Questões de EFAF Ciências - Matéria e Energia (Química)
2.140 Questões
Questão 7 10723504
COTIL 1° Ano 2012Texto para a questão.
O CÉREBRO ELETRÔNICO

Quando o computador foi inventado, em 1946 – aliás, eu também fui inventado em 46 –, pesava 14 toneladas. Imagine o tamanho. E não se chamava computador. O nome da engenhoca era ‘cérebro eletrônico’. Era um invento assustador. Ficava dentro de uma espécie de armazém, tinha rolos de fitas imensos, fazia um barulho danado. Parecia um monstro. Mas os inventores foram logo acalmando as pessoas (a guerra tinha acabado havia um ano): ‘até o final do século, teremos computadores que pesarão apenas 1 tonelada’.
Pois o século terminou e hoje ele pesa 3 quilinhos. E passou a se chamar ‘micro’. E continua emagrecendo. E, ao contrário do que previa o Gilberto Gil em 69, na música ‘Cérebro Eletrônico’, ele já fala. Não só fala como às vezes duvida de você e – acintosamente – pergunta: ‘Você tem certeza de que quer fazer isso ou aquilo?’
Uns 20 anos depois, lá pelos anos 60, na África do Sul, um tal de doutor Barnard fez o primeiro transplante de coração. Tirou de um sujeito e colocou em outro. O cara não viveu muito tempo, não. Mas a coisa foi evoluindo e hoje qualquer clínica ali na esquina tá fazendo transplante baratinho, baratinho. Transplantam tudo hoje em dia. Menos a inteligência e a alma (se é que existe mesmo). A miss Brasil do ano passado tinha feito 19 operações plásticas. Assim, até eu, minha senhora. E agora começaram a transplantar com órgãos artificiais. ‘Matéria plástica, que coisa elástica, que coisa drástica’, como já reclamavam o Ari Toledo e o Carlinhos Lyra nos mesmos anos 60, numa música chamada ‘Subdesenvolvido’.
E você deve estar perguntando: aonde é que este cara quer chegar?
Quero chegar no chip. Que, segundo o Houaiss, é uma ‘pequena lâmina miniaturizada (em geral de silício), usada na construção de transistores, díodos ou outros semicondutores, capaz de realizar diversas funções mais ou menos complexas’. Estão colocando chips dentro do nosso corpo. Ou seja, pedaços de computadores, nacos de cérebros eletrônicos.
Ou seja, talvez até o final deste século (ou menos, muito menos) a gente não vá mais precisar dos computadores. Nós vamos ser um computador ambulante. Será que seremos todos brancos ou existirão ainda os negros, os amarelos e os vermelhos? Será que ainda vamos estar com mania de querermos ser computadores do Primeiro Mundo? Os americanos terão mais bits que os sulamericanos? O homem-computador do Iraque será desligado das tomadas e das pilhas? A bateria vai acabar ou seremos, finalmente, imortais? (...)
Mário Prata. O cérebro eletrônico. Revista Época, 20/02/2009.
Leia as frases abaixo e indique em qual delas o sentido do termo grifado está corretamente indicado entre parênteses:
Questão 2 10723481
COTIL 1° Ano 2012Texto para a questão.
O CÉREBRO ELETRÔNICO

Quando o computador foi inventado, em 1946 – aliás, eu também fui inventado em 46 –, pesava 14 toneladas. Imagine o tamanho. E não se chamava computador. O nome da engenhoca era ‘cérebro eletrônico’. Era um invento assustador. Ficava dentro de uma espécie de armazém, tinha rolos de fitas imensos, fazia um barulho danado. Parecia um monstro. Mas os inventores foram logo acalmando as pessoas (a guerra tinha acabado havia um ano): ‘até o final do século, teremos computadores que pesarão apenas 1 tonelada’.
Pois o século terminou e hoje ele pesa 3 quilinhos. E passou a se chamar ‘micro’. E continua emagrecendo. E, ao contrário do que previa o Gilberto Gil em 69, na música ‘Cérebro Eletrônico’, ele já fala. Não só fala como às vezes duvida de você e – acintosamente – pergunta: ‘Você tem certeza de que quer fazer isso ou aquilo?’
Uns 20 anos depois, lá pelos anos 60, na África do Sul, um tal de doutor Barnard fez o primeiro transplante de coração. Tirou de um sujeito e colocou em outro. O cara não viveu muito tempo, não. Mas a coisa foi evoluindo e hoje qualquer clínica ali na esquina tá fazendo transplante baratinho, baratinho. Transplantam tudo hoje em dia. Menos a inteligência e a alma (se é que existe mesmo). A miss Brasil do ano passado tinha feito 19 operações plásticas. Assim, até eu, minha senhora. E agora começaram a transplantar com órgãos artificiais. ‘Matéria plástica, que coisa elástica, que coisa drástica’, como já reclamavam o Ari Toledo e o Carlinhos Lyra nos mesmos anos 60, numa música chamada ‘Subdesenvolvido’.
E você deve estar perguntando: aonde é que este cara quer chegar?
Quero chegar no chip. Que, segundo o Houaiss, é uma ‘pequena lâmina miniaturizada (em geral de silício), usada na construção de transistores, díodos ou outros semicondutores, capaz de realizar diversas funções mais ou menos complexas’. Estão colocando chips dentro do nosso corpo. Ou seja, pedaços de computadores, nacos de cérebros eletrônicos.
Ou seja, talvez até o final deste século (ou menos, muito menos) a gente não vá mais precisar dos computadores. Nós vamos ser um computador ambulante. Será que seremos todos brancos ou existirão ainda os negros, os amarelos e os vermelhos? Será que ainda vamos estar com mania de querermos ser computadores do Primeiro Mundo? Os americanos terão mais bits que os sulamericanos? O homem-computador do Iraque será desligado das tomadas e das pilhas? A bateria vai acabar ou seremos, finalmente, imortais? (...)
Mário Prata. O cérebro eletrônico. Revista Época, 20/02/2009.
Leia o trecho: ‘Será que seremos todos brancos ou existirão ainda os negros, os amarelos e os vermelhos? Será que ainda vamos estar com mania de querermos ser computadores do Primeiro Mundo? Os americanos terão mais bits que os sul-americanos? O homem-computador do Iraque será desligado das tomadas e das pilhas? A bateria vai acabar ou seremos, finalmente, imortais?’
Questão 42 10681679
CN 2º Dia - Português (Amarela) 2012Uma nova mania na Europa consiste em "consumir" oxigênio puro. As embalagens são latas exclusivas com inalador em forma de copo, são fabricadas na Suíça e contem 99,5% de oxigênio. Basta pressionar o copo inalador contra a vasilha para liberar oxigênio e respirar. Este sistema, chamado de OXYFIT, não é um sistema de liberação contínua do gás, mas libera o oxigênio a cada inalação.
Consumido em alguns países da América do Norte e da Europa, este produto, chamado de Opur, é vendido em embalagens de 2 litros que contêm o equivalente a 10-15 inalações, em média. Mas há também versões de 5 e de 8 litros, esta última contendo 160 gramas do gás. Os preços variam de US$ 10 a US$ 32 a garrafa.
Considerando os dados acima e sabendo que a massa molar do oxigênio (O2) é igual a 32 g/mol, assinale a opção que apresenta corretamente o número de mols de gás oxigênio, contidos numa embalagem de 8 litros de Opur, e a densidade do conteúdo, respectivamente.
Questão 41 10681678
CN 2º Dia - Português (Amarela) 2012Átomos participam de uma ligação química com o propósito de
Questão 40 10681666
CN 2º Dia - Português (Amarela) 2012Considere um átomo neutro de enxofre (16S32) que ao receber dois elétrons se transforma no íon (16S32)-2.
Este íon resultante apresentará os números de prótons, elétrons e nêutrons, respectivamente, iguais a
Questão 36 10681647
CN 2º Dia - Português (Amarela) 2012O fosfato de cálcio, Ca3(PO4)2, é um dos compostos utilizados recentemente em pesquisas na obtenção de cimento ortopédico. A reação entre o óxido de cálcio com ácido fosfórico é uma das formas de obtenção do Ca3(PO4)2.
Assinale a opção que representa a reação química balanceada de obtenção do fosfato de cálcio a partir de óxido de cálcio e ácido fosfórico.
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