Questões de EFAF Ciências - Corpo humano
1.319 Questões
Questão 32 10262392
OBC 1° Fase 2022A ataxia é uma alteração neurológica caracterizada pela perda da coordenação motora, do equilíbrio e do controle dos músculos voluntários.
Muitas vezes, está associada a infecções e a doenças degenerativas do sistema nervoso central. Indivíduos afetados pela ataxia apresentam comprometimento na seguinte estrutura encefálica:
Questão 18 10224978
OBR 1° Ano - Modalidade Teórica Nível 5 Fase 2 2022Faz alguns anos que engenheiros biomédicos da Universidade da Califórnia criaram um micro robô que consegue transportar medicamentos pelo organismo do paciente. Em seu estudo, as máquinas foram capazes de espalhar antibióticos pelo corpo, alcançando partes específicas para ajudar na cura. Os resultados foram animadores para o paciente, que sofria com uma úlcera causada pela bactéria Helicobacter pylori. Embora ainda não esteja disponível ao público, essa tecnologia é promissora, em especial porque aumenta a eficácia do tratamento e diminui efeitos colaterais como náuseas e dores de cabeça.
Fonte: https://telemedicinamorsch.com.br/blog/robos-na-medicina#:~:text=Humanizam%20o%20atendimento%20a%20dist%C3%A2ncia,por%20doen%C3%A7as%20infecciosas%2C%20por%20exemplo.
Na terapêutica das doenças mencionadas, alguns desses fármacos atuam:
Questão 30 10131321
CMBel 1°ano - Matemática e Português 2022/23Leia o texto para responder a questão.
Texto
Um em cada três adolescentes no país sofre de transtornos mentais comuns
Pesquisa mostra que 30% dos jovens têm problemas que podem levar à depressão
[...]
O dado vem de uma pesquisa inédita no país, que analisou informações de 85 mil jovens de 12 a 17 anos de escolas públicas e privadas de 124 municípios com mais de 100 mil habitantes. O objetivo do Estudo de Riscos Cardiovasculares em Adolescentes (Erica) foi, justamente, levantar a disseminação de fatores de perigo para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Entre esses fatores, estão os Transtornos Mentais Comuns (TMC), por causa do desequilíbrio hormonal que podem provocar, além de outros, como obesidade, hipertensão e tabagismo.

Fonte: Estudo de Riscos Cardiovasculares em Adolescentes (Erica) Disponível em: . Acesso em: 16 set. 2022.
Segundo o texto e os dados apresentados, é correto afirmar que
Questão 48 15484660
CPM/ERJ 6 ano 2021Os órgãos dos nossos sentidos captam os estímulos do ambiente e os transmitem para o cérebro através de sinais chamados:
Questão 15 15395661
IFRJ 2021Lento, rápido, sonâmbulo: a pandemia trocou-nos as voltas ao tempo
Quando a pandemia chegou, não demorou a fazer-se sentir: as rotinas estilhaçaram-se, o nosso espaço encolheu, a escolha dissolveu-se em dias iguais e o receio instalou-se a nosso lado. Tudo isso contribuiu para que olhássemos para o tempo de forma diferente: desabituados do cotidiano que levávamos até então e privados de fazer planos sem amarras, houve quem sentisse as horas e os dias a arrastarem-se na incerteza, mas houve também quem sentisse que passavam a voar.
Este é um tempo distorcido, como no quadro surrealista A Persistência da Memória, de Salvador Dalí. É um tempo pervertido pela nossa ideia do que é o tempo e, agora, pela pandemia. Os ritmos mudaram e ficaram tingidos por esta existência pandêmica. O antropólogo alemão Felix Ringel estuda o tempo. Acredita que "foram as medidas tomadas contra a propagação do vírus que se tornaram mais relevantes na forma como a nossa experiência de tempo foi afetada". O que levou, então, a estas diferentes percepções do tempo?
"A nossa noção de espaço foi limitada, a nossa mobilidade tornou-se confinada, estamos todos em quarentena em casa — e a casa deixou de ser o sítio aonde adoramos voltar depois de um longo dia para ser o único sítio em que podemos estar", justifica o antropólogo. A monotonia apoderou-se dos dias. Para quem enfrentou situações mais difíceis, os ponteiros do relógio podem parecer ter teimado em não avançar. Esta sucessão de acontecimentos, "como o espetáculo da morte permanente, faz-nos sentir como se estivéssemos mesmo numa dobra do tempo", teoriza a escritora Lídia Jorge. "A ideia que tenho é que estamos numa prova existencial imensa."
A idade também afeta o nosso tempo sensorial. O que a ciência nos diz é que o tempo parece passar mais rapidamente à medida que envelhecemos. O físico italiano Carlo Rovelli não tem dúvidas: "Basta pensar nos longos verões quando éramos crianças. Aqueles dias que nunca acabavam. E o futuro que era uma imensidade tão distante? E depois a vida fica rápida e mais rápida, e mais perto do final parece que voou num minuto..." Interiorizamos o tempo com base naquilo que temos disponível para comparação: o tempo vivido. Na ânsia de regressar à escola e de estar com os amigos, as crianças e adolescentes podem sentir esta desaceleração do tempo que, para elas, já tenderia a passar mais devagar. Assim, parece que o confinamento nunca acaba. "A paciência e o tempo de um jovem não é o de uma pessoa da minha idade", explica Lídia Jorge, de 74 anos. "Nós temos outra complacência perante o correr do tempo. Para um jovem, dizer que isto só vai melhorar no Verão é uma catástrofe. Três ou quatro meses na vida deles ocupa um tempo enorme", observa a escritora.
Não é a primeira vez que estamos perante uma pandemia, não deverá ser a última, e há ensinamentos que nos deverão guiar nesses trêmulos passos futuros. "Esta geração vai ficar marcada como a geração da minha avó ficou marcada pela gripe espanhola ", recorda Lídia Jorge. "Lembro-me perfeitamente de ela me contar as pessoas que tinham morrido e ela tinha sempre a ideia das privações por que tinham passado, do horror e do que era a morte das pessoas jovens nessa altura." Para a escritora, "isto que está a acontecer está a fazer estremecer a relação de cada pessoa com o tempo de uma forma muito intensa." A pandemia surge aqui como um travão nas nossas vidas aceleradas. "Eu senti uma outra dimensão do tempo, mas não na natureza de rápido ou devagar: na intensidade de conhecimento. Como se estivesse a receber uma imensa lição. A ideia que tenho é que se abriu uma espécie de janela do mundo e estou a ver o mundo de forma completamente diferente", diz a escritora.
De qualquer forma, este tempo passado em casa não será em vão para os mais novos. "Isto que lhes está a acontecer é uma lição imensa que é mais importante e terá um alcance muito maior na vida deles do que as matérias que iriam ter nas aulas. Isto é uma espécie de aviso para uma geração", continua Lídia Jorge. "Irão ficar marcados pelo sentimento de que a vida inclui a doença, a surpresa, o perigo e a morte." Em suma, urge melhorar os tempos vindouros a partir da incerteza do presente. "As pessoas têm de pensar agora na crise, mas não parecem pensar no futuro além dos próximos meses. Deviam pensar nos próximos cinco, dez anos, para que as comunidades se juntem e para começar de novo este futuro", propõe Felix Ringel. Ou seja, é preciso questionarmo-nos, para que não fiquem oportunidades perdidas pelo caminho: aproveitamos esta oportunidade para repensar aquilo que a vida deveria ser?
Claudia Carvalho Silva
(A ortografia portuguesa desse texto foi modificada para a brasileira, quando pertinente. Sua versão original está disponível online em:publico.pt/2021/02/28/ciencia/noticia/lento-rapido sonambulo-pandemia-trocounos-voltas-tempo-1952153)
Este é um tempo distorcido, como no quadro surrealista A Persistência da Memória, de Salvador Dalí.
O quadro a que o texto se refere, produzido pelo pintor espanhol Salvador Dalí em 1931, é o seguinte:

The Persistence of Memory (1931), disponível online no site do Museu de Arte Moderna de Nova York em: moma.org/collection/works/79018?artist_id=1364.
Na reportagem original, exibe-se também a imagem a seguir, uma versão de 2020 do quadro de Dalí, aqui atualizado pela cartunista portuguesa Cristina Sampaio, levando em consideração o contexto atual.

The Persistence of Epidemic (2020), disponível no site da reportagem, já referenciada, e na página do Instagram da artista: @cristinasampaio_csc.
No que se refere ao diálogo que a segunda imagem estabelece com a pintura original, pode-se afirmar que
Questão 14 15395656
IFRJ 2021Lento, rápido, sonâmbulo: a pandemia trocou-nos as voltas ao tempo
Quando a pandemia chegou, não demorou a fazer-se sentir: as rotinas estilhaçaram-se, o nosso espaço encolheu, a escolha dissolveu-se em dias iguais e o receio instalou-se a nosso lado. Tudo isso contribuiu para que olhássemos para o tempo de forma diferente: desabituados do cotidiano que levávamos até então e privados de fazer planos sem amarras, houve quem sentisse as horas e os dias a arrastarem-se na incerteza, mas houve também quem sentisse que passavam a voar.
Este é um tempo distorcido, como no quadro surrealista A Persistência da Memória, de Salvador Dalí. É um tempo pervertido pela nossa ideia do que é o tempo e, agora, pela pandemia. Os ritmos mudaram e ficaram tingidos por esta existência pandêmica. O antropólogo alemão Felix Ringel estuda o tempo. Acredita que "foram as medidas tomadas contra a propagação do vírus que se tornaram mais relevantes na forma como a nossa experiência de tempo foi afetada". O que levou, então, a estas diferentes percepções do tempo?
"A nossa noção de espaço foi limitada, a nossa mobilidade tornou-se confinada, estamos todos em quarentena em casa — e a casa deixou de ser o sítio aonde adoramos voltar depois de um longo dia para ser o único sítio em que podemos estar", justifica o antropólogo. A monotonia apoderou-se dos dias. Para quem enfrentou situações mais difíceis, os ponteiros do relógio podem parecer ter teimado em não avançar. Esta sucessão de acontecimentos, "como o espetáculo da morte permanente, faz-nos sentir como se estivéssemos mesmo numa dobra do tempo", teoriza a escritora Lídia Jorge. "A ideia que tenho é que estamos numa prova existencial imensa."
A idade também afeta o nosso tempo sensorial. O que a ciência nos diz é que o tempo parece passar mais rapidamente à medida que envelhecemos. O físico italiano Carlo Rovelli não tem dúvidas: "Basta pensar nos longos verões quando éramos crianças. Aqueles dias que nunca acabavam. E o futuro que era uma imensidade tão distante? E depois a vida fica rápida e mais rápida, e mais perto do final parece que voou num minuto..." Interiorizamos o tempo com base naquilo que temos disponível para comparação: o tempo vivido. Na ânsia de regressar à escola e de estar com os amigos, as crianças e adolescentes podem sentir esta desaceleração do tempo que, para elas, já tenderia a passar mais devagar. Assim, parece que o confinamento nunca acaba. "A paciência e o tempo de um jovem não é o de uma pessoa da minha idade", explica Lídia Jorge, de 74 anos. "Nós temos outra complacência perante o correr do tempo. Para um jovem, dizer que isto só vai melhorar no Verão é uma catástrofe. Três ou quatro meses na vida deles ocupa um tempo enorme", observa a escritora.
Não é a primeira vez que estamos perante uma pandemia, não deverá ser a última, e há ensinamentos que nos deverão guiar nesses trêmulos passos futuros. "Esta geração vai ficar marcada como a geração da minha avó ficou marcada pela gripe espanhola ", recorda Lídia Jorge. "Lembro-me perfeitamente de ela me contar as pessoas que tinham morrido e ela tinha sempre a ideia das privações por que tinham passado, do horror e do que era a morte das pessoas jovens nessa altura." Para a escritora, "isto que está a acontecer está a fazer estremecer a relação de cada pessoa com o tempo de uma forma muito intensa." A pandemia surge aqui como um travão nas nossas vidas aceleradas. "Eu senti uma outra dimensão do tempo, mas não na natureza de rápido ou devagar: na intensidade de conhecimento. Como se estivesse a receber uma imensa lição. A ideia que tenho é que se abriu uma espécie de janela do mundo e estou a ver o mundo de forma completamente diferente", diz a escritora.
De qualquer forma, este tempo passado em casa não será em vão para os mais novos. "Isto que lhes está a acontecer é uma lição imensa que é mais importante e terá um alcance muito maior na vida deles do que as matérias que iriam ter nas aulas. Isto é uma espécie de aviso para uma geração", continua Lídia Jorge. "Irão ficar marcados pelo sentimento de que a vida inclui a doença, a surpresa, o perigo e a morte." Em suma, urge melhorar os tempos vindouros a partir da incerteza do presente. "As pessoas têm de pensar agora na crise, mas não parecem pensar no futuro além dos próximos meses. Deviam pensar nos próximos cinco, dez anos, para que as comunidades se juntem e para começar de novo este futuro", propõe Felix Ringel. Ou seja, é preciso questionarmo-nos, para que não fiquem oportunidades perdidas pelo caminho: aproveitamos esta oportunidade para repensar aquilo que a vida deveria ser?
Claudia Carvalho Silva
(A ortografia portuguesa desse texto foi modificada para a brasileira, quando pertinente. Sua versão original está disponível online em:publico.pt/2021/02/28/ciencia/noticia/lento-rapido sonambulo-pandemia-trocounos-voltas-tempo-1952153)
E o futuro que era uma imensidade tão distante?
A pergunta feita pelo físico Carlo Rovelli no quarto parágrafo tem a função de
06
![[Marketing] Questao Topo - deslogado](https://storage.estuda.com.br/banners/0_6b7ebee90b03af1c560c73bb8bcce34a_banner_deslogado_70_dias.png)