Questões de EFAF Ciências - Espaço
455 Questões
Questão 8 10723847
CMRJ 6° Ano - Português 2020Texto I
História das invenções
Dona Benta costumava receber livros novos, de ciências, de arte, de literatura. Era o tipo da
velhinha novidadeira. Bem dizia o compadre Teodorico: "Dona Benta parece velha, mas não é, tem o
espírito mais moço que o de jovens de vinte anos".
Assim foi que naquele bolorento mês de fevereiro, em que era impossível botar o nariz fora
[5] de casa, de tanto que chovia, resolveu contar aos meninos um dos últimos livros chegados.
— Tenho aqui um livro de Hendrik Van Loon — disse ela —, um sábio americano, autor de
coisas muito interessantes. Ele sai dos caminhos por onde todo mundo anda e fala das ciências dum
modo que tudo vira romance, de tão atrativo. Já li para vocês a geografia que ele escreveu e agora
vou ler este último livro — História das invenções do homem, o fazedor de milagres.
[10] Era um livro grosso, de capa preta, cheio de desenhos feitos pelo próprio autor. Desenhos
não muito bons, mas que serviam para acentuar suas ideias.
— E quando começa? — quis saber Narizinho.
— Hoje mesmo, no serão. Podemos começar logo depois do rádio.
— Comece, vovó! — disse Pedrinho. E Dona Benta começou.
[15] — Este livro não é para crianças — disse ela; — mas se eu ler do meu modo, vocês
entenderão tudo. Não tenham receio de me interromperem com perguntas, sempre que houver
qualquer coisa obscura. Aqui está o prefácio. . .
— Que é prefácio? — perguntou Emília.
— São palavras explicativas que certos autores põem no começo do livro para esclarecer os
[20] leitores sobre as suas intenções. O prefácio pode ser escrito pelo próprio autor ou por outra pessoa
qualquer. Neste prefácio o Senhor Van Loon diz que antigamente tudo era muito simples. . .
— Tudo o quê? — interrompeu Pedrinho. — A explicação das coisas do mundo. A Terra
formava o centro do universo. O céu era uma abóbada de cristal azul onde à noite os anjos abriam
buraquinhos para espiar. Esses buraquinhos formavam as estrelas. Tudo muito simples.
[25] Mas depois as coisas se complicaram. Um sábio da Polônia, de nome Nicolau Copérnico,
publicou um livro no qual provava que a Terra não era fixa, pois girava em redor do Sol, e as estrelas
não eram brinquedinhos dos anjos, sim sóis imensos, em redor dos quais giravam milhões de terras
como a nossa.
Isso veio causar uma grande trapalhada nas ideias assentes, isto é, nas ideias que estavam na
[30] cabeça de todo mundo — e por um triz não queimaram vivo a esse homem. Afinal a sua ideia
venceu e hoje ninguém pensa de outra maneira.
A astronomia, que é a ciência que estuda os astros, tomou um grande desenvolvimento. Os
astrônomos foram descobrindo coisas e mais coisas, chegando à perfeição de medir a distância dum
astro a outro, e pesar a massa desses astros. As distâncias entre os astros eram tão grandes que as
[35] nossas medidas comuns se tornaram insuficientes. Foi preciso criar medidas novas — medidas
astronômicas.
— Por quê? — perguntou Narizinho. — Com o quilômetro a gente pode medir qualquer
distância. É só ir botando zeros e mais zeros.
— Parece, minha filha. As distâncias entre os astros são tamanhas que para medi-las com
[40] quilômetros seria necessário usar carroçadas de zeros, de maneira que não haveria papel que
chegasse. E então os astrônomos inventaram o "metro astronômico", ou a "unidade astronômica",
que é como eles dizem. Essa unidade, esse metro tinha 92 900 000 milhas.
— Que colosso, vovó! Eu acho que fizeram um metro grande demais. . .
— Pois está muito enganada, minha filha. As distâncias entre a Terra e as novas estrelas, que
[45] com os modernos telescópios foram sendo descobertas, acabaram deixando essa medida pequena. E
então o astrônomo Michelson propôs outra medida: o ano-luz.
— Cáspite!
— Pois bem, isto que os astrônomos fizeram para os astros, outros homens de ciência
fizeram para o contrário dos astros, isto é, para as moléculas e átomos, que são coisinhas
[50] infinitamente pequenas. Chegaram a medir átomos que têm o tamanhinho de uma trilionésima parte
de milímetro.
— Será possível? Um milímetro já é uma isca que a gente mal percebe. . .
— Ora, neste livro o Senhor Van Loon trata de mostrar como esse bichinho homem, que já foi
peludo e andava de quatro, chegou a desenvolver seu cérebro a ponto de medir a distância entre os
[55] astros e a calcular o tamanho dos átomos.
— Como foi isso?
— Inventando coisas. O homem é um grande inventor de coisas, e a história do homem na
Terra não passa da história das suas invenções com todas as consequências que elas trouxeram para
a vida humana. É mais ou menos isto o que Van Loon diz neste prefácio. Vamos agora ver o capítulo
[60] número 1.
— Depois da pipoca, vovó! — gritou Narizinho farejando o ar.
De fato: da cozinha vinha para a sala o cheiro das pipocas que Tia Nastácia estava
rebentando. Pipocas à noite foi coisa que nunca faltou no sítio de Dona Benta.
Adaptado de: LOBATO, Monteiro.
História das invenções. São Paulo, SP: Círculo do Livro.
Texto II
Exposição virtual conta a história das grandes invenções da Humanidade
Projeto reúne mais de 200 mil imagens, vídeos e registros históricos; aplicativo usa realidade aumentada para explicar Big Bang
RIO — Em 1608, o alemão Hans Lippershey apresentou um pedido de patente para uma
lente capaz de “ver coisas distantes como se estivessem próximas”. O pedido foi negado, mas a
notícia da invenção se espalhou pela Europa e, no ano seguinte, o italiano Galileu Galilei mirou essa
lente melhorada para o céu, descobriu luas em Júpiter e crateras na Lua, dando início à astronomia
[5] observacional. Quatro séculos depois, telescópios estão no espaço, observando galáxias a bilhões
de anos-luz de distância. Essa é uma das histórias reunidas pelo projeto “Once Upon a Try“,
desenvolvido pelo Google Arts & Culture com 110 museus e instituições científicas ao redor do
mundo.
Trata-se da maior exibição virtual sobre a inovação e a inventividade humana. São quase 400
[10] exposições virtuais, com mais de 200 mil imagens, vídeos e registros históricos, como a coleção,
inédita na internet, de cem cartas enviadas por Albert Einstein a cientistas franceses, mantidas pela
prestigiada Académie dês Sciences francesa. Da Nasa, uma plataforma de aprendizado de máquina
oferece uma nova forma de explorar um arquivo com mais de 127 mil imagens espaciais.
— Nós trabalhamos nesse projeto por mais de dois anos — contou Luisella Mazza, diretora
[15] de operações do Google Cultural Institute. — A curadoria das exposições foi feita pelas instituições
parceiras, sem ingerência do Google Arts & Culture. As instituições decidiram, de forma autônoma,
as imagens, as histórias e as invenções que fazem parte dessa mostra.
Coube ao Google o apoio com tecnologia, como no desenvolvimento do aplicativo “Big
Bang AR”, que explica o surgimento e a evolução do universo com realidade aumentada. O
[20] conteúdo foi desenvolvido por físicos da Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear, conhecida
pela sigla Cern, e coloca, literalmente, o evento do Big Bang na palma da mão dos usuários.
Modernas técnicas de digitalização foram empregadas para transformar em pixels o Mapa
de Juan de la Cosa, considerado o mais antigo registro do Novo Mundo. Pintado a mão num
pergaminho, o mapa ilustra as terras descobertas no continente americano até o fim do século XV,
[25] por expedições espanholas, inglesas e portuguesas. A partir de agora, ele estará disponível, em
altíssima resolução, aos visitantes da mostra “Once Upon a Try“.
— O primeiro mapa das Américas, feito no início do século XVI, foi digitalizado com a
tecnologia gigapixel — explicou Luisella. — É uma câmera muito especial, que permite tirar fotos
em altíssima resolução, de até 2 bilhões de pixels, de forma muito rápida e intuitiva.
[30] O foco do projeto está nas grandes descobertas e invenções, mas também há espaço para
inventos específicos, como a chuteira de futebol. Em parceria com o Museu do Futebol, a exposição
traça a história de um simples calçado que está nos pés das estrelas do esporte mais popular do
planeta, além de contar como foi a adaptação da chuteira em terras brasileiras.
O “Once Upon a Try” também oferece passeios virtuais, com o Google Street View, em
[35] instalações como a Estação Espacial Internacional e o Grande Colisor de Hádrons do Cern, a maior
máquina já construída pelo homem. O túnel que se estende por 27 quilômetros na fronteira da
França com a Suíça ficou mundialmente conhecido por comprovar, em 2012, a existência do bóson
de Higgs, a partícula de Deus.
Adaptado de: https://oglobo.globo.com/economia/tecnologia/exposicao-virtual-conta-historia-das-grandesinvencoes-da-humanidade-23500843, acesso em 06SET2020, às 16:28.
Após a leitura dos textos I e II, podemos afirmar que
Questão 56 10616743
Colégio Embraer 2020Em boa parte do Brasil, junho é sinônimo de noites frias e longas, e também de céu límpido, quando podemos apreciar a beleza de noites com céu estrelado. No mês de junho de 2020, alguns acontecimentos puderam ser observados no céu.
Assinale a alternativa em que um desses acontecimentos e sua descrição estão corretamente indicados:
Questão 12 10308119
ONC NÍVEL A: 8º ANO (ANULADA) 2020/1A imagem a seguir traz as inclinações dos eixos da Terra e de Marte, em relação às perpendiculares ao plano que contém suas órbitas, plano este conhecido por Eclíptica. Para a Terra esta inclinação vale 23,26º e para Marte, 25,19°.

Fonte: adaptada de Calvin J. Hamilton, 1999.
Podemos afirmar que Marte também tem estações do ano?
Questão 11 10308111
ONC NÍVEL A: 8º ANO (ANULADA) 2020/1Avalie as seguintes afirmações sobre os tipos de eclipses mostrados na imagem.
I - Um eclipse solar ocorre quando ele é ocultado pela Lua, que fica entre a Terra e o Sol.
II - Um eclipse lunar é produzido pela passagem do nosso satélite natural através da sombra da Terra.
III - Os eclipses totais do Sol só podem ser vistos por aqueles que na Terra estão na faixa da umbra (parte mais escura da sombra, a qual é constituída por umbra e penumbra) durante o eclipse.
IV - A Lua, apesar de seu tamanho, pode eclipsar o Sol, que é muito maior do que ela, devido ao fato de estar muito mais próxima da Terra, do que está do Sol.

Fonte: Adaptada de http://www.hkww.org/weather/special/eclipseqa1.html#q8
Questão 10 10308092
ONC NÍVEL A: 8º ANO (ANULADA) 2020/1O Programa Apollo foi um programa de exploração espacial criado, em 1961, pela NASA (National Aeronautic and Space Administration), a agência espacial americana, com o intuito de levar o homem à Lua e trazê-lo de volta com segurança. O feito mais esperado, o homem pousando na Lua, só foi realizado em 20 de julho de 1969, com a Apollo 11, quando Neil Armstrong entrou para a história como o primeiro homem a pisar na Lua.

Fonte: https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/e/eb/Youtubeastronautsonmoonot3.gif
Entre 1969 e 1972, outros astronautas estiveram na Lua. Seus trajes tinham mais de 80 kg, pois levavam tanque de oxigênio, água e outros equipamentos e lá eles podiam saltar e chegar mais alto do que chegariam se estivessem com estes mesmos trajes na Terra.
Por quê?
Questão 76 11612102
Pref. de São Paulo 6º Ano Prova Semestral 2019
Os moradores de Oregon, nos Estados Unidos, tiveram a chance de observar um dos fenômenos mais raros: o eclipse solar total. Também foi possível vê-lo de forma parcial em outros países, como o México e o Brasil.
Disponível em: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/eclipse-nos-eua-fotos.ghtml. Acesso em: 23 ago. 2017.
O eclipse solar ocorre quando a
06
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