Questões de EFAF Português
15.488 Questões
Questão 11 15505707
CPM/ERJ 9 Ano 2026Leia o texto e responda à questão.

Observe o trecho da fala na charge: “Saboreie devagar, querida, porque ainda temos mais parcelas desse morango para pagar!”.
Assinale a alternativa que apresenta a classificação correta dos termos destacados, respectivamente.
Questão 10 15505704
CPM/ERJ 9 Ano 2026Leia o texto e responda à questão.

No trecho "mais 6 parcelas", o numeral “6” é classificado como
Questão 3 15505655
CPM/ERJ 9 Ano 2026Leia o texto e responda á questão
MORANGO DO AMOR
Fabrício Carpinejar
Você ouviu falar em morango do amor? Caso não, está duas semanas atrasado. É só o que se comenta nas redes sociais. Partiu de um vídeo viral de um chef direto para as vitrines das confeitarias. Há uma febre da fruta açucarada. Ninguém quer ficar de fora.
Não tem nada demais que justifique o excessivo alarde. É a reformulação da clássica maçã do amor, agora com morango envolto em brigadeiro de leite Ninho e cobertura crocante e vermelha. Basicamente, é um bombom. Uma trufa semelhante a qualquer uma que você já saboreou antes, sem dar o mesmo destaque.
O que há de novo é o nome e a intenção. Mostra-se mais gostoso por causa do batismo sedutor e da oferta instagramável. Se a maçã do amor lembrava circo, zoológico, parque e festa junina, numa experiência infantil em família, a réplica gourmetizada traz um desejo adulto: de gula, de consumo e de romance.
[...]
Curiosamente, o tempo avança e as idealizações diminuem de tamanho — do maior para o menor.
O que muda é o chamado dos cinco sentidos.
A maçã do amor tem uma cobertura dura de caramelo, feita com açúcar, vinagre e corante vermelho. A crosta é rígida, brilhante, difícil de comer em público. Gruda na pele, na roupa.
No palito, muitas vezes não suporta a mordida e cai no chão. Raramente alguém chega até o fim.
Já o morango do amor é portátil, leve, macio por dentro, cremoso ao redor, com uma fina casquinha crocante que não exige esforço. Pode ser colocado inteiro na boca.
Docerias especializadas relatam filas, com 150 a 220 unidades vendidas em 24h.
O produto ganhou todo tipo de recheio, ampliando o repertório: brigadeiro, doce de leite e coco ralado, farofa de biscoito, Nutella, pistache, castanhas, crème brûlée.
A epidemia, à primeira vista, revela o quanto somos influenciáveis. Mas vejo um fundo emocional nesse gesto, além da realidade aparente. Expõe nossa carência de pertencimento. Nunca tivemos tanta necessidade de nos parecermos uns com os outros. Estamos profundamente solitários. É um atestado do nosso isolamento. É mais falta de amor do que morango.
Fonte: https://www.facebook.com/carpinejar/posts/morango-do-amorfabr%C3%ADcio-carpinejarvoc%C3%AA-ouviu-falar-em-morango-do-amor-cason%C3%A3o-e/1299868371502125/ (Adaptado) - Acesso em 05AGO2025 às 19h27min
No trecho: “É mais falta de amor do que morango. ”, os termos classificam-se como
Questão 2 15505651
CPM/ERJ 9 Ano 2026Leia o texto e responda á questão
MORANGO DO AMOR
Fabrício Carpinejar
Você ouviu falar em morango do amor? Caso não, está duas semanas atrasado. É só o que se comenta nas redes sociais. Partiu de um vídeo viral de um chef direto para as vitrines das confeitarias. Há uma febre da fruta açucarada. Ninguém quer ficar de fora.
Não tem nada demais que justifique o excessivo alarde. É a reformulação da clássica maçã do amor, agora com morango envolto em brigadeiro de leite Ninho e cobertura crocante e vermelha. Basicamente, é um bombom. Uma trufa semelhante a qualquer uma que você já saboreou antes, sem dar o mesmo destaque.
O que há de novo é o nome e a intenção. Mostra-se mais gostoso por causa do batismo sedutor e da oferta instagramável. Se a maçã do amor lembrava circo, zoológico, parque e festa junina, numa experiência infantil em família, a réplica gourmetizada traz um desejo adulto: de gula, de consumo e de romance.
[...]
Curiosamente, o tempo avança e as idealizações diminuem de tamanho — do maior para o menor.
O que muda é o chamado dos cinco sentidos.
A maçã do amor tem uma cobertura dura de caramelo, feita com açúcar, vinagre e corante vermelho. A crosta é rígida, brilhante, difícil de comer em público. Gruda na pele, na roupa.
No palito, muitas vezes não suporta a mordida e cai no chão. Raramente alguém chega até o fim.
Já o morango do amor é portátil, leve, macio por dentro, cremoso ao redor, com uma fina casquinha crocante que não exige esforço. Pode ser colocado inteiro na boca.
Docerias especializadas relatam filas, com 150 a 220 unidades vendidas em 24h.
O produto ganhou todo tipo de recheio, ampliando o repertório: brigadeiro, doce de leite e coco ralado, farofa de biscoito, Nutella, pistache, castanhas, crème brûlée.
A epidemia, à primeira vista, revela o quanto somos influenciáveis. Mas vejo um fundo emocional nesse gesto, além da realidade aparente. Expõe nossa carência de pertencimento. Nunca tivemos tanta necessidade de nos parecermos uns com os outros. Estamos profundamente solitários. É um atestado do nosso isolamento. É mais falta de amor do que morango.
Fonte: https://www.facebook.com/carpinejar/posts/morango-do-amorfabr%C3%ADcio-carpinejarvoc%C3%AA-ouviu-falar-em-morango-do-amor-cason%C3%A3o-e/1299868371502125/ (Adaptado) - Acesso em 05AGO2025 às 19h27min
A imagem que acompanha o texto pode simbolizar, em relação ao comportamento humano
Questão 1 15505615
CPM/ERJ 9 Ano 2026Leia o texto e responda á questão
MORANGO DO AMOR
Fabrício Carpinejar
Você ouviu falar em morango do amor? Caso não, está duas semanas atrasado. É só o que se comenta nas redes sociais. Partiu de um vídeo viral de um chef direto para as vitrines das confeitarias. Há uma febre da fruta açucarada. Ninguém quer ficar de fora.
Não tem nada demais que justifique o excessivo alarde. É a reformulação da clássica maçã do amor, agora com morango envolto em brigadeiro de leite Ninho e cobertura crocante e vermelha. Basicamente, é um bombom. Uma trufa semelhante a qualquer uma que você já saboreou antes, sem dar o mesmo destaque.
O que há de novo é o nome e a intenção. Mostra-se mais gostoso por causa do batismo sedutor e da oferta instagramável. Se a maçã do amor lembrava circo, zoológico, parque e festa junina, numa experiência infantil em família, a réplica gourmetizada traz um desejo adulto: de gula, de consumo e de romance.
[...]
Curiosamente, o tempo avança e as idealizações diminuem de tamanho — do maior para o menor.
O que muda é o chamado dos cinco sentidos.
A maçã do amor tem uma cobertura dura de caramelo, feita com açúcar, vinagre e corante vermelho. A crosta é rígida, brilhante, difícil de comer em público. Gruda na pele, na roupa.
No palito, muitas vezes não suporta a mordida e cai no chão. Raramente alguém chega até o fim.
Já o morango do amor é portátil, leve, macio por dentro, cremoso ao redor, com uma fina casquinha crocante que não exige esforço. Pode ser colocado inteiro na boca.
Docerias especializadas relatam filas, com 150 a 220 unidades vendidas em 24h.
O produto ganhou todo tipo de recheio, ampliando o repertório: brigadeiro, doce de leite e coco ralado, farofa de biscoito, Nutella, pistache, castanhas, crème brûlée.
A epidemia, à primeira vista, revela o quanto somos influenciáveis. Mas vejo um fundo emocional nesse gesto, além da realidade aparente. Expõe nossa carência de pertencimento. Nunca tivemos tanta necessidade de nos parecermos uns com os outros. Estamos profundamente solitários. É um atestado do nosso isolamento. É mais falta de amor do que morango.
Fonte: https://www.facebook.com/carpinejar/posts/morango-do-amorfabr%C3%ADcio-carpinejarvoc%C3%AA-ouviu-falar-em-morango-do-amor-cason%C3%A3o-e/1299868371502125/ (Adaptado) - Acesso em 05AGO2025 às 19h27min
Ao afirmar que “É mais falta de amor do que morango”, o autor quer dizer que
Questão 14 15497936
CPM/ERJ 6 Ano 2026Dez minutos de idade
A enfermeira surgida de uma porta me impôs silêncio com o dedo junto aos lábios e mandou-me entrar. Estava nascendo! Era um menino.
Nem bonito nem feio; tem boca, orelhas, sexo e nariz no seu devido lugar, cinco dedos em cada mão e em cada pé. Realizou a grande temeridade de nascer, e saiu-se bem da empreitada. Já enfrentou dez minutos de vida. Ainda traz consigo, nos olhinhos esgazeados, um resto de eternidade.
Portanto, alegremo-nos. A vida também não é bonita nem feia. Tem bocas que murmuram preces, orelhas sábias no escutar, sexos que se contentam, perfumes vários para o nariz, mãos que se apertam, dedos que acariciam, múltiplos caminhos para os pés. É verdade que algumas palavras, melhor fora nunca dizê-las, outras nunca escutá-las. Olhos há que procuram ver o que não podem, alguns narizes se metem onde não devem. Há muito prazer insatisfeito, muito desejo vão. Mãos que se fecham. Pés que se atropelam. Mas o simples ato de nascer já pressupõe tudo isso, o primeiro ar que se respira já contém as impurezas do mundo. O primeiro vagido é um desafio. A vida aceitou um novo corpo e o batismo vai traçar-lhe um destino. A luta se inicia: mais um que será salvo. Portanto, alegremo-nos.
Menino sem nome ainda, não te prometo nada. Não sei se terás infância: brinquedos, quintal, monte de areia, fruta verde, casca de árvore, passarinho, porão de fantasmas, formigas em fila, beira de rio, galinha no choco, caco de vidro, pé machucado. O mundo de hoje, tal como o estou vendo da janela do meu apartamento, desconfio que te reserva para a infância um miraculoso aparelho eletrocosmogônico de brincar. Ou apenas uma eterna garrafa de Coca-Cola e um delicioso Chicabon.
Aceita, menino, esses inofensivos divertimentos. Leva-os a sério, com toda aquela seriedade grave da infância, chupa o Chicabon, bebe a Coca-Cola, desmonta e torna a montar a miraculosa máquina de brincar de nosso século que a imaginação de teu pai jamais poderia sequer conceber. Impõe a essas coisas e a essa vida que te oferecerão como infância a sofreguidão da tua boca, a ousadia de teus olhos e a força de tuas mãos. Imprime a tudo que tocares a alegria que me deste por nasceres. Qualquer que seja tua infância, conquista-a, que te abençoo. Dela te nascerá uma convicção. Conquista-a também – e vá viver, em meu nome. Nada te posso dar senão um nome.
Nada te posso dar. No teu primeiro instante de vida minha estrela não se apagou. Partiu-se em duas e lá no alto uma delas te espera, será tua. Nada te posso dar senão um nome e esta estrela. Se acreditares em estrela, vai buscá-la.
SABINO, Fernando. Dez minutos de idade. In: A mulher do vizinho. Rio de Janeiro: Editora do Autor, 1962. p. 216-218.]. Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/13156/dez-minutosde-idade. Acesso em: 05 ago. 2025.
Glossário:
• Chicabon: picolé.
• Temeridade: ousadia excessiva.
• Esgazeados: agitados.
Só não há exemplo de advérbio em:
06
![[Marketing] Questao Topo - deslogado](https://storage.estuda.com.br/banners/0_6b7ebee90b03af1c560c73bb8bcce34a_banner_deslogado_70_dias.png)