Questões de EFAF Ciências - Matéria e Energia (Química)
2.140 Questões
Questão 1 10779997
CEFET-RJ 1° Ano - 1ª Fase 2018TEXTO I
As mãos perguntam, a cabeça pensa
Encaro com a maior desconfiança os laboratórios nas escolas. Acho que sua função, nas escolas,
não é ensinar ciência aos estudantes, mas impressionar os pais. Os pais se impressionam facilmente. Vendo
os laboratórios, eles concluem: "Uma escola com um laboratório moderno assim deve ser uma boa escola...".
Poucos se dão conta de que os laboratórios mentem aos adolescentes. Pois o que eles dizem,
[5] silenciosamente, é o seguinte: "É aqui dentro que se faz ciência". Isso é mentira. Ciência não é uma coisa que
se faz em laboratórios. Ciência se faz em qualquer lugar. Ela só precisa de duas coisas: olho e cabeça.
Assim, a primeira tarefa da educação científica é ensinar a ver e ensinar a pensar.
Sei de pessoas que são capazes de produzir pesquisas nos laboratórios, mas que, andando em
meio aos objetos e situações do seu cotidiano, veem e pensam como se nada soubessem da ciência. De
[10] fato, não sabem, porque a sua ciência só acontece em laboratórios.
(...)
Pensei, então, numa escola que fosse uma casa, uma casa comum, dessas onde os alunos moram,
parecida com o espaço de sua vida real. Essa ideia me veio quando uma amiga, professora universitária, me
contou um incidente divertido e revelador:
[15] Repentinamente, metade de sua casa ficou às escuras. Lembrou-se de que, quando algo
semelhante acontecia na casa de sua infância, seu pai trocava os fusíveis. Concluiu: algum fusível deve ter
se queimado. Disse, então, ao filho de nove anos: “Filho, veja se um fusível queimou”. Respondeu o menino:
“Não se usam mais fusíveis. Agora se usam disjuntores”.
Mas ela não sabia o que eram disjuntores nem como estava estruturada a rede elétrica de sua casa,
[20] e assim continuou a conversa entre os dois, ela, professora universitária, que, para passar no vestibular,
tivera de estudar física elétrica com suas voltagens, “wattagens”, impedâncias, ohms, tensões, fórmulas e
outras coisas parecidas, totalmente ignorante diante de um simples problema prático em sua casa; e o
menino, que nunca estudara física, mas que conhecia os segredos da casa onde morava.
Embora isso esteja esquecido, o caminho para a inteligência passa pelas mãos. Pensamos para
[25] ajudar as mãos. Das mãos nascem as perguntas. Da cabeça nascem as respostas. Se a mão não pergunta,
a cabeça não pensa. Pois laboratório vem de “laborare”, trabalhar com as mãos, que é essa cooperação
entre mãos e inteligência. Física mecânica, física elétrica, física hidráulica, física ótica, física dos materiais,
matemática, química, biologia, saúde, geografia, história, literatura, poesia, ecologia, política, sociologia,
arte – todas moram na nossa casa, ferramentas e brinquedos, ao alcance das nossas mãos, desafios ao
[30] pensamento: conhecer para “laborare” na construção da casa de morada...
Li uma entrevista do Amyr Klink em que, indagado sobre a educação dos filhos, disse que gostaria
que seus filhos aprendessem como aprendem as crianças numa ilha, se não me engano, na costa da
Noruega: aprendem as coisas que devem ser aprendidas, para não ser nunca esquecidas, construindo uma
casa viking. Assim, estamos de acordo...
(Alves, Rubem. Coluna Opinião do Jornal Folha de São Paulo, 21 jul. 2002. Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz2107200208.htm - Acesso em: 16/09/2017)
TEXTO II
Tecnologia e ciência andam de mãos dadas
Um dos ganhadores do Nobel de Química de 2004 por descobertas sobre processo de “reciclagem” de
proteínas nas células, bioquímico israelense fala sobre como as pesquisas mudaram nos últimos anos e
defende o acesso aberto à produção científica
(...)
[5] O que [o senhor] diz então da visão de muitas pessoas que os investimentos em ciência
devem se focar em pesquisas que tenham aplicações?
Se todos se dedicassem às pesquisas aplicadas, práticas, não teríamos ciência básica, e isso seria
muito ruim. Por exemplo, todas as drogas são desenvolvidas contra determinados alvos. E quem dá o alvo é
a ciência básica. Daí as empresas vão pesquisar as drogas. Você não pode matar o câncer sem entender os
[10] mecanismos do câncer, de onde ele vem, como ele se desenvolve. A descoberta dos mecanismos do câncer
virão (sic.) do lado “não prático” da ciência. A ciência então é uma combinação entre curiosidade e
praticidade. Se a curiosidade morrer, as aplicações também morrem. É preciso ter os dois lados alimentando
um ao outro.
Na ciência em geral, e na sua área em particular, a tecnologia se tornou muito importante na
[15] prática científica. Como o senhor vê esta relação?
A tecnologia anda de mãos dadas com a ciência básica, tanto que a cada dois ou três Nobel um vai
para desenvolvimentos na tecnologia. E não é por menos. Na ciência muitas vezes estamos limitados pela
tecnologia. Aciência faz as perguntas, mas não podemos respondê-las sem a tecnologia, e isto impulsiona o
desenvolvimento tecnológico. Então a tecnologia chega, respondemos a pergunta e a ciência segue para a
[20] próxima pergunta, o que impulsiona a tecnologia e assim em diante.
Não faz muito tempo tínhamos uma ciência verticalizada, em que os experimentos eram
verificáveis, reproduzíveis, e levava tempo para ter um resultado. Hoje, no entanto, temos campos
como a bioinformática que, usando a tecnologia, analisam enormes quantidades de dados e geram
muitos resultados, tantos que mal conseguimos entender o que está acontecendo. Como o senhor vê
[25] o impacto disso na ciência?
A ciência mudou, não há dúvidas. E mudou para o bem e para o mal. No meu tempo, digamos assim,
a ciência era algo de baixo para cima. Você tinha uma pergunta, desenvolvia um experimento, ia para a
bancada do laboratório, usava as ferramentas disponíveis e aí tinha os resultados. Hoje muito da ciência se
tornou algo como uma pescaria. Mesmo que você não tenha uma questão pode dizer: tudo bem, pegamos
[30] cinco mil pacientes de melanoma, sequenciamos seu genoma e encontramos uma mutação. Não temos
pistas do que a mutação faz, que partes da biologia ela afeta, o que seja. É força bruta, mas ainda assim
importante. Precisamos que isso seja feito. (...)
(Baima, Cesar. Entrevista. O Globo 20 ago. 2017)
Apalavra “mãos” foi empregada, nos títulos dos Textos I e II, de maneira
Questão 37 10779973
IFMT 2018/1Os alunos do curso técnico em Agropecuária do IFMT -Campus São Vicente têm, como parte da disciplina de Avicultura, aulas práticas de aves de postura, em que ficam responsáveis pelo manejo das 120 galinhas poedeiras.
Sabendo que, no primeiro dia da atividade, os alunos dispunham de ração para alimentar todas as aves por 20 dias e que, após 5 dias, foram abatidas 30 galinhas, quantos dias durará a ração para as galinhas restantes?
Questão 37 10778455
IFMG 2018/1Em um recipiente com um litro de água, misturaram-se massas iguais das substâncias genéricas X, Y e Z, sólidas à temperatura ambiente. O quadro a seguir mostra algumas características dessas substâncias.

Para separar as substâncias envolvidas nessa mistura, devese utilizar primeiramente o processo de
Questão 36 10778454
IFMG 2018/1Os elementos X e Y, que formam um composto químico, possuem as seguintes características:
I – O elemento X é um metal de transição constituinte químico do sangue.
II – O elemento Y é um halogênio constituinte químico da água sanitária.
O número atômico dos elementos X e Y são respectivamente
Questão 21 10774296
COLUNI/UFV 1° Dia 2018Leia atentamente o infográfico, abaixo, e responda às questão

O infográfico tem como principal objetivo:
Questão 37 10768653
CTI (UNIFICADO) C. Gerais 2018Usinas termoelétricas, as quais se utilizam da queima de combustíveis fósseis para gerar energia, podem utilizar o carvão que, ao ser queimado, libera dióxido de enxofre na atmosfera, podendo formar
06
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