Questões de EFAF Arte - História da Arte -
5 Questões
Questão 16 11005763
IFC Exame de Classificação 2013Instrução: A questão é baseadas nos textos 1 e 2
Texto 1
Ladrões: o impossível diálogo
"Obra de Cézanne é roubada em Oxford"
Mundo, 2.jan.2000.
[5] "Desenho de Picasso é roubado em Paris"
Ilustrada, 3.jan.2000.
Em Oxford, um homem lê no jornal que um desenho de Picasso foi
roubado em Paris. Em Paris, um homem lê no jornal que uma obra de
[10] Cézanne foi roubada em Oxford.
Em Oxford, um homem põe o jornal de lado e contempla a tela de
Cézanne que está à sua frente. É com desgosto que o faz. Nunca gostou
de Cézanne. Roubou o quadro porque era o que podia roubar, o que
estava disponível. Mas o que ele queria mesmo era um Picasso. Picasso é
[15] o artista de seus sonhos.
Em Paris, um homem põe o jornal de lado e contempla o desenho
de Picasso que está à sua frente. É com desgosto que o faz. Nunca
gostou de Picasso. Roubou o desenho porque era o que podia roubar, o
que estava disponível. Mas o que ele queria mesmo era um Cézanne.
[20] Cézanne é o artista de seus sonhos.
Em Oxford, um homem tem uma ideia: trocar o quadro de Cézanne,
que acabou de roubar, por um desenho de Picasso que também acabou
de ser roubado.
Em Paris, um homem tem uma ideia: trocar o desenho de Picasso,
[25] que acabou de roubar, por um quadro de Cézanne, que também acabou
de ser roubado.
Como encontrarei o homem que roubou o Picasso, pergunta-se,
angustiado, o homem que roubou o Cézanne (há razão para sua angústia:
quem rouba um Picasso não quer ser encontrado). Como acharei o
[30] homem que roubou o Cézanne, pergunta-se, angustiado, o homem que
roubou o Picasso (há razão para sua angústia: quem rouba um Cézanne
não quer ser encontrado).
Este será um século de desencontros, pensa o homem que roubou o
Cézanne. Este será um século de desencontros, pensa o homem que
[35] roubou o Picasso.
O que pensavam a respeito Cézanne e Picasso, ninguém sabe.
(SCLIAR, Moacyr. O imaginário cotidiano, Ed. Gaia, 2006, p. 99-100)
Texto 2
Carta a um assaltante
Prezado senhor assaltante: Não pretendo aqui discutir sua
metodologia de trabalho, nem mesmo a motivação que o leva a roubar.
[5] Afinal de contas este país esteve, há não muito tempo, nas mãos de uma
quadrilha, e que eu saiba ninguém aventou problemas psicológicos para
justificar o que faziam. De outra parte, todos nós sabemos que o crime
viceja, como erva daninha, na miséria em que vivemos.
Quero, porém, ponderar que, como dizia Jean Valjean em Os
[10] Miseráveis, há roubos e roubos. Quem rouba um pão é ladrão. Quem
rouba um milhão é barão.
Mas quem não rouba nem pão nem milhão, o que é? Quem rouba a
bicicleta de um garoto, o que é?
Esta é uma resposta que não consigo encontrar, senhor assaltante.
[15] Assim como não consigo encontrar resposta para a pergunta que me fez
uma moça, dona de uma confeitaria que foi assaltada. A gente trabalha,
trabalha, no fim do dia vem um ladrão e leva tudo – é justo?
Outro dia passei por um carro e vi nele um anúncio que me chamou
a atenção. Dizia: “Este carro não tem rádio: já foi roubado. Este carro
[20] também não tem nada de valor”.
Uma advertência destas dirigida a assaltantes pressupõe algumas
coisas. Primeiro, que o assaltante saiba ler, o que no passado raramente
acontecia (mas também no passado raramente os crimes eram tão
brutais). Segundo, apela para uma racionalidade que o assaltante, como
[25] qualquer ser humano, deve possuir. Em suma: admite a possibilidade de
um diálogo.
Se este diálogo pode existir, senhor assaltante, eu faria uma
sugestão. Acho que os assaltantes devem impor alguma forma de limite às
suas atividades.
[30] Porque os assaltos estão enlouquecendo as pessoas, e não se trata
só dos ricos: todo mundo sabe que as maiores vítimas da violência estão
nas vilas populares. E esta perda do bom senso leva a consequências
imprevisíveis: gente armada, gente pedindo a pena de morte.
Não dá para voltar aos bons roubos de antigamente?
[35] Não dá para simplesmente, e com mãos de artista, bater a carteira
de um passageiro de ônibus, levando só os trocados e deixando-o, pelo
menos, com uma sincera admiração: “Puxa, mas esse cara é bom
mesmo”?
Pense nisto, senhor assaltante. A propósito: se o senhor quiser ler
[40] esta crônica, não roube o jornal. Eu lhe dou o meu exemplar.
(SCLIAR, Moacyr. Minha mãe não dorme enquanto eu não chegar, Ed. L&PM, 2009)
A palavra viceja (linha 8 do Texto 2), pode ser substituída, mantendo-se o sentido da frase, pela expressão:
Questão 72 10532463
ENCCEJA* Encceja 2007
PICASSO, Pablo. “Guernica”, 1937.
Observando a obra cubista de Pablo Picasso, denominada Guernica, uma cidade da Espanha, é possível inferir, pelo contexto de sua criação e pelos detalhes nela incluídos, que representa
Questão 15 11005579
IFC Exame de Classificação 2013Instrução: A questão é baseadas nos textos 1 e 2
Texto 1
Ladrões: o impossível diálogo
"Obra de Cézanne é roubada em Oxford"
Mundo, 2.jan.2000.
[5] "Desenho de Picasso é roubado em Paris"
Ilustrada, 3.jan.2000.
Em Oxford, um homem lê no jornal que um desenho de Picasso foi
roubado em Paris. Em Paris, um homem lê no jornal que uma obra de
[10] Cézanne foi roubada em Oxford.
Em Oxford, um homem põe o jornal de lado e contempla a tela de
Cézanne que está à sua frente. É com desgosto que o faz. Nunca gostou
de Cézanne. Roubou o quadro porque era o que podia roubar, o que
estava disponível. Mas o que ele queria mesmo era um Picasso. Picasso é
[15] o artista de seus sonhos.
Em Paris, um homem põe o jornal de lado e contempla o desenho
de Picasso que está à sua frente. É com desgosto que o faz. Nunca
gostou de Picasso. Roubou o desenho porque era o que podia roubar, o
que estava disponível. Mas o que ele queria mesmo era um Cézanne.
[20] Cézanne é o artista de seus sonhos.
Em Oxford, um homem tem uma ideia: trocar o quadro de Cézanne,
que acabou de roubar, por um desenho de Picasso que também acabou
de ser roubado.
Em Paris, um homem tem uma ideia: trocar o desenho de Picasso,
[25] que acabou de roubar, por um quadro de Cézanne, que também acabou
de ser roubado.
Como encontrarei o homem que roubou o Picasso, pergunta-se,
angustiado, o homem que roubou o Cézanne (há razão para sua angústia:
quem rouba um Picasso não quer ser encontrado). Como acharei o
[30] homem que roubou o Cézanne, pergunta-se, angustiado, o homem que
roubou o Picasso (há razão para sua angústia: quem rouba um Cézanne
não quer ser encontrado).
Este será um século de desencontros, pensa o homem que roubou o
Cézanne. Este será um século de desencontros, pensa o homem que
[35] roubou o Picasso.
O que pensavam a respeito Cézanne e Picasso, ninguém sabe.
(SCLIAR, Moacyr. O imaginário cotidiano, Ed. Gaia, 2006, p. 99-100)
Texto 2
Carta a um assaltante
Prezado senhor assaltante: Não pretendo aqui discutir sua
metodologia de trabalho, nem mesmo a motivação que o leva a roubar.
[5] Afinal de contas este país esteve, há não muito tempo, nas mãos de uma
quadrilha, e que eu saiba ninguém aventou problemas psicológicos para
justificar o que faziam. De outra parte, todos nós sabemos que o crime
viceja, como erva daninha, na miséria em que vivemos.
Quero, porém, ponderar que, como dizia Jean Valjean em Os
[10] Miseráveis, há roubos e roubos. Quem rouba um pão é ladrão. Quem
rouba um milhão é barão.
Mas quem não rouba nem pão nem milhão, o que é? Quem rouba a
bicicleta de um garoto, o que é?
Esta é uma resposta que não consigo encontrar, senhor assaltante.
[15] Assim como não consigo encontrar resposta para a pergunta que me fez
uma moça, dona de uma confeitaria que foi assaltada. A gente trabalha,
trabalha, no fim do dia vem um ladrão e leva tudo – é justo?
Outro dia passei por um carro e vi nele um anúncio que me chamou
a atenção. Dizia: “Este carro não tem rádio: já foi roubado. Este carro
[20] também não tem nada de valor”.
Uma advertência destas dirigida a assaltantes pressupõe algumas
coisas. Primeiro, que o assaltante saiba ler, o que no passado raramente
acontecia (mas também no passado raramente os crimes eram tão
brutais). Segundo, apela para uma racionalidade que o assaltante, como
[25] qualquer ser humano, deve possuir. Em suma: admite a possibilidade de
um diálogo.
Se este diálogo pode existir, senhor assaltante, eu faria uma
sugestão. Acho que os assaltantes devem impor alguma forma de limite às
suas atividades.
[30] Porque os assaltos estão enlouquecendo as pessoas, e não se trata
só dos ricos: todo mundo sabe que as maiores vítimas da violência estão
nas vilas populares. E esta perda do bom senso leva a consequências
imprevisíveis: gente armada, gente pedindo a pena de morte.
Não dá para voltar aos bons roubos de antigamente?
[35] Não dá para simplesmente, e com mãos de artista, bater a carteira
de um passageiro de ônibus, levando só os trocados e deixando-o, pelo
menos, com uma sincera admiração: “Puxa, mas esse cara é bom
mesmo”?
Pense nisto, senhor assaltante. A propósito: se o senhor quiser ler
[40] esta crônica, não roube o jornal. Eu lhe dou o meu exemplar.
(SCLIAR, Moacyr. Minha mãe não dorme enquanto eu não chegar, Ed. L&PM, 2009)
Os textos 1 e 2 tratam sobre roubos.
Qual aspecto deste assunto é tratado apenas no Texto 1?
Questão 11 10732496
ENCCEJA* Linguagens, Códigos e suas Tecnologias 2005
Estátua Real Chibinda Ilunga/ Angola, séc XIX

Magdeburger Ehrenmal, do expressionista alemão Barlach, 1929
ARTE DA ÁFRICA
O diretor do Instituto Goethe do Rio de Janeiro, Alfons Hug, idealizador e coordenador geral do projeto Arte da África (Rio de Janeiro, 2003/2004), lembra que “a arte africana foi ponto de referência para a arte moderna e continua sendo uma fonte de inspiração para muitos artistas contemporâneos”. Esta influência está, por exemplo, nos olhos de “Demoiselles d’Avignon”, de Picasso, e nas esculturas de madeira dos expressionistas alemães.
(texto adaptado com base no hipertexto: Arte da áfrica in http://www.goethe.de/br/rio/prpausst03.HTM#Titel)
No texto acima, a arte africana é reconhecida como influente na tradição ______________, em especial nos trabalhos do artista espanhol ______________ e nas esculturas expressionistas em madeira, como a de _________________.
A opção que completa corretamente as lacunas é
Questão 15 10185741
IFCE* 1° Ano 2010/2FRIDA KAHLO
Frida Kahlo, la gran pintora mexicana, nació el seis de julio de 1907. Durante su niñez vivió en medio de
la inestabilidad y la violencia del inicio de la Revolución Mexicana. Tal vez esto influyó en su pensamiento
político durante toda su vida.
Hija de Guillermo Kahlo, de origen austriaco, y Matilde Calderón , de Oaxaca.
[5] Frida sufrió de poliomielitis a los seis años, pero el apoyo de su padre y su fuerza de carácter le
ayudaron a salir adelante. Practicó deportes como fútbol, lucha, boxeo y natación, lo que no era muy bien visto
en una joven de su época.
Cursó sus estudios de preparatoria a los quince años, y, debido a la necesidad de trabajar, se empleó
en un estudio de arte. Allí encontró su vocación.
[10] A la edad de 18, sufrió graves heridas en un accidente en un tranvía. Pasó alrededor de un año en la
cama, recuperándose de roturas en su columna vertebral, hombros y costillas, una pelvis astillada y daños en el
pie. Sufrió más de 30 operaciones a lo largo de su vida, pero nunca se recuperó totalmente. Durante su
convalecencia empezó a pintar. Sus pinturas, principalmente autorretratos y naturalezas muertas, eran
deliberadamente ingenuas y llenas de colores y formas inspiradas en arte folklórico mexicano.
[15] Frida se casó con Diego Rivera (muralista mexicano) en 1929, cuando Diego tenía cuarenta y un años y
ella veintidós. Aunque se dice que Diego era terriblemente feo, a Frida le apasionó su brillante sentido del
humor, su vitalidad y su talento artístico. El primer año de matrimonio Frida se quedó embarazada, pero tuvo un
aborto inesperado.
Diego solía mantener relaciones con muchas mujeres. Incluyendo a la hermana de Frida. Decidieron
[20] divorciarse en 1939, pero un año después se volvieron a casar.
Frida una vez dijo: "Sufrí dos graves accidentes en mi vida….Uno en el cual un tranvía me arrolló y el
segundo fue Diego". El accidente de tranvía la dejó inválida físicamente y Rivera la dejó inválida
emocionalmente.
La reputación de Frida Kahlo continuó creciendo, y fue incluida en exposiciones de grupos de gran
[25] prestigio en los Estados Unidos, como en el Museo de Arte Moderno, el Instituto de Arte Contemporáneo de
Boston y el Museo de Arte de Filadelfia. En 1946 recibió un premio oficial en la Exposición Nacional de Arte, en
México.
Durante su vida, Frida creó unas 200 pinturas, dibujos y esbozos relacionados con las experiencias de
su vida, dolor físico y emocional y su turbulenta relación con Diego. Ella pintó 143 pinturas, 55 de las cuales son
[30] autorretratos. Cuando le preguntaban porque pintaba tantos autorretratos, Frida contestaba: "Porque estoy sola
tan a menudo, porque soy la persona que conozco mejor".
En 1950, Frida sufrió varias operaciones en la columna vertebral y permaneció en el hospital nueve
meses.
En 1953 realizó una exposición en la Galería de Arte Contemporáneo de México, la única que realizó en
[35] su país a lo largo de su vida.
Cuando se inauguró su exposición, la salud de Frida era tan mala, que su médico le dijo que no se
levantara de la cama. Frida insistió en asistir a la inauguración y, en el puro estilo de Frida, así lo hizo. Llegó en
una ambulancia y su cama en la parte trasera de un camión.
En 1954, se puso gravemente enferma y murió el 13 de julio de ese mismo año. La causa de su muerte
[40] fue una embolia pulmonar.
(Adaptado http://www.solonosotras.com/archivo/19/cult-fridakahlo-201201.htm - acceso 20/03/2010)
Basándose en el texto, identifique la proposición INCORRECTA:
06
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