Questões de EFAF Ciências
15.501 Questões
Questão 4 10576553
FAETEC 2014TEXTO – VALOR
Gustavo Krause
Há duas espécies de erro: o erro a favor da gente e o erro contra a gente.
O primeiro erro é fenômeno essencial ao processo de conhecimento, e tem valor. O cientista não o pode dispensar: para encontrar o antídoto para determinado veneno, por exemplo, precisa experimentar diferentes combinações e misturas, testando-as, em controladas doses, em cobaias animais e humanas, comparando reações e efeitos, até chegar ao antídoto mais eficiente e menos contraindicado. Na sucessão das experiências há muitos erros, muitos resultados que não funcionam como se quer – esses erros são indispensáveis para eliminar alternativas inúteis, e assim aumentar a possibilidade do acerto final.
O processo ensaio-e-erro, inclusive, costuma produzir efeitos inesperados, resultantes da presença do acaso. Através da procura de antídotos se pode chegar a descobertas imprevisíveis, e mesmo a outras substâncias tão úteis à humanidade quanto os antídotos.
O canhão de um encouraçado pretende atingir o porta-aviões inimigo. Seu primeiro tiro respinga água à direita do porta-aviões. Daí, o artilheiro manobra o canhão para a esquerda, e o segundo tiro respinga água à esquerda. No terceiro tiro, o artilheiro está sabendo que a embarcação inimiga não está em qualquer lugar no mar, e sim num ponto entre as duas tentativas anteriores – logo, ele se aproxima do alvo.
Os dois primeiros tiros foram erros. Mas erros a favor do artilheiro, estabelecendo limites necessários, de modo a se diminuir a possibilidade de outros erros, aumentando a possibilidade do acerto desejado. Donde, erros indispensáveis.
(...) Entretanto, o erro deixa de ser indispensável ao processo do conhecimento e passa a ser, ao contrário, claramente prejudicial, quando se repete. Quando, ao estabelecer o limite para a procura do acerto, se fixa no próprio limite e interrompe o processo. Como se o artilheiro, por nervosismo e incompetência, continuasse acertando água – logo acertariam nele e no seu encouraçado. Como se o cientista insistisse numa substância que matasse uma cobaia após a outra, desconhecendo o erro, desconhecendo a necessidade de usar o erro para mudar e procurar acertar.
Eis o erro contra a gente.
“Há duas espécies de erro: o erro a favor e o erro contra a gente”. / “O cientista não pode o dispensar: para encontrar o antídoto para determinado veneno...”.
Nesses dois segmentos ocorre o emprego dos dois-pontos(:), com, respectivamente, as seguintes finalidades:
Questão 2 10576538
FAETEC 2014TEXTO – VALOR
Gustavo Krause
Há duas espécies de erro: o erro a favor da gente e o erro contra a gente.
O primeiro erro é fenômeno essencial ao processo de conhecimento, e tem valor. O cientista não o pode dispensar: para encontrar o antídoto para determinado veneno, por exemplo, precisa experimentar diferentes combinações e misturas, testando-as, em controladas doses, em cobaias animais e humanas, comparando reações e efeitos, até chegar ao antídoto mais eficiente e menos contraindicado. Na sucessão das experiências há muitos erros, muitos resultados que não funcionam como se quer – esses erros são indispensáveis para eliminar alternativas inúteis, e assim aumentar a possibilidade do acerto final.
O processo ensaio-e-erro, inclusive, costuma produzir efeitos inesperados, resultantes da presença do acaso. Através da procura de antídotos se pode chegar a descobertas imprevisíveis, e mesmo a outras substâncias tão úteis à humanidade quanto os antídotos.
O canhão de um encouraçado pretende atingir o porta-aviões inimigo. Seu primeiro tiro respinga água à direita do porta-aviões. Daí, o artilheiro manobra o canhão para a esquerda, e o segundo tiro respinga água à esquerda. No terceiro tiro, o artilheiro está sabendo que a embarcação inimiga não está em qualquer lugar no mar, e sim num ponto entre as duas tentativas anteriores – logo, ele se aproxima do alvo.
Os dois primeiros tiros foram erros. Mas erros a favor do artilheiro, estabelecendo limites necessários, de modo a se diminuir a possibilidade de outros erros, aumentando a possibilidade do acerto desejado. Donde, erros indispensáveis.
(...) Entretanto, o erro deixa de ser indispensável ao processo do conhecimento e passa a ser, ao contrário, claramente prejudicial, quando se repete. Quando, ao estabelecer o limite para a procura do acerto, se fixa no próprio limite e interrompe o processo. Como se o artilheiro, por nervosismo e incompetência, continuasse acertando água – logo acertariam nele e no seu encouraçado. Como se o cientista insistisse numa substância que matasse uma cobaia após a outra, desconhecendo o erro, desconhecendo a necessidade de usar o erro para mudar e procurar acertar.
Eis o erro contra a gente.
“Há duas espécies de erros”; essa frase inicial do texto estaria gramaticalmente ERRADA se fosse escrita do seguinte modo:
Questão 49 10545205
SENAI 1º Ano - CGE 2079 2014/1As máquinas simples são dispositivos capazes de ajudar o homem a cumprir uma determinada tarefa com um mínimo de esforço muscular facilitando o trabalho.
Nas alavancas, um tipo de máquina simples, o esforço feito pelo operador para movimentar a máquina é denominado
Questão 60 10539533
Colégio Embraer 2014Atualmente, tem havido uma discussão sobre o uso da agricultura orgânica em substituição à agricultura convencional.
Embora uma das críticas à utilização da agricultura orgânica seja, em alguns casos, sua baixa produtividade, a vantagem de seu uso em relação à agricultura convencional é que ela
Questão 59 10539488
Colégio Embraer 2014Leia o texto a seguir.
Quando a vida surgiu no universo?
Há cerca de 3,5 bilhões de anos, já havia na Terra primitiva atividade de organismos unicelulares (cianobactérias), como atestam estruturas sedimentares de origem orgânica (os chamados estromatólitos) encontradas, por exemplo, na Austrália. Qual a origem das moléculas orgânicas que são a base do fenômeno da vida? Uma primeira resposta sugere que aminoácidos poderiam ter sido criados a partir de moléculas presentes na atmosfera terrestre expostas à radiação ultravioleta e a descargas elétricas. Outra possibilidade, no entanto, é a origem extraterrestre desses componentes. Estudos de exoplanetas e simulações computacionais sobre a evolução química das estrelas levam a inferir que a vida pode ter sido desenvolvida há cerca de 11 bilhões de anos e pode estar presente em diferentes galáxias. Em 2004, a sonda espacial Stardust coletou material da cauda do cometa P/Wild, e sua análise mostrou a presença de glicina (aminoácido presente em proteínas), bem como compostos à base de dois elementos essenciais à vida como a conhecemos, nitrogênio e carbono.
(Ciência Hoje, publicado em 11.09.2014. Atualizado em 11/09/2014. Adaptado)
Quando se trata de discriminar idades relacionadas a acontecimentos do passado da Terra, nos deparamos com números gigantescos. Por isso, estes números são descritos por meio de uma notação científica que busca uma forma padronizada de apresentá-los.
Utilizando essa notação, a representação da idade do surgimento da vida na Terra e em outras galáxias são, respectivamente,
Questão 54 10539340
Colégio Embraer 2014Leia o texto a seguir.
Atualmente, os anuros são reconhecidos como um dos grupos de animais mais ameaçados de extinção em todo o mundo, e vêm sofrendo uma crise de grandes proporções desde a década de 1980. Cerca de 30% das espécies de anuros correm risco de desaparecer nos próximos anos. Sabe-se que a causa dos declínios e das extinções desses animais está associada em última instância às alterações ambientais geradas pela ação do homem sobre o meio. Em outras palavras, ainda que não intencionalmente, somos nós os responsáveis pelo quadro dramático de risco de extinção que os anuros enfrentam hoje.
(Estudos Avançados, vol. 24, n.o 68, São Paulo, 2010. Adaptado)
Dentre as causas, resultado das alterações ambientais feitas pelo homem e que afetam os anfíbios, devido a seu modo de vida, cita-se
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