Questões de EFAF Ciências - Ecologia
1.580 Questões
Questão 10 10122166
CMRJ 1° Ano - Prova de Português 2014Comida é pasto
Mostrando que com comida não se brinca, o jornalista norte-americano Michael Pollan vem à Flip* defender que voltar à cozinha é um ato político
A geladeira de Michael Pollan não tem Coca-Cola, margarina nem leite de
amêndoas, nova mania das dietas americanas. Tem saquinhos de plástico com
verduras e frutas, potes com feijão e restos do jantar anterior, além de iogurte e
leite de caixinha.
[5] Algumas coisas vêm da própria horta, montada na frente de sua casa em
Berkeley, na Califórnia. No centro da pequena plantação, rodeada por pés de
tomate, abóbora e manjericão, há uma grelha onde ele costuma preparar um porco
inteiro uma vez por ano.
[...]
Michael Pollan é um jornalista americano de 59 anos que virou guru da vida
[10] saudável ao passar os últimos 15 anos escrevendo reportagens e livros sobre os
exageros da indústria alimentícia e alertando sobre nossos excessos à mesa. “Coma
comida, não muita, sobretudo vegetais”, diz seu mantra, explicado no livro “Em
Defesa da Comida” (2008), que critica as dietas ocidentais focadas em nutrientes e
não em alimentos de verdade.
[15] Ele também lançou o manual “Regras da Comida” (2009), com 64 dicas
bem práticas e cheias de bom senso como: “Não coma nada que sua avó não
reconheceria como comida” ou “Compre pratos e copos menores”.
No livro mais recente, “Cozinhar –Uma História Natural da
Transformação” (ed. Intrínseca), lançado em 2013 nos EUA e agora no Brasil, ele
[20] vai além e pede um comprometimento maior em nome da saúde. Diz que devemos
todos voltar à cozinha. Para quem cresceu longe do fogão, parece ser seu conselho
mais difícil.
“Cozinhar sua própria comida é um ato político muito importante”, diz
Michael, um homem alto e charmoso, de fala mansa e risada fácil. “Tem a ver com
[25] independência e autonomia. Abrimos mão de muito poder ao deixar as grandes
corporações cozinharem para nós porque elas decidem quais fazendas vão apoiar e,
normalmente, são bem aquelas que fazem um tipo de agricultura que certamente
você desaprovaria”, diz, fazendo referência a práticas como confinamento cruel de
[30] animais e monoculturas gigantescas.
Ovos, um bom começo
Digo a ele que eu não cozinho, nem minha mãe, e ele quer saber como fui
alimentada. Empregadas domésticas que também fazem comida são comuns no
Brasil, afirmo. “Pelo menos, era um humano cozinhando para você, isso é bom.
Pena que nem todos têm esse privilégio”, diz. “Ovos são um bom começo”, ele
elogia, quando conto que sei fazer omelete.
Um dos problemas de cozinhar, acredita o jornalista, é a lembrança dos
[35] velhos arranjos sexistas de poder dentro de casa. Para ele, foi justamente quando
homem e mulher começavam a pensar em negociar a divisão de tarefas domésticas
que a indústria do fast-food apareceu para resolver o embate. A “liberação
feminina” virou tema de propaganda de frango frito nos EUA.
“Se vamos reviver a cultura da cozinha, não podemos voltar ao passado.
[40] Precisa ser uma cultura diferente, algo a ser compartilhado por homens, mulheres e
crianças”, diz o autor de “O Dilema do Onívoro” (2006), seu primeiro livro sobre a
indústria alimentícia, que o lançou como um novo pensador dos hábitos
alimentares.
O livro veio depois de uma série de artigos sobre agricultura, como um
[45] publicado pelo “New York Times”, no final dos anos 1990, sobre sua visita a uma
plantação de batatas geneticamente modificadas. Tudo era controlado por
computador porque um dos elementos químicos usados para combater manchas
escuras era tão tóxico que o fazendeiro precisava ficar longe do campo por três
dias.
[50] As manchas só apareciam nas batatas daquela variedade, a única que a rede
McDonald's aceitava comprar, já que as batatas fritas da rede precisam ser iguais
no mundo todo. “É fácil culpar o fazendeiro, mas nós demandamos um certo tipo
de produto. Somos cúmplices.”
[...]
Quando nos encontramos, ele estava animado com sua primeira viagem ao
[55] Brasil. Pretendia passar alguns dias em Salvador antes de ir ao Rio e a Paraty para a
Flip. Estava feliz com o encontro que tinha marcado com o médico brasileiro
Carlos Augusto Monteiro, professor titular da Faculdade de Saúde Pública da USP
que desenvolve pesquisas comparando comidas pelo seu grau de processamento e
não apenas pelos nutrientes.
[60] Está curioso para conhecer as churrascarias: “O gado ainda pasta ao ar
livre?”, indaga. Michael é daqueles que, antes de pedir, quer saber a origem da
carne. “Comer é complicado.”
*Flip – Feira Literária Internacional de Paraty
Revista Serafina / Folha de São Paulo, agosto/2014. Comida é pasto, por Fernanda Ezabella. (fragmentos).Disponível em http://folha.uol.com.br/fsp/ilustrada
Afirmando que “não podemos voltar ao passado” (l. 40), para que se possa revitalizar o hábito de preparar a própria comida, Michael Pollan refere-se à
Questão 9 10122161
CMRJ 1° Ano - Prova de Português 2014Comida é pasto
Mostrando que com comida não se brinca, o jornalista norte-americano Michael Pollan vem à Flip* defender que voltar à cozinha é um ato político
A geladeira de Michael Pollan não tem Coca-Cola, margarina nem leite de
amêndoas, nova mania das dietas americanas. Tem saquinhos de plástico com
verduras e frutas, potes com feijão e restos do jantar anterior, além de iogurte e
leite de caixinha.
[5] Algumas coisas vêm da própria horta, montada na frente de sua casa em
Berkeley, na Califórnia. No centro da pequena plantação, rodeada por pés de
tomate, abóbora e manjericão, há uma grelha onde ele costuma preparar um porco
inteiro uma vez por ano.
[...]
Michael Pollan é um jornalista americano de 59 anos que virou guru da vida
[10] saudável ao passar os últimos 15 anos escrevendo reportagens e livros sobre os
exageros da indústria alimentícia e alertando sobre nossos excessos à mesa. “Coma
comida, não muita, sobretudo vegetais”, diz seu mantra, explicado no livro “Em
Defesa da Comida” (2008), que critica as dietas ocidentais focadas em nutrientes e
não em alimentos de verdade.
[15] Ele também lançou o manual “Regras da Comida” (2009), com 64 dicas
bem práticas e cheias de bom senso como: “Não coma nada que sua avó não
reconheceria como comida” ou “Compre pratos e copos menores”.
No livro mais recente, “Cozinhar –Uma História Natural da
Transformação” (ed. Intrínseca), lançado em 2013 nos EUA e agora no Brasil, ele
[20] vai além e pede um comprometimento maior em nome da saúde. Diz que devemos
todos voltar à cozinha. Para quem cresceu longe do fogão, parece ser seu conselho
mais difícil.
“Cozinhar sua própria comida é um ato político muito importante”, diz
Michael, um homem alto e charmoso, de fala mansa e risada fácil. “Tem a ver com
[25] independência e autonomia. Abrimos mão de muito poder ao deixar as grandes
corporações cozinharem para nós porque elas decidem quais fazendas vão apoiar e,
normalmente, são bem aquelas que fazem um tipo de agricultura que certamente
você desaprovaria”, diz, fazendo referência a práticas como confinamento cruel de
[30] animais e monoculturas gigantescas.
Ovos, um bom começo
Digo a ele que eu não cozinho, nem minha mãe, e ele quer saber como fui
alimentada. Empregadas domésticas que também fazem comida são comuns no
Brasil, afirmo. “Pelo menos, era um humano cozinhando para você, isso é bom.
Pena que nem todos têm esse privilégio”, diz. “Ovos são um bom começo”, ele
elogia, quando conto que sei fazer omelete.
Um dos problemas de cozinhar, acredita o jornalista, é a lembrança dos
[35] velhos arranjos sexistas de poder dentro de casa. Para ele, foi justamente quando
homem e mulher começavam a pensar em negociar a divisão de tarefas domésticas
que a indústria do fast-food apareceu para resolver o embate. A “liberação
feminina” virou tema de propaganda de frango frito nos EUA.
“Se vamos reviver a cultura da cozinha, não podemos voltar ao passado.
[40] Precisa ser uma cultura diferente, algo a ser compartilhado por homens, mulheres e
crianças”, diz o autor de “O Dilema do Onívoro” (2006), seu primeiro livro sobre a
indústria alimentícia, que o lançou como um novo pensador dos hábitos
alimentares.
O livro veio depois de uma série de artigos sobre agricultura, como um
[45] publicado pelo “New York Times”, no final dos anos 1990, sobre sua visita a uma
plantação de batatas geneticamente modificadas. Tudo era controlado por
computador porque um dos elementos químicos usados para combater manchas
escuras era tão tóxico que o fazendeiro precisava ficar longe do campo por três
dias.
[50] As manchas só apareciam nas batatas daquela variedade, a única que a rede
McDonald's aceitava comprar, já que as batatas fritas da rede precisam ser iguais
no mundo todo. “É fácil culpar o fazendeiro, mas nós demandamos um certo tipo
de produto. Somos cúmplices.”
[...]
Quando nos encontramos, ele estava animado com sua primeira viagem ao
[55] Brasil. Pretendia passar alguns dias em Salvador antes de ir ao Rio e a Paraty para a
Flip. Estava feliz com o encontro que tinha marcado com o médico brasileiro
Carlos Augusto Monteiro, professor titular da Faculdade de Saúde Pública da USP
que desenvolve pesquisas comparando comidas pelo seu grau de processamento e
não apenas pelos nutrientes.
[60] Está curioso para conhecer as churrascarias: “O gado ainda pasta ao ar
livre?”, indaga. Michael é daqueles que, antes de pedir, quer saber a origem da
carne. “Comer é complicado.”
*Flip – Feira Literária Internacional de Paraty
Revista Serafina / Folha de São Paulo, agosto/2014. Comida é pasto, por Fernanda Ezabella. (fragmentos).Disponível em http://folha.uol.com.br/fsp/ilustrada
Analisando as circunstâncias que resultaram no advento das redes de fast-food, o autor de Em defesa da comida assume um discurso que
Questão 8 10122159
CMRJ 1° Ano - Prova de Português 2014Comida é pasto
Mostrando que com comida não se brinca, o jornalista norte-americano Michael Pollan vem à Flip* defender que voltar à cozinha é um ato político
A geladeira de Michael Pollan não tem Coca-Cola, margarina nem leite de
amêndoas, nova mania das dietas americanas. Tem saquinhos de plástico com
verduras e frutas, potes com feijão e restos do jantar anterior, além de iogurte e
leite de caixinha.
[5] Algumas coisas vêm da própria horta, montada na frente de sua casa em
Berkeley, na Califórnia. No centro da pequena plantação, rodeada por pés de
tomate, abóbora e manjericão, há uma grelha onde ele costuma preparar um porco
inteiro uma vez por ano.
[...]
Michael Pollan é um jornalista americano de 59 anos que virou guru da vida
[10] saudável ao passar os últimos 15 anos escrevendo reportagens e livros sobre os
exageros da indústria alimentícia e alertando sobre nossos excessos à mesa. “Coma
comida, não muita, sobretudo vegetais”, diz seu mantra, explicado no livro “Em
Defesa da Comida” (2008), que critica as dietas ocidentais focadas em nutrientes e
não em alimentos de verdade.
[15] Ele também lançou o manual “Regras da Comida” (2009), com 64 dicas
bem práticas e cheias de bom senso como: “Não coma nada que sua avó não
reconheceria como comida” ou “Compre pratos e copos menores”.
No livro mais recente, “Cozinhar –Uma História Natural da
Transformação” (ed. Intrínseca), lançado em 2013 nos EUA e agora no Brasil, ele
[20] vai além e pede um comprometimento maior em nome da saúde. Diz que devemos
todos voltar à cozinha. Para quem cresceu longe do fogão, parece ser seu conselho
mais difícil.
“Cozinhar sua própria comida é um ato político muito importante”, diz
Michael, um homem alto e charmoso, de fala mansa e risada fácil. “Tem a ver com
[25] independência e autonomia. Abrimos mão de muito poder ao deixar as grandes
corporações cozinharem para nós porque elas decidem quais fazendas vão apoiar e,
normalmente, são bem aquelas que fazem um tipo de agricultura que certamente
você desaprovaria”, diz, fazendo referência a práticas como confinamento cruel de
[30] animais e monoculturas gigantescas.
Ovos, um bom começo
Digo a ele que eu não cozinho, nem minha mãe, e ele quer saber como fui
alimentada. Empregadas domésticas que também fazem comida são comuns no
Brasil, afirmo. “Pelo menos, era um humano cozinhando para você, isso é bom.
Pena que nem todos têm esse privilégio”, diz. “Ovos são um bom começo”, ele
elogia, quando conto que sei fazer omelete.
Um dos problemas de cozinhar, acredita o jornalista, é a lembrança dos
[35] velhos arranjos sexistas de poder dentro de casa. Para ele, foi justamente quando
homem e mulher começavam a pensar em negociar a divisão de tarefas domésticas
que a indústria do fast-food apareceu para resolver o embate. A “liberação
feminina” virou tema de propaganda de frango frito nos EUA.
“Se vamos reviver a cultura da cozinha, não podemos voltar ao passado.
[40] Precisa ser uma cultura diferente, algo a ser compartilhado por homens, mulheres e
crianças”, diz o autor de “O Dilema do Onívoro” (2006), seu primeiro livro sobre a
indústria alimentícia, que o lançou como um novo pensador dos hábitos
alimentares.
O livro veio depois de uma série de artigos sobre agricultura, como um
[45] publicado pelo “New York Times”, no final dos anos 1990, sobre sua visita a uma
plantação de batatas geneticamente modificadas. Tudo era controlado por
computador porque um dos elementos químicos usados para combater manchas
escuras era tão tóxico que o fazendeiro precisava ficar longe do campo por três
dias.
[50] As manchas só apareciam nas batatas daquela variedade, a única que a rede
McDonald's aceitava comprar, já que as batatas fritas da rede precisam ser iguais
no mundo todo. “É fácil culpar o fazendeiro, mas nós demandamos um certo tipo
de produto. Somos cúmplices.”
[...]
Quando nos encontramos, ele estava animado com sua primeira viagem ao
[55] Brasil. Pretendia passar alguns dias em Salvador antes de ir ao Rio e a Paraty para a
Flip. Estava feliz com o encontro que tinha marcado com o médico brasileiro
Carlos Augusto Monteiro, professor titular da Faculdade de Saúde Pública da USP
que desenvolve pesquisas comparando comidas pelo seu grau de processamento e
não apenas pelos nutrientes.
[60] Está curioso para conhecer as churrascarias: “O gado ainda pasta ao ar
livre?”, indaga. Michael é daqueles que, antes de pedir, quer saber a origem da
carne. “Comer é complicado.”
*Flip – Feira Literária Internacional de Paraty
Revista Serafina / Folha de São Paulo, agosto/2014. Comida é pasto, por Fernanda Ezabella. (fragmentos).Disponível em http://folha.uol.com.br/fsp/ilustrada
A sugestão do jornalista americano para que o leitor “não coma nada que sua avó não reconheceria como comida” (l. 16-17) fundamenta-se, segundo seu ponto de vista, na ideia de que
Questão 7 10122124
CMRJ 1° Ano - Prova de Português 2014Comida é pasto
Mostrando que com comida não se brinca, o jornalista norte-americano Michael Pollan vem à Flip* defender que voltar à cozinha é um ato político
A geladeira de Michael Pollan não tem Coca-Cola, margarina nem leite de
amêndoas, nova mania das dietas americanas. Tem saquinhos de plástico com
verduras e frutas, potes com feijão e restos do jantar anterior, além de iogurte e
leite de caixinha.
[5] Algumas coisas vêm da própria horta, montada na frente de sua casa em
Berkeley, na Califórnia. No centro da pequena plantação, rodeada por pés de
tomate, abóbora e manjericão, há uma grelha onde ele costuma preparar um porco
inteiro uma vez por ano.
[...]
Michael Pollan é um jornalista americano de 59 anos que virou guru da vida
[10] saudável ao passar os últimos 15 anos escrevendo reportagens e livros sobre os
exageros da indústria alimentícia e alertando sobre nossos excessos à mesa. “Coma
comida, não muita, sobretudo vegetais”, diz seu mantra, explicado no livro “Em
Defesa da Comida” (2008), que critica as dietas ocidentais focadas em nutrientes e
não em alimentos de verdade.
[15] Ele também lançou o manual “Regras da Comida” (2009), com 64 dicas
bem práticas e cheias de bom senso como: “Não coma nada que sua avó não
reconheceria como comida” ou “Compre pratos e copos menores”.
No livro mais recente, “Cozinhar –Uma História Natural da
Transformação” (ed. Intrínseca), lançado em 2013 nos EUA e agora no Brasil, ele
[20] vai além e pede um comprometimento maior em nome da saúde. Diz que devemos
todos voltar à cozinha. Para quem cresceu longe do fogão, parece ser seu conselho
mais difícil.
“Cozinhar sua própria comida é um ato político muito importante”, diz
Michael, um homem alto e charmoso, de fala mansa e risada fácil. “Tem a ver com
[25] independência e autonomia. Abrimos mão de muito poder ao deixar as grandes
corporações cozinharem para nós porque elas decidem quais fazendas vão apoiar e,
normalmente, são bem aquelas que fazem um tipo de agricultura que certamente
você desaprovaria”, diz, fazendo referência a práticas como confinamento cruel de
[30] animais e monoculturas gigantescas.
Ovos, um bom começo
Digo a ele que eu não cozinho, nem minha mãe, e ele quer saber como fui
alimentada. Empregadas domésticas que também fazem comida são comuns no
Brasil, afirmo. “Pelo menos, era um humano cozinhando para você, isso é bom.
Pena que nem todos têm esse privilégio”, diz. “Ovos são um bom começo”, ele
elogia, quando conto que sei fazer omelete.
Um dos problemas de cozinhar, acredita o jornalista, é a lembrança dos
[35] velhos arranjos sexistas de poder dentro de casa. Para ele, foi justamente quando
homem e mulher começavam a pensar em negociar a divisão de tarefas domésticas
que a indústria do fast-food apareceu para resolver o embate. A “liberação
feminina” virou tema de propaganda de frango frito nos EUA.
“Se vamos reviver a cultura da cozinha, não podemos voltar ao passado.
[40] Precisa ser uma cultura diferente, algo a ser compartilhado por homens, mulheres e
crianças”, diz o autor de “O Dilema do Onívoro” (2006), seu primeiro livro sobre a
indústria alimentícia, que o lançou como um novo pensador dos hábitos
alimentares.
O livro veio depois de uma série de artigos sobre agricultura, como um
[45] publicado pelo “New York Times”, no final dos anos 1990, sobre sua visita a uma
plantação de batatas geneticamente modificadas. Tudo era controlado por
computador porque um dos elementos químicos usados para combater manchas
escuras era tão tóxico que o fazendeiro precisava ficar longe do campo por três
dias.
[50] As manchas só apareciam nas batatas daquela variedade, a única que a rede
McDonald's aceitava comprar, já que as batatas fritas da rede precisam ser iguais
no mundo todo. “É fácil culpar o fazendeiro, mas nós demandamos um certo tipo
de produto. Somos cúmplices.”
[...]
Quando nos encontramos, ele estava animado com sua primeira viagem ao
[55] Brasil. Pretendia passar alguns dias em Salvador antes de ir ao Rio e a Paraty para a
Flip. Estava feliz com o encontro que tinha marcado com o médico brasileiro
Carlos Augusto Monteiro, professor titular da Faculdade de Saúde Pública da USP
que desenvolve pesquisas comparando comidas pelo seu grau de processamento e
não apenas pelos nutrientes.
[60] Está curioso para conhecer as churrascarias: “O gado ainda pasta ao ar
livre?”, indaga. Michael é daqueles que, antes de pedir, quer saber a origem da
carne. “Comer é complicado.”
*Flip – Feira Literária Internacional de Paraty
Revista Serafina / Folha de São Paulo, agosto/2014. Comida é pasto, por Fernanda Ezabella. (fragmentos).Disponível em http://folha.uol.com.br/fsp/ilustrada
Ao considerar que cozinhar “é um ato político” (l. 23), o jornalista Michael Pollan compreende um conjunto de ações conduzidas pelo princípio segundo o qual
Questão 43 622081
COTIL 1° Ano 2014Numa aula de ecologia, o professor abordou sobre as interações ecológicas entre os seres vivos. Um aluno observou que várias formigas cortadeiras (saúvas) estavam levando pedaços de folhas ao formigueiro. O professor explicou que, além das cortadeiras, no formigueiro existem formigas com as funções de soldados e de operárias, por exemplo. Com base nessa informação, foi possível ao aluno concluir que a interação ecológica existente entre as formigas é do tipo

Questão 43 170329
CEFET MG 2014As características a seguir são típicas de um bioma brasileiro:
- baixa pluviosidade anual;
- elevadas temperaturas anuais;
- pequena umidade relativa do ar;
- espécies vegetais e animais bem adaptadas.
Esse conjunto de características refere-se à (ao)
06
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