuzilando de indignação pelo homem.
Foi seguindo pela rua, sem olhar para ele.
Se olhasse, veria que ele a seguia, meio ressabiado, a alguns passos.
Somente quando dobrou à direita para entrar no edifício onde morava, arriscou uma espiada: lá vinha ele! Correu para o apartamento, que era no térreo, e pôs-se a bater aflita:
- Abre! Abre aí!
A empregada veio abrir e ela irrompeu pela sala, contando aos pais atônitos, em termos confusos, a sua aventura:
- Descarado, como é que tem coragem? Me seguiu até aqui!
De súbito, ao voltar-se, viu pela porta aberta que o homem ainda estava lá fora, no saguão.
Protegida pela presença dos pais, ousou enfrentá-lo:
- Olha ele ali! É ele, venham ver! Ainda está ali o sem-vergonha.
Mas que ousadia!
Todos se precipitaram para a porta. A empregada levou as mãos à cabeça:
- Mas a senhora, como é que pode! É o Marcelo.
- Marcelo? Que Marcelo? - a moça se voltou surpreendida.
- Marcelo, o meu noivo. A senhora conhece ele, foi quem pintou o apartamento.
A moça só faltou morrer de vergonha:
- É mesmo, é o Marcelo! Como é que eu não o reconheci! Você me desculpe, Marcelo, por favor.
No saguão, Marcelo torcia as mãos, encabulado:
- A senhora é que me desculpe, foi muita ousadia...
SABINO, Fernando. Ousadia. In: Para gostar de ler – Crônicas. São Paulo: Ática, 1981. v. 2.
Percebe-se a demonstração de hostilidade da personagem principal, em relação ao “mulato bem vestido”, nas orações a seguir, EXCETO em:
Questão 2 421678
IFSudesteMinas 2013Leia o texto “Ousadia”, de Fernando Sabino, para responder à questão:
TEXTO :
Ousadia
(Fernando Sabino)
A moça ia no ônibus muito contente desta vida, mas, ao saltar, a contrariedade se anunciou:
- A sua passagem já está paga - disse o motorista.
- Paga por quem?
- Esse cavalheiro aí.
E apontou um mulato bem vestido que acabara de deixar o ônibus, e aguardava com um sorriso junto à calçada.
- É algum engano, não conheço esse homem. Faça o favor de receber.
- Mas já está paga...
- Faça o favor de receber! - insistiu ela, estendendo o dinheiro e falando bem alto para que o homem ouvisse:
- Já disse que não conheço! Sujeito atrevido, ainda fica ali me esperando, o senhor não está vendo? Vamos, faço questão que o senhor receba minha passagem.
O motorista ergueu os ombros e acabou recebendo: melhor para ele, ganhava duas vezes.
A moça saltou do ônibus e passou fuzilando de indignação pelo homem.
Foi seguindo pela rua, sem olhar para ele.
Se olhasse, veria que ele a seguia, meio ressabiado, a alguns passos.
Somente quando dobrou à direita para entrar no edifício onde morava, arriscou uma espiada: lá vinha ele! Correu para o apartamento, que era no térreo, e pôs-se a bater aflita:
- Abre! Abre aí!
A empregada veio abrir e ela irrompeu pela sala, contando aos pais atônitos, em termos confusos, a sua aventura:
- Descarado, como é que tem coragem? Me seguiu até aqui!
De súbito, ao voltar-se, viu pela porta aberta que o homem ainda estava lá fora, no saguão.
Protegida pela presença dos pais, ousou enfrentá-lo:
- Olha ele ali! É ele, venham ver! Ainda está ali o sem-vergonha.
Mas que ousadia!
Todos se precipitaram para a porta. A empregada levou as mãos à cabeça:
- Mas a senhora, como é que pode! É o Marcelo.
- Marcelo? Que Marcelo? - a moça se voltou surpreendida.
- Marcelo, o meu noivo. A senhora conhece ele, foi quem pintou o apartamento.
A moça só faltou morrer de vergonha:
- É mesmo, é o Marcelo! Como é que eu não o reconheci! Você me desculpe, Marcelo, por favor.
No saguão, Marcelo torcia as mãos, encabulado:
- A senhora é que me desculpe, foi muita ousadia...
SABINO, Fernando. Ousadia. In: Para gostar de ler – Crônicas. São Paulo: Ática, 1981. v. 2.
Assinale a única alternativa cuja ideia NÃO é coerente com o sentido real do texto “Ousadia”:
Questão 24 171862
SESC 2013
O Brasil padece de muitos problemas, mas o setor da agropecuária tem feito a lição de casa. O estado de Mato Grosso está no auge da safra da soja. Em uma das propriedades, os tratores seguem logo atrás das colhedeiras plantando em uma operação quase que simultânea. Na poeira da colheita, faz-se o plantio de uma nova safra. Essa maneira de cultivo vem servindo de exemplo pelo mundo. Enquanto que em outros lugares o normal é ter uma safra por ano, o Brasil está na segunda e chegando à terceira safra anual.
O plantio direto é o divisor de águas da agricultura brasileira na opinião de Decio Gazzoni, pesquisador da Embrapa.
No sistema tradicional de cultivo, todo ano o agricultor tem que fazer uma nova aração. Assim, o solo fica exposto por um longo período, até que a cultura a ser plantada se estabeleça na terra. Depois do arado, o costume é passar a grade e a lâmina niveladora. Assim, o terreno fica todo remexido, escarificado, frágil e sem nenhuma proteção. No plantio direto, o preparo do solo acontece uma única vez. Depois, o terreno fica sempre coberto.
Darci Ferrarin é um entusiasta do plantio direto e explora quatro mil hectares de grãos no município de Sorriso.
Cada palmo cultivado na propriedade tem uma grossa camada de palha, uma cobertura que se formou com a sucessão de lavouras. No momento, a colheita é a da soja. A máquina engole os pés inteiros das plantas, separa os grãos e tritura o resto. As folhas e as ramas viram palha que é pulverizada de volta para o chão. Imediatamente, sobre os restos da soja, as plantadeiras depositam as sementes de milho, iniciando outro ciclo de produção.
“Quando começamos o plantio, nós usávamos na faixa de 600 quilos de fertilizante por hectare. Com o decorrer do tempo e com a formação de tanta palhada e matéria orgânica, reduzimos em 50% o consumo de fertilizante químico. Além da economia, nós estamos produzindo muito mais do que naquela época”, avalia Ferrarin.
Outro exemplo é relatado pelo produtor Herbert Bartz, do município de Rolândia, no norte do Paraná. Pioneiro na experiência de plantar em clima tropical, Bartz lembra que, por volta 1970, a erosão era tanta que ameaçava inviabilizar a agricultura brasileira.
Para Bartz, a proposta do sistema de rotação de safras para o plantio direto evita a armadilha da monocultura. Em uma vez é plantada a soja e na outra, o milho. Depois, repete a soja. Depois, o trigo. E assim por diante. A estratégia de rotação de culturas permite que combinações que não eram imaginadas há trinta ou quarenta anos.
No começo dos anos 70, um campo ocupado por uma lavoura de milho, por exemplo, dava uma média de 1,9 mil quilos. Hoje, nesse mesmo campo de milho, a produção é de seis mil quilos, em média. A soja dava mil quilos em média por hectare. Hoje, passa dos 3,3 mil quilos. O que quer dizer que a produção por hectare mais do que triplicou.
Com isso, a safra nacional deu um salto. Em 1972, foram 30 milhões de toneladas. Em 2011, chegou 160 milhões de toneladas. No histórico da evolução do Brasil como grande potência agropecuária, o volume de grãos cresce e o de hectares permanece estável. O Brasil produz cada vez mais praticamente na mesma área.
Texto adaptado de Plantio direto contribui para aumento da produção brasileira de grãos In http://g1.globo.com/natureza/noticia/2012/05/ plantio-direto-contribui-para-aumento-da-producao-brasileira-de-graos.html Acesso em 20 de maio de 2012.
Identifique a classe de palavras dos vocábulos destacados no modelo a seguir.
No plantio direto, o preparo do solo acontece uma única vez
Marque a única opção em que as palavras ou expressões destacadas possuem, respectivamente, as mesmas classes do modelo.

Questão 21 171859
SESC 2013
O zoneamento urbano é respeitado apenas em três cidades do Vale do Itajaí, (Blumenau, Gaspar e Rio do Sul). Diante disso, um fato importante emerge das discussões sobre causas e efeitos das enchentes de 1983. As opiniões de pesquisadores coincidem num ponto: que não faz sentido atribuir a catástrofe unicamente à mudança climática. Tudo indica que existe uma tentativa deliberada de “naturalizar” a catástrofe, atribuindo-a a fatores que estão fora do alcance dos governos estadual e federal, para, dessa maneira, eximir esses governos da sua responsabilidade. Para os cientistas, é evidente que, até certo ponto, a catástrofe deve ser atribuída à falta de decisão e autoridade dos respectivos governos. E não é provável que isso mude, concluem os pesquisadores.
Texto adaptado de ENCHENTES URBANAS NO VALE DO ITAJAI, BRASIL -25 ANOS DA ENCHENTE-CATÁSTROFE DE 1983. FRAGA, Nilson Cesar – FAE-UFPR-UNICURITIBA, Brasil In http://egal2009.easyplanners.info/area07/7165_FRAGA_NC.pdf Acesso em 15 de maio de 2012.
Da leitura do texto, é CORRETO afirmar que:
Questão 16 171854
SESC 2013
Parte considerável da região Nordeste brasileira convive historicamente com o problema da seca, em especial a região conhecida como Semiárido, que abrange a maior parte do Sertão. Traduzindo-se em números, o tamanho do Semiárido cobre 57% da área total do Nordeste e, aproximadamente, 40% de sua população. No Semiárido, a precipitação média anual é inferior a 800 milímetros.
Essa convivência forçada com a adversidade climática foi e é uma das maiores preocupações da população do Semiárido nordestino. Grande parte dela vive da agricultura e da pecuária em pequenas propriedades familiares e, por causa dos baixos índices pluviométricos durante anos seguidos, não consegue produzir alimentos sequer para garantir a segurança alimentar de suas famílias. Nos três últimos séculos, registros acerca dos eventos climáticos ocorridos na região se tornaram mais confiáveis. Nesse período, por cerca de 85 anos, as chuvas foram escassas, inexistentes ou mal distribuídas.
À escassez ou à má distribuição das chuvas soma-se o fato de que aproximadamente 10 milhões de habitantes do Semiárido obtêm o seu sustento da agricultura e da pecuária tradicionais, atividades muito vulneráveis às secas.
Em razão dessa adversidade climática, a região foi alvo da atenção governamental ao longo da história, desde a Independência. A intenção oficial sempre gravitou em torno da missão de melhorar a vida do homem sertanejo na sua difícil lida com as vicissitudes climáticas.
Ao longo do século XX, foram criados órgãos para lidar com a questão da seca, programas foram elaborados e obras executadas. Entretanto, regra geral, os resultados ficaram aquém das expectativas e a vida pouco mudou no Semiárido.
O quadro resultante da combinação da incapacidade do poder público de alterar substancialmente a situação do Semiárido, de um lado, e do outro os interesses clientelistas de grupos políticos locais que se beneficiavam dos programas e obras do governo para minorar os efeitos da seca foi bem descrito por Celso Furtado e por ele batizado de “indústria da seca”.
Em tempos recentes, novos programas têm sido elaborados, como o Programa Cisternas e ideias antigas são resgatadas, com a promessa de contribuir para melhorar a vida da população
Com relação às ideias antigas, uma das mais conhecidas, e atualmente em execução, é a da transposição do rio São Francisco. O caminho para se chegar ao atual projeto, cujo nome oficial é Projeto de Integração do Rio São Francisco com as Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional, foi longo e tortuoso. (...)
Apesar da grande polêmica gerada pelo Projeto de Transposição, (...) O Batalhão de Construção e Engenharia do Exército Brasileiro iniciou, em 2007, a execução da parte das obras sob responsabilidade militar.
O benefício esperado da transposição é o atendimento das demandas hídricas da população da região, que receberá parte da água do rio São Francisco. (...)
As obras se iniciaram há mais de um ano e é provável que num futuro próximo estejam concluídas. Necessário, no momento, é aumentar o conhecimento existente sobre os impactos que sobrevirão ao projeto e exigir do poder público ações e programas que potencializem os efeitos da água recebida na região beneficiada, em termos de geração de emprego, renda e, em sentido mais amplo, crescente qualidade de vida para a população do Semiárido.
Texto adaptado de TRANSPOSIÇÃO DO RIO SÃO FRANCISCO: ANÁLISE DE OPORTUNIDADE DO PROJETO César Nunes de Castro In www.ipea.gov.br Acesso em 15 de maio de 2012.
Em um texto, é comum que muitas ideias sejam apresentadas, embora apenas uma seja a central. A ideia principal do texto anterior é:
Questão 3 171761
SESC 2013Como a Escola SESC de Ensino Médio participou da Rio+2

Nos dias 18 e 19 de junho, a Escola SESC de Ensino Médio recebeu representantes da Europa, Ásia, África e América Latina para um Workshop Internacional intitulado “A Terra está inquieta”,promovido por diferentes instituições acadêmicas em parceria com o Departamento Nacional do SESC. O evento – que contou com a participação de nomes como Edgar Morin, Cristóvam Buarque e Marina Silva – tratou das ações em curso em diferentes países voltadas à sustentabilidade planetária nos âmbitos da agricultura, economia, urbanidade e educação. Foi, portanto, uma excelente oportunidade para trocar conhecimento e aprofundar reflexões. Os debates foram tão produtivos que os estudantes se sentiram motivados a multiplicar, em suas regiões, tudo o que foi aprendido.
Texto adaptado de www.escolasesc.com.br. Acesso em 10 de junho de 2012.
Considere a frase abaixo
Os debates foram tão produtivos que os estudantes se sentiram motivados a multiplicar, em suas regiões, tudo o que foi aprendido.
Os termos sublinhados indicam uma relação de:
06
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