Questões de EFAF Arte
5.161 Questões
Questão 16 10641202
CMPA 6° Ano - Prova de Língua Portuguesa 2012Instrução: responda à questão considerando o texto.
Texto
A menina que desenhava
Em uma cidadezinha do interior, vivia uma menina chamada Isabela. A menina morava
com seus pais e seu irmãozinho e adorava desenhar. Vivia desenhando.
Sua cidade era muito bonita, tinha um parque cheio de árvores, pássaros e um lago
com muitos peixinhos coloridos. Isabela adorava a natureza que havia a sua volta. O céu de lá
[5] era de um azul tão azul, mas tão azul, que contrastava com aquelas nuvens tão branquiiiinhas!
E o ar? O ar dava gosto de respirar de tão puro.
À medida que Isabela crescia, sua cidade também se desenvolvia. Mas tinha um
problema: a cidade dela crescia desordenadamente e, por isso, aconteceram coisas horríveis.
De repente, as árvores foram desaparecendo e, em seus lugares, foram surgindo prédios,
[10] fábricas, lojas e outras coisas mais.
Então Isa começou a ficar muito preocupada, pois aquelas cores das quais ela tanto
gostava – o verde das árvores, o azul do céu, o vermelho das flores – aos poucos foram
desaparecendo. Foi aí que ela teve uma ideia: antes que tudo isso deixasse de existir, ela foi
desenhando e pintando para não esquecer, nunca mais, como era toda aquela natureza que
[15] um dia existira.
Ela começou pelo parque. Fez então um desenho lindo, com todas aquelas árvores bem
verdinhas. Foi ótimo, pois, no outro dia, destruíram o parque para construir um shopping.
Depois ela fez um desenho daquele céu azul, com aquelas nuvens branquinhas. Foi bem na
hora, pois, no outro dia, inauguraram uma fábrica que soltava uma fumaça terrível, e a cidade
[20] não viu mais aquele céu azul.
Depois Isabela resolveu desenhar o lago com os peixinhos. E sabe que, no outro dia,
resolveram despejar o esgoto da cidade justamente naquele lago?! Ainda bem que tinha um
riozinho que ligava esse lago ao mar, e foi por aí que vários peixinhos fugiram, inclusive Biu, o
peixe-boi que morava lá. Infelizmente os que não conseguiram fugir acabaram morrendo.
[25] A menina começou a prestar atenção nas pessoas que moravam na cidade e observou
que elas não tinham mais aquela alegria de antes, viviam preocupadas, sempre com pressa e
até meio cinzentas. Nem tempo para contar ou ouvir histórias elas tinham mais, coitadas...
Isabela sabia que as pessoas estavam daquele jeito porque não tinham mais aquelas
cores em suas vidas. Foi aí que ela teve outra grande ideia: para que as pessoas pudessem
[30] lembrar como era bonita a sua cidade, ela ampliou e espalhou seus desenhos para que todos
os vissem.
Naquele dia, aconteceu uma coisa extraordinária: as pessoas realmente pararam para
ver os desenhos, a fábrica parou, os carros pararam e todos ficaram super emocionados,
relembrando como eram felizes vivendo com toda aquela natureza por perto.
[35] Aconteceu, então, que as pessoas perceberam que tinham de fazer alguma coisa para
trazerem as cores de volta. Decidiram que iriam replantar as árvores, organizar as fábricas
para que elas não poluíssem o meio ambiente, resolver de outra forma o problema de esgoto
para que os peixinhos voltassem. Decidiram, então, tomar todas as providências para que a
natureza não fosse, outra vez, tão esquecida.
[40] Tudo isso foi feito e aquela cidade voltou a sorrir.
Sabe o melhor? Isabela, a menina que desenhava, entrou para a história daquela
cidade. Construíram uma estátua para ela no meio da nova praça, cheia de árvores e
pássaros. Sabe o que mais? Biu, o peixe-boi, voltou para o lago e trouxe toda a sua família.
(Retirado e adaptado de http://sitededicas.ne10.uol.com.br/conto_leitor10a.htm)
Assinale a alternativa em que as palavras sublinhadas pertençam, respectivamente, à mesma classe gramatical das palavras destacadas no exemplo: “[...] tinha um parque cheio de árvores [...]” (linha 3).
Questão 6 10751433
SENAI 1º Ano - CGE 2025 2011O texto abaixo se refere à questão.
Filhos (adotivos) do circo
Escolas formam nova geração de artistas circenses que reciclam as lições do picadeiro
No passado, artista circense era aquela pessoa que nascia ao redor do picadeiro ou fugia de casa apaixonada pelo malabarista. Casos assim ainda acontecem, mas encontram concorrentes em um mercado de trabalho globalizado e competitivo. São os frutos das escolas de circo, gente que nasceu e cresceu em famílias sem nenhuma relação com esse universo mas que, por algum motivo, resolveu se arriscar sob a lona.
(...)
Não há um levantamento oficial de quantas escolas do tipo existem no país, mas o site especializado Pindorama Circus lista mais de 50, entre profissionalizantes, de lazer e projetos sociais. “Escolas informais sempre existiram sob a lona, para filhos de circenses e agregados. Mas chegou uma época em que as novas gerações começaram a não querer mais ser artistas. Foi o cenário ideal para o surgimento das escolas”, explica Alex Marinho, diretor do Centro de Formação Profissional em Artes Circenses (Cefac).
No Brasil, a primeira escola de circo surgiu em 1978, escondida sob as arquibancadas do estádio do Pacaembu e apoiada pelo governo do Estado. Era a Academia Piolin de Artes Circenses, que, sem incentivos, durou três anos. Em 1982, nasceu a Escola Nacional de Circo, no Rio de Janeiro, a mais antiga em funcionamento. Depois vieram a Circo Escola Picadeiro, em São Paulo, e a Escola Picolino de Artes do Circo, na Bahia.
O currículo da Escola Nacional do Circo, a única mantida pelo Ministério da Cultura, mistura aulas de malabares, acrobacias, perna-de-pau, dança e oficina de palhaço. Os treinamentos, de quatro horas diárias, estendem-se por quatro anos e incluem conhecimentos teóricos de anatomia, história da arte e noções de segurança.
“Estamos com cerca de 150 alunos. Já formamos mais de 220, dos quais uns 180 foram para companhias como Cirque du Soleil, Marcos Frota e Beto Carrero. Outros entraram em grupos como a Intrépida Trupe”, diz Francisco Aramburu Filho, o Chicão, coordenador pedagógico. (...)
Fonte: COZER, R. Revista da Folha, 720 ed., p. 9, 28 maio 2006.
No trecho: “O currículo da Escola Nacional do Circo, a única mantida pelo Ministério da Cultura, mistura aulas de malabares, acrobacias, perna-de-pau, dança e oficina de palhaço.” é correto afirmar que o verbo misturar concorda com
Questão 5 10751422
SENAI 1º Ano - CGE 2025 2011O texto abaixo se refere à questão.
Filhos (adotivos) do circo
Escolas formam nova geração de artistas circenses que reciclam as lições do picadeiro
No passado, artista circense era aquela pessoa que nascia ao redor do picadeiro ou fugia de casa apaixonada pelo malabarista. Casos assim ainda acontecem, mas encontram concorrentes em um mercado de trabalho globalizado e competitivo. São os frutos das escolas de circo, gente que nasceu e cresceu em famílias sem nenhuma relação com esse universo mas que, por algum motivo, resolveu se arriscar sob a lona.
(...)
Não há um levantamento oficial de quantas escolas do tipo existem no país, mas o site especializado Pindorama Circus lista mais de 50, entre profissionalizantes, de lazer e projetos sociais. “Escolas informais sempre existiram sob a lona, para filhos de circenses e agregados. Mas chegou uma época em que as novas gerações começaram a não querer mais ser artistas. Foi o cenário ideal para o surgimento das escolas”, explica Alex Marinho, diretor do Centro de Formação Profissional em Artes Circenses (Cefac).
No Brasil, a primeira escola de circo surgiu em 1978, escondida sob as arquibancadas do estádio do Pacaembu e apoiada pelo governo do Estado. Era a Academia Piolin de Artes Circenses, que, sem incentivos, durou três anos. Em 1982, nasceu a Escola Nacional de Circo, no Rio de Janeiro, a mais antiga em funcionamento. Depois vieram a Circo Escola Picadeiro, em São Paulo, e a Escola Picolino de Artes do Circo, na Bahia.
O currículo da Escola Nacional do Circo, a única mantida pelo Ministério da Cultura, mistura aulas de malabares, acrobacias, perna-de-pau, dança e oficina de palhaço. Os treinamentos, de quatro horas diárias, estendem-se por quatro anos e incluem conhecimentos teóricos de anatomia, história da arte e noções de segurança.
“Estamos com cerca de 150 alunos. Já formamos mais de 220, dos quais uns 180 foram para companhias como Cirque du Soleil, Marcos Frota e Beto Carrero. Outros entraram em grupos como a Intrépida Trupe”, diz Francisco Aramburu Filho, o Chicão, coordenador pedagógico. (...)
Fonte: COZER, R. Revista da Folha, 720 ed., p. 9, 28 maio 2006.
Leia o trecho abaixo.
“‘Mas chegou uma época em que as novas gerações começaram a não querer mais ser artistas. Foi o cenário ideal para o surgimento das escolas’...”
De acordo com o contexto, é correto afirmar que o significado da palavra destacada é
Questão 7 10739134
SENAI 1°Ano - CGE 2028 2011Leia o trecho abaixo:
“No passado, artista circense era aquela pessoa que nascia ao redor do picadeiro ou fugia de casa apaixonada pelo malabarista. Casos assim ainda acontecem, mas encontram concorrentes em um mercado de trabalho globalizado e competitivo. São os frutos das escolas de circo, gente que nasceu e cresceu em famílias sem nenhuma relação com esse universo mas que, por algum motivo, resolveu se arriscar sob a lona.”
Fonte: COZER, R. Revista da Folha, 720 ed., p. 9, 28 maio 2006.
É correto afirmar que a idéia central do trecho acima é
Questão 4 10727360
IFAL 6° Ano - Língua Portuguesa e Matemática 2011TEXTO
‘London River’ é drama simples e emocionante de tom político
André Barcinski
Crítico da Folha de São Paulo
“London River” – “Destinos Cruzados” é um filme simples e emocionante sobre como duas pessoas de origens totalmente diferentes podem ser afetadas da mesma maneira por uma tragédia.
Brenda Blethyn (“Segredos e Mentiras”) vive Elisabeth, viúva que mora num sítio no interior da Inglaterra.
No dia 7 de julho de 2005, Elisabeth está assistindo à TV quando vê o noticiário sobre atentados suicidas em Londres. Ela imediatamente liga para a filha, que mora na capital inglesa. Mas a filha não atende.
As horas passam, Elisabeth liga de novo, e nada. Preocupada, decide ir a Londres, procurar a menina.
Enquanto isso, Ousmane (Sotigui Kouyaté, veterano ator nascido em Mali e morto neste ano), um franco-africano mulçumano, também vai para Londres, procurando o filho.
Como antecipa o título do filme em português, os destinos dessas duas almas perdidas vão se cruzar. A vida deles está, de alguma forma, conectada.
O filme, até então um drama com ares de mistério, ganha um viés mais político, explorando temas como preconceito e a dificuldade de comunicação. Tanto Elisabeth quanto Ousmane vão perceber que nada sabem sobre o outro.
Dirigido pelo franco-argelino Rachid Bouchareb, “London River” peca por um roteiro um tanto esquemático, mas as atuações contidas de Blethyn e Kouyaté (vencedor do Urso de Ouro em Berlim) dão ao filme uma dignidade comovente.
(Folha de São Paulo, 01/10/2010)
Sobre esse texto, podemos afirmar apenas que:
Questão 15 10190263
IFCE* 1° Ano 2011/2TEATRO E ESCOLA: O PAPEL DE EDUCAR
Teatro e escola, em princípio, parecem ser espaços distintos, que desenvolvem atividades completamente
diferentes. Em contraposição ao ambiente normalmente fechado da sala de aula e aos seus assuntos pretensamente
“sérios”, o teatro se configura como um espaço de lazer e diversão. Entretanto, se examinarmos as origens do teatro,
ainda na Grécia antiga, veremos que teatro e escola sempre caminharam juntos, mais do que se imagina.
[5] O teatro grego apresentava uma função eminentemente pedagógica. Com suas tragédias, Sófocles e
Eurípedes não visavam apenas à diversão da plateia mas também e, sobretudo, pôr em discussão certos temas que
dividiam a opinião pública naquele momento de transformação da sociedade grega. Poderia um filho desposar a
própria mãe, depois de ter assassinado o pai de forma involuntária (tema de Édipo rei)? Poderia uma mãe assassinar
os filhos e depois matar-se por causa de um relacionamento amoroso (tema de Medeia e ainda atual, como comprova
[10] o caso da cruel mãe americana que, há alguns anos, jogou os filhos no lago para poder namorar mais livremente)?
Naquela sociedade, que vivia a transição dos valores míticos, baseados na tradição religiosa, para os valores
da polis, isto é, aqueles resultantes da formação do Estado e suas leis, o teatro cumpria um papel político e
pedagógico, à medida que punha em xeque e em choque essas duas ordens de valores e apontava novos caminhos
para a civilização grega. “Ir ao teatro”, para os gregos, não era apenas diversão, mas uma forma de refletir sobre o
[15] destino da própria comunidade em que se vivia, bem como sobre valores coletivos e individuais.
Deixando de lado as diferenças obviamente existentes em torno dos gêneros teatrais (tragédia, comédia,
drama), em que o teatro grego, quanto a suas intenções, diferia do teatro moderno? Para Bertolt Brecht, por exemplo,
um dos mais significativos dramaturgos modernos, a função do teatro era, antes de tudo, divertir. Apesar disso, suas
peças tiveram um papel essencialmente pedagógico, voltadas para a conscientização de trabalhadores e para a
[20] resistência política na Alemanha nazista dos anos 30 do século XX.
O teatro, ao apresentar situações de nossa própria vida – sejam elas engraçadas, trágicas, políticas,
sentimentais, etc – põe o homem a nu, diante de si mesmo e de seu destino. Talvez na instantaneidade e na
fugacidade do teatro resida todo o encanto e sua magia: a cada representação, a vida humana é recontada e
exaltada. O teatro ensina, o teatro é escola. É uma forma de vida de ficção que ilumina com seus holofotes a vida real,
[25] muito além dos palcos e dos camarins.
Que o teatro seja uma forma alternativa de ensino e aprendizagem é inegável. A escola sempre teve muito a
aprender com o teatro, assim como este, de certa forma, e em linguagem própria, complementa o trabalho de
gerações de educadores, preocupados com a formação plena do ser humano.
Quisera as aulas também pudessem ter o encanto do teatro: a riqueza dos cenários, o cuidado com os
[30] figurinos, o envolvimento da música, o brilho da iluminação, a perfeição do texto e a vibração do público. Vamos ao
teatro!
(Ciley Cleto, professora de Língua Portuguesa, em São Paulo)
O texto está corretamente pontuado na opção:
06
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