Questões de EFAF Arte - Arte e Cultura
156 Questões
Questão 10 10736002
CMRJ 6º Ano - Português 2014TEXTO
A falta delas no videogame
Sérgio Matsuura
Mocinhas brancas, louras e indefesas ou lutadoras fortes, com corpos delineados1 e pouca roupa.
Sim, as mulheres estão presentes nos videogames, mas personagens que seguem estereótipos2 machistas
dão o tom na maior indústria do entretenimento mundial. Nos EUA, o levantamento mais recente mostra
que elas superaram os homens entre os jogadores de videogame (52% contra 48%). Por aqui, pesquisa
[5] realizada ano passado mostra que o público feminino já representa 43% do total. Apesar disso, são
poucos os títulos com protagonistas mulheres, e o modelo da princesa Peach a ser salva pelo bombeiro
Mario ainda se mantém, mas há sinais de mudança, principalmente no cenário independente.
— Em geral, a mulher é retratada de forma submissa3, extremamente sexualizada — critica a
psicóloga Luana de Oliveira.
[10] Ms. Pac-Man é considerada a primeira protagonista feminina nos videogames, mas foi Lara Croft
(do jogo Tomb Raider) quem primeiro explorou o lado humano de uma personagem mulher. Órfã de mãe
desde a infância, ela foi criada pelo pai, o arqueólogo4 Richard Croft, de quem herdou o desejo de
explorar o mundo em busca de antiguidades. Nos jogos, Lara se aventura por florestas e ruínas, com
duas pistolas na cintura, um short curto e uma blusa que ressalta os seios.
[15] — Quando se consegue ir além, ela precisa ser atraente. Ela pode até ser forte, ter armas, mas
tem que continuar linda e com corpão aparente — diz Luana.
A falta de representação da mulher nos videogames fez algumas feministas se movimentarem,
mas a reação masculina mostrou como o campo ainda carrega traços de preconceito e poder masculino.
Para o presidente da Associação Brasileira dos Desenvolvedores de Jogos Digitais, Fred Vasconcelos, a
[20] falta de mulheres trabalhando nos estúdios de criação pode explicar, em parte, a situação.
— O universo dos videogames tem um passado machista. Nos estúdios, eram homens fazendo
jogos para homens jogarem. Isso pedia, de uma maneira não preconceituosa, personagens masculinos,
jogos de batalhas com certo grau de violência — explica Vasconcelos.
Com 20 anos de experiência no setor, Vasconcelos vê mudanças ao longo do tempo. Quando
[25] iniciou sua carreira, o estúdio em que trabalhava era composto apenas por homens. Hoje, diz, já é
possível perceber a presença feminina em funções-chave no desenvolvimento de jogos.
— A indústria está se modificando de fora para dentro e de dentro para fora — diz.
Apesar do otimismo de Vasconcelos, os números divulgados sobre esse mercado de trabalho
mostram um longo caminho a percorrer. Entre 2009 e 2014, a participação feminina nos estúdios
[30] praticamente dobrou, mas elas ainda representam apenas 22% do total de profissionais na área.
Thais Weiller é uma delas e trabalha com o desenvolvimento de jogos para a Samsung. Em todos
os projetos que participou, fez “questão de ajudar na criação de figuras femininas relevantes5”, mesmo
se elas não fossem protagonistas. Porém, apesar da crescente participação de mulheres nos estúdios, ela
não crê em mudanças radicais no curto prazo.
[35] — Os estereótipos dificilmente somem. Eu nunca conheci um padeiro português, mas ainda assim
esse estereótipo sobrevive — diz Thais. — A maioria dos desenvolvedores é de homens, sempre jogaram
e trabalharam em jogos feitos para eles. Então, mesmo que eles estejam dispostos a mudar, podem não
saber exatamente por onde começar.
(Disponível em: . Acesso em: 26 jul. 2014. Texto adaptado.)
Vocabulário:
1. Delineado – com o contorno definido.
2. Estereótipo – lugar comum, clichê, padrão de comportamento estabelecido sem conhecimento profundo do assunto.
3. Submisso – dependente, subordinado, servil.
4. Arqueólogo – quem estuda monumentos e vestígios de civilizações antigas.
5. Relevante – o que tem importância.
“[...] podem não saber exatamente por onde começar.” (linhas 37 e 38) A alternativa que apresenta uma palavra da mesma classe gramatical que a destacada é
Questão 1 10537896
Colégio Embraer 2014Leia os quadrinhos para responder à questão

(http-/tecnologia.uol.com.br, 01.08.2014)
Os quadrinhos mostram que o cinema 3D foi recebido pelo público com
Questão 11 10871352
Concursos Câmara de São Carlos 2013Heitor dos Prazeres era um negro carioca nascido no morro, em 23 de setembro de 1898. Foi compositor de sambas e marchinhas, cantadas até hoje nos bailes de carnaval, mas também foi pintor de quadros de renome internacional, tanto que até a rainha da Inglaterra adquiriu um de seus quadros para sua coleção pessoal. Heitor morreu em 4 de outubro de 1966, na mesma cidade em que nasceu.
Heitor dos Prazeres trabalhando em um dos seus quadros

(www.google.com.br)
Heitor dos Prazeres morreu aos
Questão 6 10868955
Concursos Fundação de Terras de SP 2013Leia o texto para responder à questão.
Juvenal, derrotado na eleição para deputado, ficou deprimido porque havia gasto todas as suas economias. E agora, desempregado, enfrentava o problema de arranjar dinheiro. Sem falar nas reclamações de Cinira, sua mulher: isso era o que mais o perturbava, fazendo com que se sentisse um cidadão inútil.
Certo dia, tinha ido até a casa do vizinho Luís conversar com o filho dele, Ari, já com dor de cabeça de tanta irritação, e então sua filha Nice apareceu com um anúncio inesperado: estava aberto o concurso para Rei Momo do Carnaval. É um bom cargo, ideal para você, pai – garantiu ela. Você é alegre, gosta de samba. Será uma compensação: os eleitores rejeitaram sua eleição e você responderá tornando-se rei.
Juvenal sentiu aversão pela ideia, ponderou que não se tratava da mesma coisa. Como deputado, teria quatro anos de mandato e ganharia bem. Como Rei Momo, tudo terminaria na Quarta-Feira de Cinzas. Além disso, havia um obstáculo, conforme o anúncio: embora fosse gordinho, pesava apenas 125 quilos. Faltavam-lhe, portanto, cinco quilos para chegar ao peso mínimo exigido no concurso.
A mulher e a filha não se deram por vencidas. – Nós vamos engordar você, prometeram. Animado por elas, Juvenal decidiu tentar, ainda que o tempo trabalhasse contra ele. Faltavam poucos dias para a inscrição ao concurso, mas dedicou-se ao regime de engorda. E era toucinho, e doce de caldas, e macarronada. – Não posso mais, gemia Juvenal. Nice não concordava, Cinira
lembrava o tempo em que passavam fome e pensavam em uma mesa farta. Com o que ele voltava a empunhar o garfo e a faca. Mas a balança não parecia corresponder a tal esforço. “Quem sabe ele esconde uns pesos embaixo da roupa” – sugeriu Marli, sua tia. A ideia não era má, mas, e se exigissem que tirasse a roupa? Não, não poderia correr o risco.
Finalmente Juvenal conseguiu chegar ao peso mínimo necessário, exatamente no dia do concurso. Dirigiu-se ao local do exame, porém não foi aprovado. A balança dos juízes registrou 500 gramas a menos. Não era engano. Ele tinha, sim, perdido meio quilo: apreensivo, suava muito. E o suor que ia deixando pelo caminho era o peso que lhe faltava.
(Moacyr Scliar. Folha de S.Paulo. 14.10.02. Adaptado)
No trecho – ... apareceu com um anúncio inesperado... (2.° parágrafo) – o significado contrário ao da palavra destacada é
Questão 8 10868238
Concursos Fundação Carlos Chagas (13ª região) 2013Atenção: Considere o texto abaixo para responder à questão.
O caldo cultural do Nordeste, particularmente do sertão, foi primordial na formação do paraibano Ariano Suassuna. A infância passada no sertão familiarizou o futuro escritor e dramaturgo com temas e formas de expressão artística que mais tarde viriam a influenciar o seu universo ficcional, como a literatura de cordel e o maracatu rural. Não só histórias e casos narrados foram aproveitados para o processo de criação de suas peças e romances, mas também todas as formas da narrativa oral e da poesia sertaneja foram assimiladas e reelaboradas por Suassuna. Suas obras se caracterizam justamente por isso, pelo domínio dos ritmos da poética popular nordestina.
Com apenas 19 anos, Suassuna ligou-se a um grupo de jovens escritores e artistas. As atividades que o grupo desenvolveu apontavam para três direções: levar o teatro ao povo por meio de apresentações em praças públicas, instaurar entre os componentes do conjunto uma problemática teatral e estimular a criação de uma literatura dramática de raízes fincadas na realidade brasileira, particularmente na nordestina.
No final do século XIX, surgiu no Nordeste a chamada literatura de cordel. A primeira publicação de folheto no Nordeste, historicamente comprovada, aconteceu em 1870.
O nome cordel originou-se do fato de os folhetos serem expostos em cordões, quando vendidos nas feiras livres. O principal nome do cordel foi Leandro Gomes de Barros, considerado por Ariano Suassuna “o mais genial de todos os poetas do romanceiro popular do Nordeste”.
A peça Auto da Compadecida, de Suassuna, é uma releitura do folclore nordestino em linguagem teatral moderna. O enredo da peça é um trabalho de montagem e moldagem baseado em uma tradição muito antiga, que remonta aos autos medievais e mais diretamente a inúmeros autores populares que se dedicaram ao gênero do cordel.
As apropriações de Suassuna tanto do folheto nordestino quanto de outras fontes literárias são possíveis porque a palavra imitação, usada por Suassuna, remete-nos ao conceito aristotélico de mimesis, cujo significado não representa apenas uma repetição à semelhança de algo, uma cópia, mas a representação de uma realidade. Suassuna já fez diversos elogios da imitação como ato de criação e costuma dizer que boa parte da obra de Shakespeare vem da recriação de histórias mais antigas.
Recontar uma história alheia, para o cordelista e para o dramaturgo popular, é torná-la sua, porque existe na cultura popular a noção de que a história, uma vez contada, torna-se patrimônio universal e transfere-se para o domínio público. Autoral é apenas a forma textual dada à história por cada um que a reescreve.
(Adaptado de FOLCH, Luiza. Disponível em: www.omarra-re.uerj.br/numero15. Acesso em 17/05/2014)
Considerando-se o contexto, a palavra que no segmento
Questão 7 10868228
Concursos Fundação Carlos Chagas (13ª região) 2013Atenção: Considere o texto abaixo para responder à questão.
O caldo cultural do Nordeste, particularmente do sertão, foi primordial na formação do paraibano Ariano Suassuna. A infância passada no sertão familiarizou o futuro escritor e dramaturgo com temas e formas de expressão artística que mais tarde viriam a influenciar o seu universo ficcional, como a literatura de cordel e o maracatu rural. Não só histórias e casos narrados foram aproveitados para o processo de criação de suas peças e romances, mas também todas as formas da narrativa oral e da poesia sertaneja foram assimiladas e reelaboradas por Suassuna. Suas obras se caracterizam justamente por isso, pelo domínio dos ritmos da poética popular nordestina.
Com apenas 19 anos, Suassuna ligou-se a um grupo de jovens escritores e artistas. As atividades que o grupo desenvolveu apontavam para três direções: levar o teatro ao povo por meio de apresentações em praças públicas, instaurar entre os componentes do conjunto uma problemática teatral e estimular a criação de uma literatura dramática de raízes fincadas na realidade brasileira, particularmente na nordestina.
No final do século XIX, surgiu no Nordeste a chamada literatura de cordel. A primeira publicação de folheto no Nordeste, historicamente comprovada, aconteceu em 1870.
O nome cordel originou-se do fato de os folhetos serem expostos em cordões, quando vendidos nas feiras livres. O principal nome do cordel foi Leandro Gomes de Barros, considerado por Ariano Suassuna “o mais genial de todos os poetas do romanceiro popular do Nordeste”.
A peça Auto da Compadecida, de Suassuna, é uma releitura do folclore nordestino em linguagem teatral moderna. O enredo da peça é um trabalho de montagem e moldagem baseado em uma tradição muito antiga, que remonta aos autos medievais e mais diretamente a inúmeros autores populares que se dedicaram ao gênero do cordel.
As apropriações de Suassuna tanto do folheto nordestino quanto de outras fontes literárias são possíveis porque a palavra imitação, usada por Suassuna, remete-nos ao conceito aristotélico de mimesis, cujo significado não representa apenas uma repetição à semelhança de algo, uma cópia, mas a representação de uma realidade. Suassuna já fez diversos elogios da imitação como ato de criação e costuma dizer que boa parte da obra de Shakespeare vem da recriação de histórias mais antigas.
Recontar uma história alheia, para o cordelista e para o dramaturgo popular, é torná-la sua, porque existe na cultura popular a noção de que a história, uma vez contada, torna-se patrimônio universal e transfere-se para o domínio público. Autoral é apenas a forma textual dada à história por cada um que a reescreve.
(Adaptado de FOLCH, Luiza. Disponível em: www.omarra-re.uerj.br/numero15. Acesso em 17/05/2014)
A infância passada no sertão familiarizou o futuro escritor e dramaturgo com temas e... (1° parágrafo)
O verbo que, no contexto, exige o mesmo tipo de complemento que o grifado na frase acima está empregado em:
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