Questões de EFAF Arte
5.161 Questões
Questão 15 11005579
IFC Exame de Classificação 2013Instrução: A questão é baseadas nos textos 1 e 2
Texto 1
Ladrões: o impossível diálogo
"Obra de Cézanne é roubada em Oxford"
Mundo, 2.jan.2000.
[5] "Desenho de Picasso é roubado em Paris"
Ilustrada, 3.jan.2000.
Em Oxford, um homem lê no jornal que um desenho de Picasso foi
roubado em Paris. Em Paris, um homem lê no jornal que uma obra de
[10] Cézanne foi roubada em Oxford.
Em Oxford, um homem põe o jornal de lado e contempla a tela de
Cézanne que está à sua frente. É com desgosto que o faz. Nunca gostou
de Cézanne. Roubou o quadro porque era o que podia roubar, o que
estava disponível. Mas o que ele queria mesmo era um Picasso. Picasso é
[15] o artista de seus sonhos.
Em Paris, um homem põe o jornal de lado e contempla o desenho
de Picasso que está à sua frente. É com desgosto que o faz. Nunca
gostou de Picasso. Roubou o desenho porque era o que podia roubar, o
que estava disponível. Mas o que ele queria mesmo era um Cézanne.
[20] Cézanne é o artista de seus sonhos.
Em Oxford, um homem tem uma ideia: trocar o quadro de Cézanne,
que acabou de roubar, por um desenho de Picasso que também acabou
de ser roubado.
Em Paris, um homem tem uma ideia: trocar o desenho de Picasso,
[25] que acabou de roubar, por um quadro de Cézanne, que também acabou
de ser roubado.
Como encontrarei o homem que roubou o Picasso, pergunta-se,
angustiado, o homem que roubou o Cézanne (há razão para sua angústia:
quem rouba um Picasso não quer ser encontrado). Como acharei o
[30] homem que roubou o Cézanne, pergunta-se, angustiado, o homem que
roubou o Picasso (há razão para sua angústia: quem rouba um Cézanne
não quer ser encontrado).
Este será um século de desencontros, pensa o homem que roubou o
Cézanne. Este será um século de desencontros, pensa o homem que
[35] roubou o Picasso.
O que pensavam a respeito Cézanne e Picasso, ninguém sabe.
(SCLIAR, Moacyr. O imaginário cotidiano, Ed. Gaia, 2006, p. 99-100)
Texto 2
Carta a um assaltante
Prezado senhor assaltante: Não pretendo aqui discutir sua
metodologia de trabalho, nem mesmo a motivação que o leva a roubar.
[5] Afinal de contas este país esteve, há não muito tempo, nas mãos de uma
quadrilha, e que eu saiba ninguém aventou problemas psicológicos para
justificar o que faziam. De outra parte, todos nós sabemos que o crime
viceja, como erva daninha, na miséria em que vivemos.
Quero, porém, ponderar que, como dizia Jean Valjean em Os
[10] Miseráveis, há roubos e roubos. Quem rouba um pão é ladrão. Quem
rouba um milhão é barão.
Mas quem não rouba nem pão nem milhão, o que é? Quem rouba a
bicicleta de um garoto, o que é?
Esta é uma resposta que não consigo encontrar, senhor assaltante.
[15] Assim como não consigo encontrar resposta para a pergunta que me fez
uma moça, dona de uma confeitaria que foi assaltada. A gente trabalha,
trabalha, no fim do dia vem um ladrão e leva tudo – é justo?
Outro dia passei por um carro e vi nele um anúncio que me chamou
a atenção. Dizia: “Este carro não tem rádio: já foi roubado. Este carro
[20] também não tem nada de valor”.
Uma advertência destas dirigida a assaltantes pressupõe algumas
coisas. Primeiro, que o assaltante saiba ler, o que no passado raramente
acontecia (mas também no passado raramente os crimes eram tão
brutais). Segundo, apela para uma racionalidade que o assaltante, como
[25] qualquer ser humano, deve possuir. Em suma: admite a possibilidade de
um diálogo.
Se este diálogo pode existir, senhor assaltante, eu faria uma
sugestão. Acho que os assaltantes devem impor alguma forma de limite às
suas atividades.
[30] Porque os assaltos estão enlouquecendo as pessoas, e não se trata
só dos ricos: todo mundo sabe que as maiores vítimas da violência estão
nas vilas populares. E esta perda do bom senso leva a consequências
imprevisíveis: gente armada, gente pedindo a pena de morte.
Não dá para voltar aos bons roubos de antigamente?
[35] Não dá para simplesmente, e com mãos de artista, bater a carteira
de um passageiro de ônibus, levando só os trocados e deixando-o, pelo
menos, com uma sincera admiração: “Puxa, mas esse cara é bom
mesmo”?
Pense nisto, senhor assaltante. A propósito: se o senhor quiser ler
[40] esta crônica, não roube o jornal. Eu lhe dou o meu exemplar.
(SCLIAR, Moacyr. Minha mãe não dorme enquanto eu não chegar, Ed. L&PM, 2009)
Os textos 1 e 2 tratam sobre roubos.
Qual aspecto deste assunto é tratado apenas no Texto 1?
Questão 4 10747764
UTFPR Verão 2013/2A partir da leitura da charge (considerando imagem e texto), é correto afirmar que:

Fonte: http://geografiaemrede.pbworks.com/w/page/13978910/atividades
Questão 18 171856
SESC 2013“O quadro resultante da combinação da incapacidade do poder público de alterar substancialmente a situação do Semiárido, de um lado, e do outro os interesses clientelistas de grupos políticos locais que se beneficiavam dos programas e obras do governo para minorar os efeitos da seca foi bem descrito por Celso Furtado e por ele batizado de ‘indústria da seca’.”
O fenômeno destacado no trecho é uma das marcas da herança na política brasileira.
Assinale a alternativa que demonstra a força do poder local na História do Brasil.
Questão 8366446
UEL UEL 2012 1 Fase1 Gerais 2012Leia o texto e analise as figuras a seguir.
A partir do impressionismo, a arte paulatinamente se afastou dos seus cânones renascentistas, do compromisso de uma representação fidedigna do mundo, com as pinturas e esculturas se ocupando não em fabricar duplos da realidade, mas em afirmar as suas próprias realidades.
(Adaptado de: FARIAS, Agnaldo. Arte Brasileira Hoje. São Paulo: Publifolha, . p..)

Marcel Duchamp. Porta-garrafas. . Ferro galvanizado cm.

Alexander Calder. Aço Peixe. . Folha de metal, arame, chumbo e pintura. x x cm. Calder Foundation, Nova York (EUA).
Com base no texto e nas figuras, considere as afirmativas a seguir.
O ready-made de Marcel Duchamp e o móbile de Calder, pelos materiais empregados, implicam formas tridimensionais impressionistas.
Em Porta-Garrafas, Duchamp realiza o processo de apropriação e recontextualização de um objeto cotidiano, ação que influenciou a arte contemporânea.
O movimento é de fundamental importância na construção não figurativa de Calder, sendo esse artista um dos precursores da arte cinética.
Tanto no trabalho de Calder quanto no de Duchamp, os procedimentos utilizados correspondem à tradição da escultura acadêmica.
Assinale a alternativa correta.
Questão 4 10751403
SENAI 1º Ano - CGE 2025 2011O texto abaixo se refere à questão.
Filhos (adotivos) do circo
Escolas formam nova geração de artistas circenses que reciclam as lições do picadeiro
No passado, artista circense era aquela pessoa que nascia ao redor do picadeiro ou fugia de casa apaixonada pelo malabarista. Casos assim ainda acontecem, mas encontram concorrentes em um mercado de trabalho globalizado e competitivo. São os frutos das escolas de circo, gente que nasceu e cresceu em famílias sem nenhuma relação com esse universo mas que, por algum motivo, resolveu se arriscar sob a lona.
(...)
Não há um levantamento oficial de quantas escolas do tipo existem no país, mas o site especializado Pindorama Circus lista mais de 50, entre profissionalizantes, de lazer e projetos sociais. “Escolas informais sempre existiram sob a lona, para filhos de circenses e agregados. Mas chegou uma época em que as novas gerações começaram a não querer mais ser artistas. Foi o cenário ideal para o surgimento das escolas”, explica Alex Marinho, diretor do Centro de Formação Profissional em Artes Circenses (Cefac).
No Brasil, a primeira escola de circo surgiu em 1978, escondida sob as arquibancadas do estádio do Pacaembu e apoiada pelo governo do Estado. Era a Academia Piolin de Artes Circenses, que, sem incentivos, durou três anos. Em 1982, nasceu a Escola Nacional de Circo, no Rio de Janeiro, a mais antiga em funcionamento. Depois vieram a Circo Escola Picadeiro, em São Paulo, e a Escola Picolino de Artes do Circo, na Bahia.
O currículo da Escola Nacional do Circo, a única mantida pelo Ministério da Cultura, mistura aulas de malabares, acrobacias, perna-de-pau, dança e oficina de palhaço. Os treinamentos, de quatro horas diárias, estendem-se por quatro anos e incluem conhecimentos teóricos de anatomia, história da arte e noções de segurança.
“Estamos com cerca de 150 alunos. Já formamos mais de 220, dos quais uns 180 foram para companhias como Cirque du Soleil, Marcos Frota e Beto Carrero. Outros entraram em grupos como a Intrépida Trupe”, diz Francisco Aramburu Filho, o Chicão, coordenador pedagógico. (...)
Fonte: COZER, R. Revista da Folha, 720 ed., p. 9, 28 maio 2006.
Segundo o texto, o que possibilitou o aparecimento das escolas de circo foi
Questão 3 10165732
CMJF 1° Ano - Prova de Português 2011TEXTO

Charge do Centro de Mídia Independente, CMI Brasil
Disponivel em: http://www.ecodebate.com.br Acesso em: 31/08/2011. Matéria da Agência Notisa, no JB online.
O texto é uma charge. O que justifica essa afirmativa é o fato de:
I. ser um gênero a serviço da manifestação de uma opinião pública.
II. não registrar o real, mas significá-lo.
III. partir do mundo real para atingir o fictício e, nesse trajeto, o sujeito se transformar em personagem.
IV. trabalhar unicamente com o mundo fictício e, nele, a personagem sempre é uma personagem.
Estão corretas apenas as proposições:
06
![[Marketing] Questao Topo - deslogado](https://storage.estuda.com.br/banners/0_6b7ebee90b03af1c560c73bb8bcce34a_banner_deslogado_70_dias.png)