Questões de EFAF Arte
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Questão 5 10190224
IFCE* 1° Ano 2011/2TEATRO E ESCOLA: O PAPEL DE EDUCAR
Teatro e escola, em princípio, parecem ser espaços distintos, que desenvolvem atividades completamente
diferentes. Em contraposição ao ambiente normalmente fechado da sala de aula e aos seus assuntos pretensamente
“sérios”, o teatro se configura como um espaço de lazer e diversão. Entretanto, se examinarmos as origens do teatro,
ainda na Grécia antiga, veremos que teatro e escola sempre caminharam juntos, mais do que se imagina.
[5] O teatro grego apresentava uma função eminentemente pedagógica. Com suas tragédias, Sófocles e
Eurípedes não visavam apenas à diversão da plateia mas também e, sobretudo, pôr em discussão certos temas que
dividiam a opinião pública naquele momento de transformação da sociedade grega. Poderia um filho desposar a
própria mãe, depois de ter assassinado o pai de forma involuntária (tema de Édipo rei)? Poderia uma mãe assassinar
os filhos e depois matar-se por causa de um relacionamento amoroso (tema de Medeia e ainda atual, como comprova
[10] o caso da cruel mãe americana que, há alguns anos, jogou os filhos no lago para poder namorar mais livremente)?
Naquela sociedade, que vivia a transição dos valores míticos, baseados na tradição religiosa, para os valores
da polis, isto é, aqueles resultantes da formação do Estado e suas leis, o teatro cumpria um papel político e
pedagógico, à medida que punha em xeque e em choque essas duas ordens de valores e apontava novos caminhos
para a civilização grega. “Ir ao teatro”, para os gregos, não era apenas diversão, mas uma forma de refletir sobre o
[15] destino da própria comunidade em que se vivia, bem como sobre valores coletivos e individuais.
Deixando de lado as diferenças obviamente existentes em torno dos gêneros teatrais (tragédia, comédia,
drama), em que o teatro grego, quanto a suas intenções, diferia do teatro moderno? Para Bertolt Brecht, por exemplo,
um dos mais significativos dramaturgos modernos, a função do teatro era, antes de tudo, divertir. Apesar disso, suas
peças tiveram um papel essencialmente pedagógico, voltadas para a conscientização de trabalhadores e para a
[20] resistência política na Alemanha nazista dos anos 30 do século XX.
O teatro, ao apresentar situações de nossa própria vida – sejam elas engraçadas, trágicas, políticas,
sentimentais, etc – põe o homem a nu, diante de si mesmo e de seu destino. Talvez na instantaneidade e na
fugacidade do teatro resida todo o encanto e sua magia: a cada representação, a vida humana é recontada e
exaltada. O teatro ensina, o teatro é escola. É uma forma de vida de ficção que ilumina com seus holofotes a vida real,
[25] muito além dos palcos e dos camarins.
Que o teatro seja uma forma alternativa de ensino e aprendizagem é inegável. A escola sempre teve muito a
aprender com o teatro, assim como este, de certa forma, e em linguagem própria, complementa o trabalho de
gerações de educadores, preocupados com a formação plena do ser humano.
Quisera as aulas também pudessem ter o encanto do teatro: a riqueza dos cenários, o cuidado com os
[30] figurinos, o envolvimento da música, o brilho da iluminação, a perfeição do texto e a vibração do público. Vamos ao
teatro!
(Ciley Cleto, professora de Língua Portuguesa, em São Paulo)
No último parágrafo do texto, a autora
Questão 4 10190223
IFCE* 1° Ano 2011/2TEATRO E ESCOLA: O PAPEL DE EDUCAR
Teatro e escola, em princípio, parecem ser espaços distintos, que desenvolvem atividades completamente
diferentes. Em contraposição ao ambiente normalmente fechado da sala de aula e aos seus assuntos pretensamente
“sérios”, o teatro se configura como um espaço de lazer e diversão. Entretanto, se examinarmos as origens do teatro,
ainda na Grécia antiga, veremos que teatro e escola sempre caminharam juntos, mais do que se imagina.
[5] O teatro grego apresentava uma função eminentemente pedagógica. Com suas tragédias, Sófocles e
Eurípedes não visavam apenas à diversão da plateia mas também e, sobretudo, pôr em discussão certos temas que
dividiam a opinião pública naquele momento de transformação da sociedade grega. Poderia um filho desposar a
própria mãe, depois de ter assassinado o pai de forma involuntária (tema de Édipo rei)? Poderia uma mãe assassinar
os filhos e depois matar-se por causa de um relacionamento amoroso (tema de Medeia e ainda atual, como comprova
[10] o caso da cruel mãe americana que, há alguns anos, jogou os filhos no lago para poder namorar mais livremente)?
Naquela sociedade, que vivia a transição dos valores míticos, baseados na tradição religiosa, para os valores
da polis, isto é, aqueles resultantes da formação do Estado e suas leis, o teatro cumpria um papel político e
pedagógico, à medida que punha em xeque e em choque essas duas ordens de valores e apontava novos caminhos
para a civilização grega. “Ir ao teatro”, para os gregos, não era apenas diversão, mas uma forma de refletir sobre o
[15] destino da própria comunidade em que se vivia, bem como sobre valores coletivos e individuais.
Deixando de lado as diferenças obviamente existentes em torno dos gêneros teatrais (tragédia, comédia,
drama), em que o teatro grego, quanto a suas intenções, diferia do teatro moderno? Para Bertolt Brecht, por exemplo,
um dos mais significativos dramaturgos modernos, a função do teatro era, antes de tudo, divertir. Apesar disso, suas
peças tiveram um papel essencialmente pedagógico, voltadas para a conscientização de trabalhadores e para a
[20] resistência política na Alemanha nazista dos anos 30 do século XX.
O teatro, ao apresentar situações de nossa própria vida – sejam elas engraçadas, trágicas, políticas,
sentimentais, etc – põe o homem a nu, diante de si mesmo e de seu destino. Talvez na instantaneidade e na
fugacidade do teatro resida todo o encanto e sua magia: a cada representação, a vida humana é recontada e
exaltada. O teatro ensina, o teatro é escola. É uma forma de vida de ficção que ilumina com seus holofotes a vida real,
[25] muito além dos palcos e dos camarins.
Que o teatro seja uma forma alternativa de ensino e aprendizagem é inegável. A escola sempre teve muito a
aprender com o teatro, assim como este, de certa forma, e em linguagem própria, complementa o trabalho de
gerações de educadores, preocupados com a formação plena do ser humano.
Quisera as aulas também pudessem ter o encanto do teatro: a riqueza dos cenários, o cuidado com os
[30] figurinos, o envolvimento da música, o brilho da iluminação, a perfeição do texto e a vibração do público. Vamos ao
teatro!
(Ciley Cleto, professora de Língua Portuguesa, em São Paulo)
Ao construir o texto, a autora se preocupou mais com a
Questão 2 10190219
IFCE* 1° Ano 2011/2TEATRO E ESCOLA: O PAPEL DE EDUCAR
Teatro e escola, em princípio, parecem ser espaços distintos, que desenvolvem atividades completamente
diferentes. Em contraposição ao ambiente normalmente fechado da sala de aula e aos seus assuntos pretensamente
“sérios”, o teatro se configura como um espaço de lazer e diversão. Entretanto, se examinarmos as origens do teatro,
ainda na Grécia antiga, veremos que teatro e escola sempre caminharam juntos, mais do que se imagina.
[5] O teatro grego apresentava uma função eminentemente pedagógica. Com suas tragédias, Sófocles e
Eurípedes não visavam apenas à diversão da plateia mas também e, sobretudo, pôr em discussão certos temas que
dividiam a opinião pública naquele momento de transformação da sociedade grega. Poderia um filho desposar a
própria mãe, depois de ter assassinado o pai de forma involuntária (tema de Édipo rei)? Poderia uma mãe assassinar
os filhos e depois matar-se por causa de um relacionamento amoroso (tema de Medeia e ainda atual, como comprova
[10] o caso da cruel mãe americana que, há alguns anos, jogou os filhos no lago para poder namorar mais livremente)?
Naquela sociedade, que vivia a transição dos valores míticos, baseados na tradição religiosa, para os valores
da polis, isto é, aqueles resultantes da formação do Estado e suas leis, o teatro cumpria um papel político e
pedagógico, à medida que punha em xeque e em choque essas duas ordens de valores e apontava novos caminhos
para a civilização grega. “Ir ao teatro”, para os gregos, não era apenas diversão, mas uma forma de refletir sobre o
[15] destino da própria comunidade em que se vivia, bem como sobre valores coletivos e individuais.
Deixando de lado as diferenças obviamente existentes em torno dos gêneros teatrais (tragédia, comédia,
drama), em que o teatro grego, quanto a suas intenções, diferia do teatro moderno? Para Bertolt Brecht, por exemplo,
um dos mais significativos dramaturgos modernos, a função do teatro era, antes de tudo, divertir. Apesar disso, suas
peças tiveram um papel essencialmente pedagógico, voltadas para a conscientização de trabalhadores e para a
[20] resistência política na Alemanha nazista dos anos 30 do século XX.
O teatro, ao apresentar situações de nossa própria vida – sejam elas engraçadas, trágicas, políticas,
sentimentais, etc – põe o homem a nu, diante de si mesmo e de seu destino. Talvez na instantaneidade e na
fugacidade do teatro resida todo o encanto e sua magia: a cada representação, a vida humana é recontada e
exaltada. O teatro ensina, o teatro é escola. É uma forma de vida de ficção que ilumina com seus holofotes a vida real,
[25] muito além dos palcos e dos camarins.
Que o teatro seja uma forma alternativa de ensino e aprendizagem é inegável. A escola sempre teve muito a
aprender com o teatro, assim como este, de certa forma, e em linguagem própria, complementa o trabalho de
gerações de educadores, preocupados com a formação plena do ser humano.
Quisera as aulas também pudessem ter o encanto do teatro: a riqueza dos cenários, o cuidado com os
[30] figurinos, o envolvimento da música, o brilho da iluminação, a perfeição do texto e a vibração do público. Vamos ao
teatro!
(Ciley Cleto, professora de Língua Portuguesa, em São Paulo)
Segundo a autora do texto, o teatro sempre teve função pedagógica.
Para defender seu ponto de vista, ela lança mão de
Questão 3 10196791
CANGURU Escolar 2010O chefe índio, Grande Águia, tem três penas na cabeça, uma machada numa mão, algumas setas noutra mão e está calçado. O seu filho, Pomba Branca, tem duas penas na cabeça, algumas setas numa mão, duas riscas pintadas no peito, está descalço e não tem machada.
Que imagem representa o chefe com o seu filho?
Questão 15 10185741
IFCE* 1° Ano 2010/2FRIDA KAHLO
Frida Kahlo, la gran pintora mexicana, nació el seis de julio de 1907. Durante su niñez vivió en medio de
la inestabilidad y la violencia del inicio de la Revolución Mexicana. Tal vez esto influyó en su pensamiento
político durante toda su vida.
Hija de Guillermo Kahlo, de origen austriaco, y Matilde Calderón , de Oaxaca.
[5] Frida sufrió de poliomielitis a los seis años, pero el apoyo de su padre y su fuerza de carácter le
ayudaron a salir adelante. Practicó deportes como fútbol, lucha, boxeo y natación, lo que no era muy bien visto
en una joven de su época.
Cursó sus estudios de preparatoria a los quince años, y, debido a la necesidad de trabajar, se empleó
en un estudio de arte. Allí encontró su vocación.
[10] A la edad de 18, sufrió graves heridas en un accidente en un tranvía. Pasó alrededor de un año en la
cama, recuperándose de roturas en su columna vertebral, hombros y costillas, una pelvis astillada y daños en el
pie. Sufrió más de 30 operaciones a lo largo de su vida, pero nunca se recuperó totalmente. Durante su
convalecencia empezó a pintar. Sus pinturas, principalmente autorretratos y naturalezas muertas, eran
deliberadamente ingenuas y llenas de colores y formas inspiradas en arte folklórico mexicano.
[15] Frida se casó con Diego Rivera (muralista mexicano) en 1929, cuando Diego tenía cuarenta y un años y
ella veintidós. Aunque se dice que Diego era terriblemente feo, a Frida le apasionó su brillante sentido del
humor, su vitalidad y su talento artístico. El primer año de matrimonio Frida se quedó embarazada, pero tuvo un
aborto inesperado.
Diego solía mantener relaciones con muchas mujeres. Incluyendo a la hermana de Frida. Decidieron
[20] divorciarse en 1939, pero un año después se volvieron a casar.
Frida una vez dijo: "Sufrí dos graves accidentes en mi vida….Uno en el cual un tranvía me arrolló y el
segundo fue Diego". El accidente de tranvía la dejó inválida físicamente y Rivera la dejó inválida
emocionalmente.
La reputación de Frida Kahlo continuó creciendo, y fue incluida en exposiciones de grupos de gran
[25] prestigio en los Estados Unidos, como en el Museo de Arte Moderno, el Instituto de Arte Contemporáneo de
Boston y el Museo de Arte de Filadelfia. En 1946 recibió un premio oficial en la Exposición Nacional de Arte, en
México.
Durante su vida, Frida creó unas 200 pinturas, dibujos y esbozos relacionados con las experiencias de
su vida, dolor físico y emocional y su turbulenta relación con Diego. Ella pintó 143 pinturas, 55 de las cuales son
[30] autorretratos. Cuando le preguntaban porque pintaba tantos autorretratos, Frida contestaba: "Porque estoy sola
tan a menudo, porque soy la persona que conozco mejor".
En 1950, Frida sufrió varias operaciones en la columna vertebral y permaneció en el hospital nueve
meses.
En 1953 realizó una exposición en la Galería de Arte Contemporáneo de México, la única que realizó en
[35] su país a lo largo de su vida.
Cuando se inauguró su exposición, la salud de Frida era tan mala, que su médico le dijo que no se
levantara de la cama. Frida insistió en asistir a la inauguración y, en el puro estilo de Frida, así lo hizo. Llegó en
una ambulancia y su cama en la parte trasera de un camión.
En 1954, se puso gravemente enferma y murió el 13 de julio de ese mismo año. La causa de su muerte
[40] fue una embolia pulmonar.
(Adaptado http://www.solonosotras.com/archivo/19/cult-fridakahlo-201201.htm - acceso 20/03/2010)
Basándose en el texto, identifique la proposición INCORRECTA:
Questão 8367975
UEL UEL 2010 1 Fase1 Gerais 2010

(Figura: Adaptado de: Lauand, J. Espaço virtual. Pontal, SP. Brasil, .)
Têmpera s/ tela, . Aquisição MAC USP.

(Figura: Adaptado de: Lauand, J. Espaço virtual. Pontal, SP. Brasil, .)
Têmpera s/ tela, . Aquisição MAC USP.
A partir dos conhecimentos sobre o Concretismo e observando a obra “Espaço virtual”, de Judith Lauand, considere as afirmativas:
Para o Concretismo, era importante a ideia de interação do público com a obra de arte, tendo Hélio Oiticica como seu principal artista.
Na arte concreta, percebe-se a utilização de forma autônoma das cores, do espaço, da luz e da matemática na sua criação.
A partir da Bienal de São Paulo, ampliou-se no Brasil o desenvolvimento da ideia de uma arte concretista baseada nas formas geométricas simples.
A obra concretista em essência é o naturalismo reelaborado, uma nova forma de representação do real.
Assinale a alternativa correta.
06
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