Questões de EFAF Ciências - Corpo humano
1.319 Questões
Questão 17 10724152
CMRJ 6° Ano - Português 2019Texto:
COMO SERÁ A ALIMENTAÇÃO DOS HUMANOS NO FUTURO?
Adaptado de Maria Luciana Rincon
Com o aumento da população mundial, a redução de recursos e mudanças na dieta, muita
gente prevê que no futuro a humanidade enfrentará uma competição por alimentos sem
precedentes. Aliás, segundo os mais fatalistas, se as coisas continuarem como estão, por volta do
ano 2050 seremos testemunhas de uma onda de fome que poderá afetar todo o planeta.
[5] Algumas estimativas apontam que dentro de apenas uma ou duas gerações a população
mundial terá aumentado em alguns bilhões de habitantes, e boa parte dessa gente toda se
concentrará em grandes centros urbanos. Assim, além da falta de recursos naturais, é preciso
encontrar formas de fazer com que os alimentos cheguem até essas áreas e supram as
necessidades de todos.
[10] Por sorte, já existem cientistas quebrando a cabeça para encontrar soluções para a
iminente crise de alimentos, apostando na tecnologia e na ciência para isso. Uma saída talvez seja
uma mudança na dieta e, para Richard Archer, um desses cientistas preocupados, dentro de um
período de 25 anos, a alimentação humana se baseará principalmente em produtos altamente
processados e — diferente dos itens disponíveis hoje em dia — nutricionalmente equilibrados.
[15] Segundo Archer, além de nutritivos, os alimentos processados podem ser preservados por
mais tempo, além de serem mais facilmente transportados. Contudo, antes que eles substituam os
alimentos atuais, alguns problemas precisam ser contornados. Atualmente, quando falamos em
produtos processados, logo imaginamos alimentos recheados de gordura, sal e açúcar. As opções
mais equilibradas existem, mas não agradam ao paladar dos consumidores pela falta de sabor.
[20] Assim, um dos maiores desafios da indústria de alimentos é encontrar formas de
desenvolver produtos processados que sejam saudáveis e também saborosos. Outro problema
para o futuro é o consumo de carne vermelha. Segundo Archer, a produção atual já é vista como
cara e ineficiente e, no futuro, com a já prevista escassez de água e espaço para o cultivo, esses
produtos se tornarão economicamente inviáveis.
[25] Desta forma, o consumo de carnes se limitará a quantidades cada vez mais reduzidas,
dando lugar à ingestão de proteína animal misturada à proteína de origem vegetal e outros
ingredientes que garantirão o sabor e o valor nutricional dos alimentos.
Outra tendência apontada por Archer será o emprego de equipamentos 3D para imprimir
refeições e, de acordo com o cientista, esses dispositivos permitirão que os usuários fabriquem
[30] suas criações culinárias e comidas que nem sequer existem ainda. Além disso, ele prevê o
desenvolvimento de tecnologias que permitam criar ingredientes livres de calorias e que possam
encapsular, cobrir, proteger e liberar nutrientes e compostos alimentares bioativos.
E, segundo Archer, as mudanças na dieta não se limitarão apenas aos humanos, pois,
conforme explicou, animais como frangos e peixes poderão ser alimentados com algas e insetos
[35] cultivados industrialmente.
Entretanto, apesar de todo esse otimismo com respeito às soluções para o futuro, com uma
população mundial cada vez mais urbana e ávida por comodidades, suprir a necessidade de toda
essa gente — e ao mesmo tempo atender os gostos de todo mundo — não será uma tarefa nada
fácil.

Disponível: https://www.megacurioso.com.br/sustentabilidade/44765-como-sera-a-alimentacao-dos-humanos-nofuturo.htm. Acesso em 04 de out. de 2019
No trecho “com uma população mundial cada vez mais urbana e ávida por comodidades” (linhas 36 e 37), o termo em negrito pode ser substituído, sem alteração de sentido do texto, pela palavra
Questão 15 10724147
CMRJ 6° Ano - Português 2019Texto:
COMO SERÁ A ALIMENTAÇÃO DOS HUMANOS NO FUTURO?
Adaptado de Maria Luciana Rincon
Com o aumento da população mundial, a redução de recursos e mudanças na dieta, muita
gente prevê que no futuro a humanidade enfrentará uma competição por alimentos sem
precedentes. Aliás, segundo os mais fatalistas, se as coisas continuarem como estão, por volta do
ano 2050 seremos testemunhas de uma onda de fome que poderá afetar todo o planeta.
[5] Algumas estimativas apontam que dentro de apenas uma ou duas gerações a população
mundial terá aumentado em alguns bilhões de habitantes, e boa parte dessa gente toda se
concentrará em grandes centros urbanos. Assim, além da falta de recursos naturais, é preciso
encontrar formas de fazer com que os alimentos cheguem até essas áreas e supram as
necessidades de todos.
[10] Por sorte, já existem cientistas quebrando a cabeça para encontrar soluções para a
iminente crise de alimentos, apostando na tecnologia e na ciência para isso. Uma saída talvez seja
uma mudança na dieta e, para Richard Archer, um desses cientistas preocupados, dentro de um
período de 25 anos, a alimentação humana se baseará principalmente em produtos altamente
processados e — diferente dos itens disponíveis hoje em dia — nutricionalmente equilibrados.
[15] Segundo Archer, além de nutritivos, os alimentos processados podem ser preservados por
mais tempo, além de serem mais facilmente transportados. Contudo, antes que eles substituam os
alimentos atuais, alguns problemas precisam ser contornados. Atualmente, quando falamos em
produtos processados, logo imaginamos alimentos recheados de gordura, sal e açúcar. As opções
mais equilibradas existem, mas não agradam ao paladar dos consumidores pela falta de sabor.
[20] Assim, um dos maiores desafios da indústria de alimentos é encontrar formas de
desenvolver produtos processados que sejam saudáveis e também saborosos. Outro problema
para o futuro é o consumo de carne vermelha. Segundo Archer, a produção atual já é vista como
cara e ineficiente e, no futuro, com a já prevista escassez de água e espaço para o cultivo, esses
produtos se tornarão economicamente inviáveis.
[25] Desta forma, o consumo de carnes se limitará a quantidades cada vez mais reduzidas,
dando lugar à ingestão de proteína animal misturada à proteína de origem vegetal e outros
ingredientes que garantirão o sabor e o valor nutricional dos alimentos.
Outra tendência apontada por Archer será o emprego de equipamentos 3D para imprimir
refeições e, de acordo com o cientista, esses dispositivos permitirão que os usuários fabriquem
[30] suas criações culinárias e comidas que nem sequer existem ainda. Além disso, ele prevê o
desenvolvimento de tecnologias que permitam criar ingredientes livres de calorias e que possam
encapsular, cobrir, proteger e liberar nutrientes e compostos alimentares bioativos.
E, segundo Archer, as mudanças na dieta não se limitarão apenas aos humanos, pois,
conforme explicou, animais como frangos e peixes poderão ser alimentados com algas e insetos
[35] cultivados industrialmente.
Entretanto, apesar de todo esse otimismo com respeito às soluções para o futuro, com uma
população mundial cada vez mais urbana e ávida por comodidades, suprir a necessidade de toda
essa gente — e ao mesmo tempo atender os gostos de todo mundo — não será uma tarefa nada
fácil.

Disponível: https://www.megacurioso.com.br/sustentabilidade/44765-como-sera-a-alimentacao-dos-humanos-nofuturo.htm. Acesso em 04 de out. de 2019
Na passagem “Segundo Archer, além de nutritivos, os alimentos processados podem ser preservados por mais tempo” (linhas 15 e 16), a expressão em destaque revela a
Questão 5 10716366
CMBH 1°ano - Prova de Português 2019Texto

[1] O autismo — nome técnico oficial: Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) — é uma
condição de saúde caracterizada por déficit na interação social, na comunicação e no comportamento.
Não há só um, mas muitos subtipos do transtorno. Tão abrangente que se usa o termo “espectro”, pelos
vários níveis de comprometimento — há desde pessoas com condições associadas (comorbidades),
[5] como deficiência intelectual e epilepsia, até pessoas independentes, que levam uma vida comum.
Algumas nem sabem que são autistas, pois jamais tiveram diagnóstico.
Não é conhecida completamente a causa do autismo, por ser um transtorno multifatorial. Porém,
estudos recentes têm demonstrado que fatores genéticos são os mais importantes na determinação de
suas causas (estimados entre 70% e 90% — e ligados a mais de mil genes), além de fatores ambientais,
[10] ainda controversos, poderem estar associados.
Tratamento e sinais
Alguns sinais de autismo podem aparecer a partir de um ano e meio de idade, e mesmo antes, em
casos mais graves. Há uma grande importância em iniciar o tratamento o quanto antes — mesmo que
seja apenas uma suspeita clínica, ainda sem diagnóstico fechado — pois, quanto mais cedo começarem
as intervenções, maiores serão as possibilidades de melhorar a qualidade de vida da pessoa. O
[15] tratamento psicológico com maior evidência de eficácia, segundo a Associação Americana de
Psiquiatria, é a terapia de intervenção comportamental. O tratamento para autismo é personalizado e
interdisciplinar: além da psicologia, pacientes podem se beneficiar com fonoaudiologia, terapia
ocupacional, entre outros, conforme a necessidade de cada autista. Na escola, um mediador pode trazer
grandes benefícios ao aprendizado e à interação social.
[20] Alguns sintomas, como irritabilidade, agitação, autoagressividade, hiperatividade, impulsividade,
desatenção, insônia e outros, podem ser tratados com medicamentos, que devem ser prescritos por um
médico. Dentre os medicamentos indicados, a risperidona, que é da classe dos antipsicóticos atípicos, é o
mais comum deles.
No final de 2007, a ONU declarou 2 de abril como o Dia Mundial de Conscientização do
[25] Autismo, quando cartões-postais do mundo todo se iluminam de azul (cor escolhida por haver, em
média, 4 homens para cada mulher com TEA). O símbolo do autismo é o quebra-cabeça, que denota sua
diversidade e complexidade.
Consulta médica
Veja o quadro, a seguir, em que se elencam alguns sinais de autismo. Apenas três deles, num
criança de um ano e meio, já justificam uma consulta a um médico neuropediatra ou a um psiquiatra da
[30] infância e da juventude. Testes como o M-CHAT (com versão em português) estão disponíveis na
internet para serem aplicados por profissionais.
Sinais de autismo:

- não manter contato visual por mais de 2 segundos;
- não atender quando chamado pelo nome;
- isolar-se ou não se interessar por outras crianças;
- alinhar objetos;
- ser muito preso a rotinas a ponto de entrar em crise;
- não usar brinquedos de forma convencional;
- fazer movimentos repetitivos sem função aparente;
- não falar ou não fazer gestos para mostrar algo;
- repetir frases ou palavras em momentos inadequados, sem a devida função (ecolalia);
- não compartilhar interesse;
- girar objetos sem uma função aparente;
- apresentar interesse restrito ou hiperfoco;
- não imitar;
- não brincar de faz-de-conta.
PAIVA JUNIOR, Francisco. O que é autismo? Revista Autismo, São Paulo, ano V, n.5, p.8, jun./jul./ago. 2019.
Disponível em: Acesso em: 26 ago. 2019. (Texto adaptado.)
A escolha do quebra-cabeça, por ser complexo e apresentar peças diversificadas, como símbolo para o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), está corretamente justificada, EXCETO em:
Questão 4 10716360
CMBH 1°ano - Prova de Português 2019Texto

[1] O autismo — nome técnico oficial: Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) — é uma
condição de saúde caracterizada por déficit na interação social, na comunicação e no comportamento.
Não há só um, mas muitos subtipos do transtorno. Tão abrangente que se usa o termo “espectro”, pelos
vários níveis de comprometimento — há desde pessoas com condições associadas (comorbidades),
[5] como deficiência intelectual e epilepsia, até pessoas independentes, que levam uma vida comum.
Algumas nem sabem que são autistas, pois jamais tiveram diagnóstico.
Não é conhecida completamente a causa do autismo, por ser um transtorno multifatorial. Porém,
estudos recentes têm demonstrado que fatores genéticos são os mais importantes na determinação de
suas causas (estimados entre 70% e 90% — e ligados a mais de mil genes), além de fatores ambientais,
[10] ainda controversos, poderem estar associados.
Tratamento e sinais
Alguns sinais de autismo podem aparecer a partir de um ano e meio de idade, e mesmo antes, em
casos mais graves. Há uma grande importância em iniciar o tratamento o quanto antes — mesmo que
seja apenas uma suspeita clínica, ainda sem diagnóstico fechado — pois, quanto mais cedo começarem
as intervenções, maiores serão as possibilidades de melhorar a qualidade de vida da pessoa. O
[15] tratamento psicológico com maior evidência de eficácia, segundo a Associação Americana de
Psiquiatria, é a terapia de intervenção comportamental. O tratamento para autismo é personalizado e
interdisciplinar: além da psicologia, pacientes podem se beneficiar com fonoaudiologia, terapia
ocupacional, entre outros, conforme a necessidade de cada autista. Na escola, um mediador pode trazer
grandes benefícios ao aprendizado e à interação social.
[20] Alguns sintomas, como irritabilidade, agitação, autoagressividade, hiperatividade, impulsividade,
desatenção, insônia e outros, podem ser tratados com medicamentos, que devem ser prescritos por um
médico. Dentre os medicamentos indicados, a risperidona, que é da classe dos antipsicóticos atípicos, é o
mais comum deles.
No final de 2007, a ONU declarou 2 de abril como o Dia Mundial de Conscientização do
[25] Autismo, quando cartões-postais do mundo todo se iluminam de azul (cor escolhida por haver, em
média, 4 homens para cada mulher com TEA). O símbolo do autismo é o quebra-cabeça, que denota sua
diversidade e complexidade.
Consulta médica
Veja o quadro, a seguir, em que se elencam alguns sinais de autismo. Apenas três deles, num
criança de um ano e meio, já justificam uma consulta a um médico neuropediatra ou a um psiquiatra da
[30] infância e da juventude. Testes como o M-CHAT (com versão em português) estão disponíveis na
internet para serem aplicados por profissionais.
Sinais de autismo:

- não manter contato visual por mais de 2 segundos;
- não atender quando chamado pelo nome;
- isolar-se ou não se interessar por outras crianças;
- alinhar objetos;
- ser muito preso a rotinas a ponto de entrar em crise;
- não usar brinquedos de forma convencional;
- fazer movimentos repetitivos sem função aparente;
- não falar ou não fazer gestos para mostrar algo;
- repetir frases ou palavras em momentos inadequados, sem a devida função (ecolalia);
- não compartilhar interesse;
- girar objetos sem uma função aparente;
- apresentar interesse restrito ou hiperfoco;
- não imitar;
- não brincar de faz-de-conta.
PAIVA JUNIOR, Francisco. O que é autismo? Revista Autismo, São Paulo, ano V, n.5, p.8, jun./jul./ago. 2019.
Disponível em: Acesso em: 26 ago. 2019. (Texto adaptado.)
Leia, atentamente, o seguinte período extraído do TEXTO: “Não é conhecida completamente a causa do autismo, por ser um transtorno multifatorial.” (linha 7)
Assinale a alternativa que pode substituir, corretamente, o período SEM ALTERAÇÃO de seu valor semântico- discursivo.
Questão 36 10628636
COTIL 1° Ano 2019Considere o excerto para a próxima questão:
“[...] Apesar do contexto de urbanização acelerada e, de certa forma, desorganizada, que vem moldando o cenário brasileiro nas últimas décadas, a implantação de programas de saúde pública foi bem-sucedida em algumas áreas, como aquelas que visam controlar doenças evitáveis por vacinação como diarreia, infecções respiratórias e tuberculose. Esses programas têm proporcionado acesso universal e livre à vacinação, como também aos cuidados primários de saúde.[...]”
(http://www.scielo.br/pdf/rbepid/v20s1/1980-5497-rbepid-20-s1-00171.pdf Acesso em 14/08/2018)
Sabe-se que as vacinas são uma eficiente ferramenta de controle epidemiológico na erradicação de algumas doenças. No entanto, algumas dessas, que deixaram, por muito tempo, de ser preocupantes no Brasil, voltam a indicar risco de saúde pública pela inobservância da população em cumprir o calendário básico de vacinação, por exemplo, o sarampo e a poliomielite.
As vacinas possuem efeito sobre o nosso organismo, pois o princípio utilizado por elas baseia-se:
Questão 56 10608138
Colégio Embraer 2019A zika é uma das mais temidas infecções do mundo porque causa microcefalia e uma série de malformações em bebês, além de distúrbios neurológicos em adultos. Em relação a essa doença, são apresentadas as afirmações a seguir.
(1) Desde a epidemia de 2015, numerosos grupos de pesquisa buscam desenvolver uma vacina, até agora sem sucesso.
(2) Chamou a atenção dos cientistas o fato de haver mais casos de microcefalia e da chamada síndrome da zika congênita no Nordeste, onde a cobertura vacinal contra a febre amarela não chega a 5% na maioria dos estados. E também que os casos de zika diminuíram depois que a epidemia de febre amarela emergiu em 2017 e foram iniciadas campanhas de vacinação contra a febre amarela no Sudeste.
(3) A vacina da febre amarela poderia proteger contra a infecção pelo vírus zika.
(4) O trabalho realizado com camundongos, que foram imunizados e depois infectados pelo zika, mostrou que o cérebro dos animais vacinados apresentou baixíssima concentração de vírus e nenhum sinal da doença, em contraste daqueles não imunizados.
(oglobo.globo.com.março de 2019. Adaptado)
Considerando as etapas do método científico, no que diz respeito a essa doença, e as afirmações feitas, conclui-se que a parte do texto indicado pelo número
06
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