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Questão 17 10735928
CMRJ 6º Ano - Português 2013TEXTO
O menino que consertou o mundo
Autor desconhecido
Circula na internet, sem identificação de autor, a seguinte fábula:
Um cientista vivia preocupado com os problemas do mundo e estava resolvido a
encontrar meios de minorá-los1.
Passava dias em seu laboratório em busca de respostas
para suas dúvidas. Certo dia, seu filho de sete anos invadiu o seu santuário decidido a
[5] ajudá-lo a trabalhar.
Vendo que seria impossível demovê-lo2, o pai procurou algo que pudesse distrair-lhe
a atenção. Até que se deparou com o mapa do mundo. Com o auxílio de uma tesoura,
recortou-o em vários pedaços e, junto com um rolo de fita adesiva, entregou ao filho:
– Vou lhe dar o mundo para consertar. Veja se consegue. Faça tudo sozinho.
[10] Pensou que, assim, estava se livrando do garoto, pois ele não conhecia a geografia do
planeta e certamente levaria dias para montar o quebra-cabeças. Uma hora depois, porém,
ouviu a voz do filho:
– Pai, pai, já fiz tudo. Consegui terminar tudinho!
Para surpresa do pai, o mapa estava completo. Todos os pedaços haviam sido
[15] colocados nos devidos lugares. Como seria possível? Como o menino havia sido capaz?
– Você não sabia como era o mundo, meu filho, como conseguiu?
– Pai, eu não sabia como era o mundo, mas quando você tirou o papel da revista para
recortar, eu vi que do outro lado havia a figura de um homem. Quando você me deu o mundo
para consertar, eu tentei mas não consegui. Foi aí que me lembrei do homem, virei os
[20] recortes e comecei a consertar o homem que eu sabia como era. Quando consegui
consertar o homem, virei a folha e descobri que havia consertado o mundo.
(Disponível em: . Acesso em 18 de ago de 2013.)
Vocabulário:
1. minorá-los (linha 3) – diminuí-los.
2. demovê-lo (linha 5) – fazê-lo desistir (da intenção de ajudá-lo).
No trecho “Certo dia, seu filho de sete anos invadiu o seu santuário decidido a ajudá-lo...” (linhas 4 e 5), o vocábulo sublinhado indica, nesse contexto, um local de
Questão 12 10735924
CMRJ 6º Ano - Português 2013TEXTO

Capa do livro de João Mauel Ribeiro escaneada.
Cibernauta
João Manuel Ribeiro
Do meu computador
fiz nave espacial,
da nave fiz casa,
da casa fiz asa,
[5] da asa fiz voo,
do voo fiz ilusão
- e nunca saí do chão.
A conjunção e, normalmente, indica adição.
No entanto, o seu uso em “– e nunca saí do chão.” (verso 8), poderia ser substituída, sem alterar o sentido, por
Questão 11 10735923
CMRJ 6º Ano - Português 2013TEXTO

Capa do livro de João Mauel Ribeiro escaneada.
Cibernauta
João Manuel Ribeiro
Do meu computador
fiz nave espacial,
da nave fiz casa,
da casa fiz asa,
[5] da asa fiz voo,
do voo fiz ilusão
- e nunca saí do chão.
Ao longo do poema, a forma verbal “fiz” é repetida. Tal repetição é empregada para indicar
Questão 10 10735922
CMRJ 6º Ano - Português 2013TEXTO

Capa do livro de João Mauel Ribeiro escaneada.
Cibernauta
João Manuel Ribeiro
Do meu computador
fiz nave espacial,
da nave fiz casa,
da casa fiz asa,
[5] da asa fiz voo,
do voo fiz ilusão
- e nunca saí do chão.
A alternativa que melhor resume o texto é:
Questão 8 10735920
CMRJ 6º Ano - Português 2013TEXTO
O mundo do menino impossível
Jorge de Lima
Fim da tarde, boquinha da noite
com as primeiras estrelas
e os derradeiros1 sinos.
Entre as estrelas e lá detrás da igreja,
[5] surge a lua cheia
para chorar com os poetas.
E vão dormir as duas coisas novas desse mundo:
o sol e os meninos.
Mas ainda vela
[10] o menino impossível
aí do lado
enquanto todas as crianças mansas
dormem
acalentadas
[15] por Mãe-negra noite.
O menino impossível
que destruiu
os brinquedos perfeitos
que os vovôs deram,
[20] (...)
que destruiu até
os soldados de chumbo de Moscou
e furou os olhos de um Papai Noel,
brinca com sabugos de milho,
[25] caixas vazias,
tacos de pau,
pedrinhas brancas do rio...
“Faz de conta que os sabugos
são bois...”
[30] “Faz de conta...”
“Faz de conta...”
E os sabugos de milho
mugem como bois de verdade...
e os tacos que deveriam ser
[35] soldadinhos de chumbo são
cangaceiros de chapéus de couro...
E as pedrinhas balem2!
coitadinhas das ovelhas mansas
longe das mães
[40] presas nos currais de papelão!
É boquinha da noite
no mundo que o menino impossível
povoou sozinho!
A mamãe cochila.
[45] O papai cabeceia.
O relógio badala.
E vem descendo
uma noite encantada
da lâmpada que expira3
[50] lentamente
na parede da sala...
O menino pousa a testa
e sonha dentro da noite quieta
da lâmpada apagada
[55] com o mundo maravilhoso
que ele tirou do nada...
Xô! Xô! Pavão!
Sai de cima do telhado
Deixa o menino dormir
Seu soninho sossegado!
Disponível em http://valtersantos.webnode.es/news/pagina%20lan%C3%A7ada/ . Acesso em 17 jun 2013.
Vocabulário:
1. derradeiros (verso 3) – últimos, finais
2. balem (verso 37) – som emitido pelas ovelhas.
3. expira (verso 49) – finda, morre (apaga).
O diminutivo, além de indicar tamanho, também é utilizado para exprimir afetividade ou carinho.
O verso em que se utiliza o diminutivo apenas com o sentido de afetividade é
Questão 7 10735919
CMRJ 6º Ano - Português 2013TEXTO
O mundo do menino impossível
Jorge de Lima
Fim da tarde, boquinha da noite
com as primeiras estrelas
e os derradeiros1 sinos.
Entre as estrelas e lá detrás da igreja,
[5] surge a lua cheia
para chorar com os poetas.
E vão dormir as duas coisas novas desse mundo:
o sol e os meninos.
Mas ainda vela
[10] o menino impossível
aí do lado
enquanto todas as crianças mansas
dormem
acalentadas
[15] por Mãe-negra noite.
O menino impossível
que destruiu
os brinquedos perfeitos
que os vovôs deram,
[20] (...)
que destruiu até
os soldados de chumbo de Moscou
e furou os olhos de um Papai Noel,
brinca com sabugos de milho,
[25] caixas vazias,
tacos de pau,
pedrinhas brancas do rio...
“Faz de conta que os sabugos
são bois...”
[30] “Faz de conta...”
“Faz de conta...”
E os sabugos de milho
mugem como bois de verdade...
e os tacos que deveriam ser
[35] soldadinhos de chumbo são
cangaceiros de chapéus de couro...
E as pedrinhas balem2!
coitadinhas das ovelhas mansas
longe das mães
[40] presas nos currais de papelão!
É boquinha da noite
no mundo que o menino impossível
povoou sozinho!
A mamãe cochila.
[45] O papai cabeceia.
O relógio badala.
E vem descendo
uma noite encantada
da lâmpada que expira3
[50] lentamente
na parede da sala...
O menino pousa a testa
e sonha dentro da noite quieta
da lâmpada apagada
[55] com o mundo maravilhoso
que ele tirou do nada...
Xô! Xô! Pavão!
Sai de cima do telhado
Deixa o menino dormir
Seu soninho sossegado!
Disponível em http://valtersantos.webnode.es/news/pagina%20lan%C3%A7ada/ . Acesso em 17 jun 2013.
Vocabulário:
1. derradeiros (verso 3) – últimos, finais
2. balem (verso 37) – som emitido pelas ovelhas.
3. expira (verso 49) – finda, morre (apaga).
“Mas ainda vela / o menino impossível” (versos 9 e 10). O dicionário apresenta algumas definições para o verbo velar.
A alternativa cujo significado melhor se encaixa no fragmento citado é
06
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