Questões de EFAF Arte
5.161 Questões
Questão 19 15360796
CMB 1 Ano 2022Após a leitura do Texto, responda à questão.
TEXTO
Como a arte influencia nossas vidas (e a gente nem percebe!)
[1] Você já parou para pensar no poder e na influência da arte ao longo da sua vida?
Estamos tão acostumados com a presença da arte em todo lugar que, às vezes, é até difícil enxergar
ou perceber que ela está presente.
A gente cria e consome arte desde os nossos primórdios como seres humanos. A caverna de
[5] Lascaux, na França, possui centenas de pinturas com mais de dezessete mil anos em suas paredes. São
desenhos de animais e marcas de mãos, como aquelas feitas pelas crianças quando pintam o contorno da
mão em papel ou quando molham a palma em tinta e carimbam alguma coisa para deixar sua marca.

Imagens da Caverna de Lascaux, patrimônio da UNESCO.
A gente continua fazendo isso ainda hoje. É quase como um instinto primitivo: nós desejamos
registrar a nossa existência e fazemos isso usando a arte.
[10] Mesmo com a preocupação com o caçar e o sobreviver, há milhares de anos os seres humanos
já dedicavam o seu tempo em criar arte como se não fosse algo opcional ou só por diversão, mas sim
como se fosse algo fundamental e necessário.
Isso não mudou até hoje.
O ser humano é a única criatura capaz de criar e com necessidade de criar, e usamos isso como
[15] forma de nos reconhecermos como humanos, nos expressarmos e darmos sentido à vida. Todas as
linguagens artísticas – música, poesia, dança, teatro, cinema, pintura, desenho, literatura, história em
quadrinhos, escultura, videogame, grafite, fotografia – são capazes de melhorar a forma como nos
relacionamos com outras pessoas e com o mundo, de nos tornar mais criativos, sensíveis e dinâmicos
para com a sociedade.
[20] A pedagoga Daniela Coleto, em seu artigo "A importância da arte para a formação da criança",
lembra que, quando se é criança, as nossas manifestações artísticas são nosso meio de expressão mais
forte e prazeroso. Não há limites para o poder imaginativo: nossos desenhos podem mostrar árvores
azuis, cachorros cor de rosa... Há completa liberdade de expressão para ideias e sentimentos, o que
melhora a escuta, a observação e a comunicação.
[25] Quando a gente cresce, desenvolve-se em nós a noção do nosso papel no mundo. A arte contribui
então para que desenvolvamos mais empatia, que é a capacidade de uma pessoa se colocar no lugar de
e tentar entender o que aquela pessoa sente. Isso acontece quando assistimos a um filme e nos
emocionamos com as histórias, problemas e conquistas das personagens; quando ouvimos uma música
e sentimos uma maré de sensações com o que a melodia e a letra nos transmitem. Essas emoções mudam
[30] a nossa perspectiva e percepção de mundo e nos fazem enxergar a mesma coisa por vários ângulos
diferentes, facilitando a nossa compreensão e clareza dos fatos da vida. Ou seja: em nosso cotidiano, a
arte contribui para nos tornar mais humanos.
Segundo a arteterapeuta Angela Philippini, além de podermos consumir a arte de outras pessoas,
criar arte com as próprias mãos é um meio de expressão extremamente poderoso. Isso nos permite
[35] utilizar diferentes formas de expressão – pintura, desenho, modelagem – como ferramentas para
alcançar níveis profundos do inconsciente, trazendo lembranças e memórias para o consciente e, com
isso, ajuda a expandir e transformar nosso conhecimento sobre nós mesmos. A depender da situação,
pode nos auxiliar a “colocar pra fora” sentimentos e emoções a fim de aliviar uma dor. Pode também
trazer relaxamento, distração, entretenimento, ou mesmo aumentar concentração e foco.
[40] Além disso, consumir a arte de alguém ou produzir a própria arte é estar presente e atento à
troca de sentimentos e sensações humanas. Inclusive, para o filósofo e pedagogo John Dewey, arte não
é a obra ou o objeto em si, mas sim a interação que flui entre a pessoa e a obra. Ele considera que a arte
faz parte do próprio processo de viver, porque estamos a todo momento interagindo com o mundo.
Dessa forma, a arte seria uma experiência de troca consciente entre o organismo que somos nós e o
[45] ambiente em que estamos inseridos. Essa troca acontece por meio dos nossos sentidos – nossa visão,
audição, olfato, tato, paladar – e também na forma como essa experiência nos toca, como a percebemos
e o que ela causa em nós.
Tudo isso é arte.
E a arte, como manifestação de nossa humanidade, só acontece por conta dos altos e baixos e da
[50] nossa vida, com os momentos de desequilíbrio ou desordem e depois com os momentos de satisfação e
equilíbrio. A gente transita entre esses dois extremos buscando soluções para alcançar estabilidade e,
depois, novamente enfrentamos conflitos e problemas que nos levam à desordem. Se houvesse um
mundo onde só existisse equilíbrio ou só desequilíbrio, a arte não existiria, pois ela nasce da tensão
entre esses dois elementos. E essa experiência pode ser compartilhada com o outro. Com isso, a arte dá
[55] voz e gera conexão entre as pessoas. Mesmo entre pessoas com visões de mundo diferentes, a arte
consegue criar união quando se compartilha uma mesma emoção: ela nos ensina sobre a pluralidade
do mundo e nos encoraja a valorizar a criatividade e o diálogo.
A arte também nos faz questionar, nos trazendo dúvidas e exercitando o nosso pensamento e a
nossa consciência crítica. Faz a gente refletir, pensar e criar posicionamentos a respeito de ideias,
[60] valores e situações, nos transformando em pessoas mais inteligentes e assertivas. Sem a arte a nossa vida
perderia parte do sentido ou até o sentido inteiro, já que a gente não consegue nem ao menos imaginar
essa possibilidade de forma hipotética para calcular a falta que ela faria.
Somos seres criadores por natureza; à nossa maneira somos artistas da nossa própria vida. E não
importa de que forma você consome, experimenta ou faz arte. Ela está na sua vida o tempo todo, de mil
[65] maneiras diferentes.
Agora pare e pense: como a arte tem influenciado e transformado a sua vida?
Fonte: Como a arte influencia a sua vida (9’57”). Vídeo do YouTube. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=IHm6SHaBiP0 (transcrição livre e adaptada).
Considere a seguinte afirmação: “...[para o filósofo e pedagogo John Dewey], arte não é a obra ou o objeto em si, mas sim a interação que flui entre a pessoa e a obra” (linhas 41 e 42).
Assinale a alternativa que pode substituir o período em negrito sem causar alteração do valor semântico-discursivo nem desvio da norma padrão da língua.
Questão 18 15360679
CMB 1 Ano 2022Após a leitura do Texto, responda à questão.
TEXTO
Como a arte influencia nossas vidas (e a gente nem percebe!)
[1] Você já parou para pensar no poder e na influência da arte ao longo da sua vida?
Estamos tão acostumados com a presença da arte em todo lugar que, às vezes, é até difícil enxergar
ou perceber que ela está presente.
A gente cria e consome arte desde os nossos primórdios como seres humanos. A caverna de
[5] Lascaux, na França, possui centenas de pinturas com mais de dezessete mil anos em suas paredes. São
desenhos de animais e marcas de mãos, como aquelas feitas pelas crianças quando pintam o contorno da
mão em papel ou quando molham a palma em tinta e carimbam alguma coisa para deixar sua marca.

Imagens da Caverna de Lascaux, patrimônio da UNESCO.
A gente continua fazendo isso ainda hoje. É quase como um instinto primitivo: nós desejamos
registrar a nossa existência e fazemos isso usando a arte.
[10] Mesmo com a preocupação com o caçar e o sobreviver, há milhares de anos os seres humanos
já dedicavam o seu tempo em criar arte como se não fosse algo opcional ou só por diversão, mas sim
como se fosse algo fundamental e necessário.
Isso não mudou até hoje.
O ser humano é a única criatura capaz de criar e com necessidade de criar, e usamos isso como
[15] forma de nos reconhecermos como humanos, nos expressarmos e darmos sentido à vida. Todas as
linguagens artísticas – música, poesia, dança, teatro, cinema, pintura, desenho, literatura, história em
quadrinhos, escultura, videogame, grafite, fotografia – são capazes de melhorar a forma como nos
relacionamos com outras pessoas e com o mundo, de nos tornar mais criativos, sensíveis e dinâmicos
para com a sociedade.
[20] A pedagoga Daniela Coleto, em seu artigo "A importância da arte para a formação da criança",
lembra que, quando se é criança, as nossas manifestações artísticas são nosso meio de expressão mais
forte e prazeroso. Não há limites para o poder imaginativo: nossos desenhos podem mostrar árvores
azuis, cachorros cor de rosa... Há completa liberdade de expressão para ideias e sentimentos, o que
melhora a escuta, a observação e a comunicação.
[25] Quando a gente cresce, desenvolve-se em nós a noção do nosso papel no mundo. A arte contribui
então para que desenvolvamos mais empatia, que é a capacidade de uma pessoa se colocar no lugar de
e tentar entender o que aquela pessoa sente. Isso acontece quando assistimos a um filme e nos
emocionamos com as histórias, problemas e conquistas das personagens; quando ouvimos uma música
e sentimos uma maré de sensações com o que a melodia e a letra nos transmitem. Essas emoções mudam
[30] a nossa perspectiva e percepção de mundo e nos fazem enxergar a mesma coisa por vários ângulos
diferentes, facilitando a nossa compreensão e clareza dos fatos da vida. Ou seja: em nosso cotidiano, a
arte contribui para nos tornar mais humanos.
Segundo a arteterapeuta Angela Philippini, além de podermos consumir a arte de outras pessoas,
criar arte com as próprias mãos é um meio de expressão extremamente poderoso. Isso nos permite
[35] utilizar diferentes formas de expressão – pintura, desenho, modelagem – como ferramentas para
alcançar níveis profundos do inconsciente, trazendo lembranças e memórias para o consciente e, com
isso, ajuda a expandir e transformar nosso conhecimento sobre nós mesmos. A depender da situação,
pode nos auxiliar a “colocar pra fora” sentimentos e emoções a fim de aliviar uma dor. Pode também
trazer relaxamento, distração, entretenimento, ou mesmo aumentar concentração e foco.
[40] Além disso, consumir a arte de alguém ou produzir a própria arte é estar presente e atento à
troca de sentimentos e sensações humanas. Inclusive, para o filósofo e pedagogo John Dewey, arte não
é a obra ou o objeto em si, mas sim a interação que flui entre a pessoa e a obra. Ele considera que a arte
faz parte do próprio processo de viver, porque estamos a todo momento interagindo com o mundo.
Dessa forma, a arte seria uma experiência de troca consciente entre o organismo que somos nós e o
[45] ambiente em que estamos inseridos. Essa troca acontece por meio dos nossos sentidos – nossa visão,
audição, olfato, tato, paladar – e também na forma como essa experiência nos toca, como a percebemos
e o que ela causa em nós.
Tudo isso é arte.
E a arte, como manifestação de nossa humanidade, só acontece por conta dos altos e baixos e da
[50] nossa vida, com os momentos de desequilíbrio ou desordem e depois com os momentos de satisfação e
equilíbrio. A gente transita entre esses dois extremos buscando soluções para alcançar estabilidade e,
depois, novamente enfrentamos conflitos e problemas que nos levam à desordem. Se houvesse um
mundo onde só existisse equilíbrio ou só desequilíbrio, a arte não existiria, pois ela nasce da tensão
entre esses dois elementos. E essa experiência pode ser compartilhada com o outro. Com isso, a arte dá
[55] voz e gera conexão entre as pessoas. Mesmo entre pessoas com visões de mundo diferentes, a arte
consegue criar união quando se compartilha uma mesma emoção: ela nos ensina sobre a pluralidade
do mundo e nos encoraja a valorizar a criatividade e o diálogo.
A arte também nos faz questionar, nos trazendo dúvidas e exercitando o nosso pensamento e a
nossa consciência crítica. Faz a gente refletir, pensar e criar posicionamentos a respeito de ideias,
[60] valores e situações, nos transformando em pessoas mais inteligentes e assertivas. Sem a arte a nossa vida
perderia parte do sentido ou até o sentido inteiro, já que a gente não consegue nem ao menos imaginar
essa possibilidade de forma hipotética para calcular a falta que ela faria.
Somos seres criadores por natureza; à nossa maneira somos artistas da nossa própria vida. E não
importa de que forma você consome, experimenta ou faz arte. Ela está na sua vida o tempo todo, de mil
[65] maneiras diferentes.
Agora pare e pense: como a arte tem influenciado e transformado a sua vida?
Fonte: Como a arte influencia a sua vida (9’57”). Vídeo do YouTube. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=IHm6SHaBiP0 (transcrição livre e adaptada).
As afirmações que seguem são baseadas no Texto. Em cada uma delas, temos a presença de uma tese (em negrito) e um argumento.
Selecione a única opção em que o argumento efetivamente está confirmando a tese que o precede.
Questão 17 15360649
CMB 1 Ano 2022Após a leitura do Texto, responda à questão.
TEXTO
Centenário da Semana de Arte Moderna: novo Brasil e nova Arte
Contexto Histórico
[1] A Semana de Arte Moderna aconteceu em fevereiro de 1922, na cidade de São Paulo, cem
anos após a Independência do Brasil, 34 anos após a abolição da escravatura e quatro anos após o fim
da Primeira Guerra Mundial. Naquele contexto, uma questão importante para os artistas brasileiros
era entender como o Brasil tinha se saído desses processos. Isso porque, até aquele momento,
[5] predominava no País uma escola artística chamada Parnasianismo, que era incompatível com o novo
Brasil que emergia da História.
O Parnasianismo
Totalmente voltado para temas da antiguidade clássica, o Parnasianismo, cujo início oficial no
Brasil é o ano de 1882, privilegiava uma arte idealizada, irreal. Ele se baseava na doutrina da “arte
pela arte”, ou seja, a arte valia por si mesma, por sua perfeição, beleza e refinamento. Pintura e
escultura privilegiavam uma estética preocupada apenas com a beleza. Na poesia, os olhos estavam
voltados para um passado idealizado, sem contato com a realidade. Os poetas dedicavam-se apenas à
perfeição da estrutura do poema, a uma linguagem rebuscada, culta e formal. Os temas eram sempre
impassíveis, voltados para assuntos universais e racionais.
A arte brasileira não mostrava nada das disparidades sociais do País, a realidade do povo e
suas mazelas recebiam pouco ou nenhum destaque nos trabalhos artísticos. Na intenção de reverter o
que era arte até aquele momento, começou a ser planejado um evento que revolucionasse essa situação.
A Semana de Arte Moderna
A Semana de Arte Moderna se apoiava no pensamento nacionalista de mostrar um Brasil real,
diferente do Brasil que era retratado nas linguagens artísticas oficiais vigentes até o momento. A ideia
era influenciar os artistas contemporâneos para que olhassem para a frente – instaurando o novo – e
experimentassem formas inovadoras de produção artística, criando assim uma arte de vanguarda, mais
livre, que mostrasse o Brasil como uma mistura de culturas e estilos, rompendo assim com a estética
das academias de Belas Artes europeias e as ideias parnasianas. Em outras palavras, pretendia-se criar
uma identidade nacional tirando a cultura brasileira do tempo passado e trazendo-a para a
modernidade. Daí o nome Modernismo.
O evento aconteceu no Theatro Municipal de São Paulo, em sessões abertas ao público nos
dias 13, 15 e 17 de fevereiro de 1922, com programação temática que incluía exposição de pinturas,
declamação de poemas, apresentação de palestras e de recitais musicais.
Vale ressaltar que os trabalhos expostos na Semana não tiveram uma recepção positiva pelos
intelectuais conservadores justamente pelo fato de que rompiam com as tradições artísticas do período.
Na verdade, as notícias sobre o evento ocorreram majoritariamente em São Paulo, não havendo grande
repercussão nacional. Apenas muitos anos depois de seu acontecimento a Semana de Arte Moderna
foi devidamente estudada e tornou um dos marcos da cena cultural brasileira. Ou seja: não foi um
grande sucesso na época em que aconteceu, mas os debates que gerou; o intercâmbio de ideias e de
técnicas que ampliaram os diversos ramos artísticos; o modo como foi retratada posteriormente; e as
novas manifestações artísticas que surgiram a partir dela garantiram seu lugar na História.
Fontes: Abrão Machado, de Espaço do Conhecimento (com adaptações); Rebeka Fuks, de Cultura Genial (com adaptações).
Glossário
Antiguidade clássica: período da história cultural europeia entre os séculos VIII a.C. e V d.C. que compreende as civilizações da Grécia antiga e da Roma antiga, também conhecidas como o mundo greco-romano.
Escola artística: conjunto de ideias, técnicas, linguagens e regras que caracterizam a produção artística de determinada época; elas tanto alteram a expressão artística anterior quanto influenciam o modo de expressão de gerações futuras.
Vanguarda: que vai à frente, que encabeça, pioneiro.
Após a leitura do Texto 1, a respeito do Centenário da Semana de Arte Moderna de 1922, é correto afirmar:
Questão 16 15360536
CMB 1 Ano 2022Após a leitura do Texto, responda à questão.
TEXTO
Centenário da Semana de Arte Moderna: novo Brasil e nova Arte
Contexto Histórico
[1] A Semana de Arte Moderna aconteceu em fevereiro de 1922, na cidade de São Paulo, cem
anos após a Independência do Brasil, 34 anos após a abolição da escravatura e quatro anos após o fim
da Primeira Guerra Mundial. Naquele contexto, uma questão importante para os artistas brasileiros
era entender como o Brasil tinha se saído desses processos. Isso porque, até aquele momento,
[5] predominava no País uma escola artística chamada Parnasianismo, que era incompatível com o novo
Brasil que emergia da História.
O Parnasianismo
Totalmente voltado para temas da antiguidade clássica, o Parnasianismo, cujo início oficial no
Brasil é o ano de 1882, privilegiava uma arte idealizada, irreal. Ele se baseava na doutrina da “arte
pela arte”, ou seja, a arte valia por si mesma, por sua perfeição, beleza e refinamento. Pintura e
escultura privilegiavam uma estética preocupada apenas com a beleza. Na poesia, os olhos estavam
voltados para um passado idealizado, sem contato com a realidade. Os poetas dedicavam-se apenas à
perfeição da estrutura do poema, a uma linguagem rebuscada, culta e formal. Os temas eram sempre
impassíveis, voltados para assuntos universais e racionais.
A arte brasileira não mostrava nada das disparidades sociais do País, a realidade do povo e
suas mazelas recebiam pouco ou nenhum destaque nos trabalhos artísticos. Na intenção de reverter o
que era arte até aquele momento, começou a ser planejado um evento que revolucionasse essa situação.
A Semana de Arte Moderna
A Semana de Arte Moderna se apoiava no pensamento nacionalista de mostrar um Brasil real,
diferente do Brasil que era retratado nas linguagens artísticas oficiais vigentes até o momento. A ideia
era influenciar os artistas contemporâneos para que olhassem para a frente – instaurando o novo – e
experimentassem formas inovadoras de produção artística, criando assim uma arte de vanguarda, mais
livre, que mostrasse o Brasil como uma mistura de culturas e estilos, rompendo assim com a estética
das academias de Belas Artes europeias e as ideias parnasianas. Em outras palavras, pretendia-se criar
uma identidade nacional tirando a cultura brasileira do tempo passado e trazendo-a para a
modernidade. Daí o nome Modernismo.
O evento aconteceu no Theatro Municipal de São Paulo, em sessões abertas ao público nos
dias 13, 15 e 17 de fevereiro de 1922, com programação temática que incluía exposição de pinturas,
declamação de poemas, apresentação de palestras e de recitais musicais.
Vale ressaltar que os trabalhos expostos na Semana não tiveram uma recepção positiva pelos
intelectuais conservadores justamente pelo fato de que rompiam com as tradições artísticas do período.
Na verdade, as notícias sobre o evento ocorreram majoritariamente em São Paulo, não havendo grande
repercussão nacional. Apenas muitos anos depois de seu acontecimento a Semana de Arte Moderna
foi devidamente estudada e tornou um dos marcos da cena cultural brasileira. Ou seja: não foi um
grande sucesso na época em que aconteceu, mas os debates que gerou; o intercâmbio de ideias e de
técnicas que ampliaram os diversos ramos artísticos; o modo como foi retratada posteriormente; e as
novas manifestações artísticas que surgiram a partir dela garantiram seu lugar na História.
Fontes: Abrão Machado, de Espaço do Conhecimento (com adaptações); Rebeka Fuks, de Cultura Genial (com adaptações).
Glossário
Antiguidade clássica: período da história cultural europeia entre os séculos VIII a.C. e V d.C. que compreende as civilizações da Grécia antiga e da Roma antiga, também conhecidas como o mundo greco-romano.
Escola artística: conjunto de ideias, técnicas, linguagens e regras que caracterizam a produção artística de determinada época; elas tanto alteram a expressão artística anterior quanto influenciam o modo de expressão de gerações futuras.
Vanguarda: que vai à frente, que encabeça, pioneiro.
No excerto abaixo, extraído do Texto, todos os vocábulos "que" assumem a função de pronome relativo, uma vez que se remetem a um termo anterior.
[A Semana de Arte Moderna] não foi um grande sucesso na época em que aconteceu, mas os debates que ela gerou; o intercâmbio de ideias e de técnicas que ampliaram os diversos ramos artísticos; o modo como foi retratada posteriormente; e as novas manifestações artísticas que surgiram a partir dela garantiram seu lugar na História. (Linhas 32-35)
Nas alternativas a seguir, selecione a única opção em que o termo "que" exerce essa mesma função.
Questão 1 14945250
ONHB Fase 2 2022Pichação na Bienal de Berlim: arte ou crime?

Foto: (Miguel Ferraz)
Paulista ’picha’ curador da Bienal de Berlim
Convidados da Bienal de Berlim, aberta no fim de abril, pichadores brasileiros se envolveram numa confusão com os organizadores que teve como saldo a ”pichação” do curador da mostra, o artista polonês Artur Zmijewski. Em meio a uma discussão depois que os brasileiros picharam uma igreja na qual dariam um workshop, Djan Ivson, ou Cripta Djan, 26, o mesmo que pichou o espaço vazio da Bienal de 2010 em São Paulo, esguichou tinta amarela em Zmijewski (...)
Caracterizada pela ousadia curatorial, a bienal berlinense tem como título de sua sétima edição ”Forget Fear” (esqueça o medo). Parte da programação da bienal, o workshop dos pichadores brasileiros ocorreria no último sábado na igreja de Santa Elizabeth. De acordo com o relato de Cripta, que estava acompanhado de outros três colegas do movimento ”Pixação”
(Biscoito, William e R.C.), o grupo chegou disposto a demonstrar seu trabalho, mas não no formato didático tradicional de um workshop. ”Não tem como dar workshop de pichação, porque pichação só acontece pela transgressão e no contexto da rua”, disse Cripta à Folha, por telefone. Os convidados passaram a escalar o prédio da igreja e a pichar. Segundo Cripta, os organizadores se desesperaram com a atitude e disseram que eles não estavam autorizados a mexer naqueles lugares. ”Assim que é bom. Se não é pra pichar, nós vamos pichar. Não adianta querer controlar o incontrolável”
(…) O curador chamou a polícia. De acordo com o brasileiro, os policiais quiseram prender o grupo, mas, ainda segundo Cripta, recuou após intervenções do público e de explicações de que eram convidados da Bienal (…) A bienal, que vai até o dia 1º/7, busca escancarar os conflitos da sociedade de hoje (…) ”Eles nos convidaram porque queriam conhecer nossa ’pixação’. Pronto, conheceram”, disse Cripta.
Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Jornal eletrônico ORIGEM: Pichação na Bienal de Berlim: arte ou crime?. In. Folha de São Paulo. 16/06/2012. Disponível em: http://direito.folha.uol.com.br/blog/pichao-na-bienal-de-berlim-arte-ou-crime CRÉDITOS: Folha de São Paulo; Foto: Miguel Ferraz. PALAVRAS-CHAVE: bienal de berlim, arte urbana, história da arte
Com base no documento e em seus conhecimentos sobre o tema escolha a alternativa mais adequada:
Questão 2 14936043
ONHB Fase 1 2022A partir da obra ReAntropofagia (2019) de Denilson Baniwa, assinale a alternativa mais pertinente:
ReAntropofagia, 2019

Transcrição do bilhete retratado
“Aqui jaz o simulacro Macunaíma, jazem juntos a ideia de povo brasileiro e a antropofagia temperada com bordeaux e pax mongólica. Que desta longa digestão renasça Makunaimî e a antropofagia originária que pertence a nós, indígenas”.
Ficha técnica
TIPO DE DOCUMENTO: Técnica mista OBSERVAÇÃO: Agradecemos Denilson Baniwa por gentilmente
ceder a imagem para uso na ONHB.
A ONHB tem autorização para a utilização em sua prova e não se responsabiliza por utilização indevida,
cabendo a quem pretender reproduzir o material entrar em contato com o detentor de direitos legais
sobre o documento. ORIGEM: Denilson Baniwa. ReAntropofagia, 2019, técnica mista, 100 x120cm.
Coleção do artista. Foto: Isabela Matheus. Disponível em:
https://ims.com.br/wp-content/uploads/2021/02/Re-Antropofagia_1200.jpg CRÉDITOS: Denilson
Baniwa; Foto: Isabela Matheus. TÉCNICA: Técnica mista DIMENSÕES: 100 x120cm
PALAVRAS-CHAVE: arte, indígenas, modernismo
06
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