Questões de EFAF Ciências - Ecologia -
198 Questões
Questão 14 15505726
CPM/ERJ 9 Ano 2026Leia o texto e responda à questão.
Dia Mundial das Frutas reforça importância do setor para a saúde economia e sustentabilidade
Notícias Abrafrutas 1 de julho de 2025
Neste 1º de julho é celebrado o Dia Mundial das Frutas, data que busca conscientizar a população sobre a importância do consumo regular de frutas para uma vida saudável. A data foi criada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como parte de uma campanha global para incentivar uma alimentação balanceada e prevenir doenças crônicas, reforçando o papel fundamental das frutas na saúde e no bem-estar das pessoas.
Muito além da saúde, o setor de frutas tem papel estratégico na economia brasileira. O Brasil é um dos maiores produtores de frutas do mundo, com destaque para manga, melão, limão, uva, mamão, maçã, abacaxi, banana, entre outras. Segundo dados da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), o país exportou mais de 1,1 milhão de toneladas de frutas frescas em 2024, com destaque para os mercados da União Europeia, Estados Unidos e Reino Unido.
A Abrafrutas, que representa o setor nacionalmente e internacionalmente, atua fortemente na promoção da fruticultura brasileira, na abertura e manutenção de mercados, nas tratativas com o governo e organismos internacionais, além de trabalhar pela sanidade, rastreabilidade e qualidade dos produtos. A entidade promove as frutas brasileiras em feiras e missões comerciais no exterior, reforçando a imagem de um país que produz com qualidade, sustentabilidade e responsabilidade social.
“O Brasil é reconhecido pela qualidade e sabor de suas frutas tropicais. Nossa diversidade climática e a expertise dos nossos produtores permitem que tenhamos frutas durante todo o ano, com alto padrão e competitividade internacional”, destaca Guilherme Coelho, presidente da Abrafrutas. Coelho também reforça que “celebrar o Dia Mundial das Frutas é valorizar não só o alimento que chega à mesa das pessoas, mas também o trabalho de milhares de produtores brasileiros, que geram emprego, renda e desenvolvimento para o país”.
As frutas brasileiras são reconhecidas mundialmente pelo sabor marcante, frescor, valor nutricional e rigoroso controle de qualidade. Além disso, o setor é um dos que mais emprega no campo e está cada vez mais comprometido com práticas sustentáveis, como a agricultura regenerativa, uso eficiente de recursos hídricos e redução do uso de defensivos químicos.
Neste Dia Mundial das Frutas, a Abrafrutas convida a sociedade a consumir mais frutas, apoiar o setor produtivo e valorizar a riqueza da fruticultura brasileira, que é símbolo de saúde, biodiversidade e potencial econômico.
Fonte: https://abrafrutas.org/2025/07/dia-mundial-das-frutas-reforca-importancia-do-setor-para-a-saude-economia-e-sustentabilidade/ Acesso em 06AGO2025 às 17h03min.
Leia o trecho: “A entidade promove as frutas brasileiras em feiras e missões comerciais no exterior.”
Assinale a alternativa que apresenta corretamente a classificação dos termos destacados, respectivamente.
Questão 8 14936010
ONHB 4 Fase 2025Etnografia cultural da flora mágica brasileira
Chega-te a mim, Agarradinho, Chora aos meus pés, Pega e não me larga, Busca longe, Carrapatinho, Faz querer quem não me quer, Chama e abre caminho, Laço do amor, Corre atrás de mim... Comercializados no Mercado Público Ver-o-Peso, em Belém do Pará, esses desejos engarrafados prometem atrair, conquistar e amarrar casais. Aliás, não há problema sem solução em meio às várias barracas especializadas: de queda de cabelo a frieira, passando por alergia e impotência, feitiço e infortúnio nos negócios. As ervas têm respostas para tudo. Foi no Ver-o-Peso que iniciei, em 2018, o trabalho de campo que pauta o projeto Etnografia cultural da flora mágica brasileira, que venho produzindo desde então, em paralelo a outros trabalhos. Naquele momento, como um modo de acercamento vívido do meu tema, entrevistei e dialoguei longamente com diversas “erveiras”, mulheres que mantêm tradições familiares centenárias e que vendem as plantas no mercado, explicando seus usos em chás, unguentos, perfumes e banhos. Fascinado pela profusão de informações, não apenas adquiri algumas espécies, como procurei suporte científico junto à Embrapa [Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária] de Belém, confirmando o que a sabedoria das ruas atesta: muitas dessas ervas têm, sim, poderosas substâncias químicas com efeitos farmacológicos, que estão na origem dos nomes pelos quais elas são conhecidas vulgarmente.
As denominações populares nascem, em grande medida, da observação e da comparação com o que se conhece, ou a partir da associação com lendas do folclore nacional. É assim que diversas plantas do gênero Sansevieria são relacionadas ao amparo e à segurança, pela similitude com artefatos de luta, tal como a “Espada-de-São-Jorge” e o “Punhal-de-Santa-Bárbara”, que garantiriam proteção contra energias negativas e mau-olhado; é assim que a flor da bananeira, roxa, pendular, grandiosa e em forma de cone, é chamada de “coração da bananeira”; é assim que a “Tambatajá”, com sua folha triangular que traz, no verso, uma segunda folha, similar ao órgão genital feminino, é identificada como a planta que simboliza o amor entre um mítico casal da tribo Macuxi, e tê-la em casa, para várias comunidades, asseguraria relações afetivas duradouras.
É dessa matéria, o herbário, ao qual venho me dedicando, calcado no que eu chamo de “flora mágica brasileira”, ou seja: vegetais e também fungos com pretensas ou efetivas propriedades alucinógenas, afrodisíacas ou energéticas.
Folhas, flores, cascas, espinhos, raízes e frutos em tratamento naturalista protagonizam o conjunto. No projeto, como é característico da minha poética, alinhavo verdade e ficção, fatos e crenças, palavras e as situações sugeridas, bases científicas e outras tantas da tradição oral, criando imagens que atestam, subvertem e gracejam com esse mesmo cabedal. Nos aspectos formais, adoto as premissas da ilustração botânica: mantenho o fundo branco característico dos desenhos taxonômicos, bem como o traçado leve e airoso, rico em detalhes; busco, com isso, o discurso de verdade para as imagens que concebo, embaralhando a percepção do observador. Eventualmente, insiro mapeamentos geográficos, fotografias, peças tridimensionais modeladas a partir de gesso e papel, além de comentários escritos a lápis, assumindo o papel do botânico, mas pleno de ludicidade, malícia e devaneio.
Um exemplo está na sequência que desenvolvi para o “Barbatimão” (Stryphnodendron adstringens), cujo nome deriva do indígena Iba timo, ou “árvore que aperta”. Sua casca é rica em tanino, substância que tem uma poderosa ação adstringente e cicatrizante, sendo usada em banhos de assento por gerações de parturientes de zonas rurais do cerrado brasileiro. [...]
Desde que iniciei o projeto, foram mais de 90 espécies analisadas e, de algum modo, subvertidas. [...] Contar e sugerir histórias de um outro modo, incitar a curiosidade, suspender as certezas do espectador. É em torno desses interesses que eu desenvolvo a minha investigação e obra, sempre em diálogo com as múltiplas vozes que complexificam e enriquecem os temas e objetos aos quais me dedico. Ao articular ludicamente conhecimentos ancestrais, crenças populares, aportes científicos e uma representação que opera no liame entre fantasia e tradição naturalista, o herbário em processo reverencia não somente a admirável biodiversidade de nosso País, como o povo brasileiro, em seus comoventes diálogos com esse patrimônio natural.
Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Texto curatorial ORIGEM: Adaptado de CORRÊA, Walmor. Etnografia cultural da flora mágica brasileira. Site do artista, [2024]. Disponível em: https://www.walmorcorrea.com.br/etnografia. Acesso em: 24 fev. de 2025. CRÉDITOS: Walmor Corrêa GLOSSÁRIO: Ludicidade : capacidade de brincar e se divertir. Parturiente : que ou quem está em trabalho de parto ou que acabou de parir. PALAVRAS-CHAVE: cultura popular, patrimonio natural, história da arte
Quadros com obras da série Etnografia cultural da flora mágica brasileira

Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Fotografia ORIGEM: CORRÊA, Walmor. Etnografia cultural da flora mágica brasileira. Obra de arte. 2019-2022. Disponível em: https://www.walmorcorrea.com.br/2019-2022-etnografia-cultural-da-flora-magica-brasileira. Acesso em: 24 fev. de 2025. CRÉDITOS: Walmor Corrêa PALAVRAS-CHAVE: patrimonio natural, história da arte, cultura popular
Coração da bananeira

Lê-se sobre a imagem: “Coração da bananeira, feitiço para acabar o amor. Em noite de lua crescente cortar o coração de uma bananeira e deixar ‘sangrar’ até que seque o líquido. Fazer esse processo repetindo o nome desejado.”
Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Desenho ORIGEM: CORRÊA, Walmor. Etnografia cultural da flora mágica brasileira. Obra de arte. 2019-2022. Aquarela, lápis de cor e grafite sobre papel algodão, 30 x 47 cm. Disponível em: https://www.walmorcorrea.com.br/2019-2022-etnografia-cultural-da-flora-magica-brasileira. Acesso em: 24 fev. de 2025. CRÉDITOS: Walmor Corrêa TÉCNICA: Aquarela, lápis de cor e grafite sobre papel algodão DIMENSÕES: 30 x 47 cm PALAVRAS-CHAVE: história da arte, cultura popular, patrimonio natural
Em “Etnografia cultural da flora mágica brasileira” o artista:
Questão 44 15459154
OBB 2 Fase 2024Os desmatamentos desenfreados da Amazônia não só resultam em perda de biodiversidade, mas também aumentam o risco de emergência de doenças infecciosas desconhecidas, referidas pela Organização Mundial da Saúde como Doenças X. Essas doenças podem surgir devido ao aumento do contato entre humanos e animais selvagens, que podem ser reservatórios de patógenos ainda não conhecidos pela ciência médica.
Considerando este cenário e os desafios associados à prevenção de pandemias futuras, qual das seguintes estratégias seria a mais eficiente e economicamente viável para mitigar o risco representado pelas Doença X, integrando conhecimentos de biologia, ecologia e saúde pública?
Questão 21 15459074
OBB 2 Fase 2024A palavra diversidade pode ser compreendida de muitas formas, mas em geral está atrelada a existência de diferenças, de variações. No campo filogenético, em alguns contextos, é possível entender a diversidade como uma definição relacionada a uma maior distância filogenética entre um grupo de organismos.
Tomando como base esta definição, indique a alternativa que apresenta a maior diversidade filogenética de plantas terrestres:
Questão 14 15458961
OBB 1 Fase 2024Utilize o texto a seguir para responder a questão.
Refaunação – no inglês, rewilding – é uma ação de conservação cujo objetivo é restaurar e proteger os processos naturais de ecossistemas prejudicados pela extinção local de espécies, através da reintrodução destes animais extintos nestes ambientes. O termo foi criado nos anos 90 pelo conservacionista e ativista Dave Foreman, como um método para preservar os ecossistemas funcionais e reduzir a perda de biodiversidade.
A reversão ativa da extinção de animais é uma proposta tão desafiadora quanto a prevenção de extinções. As tentativas em curso incluem a reprodução de animais em criadouros científicos e conservacionistas com a esperança da reintrodução de espécies predadoras e espécies-chave em áreas onde estas se tornaram localmente extintas e na conexão de áreas protegidas fragmentadas, através de corredores ecológicos
Um exemplo bem próximo é o do mico-leão-dourado (Leontopithecus rosalia). Nas florestas da Mata Atlântica do estado do Rio de Janeiro, esta espécie foi quase extinta, mas graças a um bem-sucedido projeto de refaunação foi possível recriá-la em cativeiro e reinseri-la em seu habitat. Após três décadas de esforço, os micos que estavam prestes a desaparecer, agora são comuns nas matas.
Fonte adaptado de: https://oeco.org.br/dicionario-ambiental/28847-oque-e-refaunacao/
Predadores de topo usualmente são espécies-chave do ecossistema uma vez que mantém o equilíbrio das espécies de uma dada teia trófica.
A ação desses predadores promove o(a):
Questão 13 15458930
OBB 1 Fase 2024Utilize o texto a seguir para responder a questão.
Refaunação – no inglês, rewilding – é uma ação de conservação cujo objetivo é restaurar e proteger os processos naturais de ecossistemas prejudicados pela extinção local de espécies, através da reintrodução destes animais extintos nestes ambientes. O termo foi criado nos anos 90 pelo conservacionista e ativista Dave Foreman, como um método para preservar os ecossistemas funcionais e reduzir a perda de biodiversidade.
A reversão ativa da extinção de animais é uma proposta tão desafiadora quanto a prevenção de extinções. As tentativas em curso incluem a reprodução de animais em criadouros científicos e conservacionistas com a esperança da reintrodução de espécies predadoras e espécies-chave em áreas onde estas se tornaram localmente extintas e na conexão de áreas protegidas fragmentadas, através de corredores ecológicos
Um exemplo bem próximo é o do mico-leão-dourado (Leontopithecus rosalia). Nas florestas da Mata Atlântica do estado do Rio de Janeiro, esta espécie foi quase extinta, mas graças a um bem-sucedido projeto de refaunação foi possível recriá-la em cativeiro e reinseri-la em seu habitat. Após três décadas de esforço, os micos que estavam prestes a desaparecer, agora são comuns nas matas.
Fonte adaptado de: https://oeco.org.br/dicionario-ambiental/28847-oque-e-refaunacao/
A Mata Atlântica é um dos principais hotspots de biodiversidade do planeta.
Isso ocorre devido a sua:
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