Questões de EFAF Ciências - Corpo humano
1.319 Questões
Questão 6 10736724
COLÉGIO SÓLIDO* 1º Ano 2019Texto para a questão.
Nova descoberta pode levar à cura de Alzheimer
Pesquisadores usaram um composto que impediu os mecanismos de defesa de se manifestarem, e por sua vez interrompeu o processo de degeneração dos neurônios.
O estudo, divulgado na publicação científica Science Translational Medicine , mostrou que camundongos com doença de príon desenvolveram problemas graves de memória e de movimento. Eles morreram em um período de 12 semanas. No entanto, aqueles que receberam o composto não mostraram qualquer sinal de tecido cerebral sendo destruído.
A coordenadora da pesquisa, Giovanna Mallucci, disse à BBC: Eles estavam muito bem, foi extraordinário. (...) Ela disse que o composto oferece um novo caminho que pode muito bem resultar em drogas de proteção e o próximo passo seria empresas farmacêuticas desenvolverem um medicamento para uso em seres humanos.
Os efeitos colaterais são um problema. O composto também atuou no pâncreas, ou seja, os camundongos desenvolveram uma forma leve de diabetes e perda de peso. Qualquer medicamento humano precisará agir apenas sobre o cérebro.
Comentando a pesquisa, Roger Morris da King ’ s College London, disse: Esta descoberta, eu suspeito, será julgada pela história como um acontecimento importante na busca de medicamentos para controlar e prevenir o Alzheimer.
Ele disse à BBC que uma cura para a doença de Alzheimer não era iminente, mas disse que está muito animado, pois é o primeiro teste feito em um animal vivo que prova ser possível retardar a degeneração de neurônios. O mundo não vai mudar amanhã, mas este é um estudo de referência.
David Allsop, professor de neurociência da Universidade de Lancaster, descreveu os resultados como muito impressionante e encorajador, mas advertiu que era necessário mais pesquisas para ver como as descobertas se aplicam a doenças como Alzheimer e Parkinson.
Eric Karran, diretor de pesquisa da organização sem fins lucrativos Alzheimer’s Research UK, disse: “Focar em um mecanismo relevante para uma série de doenças neurodegenerativas poderia render um único medicamento com benefícios de grande alcance, mas este composto ainda está em uma fase inicial.” É importante que estes resultados sejam repetidos e testados em outras doenças neurodegenerativas, incluindo o mal de Alzheimer.
BBC BRASIL. Nova descoberta pode levar a cura de Alzheimer. 10 de outubro de 2013.
Adaptado de:
A partir da leitura do texto e de seus pressupostos, julgue os itens como verdadeiros ou falsos.
I. A droga desenvolvida por Mallucci é capaz de regenerar o tecido neuronal.
II. Os efeitos colaterais provocados pelo uso da droga precisam ser controlados nos próximos estudos.
III. Os efeitos colaterais demonstraram-se irrelevantes, uma vez que a droga só age sobre o cérebro.
IV. Roger Morris afirma que o King ’ s College London fará um julgamento para adotar um posicionamento histórico sobre o uso da droga.
V. Para Morris, a droga futuramente será vista como um marco no desenvolvimento de um medicamento para o mal de Alzheimer.
Assinale a alternativa CORRETA.
Questão 3 10716349
CMBH 1°ano - Prova de Português 2019Texto

[1] O autismo — nome técnico oficial: Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) — é uma
condição de saúde caracterizada por déficit na interação social, na comunicação e no comportamento.
Não há só um, mas muitos subtipos do transtorno. Tão abrangente que se usa o termo “espectro”, pelos
vários níveis de comprometimento — há desde pessoas com condições associadas (comorbidades),
[5] como deficiência intelectual e epilepsia, até pessoas independentes, que levam uma vida comum.
Algumas nem sabem que são autistas, pois jamais tiveram diagnóstico.
Não é conhecida completamente a causa do autismo, por ser um transtorno multifatorial. Porém,
estudos recentes têm demonstrado que fatores genéticos são os mais importantes na determinação de
suas causas (estimados entre 70% e 90% — e ligados a mais de mil genes), além de fatores ambientais,
[10] ainda controversos, poderem estar associados.
Tratamento e sinais
Alguns sinais de autismo podem aparecer a partir de um ano e meio de idade, e mesmo antes, em
casos mais graves. Há uma grande importância em iniciar o tratamento o quanto antes — mesmo que
seja apenas uma suspeita clínica, ainda sem diagnóstico fechado — pois, quanto mais cedo começarem
as intervenções, maiores serão as possibilidades de melhorar a qualidade de vida da pessoa. O
[15] tratamento psicológico com maior evidência de eficácia, segundo a Associação Americana de
Psiquiatria, é a terapia de intervenção comportamental. O tratamento para autismo é personalizado e
interdisciplinar: além da psicologia, pacientes podem se beneficiar com fonoaudiologia, terapia
ocupacional, entre outros, conforme a necessidade de cada autista. Na escola, um mediador pode trazer
grandes benefícios ao aprendizado e à interação social.
[20] Alguns sintomas, como irritabilidade, agitação, autoagressividade, hiperatividade, impulsividade,
desatenção, insônia e outros, podem ser tratados com medicamentos, que devem ser prescritos por um
médico. Dentre os medicamentos indicados, a risperidona, que é da classe dos antipsicóticos atípicos, é o
mais comum deles.
No final de 2007, a ONU declarou 2 de abril como o Dia Mundial de Conscientização do
[25] Autismo, quando cartões-postais do mundo todo se iluminam de azul (cor escolhida por haver, em
média, 4 homens para cada mulher com TEA). O símbolo do autismo é o quebra-cabeça, que denota sua
diversidade e complexidade.
Consulta médica
Veja o quadro, a seguir, em que se elencam alguns sinais de autismo. Apenas três deles, num
criança de um ano e meio, já justificam uma consulta a um médico neuropediatra ou a um psiquiatra da
[30] infância e da juventude. Testes como o M-CHAT (com versão em português) estão disponíveis na
internet para serem aplicados por profissionais.
Sinais de autismo:

- não manter contato visual por mais de 2 segundos;
- não atender quando chamado pelo nome;
- isolar-se ou não se interessar por outras crianças;
- alinhar objetos;
- ser muito preso a rotinas a ponto de entrar em crise;
- não usar brinquedos de forma convencional;
- fazer movimentos repetitivos sem função aparente;
- não falar ou não fazer gestos para mostrar algo;
- repetir frases ou palavras em momentos inadequados, sem a devida função (ecolalia);
- não compartilhar interesse;
- girar objetos sem uma função aparente;
- apresentar interesse restrito ou hiperfoco;
- não imitar;
- não brincar de faz-de-conta.
PAIVA JUNIOR, Francisco. O que é autismo? Revista Autismo, São Paulo, ano V, n.5, p.8, jun./jul./ago. 2019.
Disponível em: Acesso em: 26 ago. 2019. (Texto adaptado.)
O TEXTO apresenta algumas considerações sobre o TEA – Transtorno do Espectro do Autismo – e sua finalidade é:
Questão 1 10716155
CMBH 1°ano - Prova de Português 2019Texto

[1] O autismo — nome técnico oficial: Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) — é uma
condição de saúde caracterizada por déficit na interação social, na comunicação e no comportamento.
Não há só um, mas muitos subtipos do transtorno. Tão abrangente que se usa o termo “espectro”, pelos
vários níveis de comprometimento — há desde pessoas com condições associadas (comorbidades),
[5] como deficiência intelectual e epilepsia, até pessoas independentes, que levam uma vida comum.
Algumas nem sabem que são autistas, pois jamais tiveram diagnóstico.
Não é conhecida completamente a causa do autismo, por ser um transtorno multifatorial. Porém,
estudos recentes têm demonstrado que fatores genéticos são os mais importantes na determinação de
suas causas (estimados entre 70% e 90% — e ligados a mais de mil genes), além de fatores ambientais,
[10] ainda controversos, poderem estar associados.
Tratamento e sinais
Alguns sinais de autismo podem aparecer a partir de um ano e meio de idade, e mesmo antes, em
casos mais graves. Há uma grande importância em iniciar o tratamento o quanto antes — mesmo que
seja apenas uma suspeita clínica, ainda sem diagnóstico fechado — pois, quanto mais cedo começarem
as intervenções, maiores serão as possibilidades de melhorar a qualidade de vida da pessoa. O
[15] tratamento psicológico com maior evidência de eficácia, segundo a Associação Americana de
Psiquiatria, é a terapia de intervenção comportamental. O tratamento para autismo é personalizado e
interdisciplinar: além da psicologia, pacientes podem se beneficiar com fonoaudiologia, terapia
ocupacional, entre outros, conforme a necessidade de cada autista. Na escola, um mediador pode trazer
grandes benefícios ao aprendizado e à interação social.
[20] Alguns sintomas, como irritabilidade, agitação, autoagressividade, hiperatividade, impulsividade,
desatenção, insônia e outros, podem ser tratados com medicamentos, que devem ser prescritos por um
médico. Dentre os medicamentos indicados, a risperidona, que é da classe dos antipsicóticos atípicos, é o
mais comum deles.
No final de 2007, a ONU declarou 2 de abril como o Dia Mundial de Conscientização do
[25] Autismo, quando cartões-postais do mundo todo se iluminam de azul (cor escolhida por haver, em
média, 4 homens para cada mulher com TEA). O símbolo do autismo é o quebra-cabeça, que denota sua
diversidade e complexidade.
Consulta médica
Veja o quadro, a seguir, em que se elencam alguns sinais de autismo. Apenas três deles, num
criança de um ano e meio, já justificam uma consulta a um médico neuropediatra ou a um psiquiatra da
[30] infância e da juventude. Testes como o M-CHAT (com versão em português) estão disponíveis na
internet para serem aplicados por profissionais.
Sinais de autismo:

- não manter contato visual por mais de 2 segundos;
- não atender quando chamado pelo nome;
- isolar-se ou não se interessar por outras crianças;
- alinhar objetos;
- ser muito preso a rotinas a ponto de entrar em crise;
- não usar brinquedos de forma convencional;
- fazer movimentos repetitivos sem função aparente;
- não falar ou não fazer gestos para mostrar algo;
- repetir frases ou palavras em momentos inadequados, sem a devida função (ecolalia);
- não compartilhar interesse;
- girar objetos sem uma função aparente;
- apresentar interesse restrito ou hiperfoco;
- não imitar;
- não brincar de faz-de-conta.
PAIVA JUNIOR, Francisco. O que é autismo? Revista Autismo, São Paulo, ano V, n.5, p.8, jun./jul./ago. 2019.
Disponível em: Acesso em: 26 ago. 2019. (Texto adaptado.)
Das opções abaixo, escolha a que NÃO justifica o uso do termo “espectro” na composição do nome técnico oficial do Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), que “é uma condição de saúde caracterizada por déficit na interação social, na comunicação e no comportamento”:
Questão 47 10251322
OBC 2° Fase 2019A matéria que constitui os seres vivos revela abundância em água, cerca de 75% a 85%, além de proteínas (10 a 15%), lipídios (2 a 3%), glicídios (1%), ácidos nucleicos (1%), e de sais minerais diversos (1%).
Com relação a alguns componentes químicos do corpo humano, assinale a alternativa INCORRETA:
Questão 40 10248298
OBC 1° Fase 2019Apesar da série de polêmicas sobre os efeitos da mestiçagem racial discutidos no século XIX, atualmente a ciência já estabelece que a identidade genética é o que realmente determina a incidência de doenças e anomalias presentes nas populações. Assim, a miscigenação pode diminuir a incidência dessas doenças, ao diminuir estatisticamente o pareamento de genes recessivos naquelas populações.
O heredograma a seguir mostra a ocorrência de uma determinada anomalia em uma família.

A condição demonstrada no heredograma é herdada como característica:
Questão 22 610220
IFPE Integrados 2019/1As FIGURAS 5, 6 e 7 mostram diferentes áreas de lesão do músculo cardíaco. Analise-as para julgar as proposições que seguem.

I. A FIGURA 5 mostra uma pequena área necrosada do músculo liso do coração após a obstrução de um pequeno ramo das artérias coronárias.
II. Embora, na FIGURA 6, a área necrosada seja maior que aquela mostrada na FIGURA 5, isso não ocasiona problema para o músculo cardíaco, que tem alta capacidade de regeneração.
III.Nas FIGURAS 5, 6 e 7, a obstrução das artérias coronárias impede o fluxo sanguíneo para o tecido estriado cardíaco, ocasionando necrose da área afetada e comprometendo a contração muscular.
IV.A obstrução mostrada na FIGURA 7 diminui o fluxo de oxigênio para o músculo cardíaco, que passa a ser suprido diretamente pelo sangue arterial que sai do ventrículo direito.
V. Uma alimentação rica em gorduras saturadas contribui para a formação de placas de gordura nas artérias coronárias, que podem levar ao infarto do miocárdio.
Estão CORRETAS, apenas, as afirmativas
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