Questões de EFAF Ciências - Corpo humano
1.319 Questões
Questão 24 15343551
CMBH 1 Ano 2024Leia o Texto para responder à questão.
TEXTO
O tempo é imutável, mas a sensação de passar rápida ou lentamente depende da percepção individual
Conforme Deusivania Falcão, o conceito de percepção temporal é a interação de fatores biopsicossociais, históricos e culturais.
§1° Na correria do dia a dia, a rotina se torna uma sucessão de eventos: acordar, trabalhar, almoçar, trabalhar, jantar e dormir, o que deixa pouco espaço para pausas ou outras atividades. É comum ouvir pessoas que se queixam de que o tempo está passando muito rápido. Por outro lado, há quem reclame de que o tempo está muito lento, se arrastando. о que de fato acontece?
§2° De acordo com Rafael Samhan Martins, professor de física do Colégio Liceu Albert Sabin, de Ribeirão Preto, a sensação de rapidez ou lentidão do tempo está associada à concentração e à satisfação experimentadas ao realizar atividades cotidianas. "Quando estamos envolvidos em atividades que exigem nossa total atenção, como assistir a um filme ou realizar tarefas complexas, há uma dilatação do tempo. Desviamos nossa concentração е não percebemos o tempo passando, resultando em uma experiência que parece ter durado apenas alguns minutos.".
§3° O contraponto ocorre em situações de tédio ou isopostas, nas quais o olhar constante para o relógio cria a sensação de que o tempo se estende indefinidamente. "Você fica pensando no tempo, então ele começa a 'passar mais devagar', porque você está percebendo ele.", explica o físico.
Percepção temporal
§4° Mas o que é a percepção temporal? Para Deusivania Falcão, professora de gerontologia na Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP, o conceito de percepção temporal é a interação de fatores biopsicossociais, históricos e culturais, como o nascimento de alguém querido, um casamento, uma formatura ou conquistas pessoais.
§5° "Esses eventos exercem uma influência significativa na construção da percepção global do tempo. Nesse contexto, a saúde mental e emocional desempenha um papel crucial na forma como a percepção do tempo se manifesta.", analisa a especialista.
§6° E, apesar de a percepção do tempo ser única para cada indivíduo, Deusivania explica que existem nuances e semelhanças na percepção temporal entre diferentes faixas etárias. E, de acordo com a especialista, a sensação de rapidez do relógio é sentida especialmente pelos idosos.
§7° Ela explica: crianças e adolescentes tendem a perceber o tempo como passando mais lentamente, possivelmente devido à novidade constante, às experiências de aprendizagem e exploração. "Eu me recordo que, quando era criança, olhava para uma pessoa mais velha e dizia: 'Nossa, vai faltar tanto tempo para eu chegar àquela idade'. Eu realmente achava que o tempo demorava mais, meu dia era longo.".
§8° Já na terceira idade, a especialista aponta que a percepção do tempo é resultado de uma combinação de fatores psicológicos, sociais e biológicos, como mudanças na cognição, declínios na memória e na capacidade de processamento de informações, que influenciam como os eventos são registrados e percebidos. Isso contribui para a sensação de que o tempо está passando mais rápido, já que as experiências podem não ser retidas detalhadamente.
VALERI, Júlia. O tempo é imutável, mas a sensação de passar rápida ou lentamente depende da percepção individual. Disponível em: https://jornal.usp.br/campus-ribeirao-preto/o-tempo-e-imutavel-mas-a-sensacao-de-passarrapido-ou-lentamente-depende-da-percepcao-individual/ Acesso em: 19 ago 2024 (Adaptado).
Da leitura do Texto, conclui-se que se trata de um texto predominantemente:
Questão 23 15343541
CMBH 1 Ano 2024Leia o Texto para responder à questão.
TEXTO
Como funciona nossa percepção do tempо?
[1] Não sei se você teve a mesma percepção, mas o último mês de janeiro, pra mim, durou
uma eternidade. No entanto, fevereiro tem passado bem rápido - já estamos no dia 11! A
percepção pessoal do tempo é uma das coisas mais curiosas do cérebro e compreender esse
mecanismo nos mostra que o tempo, que é uma das únicas coisas certas sobre a vida, pode,
[5] na verdade, ser bem incerta (pelo menos, como visto pelo cérebro humano).
A psicóloga Claudia Hammond, autora do livro Time Warped: Unlocking the Mysteries
of Time Perception (sem versão em português), explica no livro um pouco sobre como nossa
mente percebe o tempo e como a gente pode manipular isso a nosso favor. Em Time Warped,
ela explica que aquele clichê cinematográfico da batida de carro em slow motion é, na verdade,
[10] um registro próximo à maneira como de fato percebemos o tempo diante de uma situação de
medo extremo. Nesses momentos, o tempo mental, que é como o livro chama a maneira como o
cérebro percebe a passagem do tempo, realmente desacelera. O cérebro se comporta assim
diante de qualquer situação em que o indivíduo se sinta ameaçado.
Para Hammond, o sistema cerebral de registro da passagem do tempo é flexível e,
[15] embora não esteja exatamente claro, certamente leva em conta emoções, expectativas, o quanto
suas tarefas exigiam de você naquele período e até a temperatura, além dos sentidos (um evento
auditivo parece durar mais que um efeito visual). E ela explica que a maioria das pessoas se
lembra muito mais vividamente daquilo que viveu entre os 15 e os 25 anos, e o motivo é
simples: geralmente, é nessa época da vida em que temos mais experiências novas, em contraste
[20] com os anos seguintes. E coisas novas tendem a ter um tratamento especial do tempo mental,
que parece perceber episódios assim como mais duradouros. Ou seja: se existe um período da
sua vida que pareceu particularmente longo, chances são que você tenha tido muitas
experiências novas durante aquela época.
No livro, Hammond também fala que, à medida que envelhecemos, os últimos 10 anos
[25] parecem ter se passado mais rápido do que as décadas anteriores, que parecem ter durado mais.
Faça o teste com eventos que tenham acontecido nos últimos 10 anos e eles vão parecer muito
mais recentes, enquanto coisas que aconteceram nas décadas anteriores parecem bem mais
distantes na sua linha do tempo pessoal.
O truque pra fazer o tempo passar devagar (quando olhado em retrospecto, claro)? A
[30] riqueza das memórias. Hammond e outros cientistas que estudam o tema, como David
Eagleman, concordam que fazer coisas novas cria registros novos no cérebro; portanto,
memórias mais ricas e, por fim, quando olhamos aquele evento em retrospecto, o tempo parece
ter passado mais devagar. E é por isso que aquela atividade rotineira e entediante, como dirigir
até o trabalho, pode parecer durar pra sempre enquanto você está nela, mas quando você olha
[35] pra trás, nem parece que durou: é porque o seu cérebro não registrou nada de novo acontecendo.
E na verdade, não precisa exatamente fazer coisas novas, mas olhar diferente pras coisas
que você já faz também funciona. Repare mais, busque detalhes que você não enxergou antes.
Force seu cérebro a registrar algo que ele não havia registrado antes. O tempo percebido na hora
vai parecer mais rápido, verdade, mas quando você olhar pra trás, vai perceber que as novas
[40] memórias geraram uma distorção da percepção do tempo, de acordo com cientistas. Meditação
também ajuda, porque ela é baseada na atenção plena, um estado mental que também obriga o
cérebro a observar e absorver sensações corriqueiras com mais atenção e concentração e,
portanto, como novas sensações.
FREITAS, Ana. Como Funciona nossa percepção do tempo? Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Neurociencia/noticia/2014/02/como-funciona-nossa-percepcao-detempo.html Acesso em: 15 set. 2024.
Com base na leitura do Texto e considerando a ideia principal desse texto, julgue as afirmativas abaixo utilizando (V) para verdadeiras e (F) para falsas.
( ) A velocidade da passagem do tempo mental diminui em situações de extrema ameaça, como medo intenso.
( ) Claudia Hammond afirma que eventos auditivos parecem ser mais efêmeros que eventos visuais.
( ) A maioria das pessoas se lembra mais intensamente das experiências que viveu entre 15 e 25 anos de idade, pois, geralmente, são períodos com menos experiências inéditas.
( ) Fazer coisas novas ajuda a criar memórias mais ricas, o que pode fazer com que o tempo pareça passar mais devagar quando olhado em retrospecto.
( ) Atividades costumeiras, como dirigir para o trabalho, parecem durar muito enquanto estão acontecendo, mas em retrospecto o cérebro não as registra como eventos duradouros.
Escolha a alternativa com a sequência correta:
Questão 22 15343537
CMBH 1 Ano 2024Leia o Texto para responder à questão.
TEXTO
Como funciona nossa percepção do tempо?
[1] Não sei se você teve a mesma percepção, mas o último mês de janeiro, pra mim, durou
uma eternidade. No entanto, fevereiro tem passado bem rápido - já estamos no dia 11! A
percepção pessoal do tempo é uma das coisas mais curiosas do cérebro e compreender esse
mecanismo nos mostra que o tempo, que é uma das únicas coisas certas sobre a vida, pode,
[5] na verdade, ser bem incerta (pelo menos, como visto pelo cérebro humano).
A psicóloga Claudia Hammond, autora do livro Time Warped: Unlocking the Mysteries
of Time Perception (sem versão em português), explica no livro um pouco sobre como nossa
mente percebe o tempo e como a gente pode manipular isso a nosso favor. Em Time Warped,
ela explica que aquele clichê cinematográfico da batida de carro em slow motion é, na verdade,
[10] um registro próximo à maneira como de fato percebemos o tempo diante de uma situação de
medo extremo. Nesses momentos, o tempo mental, que é como o livro chama a maneira como o
cérebro percebe a passagem do tempo, realmente desacelera. O cérebro se comporta assim
diante de qualquer situação em que o indivíduo se sinta ameaçado.
Para Hammond, o sistema cerebral de registro da passagem do tempo é flexível e,
[15] embora não esteja exatamente claro, certamente leva em conta emoções, expectativas, o quanto
suas tarefas exigiam de você naquele período e até a temperatura, além dos sentidos (um evento
auditivo parece durar mais que um efeito visual). E ela explica que a maioria das pessoas se
lembra muito mais vividamente daquilo que viveu entre os 15 e os 25 anos, e o motivo é
simples: geralmente, é nessa época da vida em que temos mais experiências novas, em contraste
[20] com os anos seguintes. E coisas novas tendem a ter um tratamento especial do tempo mental,
que parece perceber episódios assim como mais duradouros. Ou seja: se existe um período da
sua vida que pareceu particularmente longo, chances são que você tenha tido muitas
experiências novas durante aquela época.
No livro, Hammond também fala que, à medida que envelhecemos, os últimos 10 anos
[25] parecem ter se passado mais rápido do que as décadas anteriores, que parecem ter durado mais.
Faça o teste com eventos que tenham acontecido nos últimos 10 anos e eles vão parecer muito
mais recentes, enquanto coisas que aconteceram nas décadas anteriores parecem bem mais
distantes na sua linha do tempo pessoal.
O truque pra fazer o tempo passar devagar (quando olhado em retrospecto, claro)? A
[30] riqueza das memórias. Hammond e outros cientistas que estudam o tema, como David
Eagleman, concordam que fazer coisas novas cria registros novos no cérebro; portanto,
memórias mais ricas e, por fim, quando olhamos aquele evento em retrospecto, o tempo parece
ter passado mais devagar. E é por isso que aquela atividade rotineira e entediante, como dirigir
até o trabalho, pode parecer durar pra sempre enquanto você está nela, mas quando você olha
[35] pra trás, nem parece que durou: é porque o seu cérebro não registrou nada de novo acontecendo.
E na verdade, não precisa exatamente fazer coisas novas, mas olhar diferente pras coisas
que você já faz também funciona. Repare mais, busque detalhes que você não enxergou antes.
Force seu cérebro a registrar algo que ele não havia registrado antes. O tempo percebido na hora
vai parecer mais rápido, verdade, mas quando você olhar pra trás, vai perceber que as novas
[40] memórias geraram uma distorção da percepção do tempo, de acordo com cientistas. Meditação
também ajuda, porque ela é baseada na atenção plena, um estado mental que também obriga o
cérebro a observar e absorver sensações corriqueiras com mais atenção e concentração e,
portanto, como novas sensações.
FREITAS, Ana. Como Funciona nossa percepção do tempo? Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Neurociencia/noticia/2014/02/como-funciona-nossa-percepcao-detempo.html Acesso em: 15 set. 2024.
No trecho, retirado do Texto, "Force seu cérebro a registrar algo que ele não havia registrado antes" (linha 38), a palavra em destaque, "Force", pode ser substituída corretamente, sem alteração de sentido e nos mesmos número e pessoa do verbo, por
Questão 21 15343463
CMBH 1 Ano 2024Leia o Texto para responder à questão.
TEXTO
Como funciona nossa percepção do tempо?
[1] Não sei se você teve a mesma percepção, mas o último mês de janeiro, pra mim, durou
uma eternidade. No entanto, fevereiro tem passado bem rápido - já estamos no dia 11! A
percepção pessoal do tempo é uma das coisas mais curiosas do cérebro e compreender esse
mecanismo nos mostra que o tempo, que é uma das únicas coisas certas sobre a vida, pode,
[5] na verdade, ser bem incerta (pelo menos, como visto pelo cérebro humano).
A psicóloga Claudia Hammond, autora do livro Time Warped: Unlocking the Mysteries
of Time Perception (sem versão em português), explica no livro um pouco sobre como nossa
mente percebe o tempo e como a gente pode manipular isso a nosso favor. Em Time Warped,
ela explica que aquele clichê cinematográfico da batida de carro em slow motion é, na verdade,
[10] um registro próximo à maneira como de fato percebemos o tempo diante de uma situação de
medo extremo. Nesses momentos, o tempo mental, que é como o livro chama a maneira como o
cérebro percebe a passagem do tempo, realmente desacelera. O cérebro se comporta assim
diante de qualquer situação em que o indivíduo se sinta ameaçado.
Para Hammond, o sistema cerebral de registro da passagem do tempo é flexível e,
[15] embora não esteja exatamente claro, certamente leva em conta emoções, expectativas, o quanto
suas tarefas exigiam de você naquele período e até a temperatura, além dos sentidos (um evento
auditivo parece durar mais que um efeito visual). E ela explica que a maioria das pessoas se
lembra muito mais vividamente daquilo que viveu entre os 15 e os 25 anos, e o motivo é
simples: geralmente, é nessa época da vida em que temos mais experiências novas, em contraste
[20] com os anos seguintes. E coisas novas tendem a ter um tratamento especial do tempo mental,
que parece perceber episódios assim como mais duradouros. Ou seja: se existe um período da
sua vida que pareceu particularmente longo, chances são que você tenha tido muitas
experiências novas durante aquela época.
No livro, Hammond também fala que, à medida que envelhecemos, os últimos 10 anos
[25] parecem ter se passado mais rápido do que as décadas anteriores, que parecem ter durado mais.
Faça o teste com eventos que tenham acontecido nos últimos 10 anos e eles vão parecer muito
mais recentes, enquanto coisas que aconteceram nas décadas anteriores parecem bem mais
distantes na sua linha do tempo pessoal.
O truque pra fazer o tempo passar devagar (quando olhado em retrospecto, claro)? A
[30] riqueza das memórias. Hammond e outros cientistas que estudam o tema, como David
Eagleman, concordam que fazer coisas novas cria registros novos no cérebro; portanto,
memórias mais ricas e, por fim, quando olhamos aquele evento em retrospecto, o tempo parece
ter passado mais devagar. E é por isso que aquela atividade rotineira e entediante, como dirigir
até o trabalho, pode parecer durar pra sempre enquanto você está nela, mas quando você olha
[35] pra trás, nem parece que durou: é porque o seu cérebro não registrou nada de novo acontecendo.
E na verdade, não precisa exatamente fazer coisas novas, mas olhar diferente pras coisas
que você já faz também funciona. Repare mais, busque detalhes que você não enxergou antes.
Force seu cérebro a registrar algo que ele não havia registrado antes. O tempo percebido na hora
vai parecer mais rápido, verdade, mas quando você olhar pra trás, vai perceber que as novas
[40] memórias geraram uma distorção da percepção do tempo, de acordo com cientistas. Meditação
também ajuda, porque ela é baseada na atenção plena, um estado mental que também obriga o
cérebro a observar e absorver sensações corriqueiras com mais atenção e concentração e,
portanto, como novas sensações.
FREITAS, Ana. Como Funciona nossa percepção do tempo? Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Neurociencia/noticia/2014/02/como-funciona-nossa-percepcao-detempo.html Acesso em: 15 set. 2024.
Depreende-se do Texto que a percepção do tempo é diferente de acordo com determinadas circunstâncias e ações.
Com base nisso, é correto afirmar que:
Questão 36 15298621
CMRJ 1 ano Ensino Médio 2024PENSAMENTO POSITIVO É BENÉFICO QUANDO USADO DA FORMA CERTA.
Por Úrsula Neves
Já pensou em algo que você deseja muito que aconteça? Pode ser a casa dos seus sonhos, uma viagem para uma praia paradisíaca ou um trabalho melhor ganhando mais. Muitos dizem por aí que é só pensar no que desejamos para conquistarmos, que o sonho vai virar realidade. Que dinheiro, amor e saúde estão ao nosso alcance, basta pensarmos positivo. Mas, que diz a ciência sobre isso?
Em primeiro lugar, vale ressaltarmos que o ato de pensar positivamente, por si só, não é capaz de fazer nada acontecer. De acordo com o psicólogo Christian Dunker, professor de Psicologia Clínica na USP (Universidade de São Paulo), não podemos associar que o pensamento muda o mundo, pois não há ação direta sobre isso.
Mas o grande ponto é que ele pode ser uma mediação para reencontrarmos o que "queremos" que aconteça. E, se agirmos em conformidade com isso, podemos mudar a realidade ao nosso redor e nos mudarmos. O pensamento positivo é como um sonho, só que acordado. Ele nos ajuda a sabermos para onde queremos ir, mas para andarmos têm que ser com as próprias pernas, como afirma Cristian Dunker, psicólogo.
Uma mistura de emoções e atitudes
A neurocientista Carla Tieppo, professora da FCMSC-SP (Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo), explica que o pensamento positivo começa a trazer mudanças a depender do sentimento que ele provoca. "Essas reações geram determinadas construções químicas no nosso cérebro, como liberações de hormônios, manipulação de neurotransmissores, que produzirão efeitos fisiológicos, ligados ao sistema endócrino, e que, por isso mesmo, são poderosos no ponto de vista da minha qualidade de vida, daquilo que eu estou usufruindo", esclarece a neurocientista.
Tieppo complementa explicando que é por isso que as pessoas costumam dizer que o pensamento positivo é muito poderoso porque, se usado da forma certa, conseguimos encontrar uma dinâmica mental que, em vez de nos empurrar para o pessimismo, a perda, o medo, a ansiedade, consegue nos levar para um lugar de oportunidades.
A partir daí, é importante transformar eles em ações: o psiquiatra Diogo Lara, professor titular de Psiquiatria da PUCRS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul), explica que existe um tipo de pensamento positivo que se traduz em uma oportunidade para o crescimento. "Nele se leva em conta de que maneira o meu empenho pode mudar essa situação, com que pessoas posso contar, o que posso aprender com essa situação, que são pensamentos que realmente levam ao crescimento", ressalta o especialista. Isso, a longo prazo, resultará em uma evolução.
Mas existe pensamento positivo ruim?
Lara também ressalta que existe um pensamento positivo que é menos producente. "Nele a pessoa fica se enganando, se puxando para cima, se elogiando". Para o especialista, esse modelo é mais vazio, e sua motivação dura pouco. Dunker complementa, lembrando da crença que alguns "coaches" e psicólogos disseminam que o pensamento positivo por si só protege, transforma o futuro, criando reações na realidade, o que causa um impacto bastante negativo em quem o encara dessa forma. "É igual a quem se convence de que é incrível, especial, com super poderes. E na hora que enfrenta a realidade, se machuca muito, pois o indivíduo cria expectativas exageradas sobre si, criando um excesso narcísico muito doloroso quando encontrar a realidade, exemplifica o especialista. Quando isso ocorre, a pessoa pode se tornar arrogante e ter dificuldade em aceitar críticas. "Vai se transformar em um indivíduo que, diante dos obstáculos, aumenta a sua fé, mas não aumenta a sua capacidade de agir no mundo ou de se transformar", enfatiza Dunker.
Será que pensar negativo faz mal?
A resposta é depende. Existem momentos em que devemos nos preparar mentalmente para os riscos. Por exemplo, quando vamos prestar um concurso, somente pensar positivo pode nos fazer relaxar demais e estudar de menos. Neste caos, um pouco de pessimismo pode fazer uma diferença bem positiva. Lara ressalta que, apesar de o otimismo poder ajudar, ele também pode causar uma cegueira para os problemas e limitações de uma situação. "Por isso, costumo dizer que não podemos julgar que o pensamento negativo é sempre ruim. Ele nos prepara para as tomadas de decisão em casos de emergência. Então, quando olhamos para o futuro de maneira negativa, com um cenário ruim que pode acontecer, chamamos isso de cautela e prudência, que também são qualidades preciosas", aponta Lara. (...)
(Adaptado de: NEVES, Úrsula. www.sites.usp.br/ Acesso em: 05 ago. 2024)
No fragmento extraído do último parágrafo (texto) - "Lara ressalta que, apesar de o otimismo poder ajudar, ele também pode causar uma cegueira para os problemas e limitações de uma situação." - o período em destaque fornece ao restante do trecho a circunstância de:
Questão 35 15298610
CMRJ 1 ano Ensino Médio 2024PENSAMENTO POSITIVO É BENÉFICO QUANDO USADO DA FORMA CERTA.
Por Úrsula Neves
Já pensou em algo que você deseja muito que aconteça? Pode ser a casa dos seus sonhos, uma viagem para uma praia paradisíaca ou um trabalho melhor ganhando mais. Muitos dizem por aí que é só pensar no que desejamos para conquistarmos, que o sonho vai virar realidade. Que dinheiro, amor e saúde estão ao nosso alcance, basta pensarmos positivo. Mas, que diz a ciência sobre isso?
Em primeiro lugar, vale ressaltarmos que o ato de pensar positivamente, por si só, não é capaz de fazer nada acontecer. De acordo com o psicólogo Christian Dunker, professor de Psicologia Clínica na USP (Universidade de São Paulo), não podemos associar que o pensamento muda o mundo, pois não há ação direta sobre isso.
Mas o grande ponto é que ele pode ser uma mediação para reencontrarmos o que "queremos" que aconteça. E, se agirmos em conformidade com isso, podemos mudar a realidade ao nosso redor e nos mudarmos. O pensamento positivo é como um sonho, só que acordado. Ele nos ajuda a sabermos para onde queremos ir, mas para andarmos têm que ser com as próprias pernas, como afirma Cristian Dunker, psicólogo.
Uma mistura de emoções e atitudes
A neurocientista Carla Tieppo, professora da FCMSC-SP (Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo), explica que o pensamento positivo começa a trazer mudanças a depender do sentimento que ele provoca. "Essas reações geram determinadas construções químicas no nosso cérebro, como liberações de hormônios, manipulação de neurotransmissores, que produzirão efeitos fisiológicos, ligados ao sistema endócrino, e que, por isso mesmo, são poderosos no ponto de vista da minha qualidade de vida, daquilo que eu estou usufruindo", esclarece a neurocientista.
Tieppo complementa explicando que é por isso que as pessoas costumam dizer que o pensamento positivo é muito poderoso porque, se usado da forma certa, conseguimos encontrar uma dinâmica mental que, em vez de nos empurrar para o pessimismo, a perda, o medo, a ansiedade, consegue nos levar para um lugar de oportunidades.
A partir daí, é importante transformar eles em ações: o psiquiatra Diogo Lara, professor titular de Psiquiatria da PUCRS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul), explica que existe um tipo de pensamento positivo que se traduz em uma oportunidade para o crescimento. "Nele se leva em conta de que maneira o meu empenho pode mudar essa situação, com que pessoas posso contar, o que posso aprender com essa situação, que são pensamentos que realmente levam ao crescimento", ressalta o especialista. Isso, a longo prazo, resultará em uma evolução.
Mas existe pensamento positivo ruim?
Lara também ressalta que existe um pensamento positivo que é menos producente. "Nele a pessoa fica se enganando, se puxando para cima, se elogiando". Para o especialista, esse modelo é mais vazio, e sua motivação dura pouco. Dunker complementa, lembrando da crença que alguns "coaches" e psicólogos disseminam que o pensamento positivo por si só protege, transforma o futuro, criando reações na realidade, o que causa um impacto bastante negativo em quem o encara dessa forma. "É igual a quem se convence de que é incrível, especial, com super poderes. E na hora que enfrenta a realidade, se machuca muito, pois o indivíduo cria expectativas exageradas sobre si, criando um excesso narcísico muito doloroso quando encontrar a realidade, exemplifica o especialista. Quando isso ocorre, a pessoa pode se tornar arrogante e ter dificuldade em aceitar críticas. "Vai se transformar em um indivíduo que, diante dos obstáculos, aumenta a sua fé, mas não aumenta a sua capacidade de agir no mundo ou de se transformar", enfatiza Dunker.
Será que pensar negativo faz mal?
A resposta é depende. Existem momentos em que devemos nos preparar mentalmente para os riscos. Por exemplo, quando vamos prestar um concurso, somente pensar positivo pode nos fazer relaxar demais e estudar de menos. Neste caos, um pouco de pessimismo pode fazer uma diferença bem positiva. Lara ressalta que, apesar de o otimismo poder ajudar, ele também pode causar uma cegueira para os problemas e limitações de uma situação. "Por isso, costumo dizer que não podemos julgar que o pensamento negativo é sempre ruim. Ele nos prepara para as tomadas de decisão em casos de emergência. Então, quando olhamos para o futuro de maneira negativa, com um cenário ruim que pode acontecer, chamamos isso de cautela e prudência, que também são qualidades preciosas", aponta Lara. (...)
(Adaptado de: NEVES, Úrsula. www.sites.usp.br/ Acesso em: 05 ago. 2024)
O uso dos pronomes pessoais do caso oblíquos varia conforme a transitividade dos verbos. Um desses exemplos é o uso dos pronomes pessoais oblíquos, ora como objetos diretos, ora como indiretos, conforme a transitividade do verbo em questão. Assinale a alternativa abaixo cujo pronome oblíquo exerce a função sintática de objeto indireto:
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