Questões de EFAF Ciências - Matéria e Energia (Física)
2.325 Questões
Questão 14 15409549
CAp-UERJ 1 Ano - Ensino Médio 2024CIÊNCIA E O SENTIDO DA VIDA
Outro dia, estava dando uma palestra, quando alguém me fez “aquela” pergunta: professor, por
que o senhor é cientista? Respondi que não podia ser outra coisa, que considerava um privilégio
poder dedicar minha vida ao ensino e à pesquisa. Mas o que de fato está por trás dessa profissão,
ao menos para mim, é uma oportunidade única para criarmos algo de novo, algo que nos diferencie
[5] do resto.
A ciência oferece uma oportunidade para que possamos nos engajar com o “mistério”, como o
físico Albert Einstein chamava nossa atração pelo desconhecido: “A emoção mais significativa que
podemos sentir é o mistério. Ela é o berço da verdadeira arte e da ciência. Quem não a conhece e
não é mais capaz de se maravilhar está mais morto do que vivo, como uma vela que se apagou”.
[10] Para Einstein, nossas criações são produto desse questionamento incessante sobre quem somos
e sobre o mundo à nossa volta. A ciência abre portas para o desconhecido, para o que nos foge aos
sentidos. Aquilo que não vemos ou ouvimos é tão real quanto o que percebemos.
Usamos instrumentos variados para amplificar nossa percepção da realidade, mesmo sabendo
que nossa visão será sempre limitada: qualquer microscópio, telescópio ou detector tem alcance
[15] e precisão determinados pelo estado da tecnologia. É claro que um telescópio do século 19 não
pode competir com os telescópios bastante avançados de hoje, que podem monitorar até satélites.
Esse fato tem uma consequência importante: o que captamos do mundo depende das tecnologias
que usamos. Ou seja, com o avanço delas, muda, muitas vezes, nossa visão de mundo. Um exemplo
que já usei aqui é o microscópio. A visão da vida antes e depois da invenção do microscópio mudou
[20] completamente. O instrumento, inventado ao fim do século 17, permitiu que víssemos criaturas
invisíveis aos olhos. Com isso, novas perguntas sobre a natureza da vida puderam ser feitas – perguntas
que, antes da invenção do microscópio, não eram nem vislumbradas.
Essa é uma lição importante: o conhecimento não evolui de forma linear; seu crescimento é
imprevisível, interagindo com as tecnologias que temos ao nosso dispor. Portanto, o mistério que
[25] nos cerca, e que tanto fascinava Einstein, estará sempre à nossa volta: não há como decifrá-lo por
completo. Sendo um caminho para o conhecimento, a ciência nos oferece uma oportunidade de
estar sempre buscando, e crescendo com a busca.
O sentido da vida é dar sentido à vida. Não existe, ou deve existir, um fim. Pense num alpinista
que se prepara para subir o pico que vê à sua frente e, depois de muito esforço, consegue. De lá de
[30] cima, pode fazer duas coisas: se dar por satisfeito e descer, ou olhar em torno e ver todos os picos
que ainda não escalou.
Assim é a busca pelo conhecimento científico: uma escalada por todos os picos que podemos
encontrar. E quando conquistarmos todos eles, basta olhar para cima, e continuar nossa busca no
espaço.
MARCELO GLEISER Adaptado de folha.uol.com.br, 12/10/2014.
Com base na leitura do texto, os sentidos das seguintes palavras estão em relação de oposição:
Questão 13 15409548
CAp-UERJ 1 Ano - Ensino Médio 2024CIÊNCIA E O SENTIDO DA VIDA
Outro dia, estava dando uma palestra, quando alguém me fez “aquela” pergunta: professor, por
que o senhor é cientista? Respondi que não podia ser outra coisa, que considerava um privilégio
poder dedicar minha vida ao ensino e à pesquisa. Mas o que de fato está por trás dessa profissão,
ao menos para mim, é uma oportunidade única para criarmos algo de novo, algo que nos diferencie
[5] do resto.
A ciência oferece uma oportunidade para que possamos nos engajar com o “mistério”, como o
físico Albert Einstein chamava nossa atração pelo desconhecido: “A emoção mais significativa que
podemos sentir é o mistério. Ela é o berço da verdadeira arte e da ciência. Quem não a conhece e
não é mais capaz de se maravilhar está mais morto do que vivo, como uma vela que se apagou”.
[10] Para Einstein, nossas criações são produto desse questionamento incessante sobre quem somos
e sobre o mundo à nossa volta. A ciência abre portas para o desconhecido, para o que nos foge aos
sentidos. Aquilo que não vemos ou ouvimos é tão real quanto o que percebemos.
Usamos instrumentos variados para amplificar nossa percepção da realidade, mesmo sabendo
que nossa visão será sempre limitada: qualquer microscópio, telescópio ou detector tem alcance
[15] e precisão determinados pelo estado da tecnologia. É claro que um telescópio do século 19 não
pode competir com os telescópios bastante avançados de hoje, que podem monitorar até satélites.
Esse fato tem uma consequência importante: o que captamos do mundo depende das tecnologias
que usamos. Ou seja, com o avanço delas, muda, muitas vezes, nossa visão de mundo. Um exemplo
que já usei aqui é o microscópio. A visão da vida antes e depois da invenção do microscópio mudou
[20] completamente. O instrumento, inventado ao fim do século 17, permitiu que víssemos criaturas
invisíveis aos olhos. Com isso, novas perguntas sobre a natureza da vida puderam ser feitas – perguntas
que, antes da invenção do microscópio, não eram nem vislumbradas.
Essa é uma lição importante: o conhecimento não evolui de forma linear; seu crescimento é
imprevisível, interagindo com as tecnologias que temos ao nosso dispor. Portanto, o mistério que
[25] nos cerca, e que tanto fascinava Einstein, estará sempre à nossa volta: não há como decifrá-lo por
completo. Sendo um caminho para o conhecimento, a ciência nos oferece uma oportunidade de
estar sempre buscando, e crescendo com a busca.
O sentido da vida é dar sentido à vida. Não existe, ou deve existir, um fim. Pense num alpinista
que se prepara para subir o pico que vê à sua frente e, depois de muito esforço, consegue. De lá de
[30] cima, pode fazer duas coisas: se dar por satisfeito e descer, ou olhar em torno e ver todos os picos
que ainda não escalou.
Assim é a busca pelo conhecimento científico: uma escalada por todos os picos que podemos
encontrar. E quando conquistarmos todos eles, basta olhar para cima, e continuar nossa busca no
espaço.
MARCELO GLEISER Adaptado de folha.uol.com.br, 12/10/2014.
Um satélite meteorológico que monitora queimadas percorre órbitas circulares em torno do centro da Terra a 900 km da superfície do planeta e sempre em um mesmo plano.
Admita que o raio da Terra mede aproximadamente 6400 km e considere π ≅ 3,14.
A distância que o satélite percorre em uma volta completa em torno da Terra, em quilômetros, é igual a:
Questão 12 15409546
CAp-UERJ 1 Ano - Ensino Médio 2024CIÊNCIA E O SENTIDO DA VIDA
Outro dia, estava dando uma palestra, quando alguém me fez “aquela” pergunta: professor, por
que o senhor é cientista? Respondi que não podia ser outra coisa, que considerava um privilégio
poder dedicar minha vida ao ensino e à pesquisa. Mas o que de fato está por trás dessa profissão,
ao menos para mim, é uma oportunidade única para criarmos algo de novo, algo que nos diferencie
[5] do resto.
A ciência oferece uma oportunidade para que possamos nos engajar com o “mistério”, como o
físico Albert Einstein chamava nossa atração pelo desconhecido: “A emoção mais significativa que
podemos sentir é o mistério. Ela é o berço da verdadeira arte e da ciência. Quem não a conhece e
não é mais capaz de se maravilhar está mais morto do que vivo, como uma vela que se apagou”.
[10] Para Einstein, nossas criações são produto desse questionamento incessante sobre quem somos
e sobre o mundo à nossa volta. A ciência abre portas para o desconhecido, para o que nos foge aos
sentidos. Aquilo que não vemos ou ouvimos é tão real quanto o que percebemos.
Usamos instrumentos variados para amplificar nossa percepção da realidade, mesmo sabendo
que nossa visão será sempre limitada: qualquer microscópio, telescópio ou detector tem alcance
[15] e precisão determinados pelo estado da tecnologia. É claro que um telescópio do século 19 não
pode competir com os telescópios bastante avançados de hoje, que podem monitorar até satélites.
Esse fato tem uma consequência importante: o que captamos do mundo depende das tecnologias
que usamos. Ou seja, com o avanço delas, muda, muitas vezes, nossa visão de mundo. Um exemplo
que já usei aqui é o microscópio. A visão da vida antes e depois da invenção do microscópio mudou
[20] completamente. O instrumento, inventado ao fim do século 17, permitiu que víssemos criaturas
invisíveis aos olhos. Com isso, novas perguntas sobre a natureza da vida puderam ser feitas – perguntas
que, antes da invenção do microscópio, não eram nem vislumbradas.
Essa é uma lição importante: o conhecimento não evolui de forma linear; seu crescimento é
imprevisível, interagindo com as tecnologias que temos ao nosso dispor. Portanto, o mistério que
[25] nos cerca, e que tanto fascinava Einstein, estará sempre à nossa volta: não há como decifrá-lo por
completo. Sendo um caminho para o conhecimento, a ciência nos oferece uma oportunidade de
estar sempre buscando, e crescendo com a busca.
O sentido da vida é dar sentido à vida. Não existe, ou deve existir, um fim. Pense num alpinista
que se prepara para subir o pico que vê à sua frente e, depois de muito esforço, consegue. De lá de
[30] cima, pode fazer duas coisas: se dar por satisfeito e descer, ou olhar em torno e ver todos os picos
que ainda não escalou.
Assim é a busca pelo conhecimento científico: uma escalada por todos os picos que podemos
encontrar. E quando conquistarmos todos eles, basta olhar para cima, e continuar nossa busca no
espaço.
MARCELO GLEISER Adaptado de folha.uol.com.br, 12/10/2014.
Considere um centro de tecnologia que realiza simulações para lançamentos de satélites até a órbita terrestre, utilizando partículas. Em uma das simulações, em condições ideais, uma partícula lançada teve seu alcance horizontal máximo, em metros, igual à raiz positiva da seguinte equação:
x - 0,1x2 = 0
Nessa simulação, o alcance horizontal máximo obtido, em metros, é igual a:
Questão 11 15409542
CAp-UERJ 1 Ano - Ensino Médio 2024CIÊNCIA E O SENTIDO DA VIDA
Outro dia, estava dando uma palestra, quando alguém me fez “aquela” pergunta: professor, por
que o senhor é cientista? Respondi que não podia ser outra coisa, que considerava um privilégio
poder dedicar minha vida ao ensino e à pesquisa. Mas o que de fato está por trás dessa profissão,
ao menos para mim, é uma oportunidade única para criarmos algo de novo, algo que nos diferencie
[5] do resto.
A ciência oferece uma oportunidade para que possamos nos engajar com o “mistério”, como o
físico Albert Einstein chamava nossa atração pelo desconhecido: “A emoção mais significativa que
podemos sentir é o mistério. Ela é o berço da verdadeira arte e da ciência. Quem não a conhece e
não é mais capaz de se maravilhar está mais morto do que vivo, como uma vela que se apagou”.
[10] Para Einstein, nossas criações são produto desse questionamento incessante sobre quem somos
e sobre o mundo à nossa volta. A ciência abre portas para o desconhecido, para o que nos foge aos
sentidos. Aquilo que não vemos ou ouvimos é tão real quanto o que percebemos.
Usamos instrumentos variados para amplificar nossa percepção da realidade, mesmo sabendo
que nossa visão será sempre limitada: qualquer microscópio, telescópio ou detector tem alcance
[15] e precisão determinados pelo estado da tecnologia. É claro que um telescópio do século 19 não
pode competir com os telescópios bastante avançados de hoje, que podem monitorar até satélites.
Esse fato tem uma consequência importante: o que captamos do mundo depende das tecnologias
que usamos. Ou seja, com o avanço delas, muda, muitas vezes, nossa visão de mundo. Um exemplo
que já usei aqui é o microscópio. A visão da vida antes e depois da invenção do microscópio mudou
[20] completamente. O instrumento, inventado ao fim do século 17, permitiu que víssemos criaturas
invisíveis aos olhos. Com isso, novas perguntas sobre a natureza da vida puderam ser feitas – perguntas
que, antes da invenção do microscópio, não eram nem vislumbradas.
Essa é uma lição importante: o conhecimento não evolui de forma linear; seu crescimento é
imprevisível, interagindo com as tecnologias que temos ao nosso dispor. Portanto, o mistério que
[25] nos cerca, e que tanto fascinava Einstein, estará sempre à nossa volta: não há como decifrá-lo por
completo. Sendo um caminho para o conhecimento, a ciência nos oferece uma oportunidade de
estar sempre buscando, e crescendo com a busca.
O sentido da vida é dar sentido à vida. Não existe, ou deve existir, um fim. Pense num alpinista
que se prepara para subir o pico que vê à sua frente e, depois de muito esforço, consegue. De lá de
[30] cima, pode fazer duas coisas: se dar por satisfeito e descer, ou olhar em torno e ver todos os picos
que ainda não escalou.
Assim é a busca pelo conhecimento científico: uma escalada por todos os picos que podemos
encontrar. E quando conquistarmos todos eles, basta olhar para cima, e continuar nossa busca no
espaço.
MARCELO GLEISER Adaptado de folha.uol.com.br, 12/10/2014.
No texto, Marcelo Gleiser expõe opiniões sobre o tema abordado.
Uma dessas opiniões está presente em:
Questão 23 15407109
CEFET-RJ Integrado 2024Em dias chuvosos ou com muita umidade é normal o vidro dos carros embaçar, o que dificulta a visão dos motoristas para direção.
A opção que apresenta a mudança de estado físico responsável pelo vidro do carro embaçar na situação descrita é a:
Questão 22 15407108
CEFET-RJ Integrado 2024O bate-estacas é um equipamento usado em construções. O seu princípio de funcionamento é muito simples: um motor suspende um bloco muito pesado a uma certa altura. Quando ele chega no ponto mais alto, é então abandonado sobre uma estaca de concreto que se pretende fincar no solo. A cada impacto a estaca afunda um pouco mais, até atingir a profundidade desejada.
Supondo que o bloco de massa de 200 kg seja elevado a uma altura de 5,0 metros a fim de golpear a estaca. Considerando que a gravidade no local é de 10 m/s2, o trabalho realizado pelo motor para elevar essa massa será de:
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