Questões de EFAF Arte - Artes Visuais -
4 Questões
Questão 2 10175283
CANGURU Benjamin 2018Estão 3 objetos sobre uma mesa, como ilustra a figura abaixo.
Se o Pedro olhar de cima para os objetos, o que é que ele vê?

Questão 9 10245891
CANGURU Escolar 2014A Cristina desenhou as flores representadas na figura ao lado numa janela da escola.
Como é que as flores se veem do outro lado da janela?

Questão 18 15360679
CMB 1 Ano 2022Após a leitura do Texto, responda à questão.
TEXTO
Como a arte influencia nossas vidas (e a gente nem percebe!)
[1] Você já parou para pensar no poder e na influência da arte ao longo da sua vida?
Estamos tão acostumados com a presença da arte em todo lugar que, às vezes, é até difícil enxergar
ou perceber que ela está presente.
A gente cria e consome arte desde os nossos primórdios como seres humanos. A caverna de
[5] Lascaux, na França, possui centenas de pinturas com mais de dezessete mil anos em suas paredes. São
desenhos de animais e marcas de mãos, como aquelas feitas pelas crianças quando pintam o contorno da
mão em papel ou quando molham a palma em tinta e carimbam alguma coisa para deixar sua marca.

Imagens da Caverna de Lascaux, patrimônio da UNESCO.
A gente continua fazendo isso ainda hoje. É quase como um instinto primitivo: nós desejamos
registrar a nossa existência e fazemos isso usando a arte.
[10] Mesmo com a preocupação com o caçar e o sobreviver, há milhares de anos os seres humanos
já dedicavam o seu tempo em criar arte como se não fosse algo opcional ou só por diversão, mas sim
como se fosse algo fundamental e necessário.
Isso não mudou até hoje.
O ser humano é a única criatura capaz de criar e com necessidade de criar, e usamos isso como
[15] forma de nos reconhecermos como humanos, nos expressarmos e darmos sentido à vida. Todas as
linguagens artísticas – música, poesia, dança, teatro, cinema, pintura, desenho, literatura, história em
quadrinhos, escultura, videogame, grafite, fotografia – são capazes de melhorar a forma como nos
relacionamos com outras pessoas e com o mundo, de nos tornar mais criativos, sensíveis e dinâmicos
para com a sociedade.
[20] A pedagoga Daniela Coleto, em seu artigo "A importância da arte para a formação da criança",
lembra que, quando se é criança, as nossas manifestações artísticas são nosso meio de expressão mais
forte e prazeroso. Não há limites para o poder imaginativo: nossos desenhos podem mostrar árvores
azuis, cachorros cor de rosa... Há completa liberdade de expressão para ideias e sentimentos, o que
melhora a escuta, a observação e a comunicação.
[25] Quando a gente cresce, desenvolve-se em nós a noção do nosso papel no mundo. A arte contribui
então para que desenvolvamos mais empatia, que é a capacidade de uma pessoa se colocar no lugar de
e tentar entender o que aquela pessoa sente. Isso acontece quando assistimos a um filme e nos
emocionamos com as histórias, problemas e conquistas das personagens; quando ouvimos uma música
e sentimos uma maré de sensações com o que a melodia e a letra nos transmitem. Essas emoções mudam
[30] a nossa perspectiva e percepção de mundo e nos fazem enxergar a mesma coisa por vários ângulos
diferentes, facilitando a nossa compreensão e clareza dos fatos da vida. Ou seja: em nosso cotidiano, a
arte contribui para nos tornar mais humanos.
Segundo a arteterapeuta Angela Philippini, além de podermos consumir a arte de outras pessoas,
criar arte com as próprias mãos é um meio de expressão extremamente poderoso. Isso nos permite
[35] utilizar diferentes formas de expressão – pintura, desenho, modelagem – como ferramentas para
alcançar níveis profundos do inconsciente, trazendo lembranças e memórias para o consciente e, com
isso, ajuda a expandir e transformar nosso conhecimento sobre nós mesmos. A depender da situação,
pode nos auxiliar a “colocar pra fora” sentimentos e emoções a fim de aliviar uma dor. Pode também
trazer relaxamento, distração, entretenimento, ou mesmo aumentar concentração e foco.
[40] Além disso, consumir a arte de alguém ou produzir a própria arte é estar presente e atento à
troca de sentimentos e sensações humanas. Inclusive, para o filósofo e pedagogo John Dewey, arte não
é a obra ou o objeto em si, mas sim a interação que flui entre a pessoa e a obra. Ele considera que a arte
faz parte do próprio processo de viver, porque estamos a todo momento interagindo com o mundo.
Dessa forma, a arte seria uma experiência de troca consciente entre o organismo que somos nós e o
[45] ambiente em que estamos inseridos. Essa troca acontece por meio dos nossos sentidos – nossa visão,
audição, olfato, tato, paladar – e também na forma como essa experiência nos toca, como a percebemos
e o que ela causa em nós.
Tudo isso é arte.
E a arte, como manifestação de nossa humanidade, só acontece por conta dos altos e baixos e da
[50] nossa vida, com os momentos de desequilíbrio ou desordem e depois com os momentos de satisfação e
equilíbrio. A gente transita entre esses dois extremos buscando soluções para alcançar estabilidade e,
depois, novamente enfrentamos conflitos e problemas que nos levam à desordem. Se houvesse um
mundo onde só existisse equilíbrio ou só desequilíbrio, a arte não existiria, pois ela nasce da tensão
entre esses dois elementos. E essa experiência pode ser compartilhada com o outro. Com isso, a arte dá
[55] voz e gera conexão entre as pessoas. Mesmo entre pessoas com visões de mundo diferentes, a arte
consegue criar união quando se compartilha uma mesma emoção: ela nos ensina sobre a pluralidade
do mundo e nos encoraja a valorizar a criatividade e o diálogo.
A arte também nos faz questionar, nos trazendo dúvidas e exercitando o nosso pensamento e a
nossa consciência crítica. Faz a gente refletir, pensar e criar posicionamentos a respeito de ideias,
[60] valores e situações, nos transformando em pessoas mais inteligentes e assertivas. Sem a arte a nossa vida
perderia parte do sentido ou até o sentido inteiro, já que a gente não consegue nem ao menos imaginar
essa possibilidade de forma hipotética para calcular a falta que ela faria.
Somos seres criadores por natureza; à nossa maneira somos artistas da nossa própria vida. E não
importa de que forma você consome, experimenta ou faz arte. Ela está na sua vida o tempo todo, de mil
[65] maneiras diferentes.
Agora pare e pense: como a arte tem influenciado e transformado a sua vida?
Fonte: Como a arte influencia a sua vida (9’57”). Vídeo do YouTube. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=IHm6SHaBiP0 (transcrição livre e adaptada).
As afirmações que seguem são baseadas no Texto. Em cada uma delas, temos a presença de uma tese (em negrito) e um argumento.
Selecione a única opção em que o argumento efetivamente está confirmando a tese que o precede.
Questão 16 10641202
CMPA 6° Ano - Prova de Língua Portuguesa 2012Instrução: responda à questão considerando o texto.
Texto
A menina que desenhava
Em uma cidadezinha do interior, vivia uma menina chamada Isabela. A menina morava
com seus pais e seu irmãozinho e adorava desenhar. Vivia desenhando.
Sua cidade era muito bonita, tinha um parque cheio de árvores, pássaros e um lago
com muitos peixinhos coloridos. Isabela adorava a natureza que havia a sua volta. O céu de lá
[5] era de um azul tão azul, mas tão azul, que contrastava com aquelas nuvens tão branquiiiinhas!
E o ar? O ar dava gosto de respirar de tão puro.
À medida que Isabela crescia, sua cidade também se desenvolvia. Mas tinha um
problema: a cidade dela crescia desordenadamente e, por isso, aconteceram coisas horríveis.
De repente, as árvores foram desaparecendo e, em seus lugares, foram surgindo prédios,
[10] fábricas, lojas e outras coisas mais.
Então Isa começou a ficar muito preocupada, pois aquelas cores das quais ela tanto
gostava – o verde das árvores, o azul do céu, o vermelho das flores – aos poucos foram
desaparecendo. Foi aí que ela teve uma ideia: antes que tudo isso deixasse de existir, ela foi
desenhando e pintando para não esquecer, nunca mais, como era toda aquela natureza que
[15] um dia existira.
Ela começou pelo parque. Fez então um desenho lindo, com todas aquelas árvores bem
verdinhas. Foi ótimo, pois, no outro dia, destruíram o parque para construir um shopping.
Depois ela fez um desenho daquele céu azul, com aquelas nuvens branquinhas. Foi bem na
hora, pois, no outro dia, inauguraram uma fábrica que soltava uma fumaça terrível, e a cidade
[20] não viu mais aquele céu azul.
Depois Isabela resolveu desenhar o lago com os peixinhos. E sabe que, no outro dia,
resolveram despejar o esgoto da cidade justamente naquele lago?! Ainda bem que tinha um
riozinho que ligava esse lago ao mar, e foi por aí que vários peixinhos fugiram, inclusive Biu, o
peixe-boi que morava lá. Infelizmente os que não conseguiram fugir acabaram morrendo.
[25] A menina começou a prestar atenção nas pessoas que moravam na cidade e observou
que elas não tinham mais aquela alegria de antes, viviam preocupadas, sempre com pressa e
até meio cinzentas. Nem tempo para contar ou ouvir histórias elas tinham mais, coitadas...
Isabela sabia que as pessoas estavam daquele jeito porque não tinham mais aquelas
cores em suas vidas. Foi aí que ela teve outra grande ideia: para que as pessoas pudessem
[30] lembrar como era bonita a sua cidade, ela ampliou e espalhou seus desenhos para que todos
os vissem.
Naquele dia, aconteceu uma coisa extraordinária: as pessoas realmente pararam para
ver os desenhos, a fábrica parou, os carros pararam e todos ficaram super emocionados,
relembrando como eram felizes vivendo com toda aquela natureza por perto.
[35] Aconteceu, então, que as pessoas perceberam que tinham de fazer alguma coisa para
trazerem as cores de volta. Decidiram que iriam replantar as árvores, organizar as fábricas
para que elas não poluíssem o meio ambiente, resolver de outra forma o problema de esgoto
para que os peixinhos voltassem. Decidiram, então, tomar todas as providências para que a
natureza não fosse, outra vez, tão esquecida.
[40] Tudo isso foi feito e aquela cidade voltou a sorrir.
Sabe o melhor? Isabela, a menina que desenhava, entrou para a história daquela
cidade. Construíram uma estátua para ela no meio da nova praça, cheia de árvores e
pássaros. Sabe o que mais? Biu, o peixe-boi, voltou para o lago e trouxe toda a sua família.
(Retirado e adaptado de http://sitededicas.ne10.uol.com.br/conto_leitor10a.htm)
Assinale a alternativa em que as palavras sublinhadas pertençam, respectivamente, à mesma classe gramatical das palavras destacadas no exemplo: “[...] tinha um parque cheio de árvores [...]” (linha 3).
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