Questões de EFAF Arte
5.161 Questões
Questão 9308863
AUTORAIS Autorais 2023 LP (Arte) 2023Leia o texto abaixo:
O termo arte naif aparece no vocabulário artístico, em geral, como sinônimo de arte ingênua, original e/ou instintiva, produzida por autodidatas que não têm formação culta no campo das artes. [...] A pintura naif se caracteriza pela ausência das técnicas usuais de representação (uso científico da perspectiva, formas convencionais de composição e de utilização das cores) e pela visão ingênua do mundo. As cores brilhantes e alegres – fora dos padrões usuais –, a simplificação dos elementos decorativos, o gosto pela descrição minuciosa, a visão idealizada da natureza e a presença de elementos do universo onírico são alguns dos traços considerados típicos dessa modalidade artística.
Disponível em: https://enciclopedia.itaucultural.org.br/termo5357/arte-naif. Acesso em 11/05/2023.
Qual das seguintes afirmações sobre a arte naif é verdadeira?
Questão 9308861
AUTORAIS Autorais 2023 LP (Arte) 2023Leia o texto abaixo:
[...] Segundo Kant, quando se afirma que algo é belo isso é feito sem ter por base um conceito que respeite essa afirmação, ainda que supostamente seja válida para todos. Se as formulações kantianas têm forte impacto sobre as teorias posteriores – sendo retomadas no século por críticos como o norte-americano Clement Greenberg – , os dois enunciados sobre o belo (os que acentuam os aspectos objetivos e os que sublinham a apreensão subjetiva) permanecem vivos. O duplo modo de conceituação da beleza é utilizado ao longo da história da arte, desde a Grécia Antiga. Ele é reanimado na oposição entre o belo clássico – objetivo, universal e imutável – e o belo romântico - que se refere ao subjetivo, ao variável e ao relativo. Se a dicotomia belo clássico/belo romântico tem utilidade para definir contornos mais amplos, não deve levar ao estabelecimento de uma oposição radical entre os modelos, que se encontram combinados em diversos artistas e obras. [...]
Texto disponível em: https://enciclopedia.itaucultural.org.br/termo402/belo. Acesso em 11/05/2023.
Ao ler o texto, podemos afirmar que:
Questão 27 15361126
CMB 1 Ano 2022Após a leitura dos Texto, responda à questão.
TEXTO 8

Trafalgar Square, de Piet Mondrian
TEXTO 9

Disponivel em: www.custodio.net/tiras-did-tícas.html. Acessoem: 19 set. 2022.
Contextualização: Piet Mondrian (1872-1944), artista holandês de destaque no modernismo europeu, é normalmente lembrado por suas obras geométricas com cores fortes e puras. Custódio é um chargista brasileiro.
Os textos acima apresentam elementos verbais e não verbais que articulam formas diversas de manifestações artísticas. Julgue as afirmações a seguir a respeito da análise, da interpretação, dos aspectos gramaticais e da relação entre os textos, e marque a alternativa correta.
Questão 25 15361008
CMB 1 Ano 2022Após a leitura do Texto, responda à questão.
TEXTO

Disponível em: https://bichinhosdejardim.com/resultado-do-concurso/comment-page-2/. Acesso em: 10set. 2022.
Após a leitura da tirinha, marque a opção que apresenta os termos que melhor descrevem as posições do caracol e da joaninha, respectivamente, em relação ao quadro em arte abstrata.
Questão 22 15360815
CMB 1 Ano 2022Após a leitura do Texto, responda à questão.
TEXTO 1
Como a arte influencia nossas vidas (e a gente nem percebe!)
[1] Você já parou para pensar no poder e na influência da arte ao longo da sua vida?
Estamos tão acostumados com a presença da arte em todo lugar que, às vezes, é até difícil enxergar
ou perceber que ela está presente.
A gente cria e consome arte desde os nossos primórdios como seres humanos. A caverna de
[5] Lascaux, na França, possui centenas de pinturas com mais de dezessete mil anos em suas paredes. São
desenhos de animais e marcas de mãos, como aquelas feitas pelas crianças quando pintam o contorno da
mão em papel ou quando molham a palma em tinta e carimbam alguma coisa para deixar sua marca.

Imagens da Caverna de Lascaux, patrimônio da UNESCO.
A gente continua fazendo isso ainda hoje. É quase como um instinto primitivo: nós desejamos
registrar a nossa existência e fazemos isso usando a arte.
[10] Mesmo com a preocupação com o caçar e o sobreviver, há milhares de anos os seres humanos
já dedicavam o seu tempo em criar arte como se não fosse algo opcional ou só por diversão, mas sim
como se fosse algo fundamental e necessário.
Isso não mudou até hoje.
O ser humano é a única criatura capaz de criar e com necessidade de criar, e usamos isso como
[15] forma de nos reconhecermos como humanos, nos expressarmos e darmos sentido à vida. Todas as
linguagens artísticas – música, poesia, dança, teatro, cinema, pintura, desenho, literatura, história em
quadrinhos, escultura, videogame, grafite, fotografia – são capazes de melhorar a forma como nos
relacionamos com outras pessoas e com o mundo, de nos tornar mais criativos, sensíveis e dinâmicos
para com a sociedade.
[20] A pedagoga Daniela Coleto, em seu artigo "A importância da arte para a formação da criança",
lembra que, quando se é criança, as nossas manifestações artísticas são nosso meio de expressão mais
forte e prazeroso. Não há limites para o poder imaginativo: nossos desenhos podem mostrar árvores
azuis, cachorros cor de rosa... Há completa liberdade de expressão para ideias e sentimentos, o que
melhora a escuta, a observação e a comunicação.
[25] Quando a gente cresce, desenvolve-se em nós a noção do nosso papel no mundo. A arte contribui
então para que desenvolvamos mais empatia, que é a capacidade de uma pessoa se colocar no lugar de
e tentar entender o que aquela pessoa sente. Isso acontece quando assistimos a um filme e nos
emocionamos com as histórias, problemas e conquistas das personagens; quando ouvimos uma música
e sentimos uma maré de sensações com o que a melodia e a letra nos transmitem. Essas emoções mudam
[30] a nossa perspectiva e percepção de mundo e nos fazem enxergar a mesma coisa por vários ângulos
diferentes, facilitando a nossa compreensão e clareza dos fatos da vida. Ou seja: em nosso cotidiano, a
arte contribui para nos tornar mais humanos.
Segundo a arteterapeuta Angela Philippini, além de podermos consumir a arte de outras pessoas,
criar arte com as próprias mãos é um meio de expressão extremamente poderoso. Isso nos permite
[35] utilizar diferentes formas de expressão – pintura, desenho, modelagem – como ferramentas para
alcançar níveis profundos do inconsciente, trazendo lembranças e memórias para o consciente e, com
isso, ajuda a expandir e transformar nosso conhecimento sobre nós mesmos. A depender da situação,
pode nos auxiliar a “colocar pra fora” sentimentos e emoções a fim de aliviar uma dor. Pode também
trazer relaxamento, distração, entretenimento, ou mesmo aumentar concentração e foco.
[40] Além disso, consumir a arte de alguém ou produzir a própria arte é estar presente e atento à
troca de sentimentos e sensações humanas. Inclusive, para o filósofo e pedagogo John Dewey, arte não
é a obra ou o objeto em si, mas sim a interação que flui entre a pessoa e a obra. Ele considera que a arte
faz parte do próprio processo de viver, porque estamos a todo momento interagindo com o mundo.
Dessa forma, a arte seria uma experiência de troca consciente entre o organismo que somos nós e o
[45] ambiente em que estamos inseridos. Essa troca acontece por meio dos nossos sentidos – nossa visão,
audição, olfato, tato, paladar – e também na forma como essa experiência nos toca, como a percebemos
e o que ela causa em nós.
Tudo isso é arte.
E a arte, como manifestação de nossa humanidade, só acontece por conta dos altos e baixos e da
[50] nossa vida, com os momentos de desequilíbrio ou desordem e depois com os momentos de satisfação e
equilíbrio. A gente transita entre esses dois extremos buscando soluções para alcançar estabilidade e,
depois, novamente enfrentamos conflitos e problemas que nos levam à desordem. Se houvesse um
mundo onde só existisse equilíbrio ou só desequilíbrio, a arte não existiria, pois ela nasce da tensão
entre esses dois elementos. E essa experiência pode ser compartilhada com o outro. Com isso, a arte dá
[55] voz e gera conexão entre as pessoas. Mesmo entre pessoas com visões de mundo diferentes, a arte
consegue criar união quando se compartilha uma mesma emoção: ela nos ensina sobre a pluralidade
do mundo e nos encoraja a valorizar a criatividade e o diálogo.
A arte também nos faz questionar, nos trazendo dúvidas e exercitando o nosso pensamento e a
nossa consciência crítica. Faz a gente refletir, pensar e criar posicionamentos a respeito de ideias,
[60] valores e situações, nos transformando em pessoas mais inteligentes e assertivas. Sem a arte a nossa vida
perderia parte do sentido ou até o sentido inteiro, já que a gente não consegue nem ao menos imaginar
essa possibilidade de forma hipotética para calcular a falta que ela faria.
Somos seres criadores por natureza; à nossa maneira somos artistas da nossa própria vida. E não
importa de que forma você consome, experimenta ou faz arte. Ela está na sua vida o tempo todo, de mil
[65] maneiras diferentes.
Agora pare e pense: como a arte tem influenciado e transformado a sua vida?
Fonte: Como a arte influencia a sua vida (9’57”). Vídeo do YouTube. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=IHm6SHaBiP0 (transcrição livre e adaptada).
TEXTO 2

Disponível em: https://revospace.com.br/artigo/fale-como-um-artista-djcas-para-voce-falar-da-sua-arte/. Acesso em: 19 set. 2022.
Que intenção do autor pode ser inferida a partir da leitura dos recursos expressivos verbais e não verbais da tirinha?
Questão 21 15360808
CMB 1 Ano 2022Após a leitura do Texto, responda à questão.
TEXTO
Como a arte influencia nossas vidas (e a gente nem percebe!)
[1] Você já parou para pensar no poder e na influência da arte ao longo da sua vida?
Estamos tão acostumados com a presença da arte em todo lugar que, às vezes, é até difícil enxergar
ou perceber que ela está presente.
A gente cria e consome arte desde os nossos primórdios como seres humanos. A caverna de
[5] Lascaux, na França, possui centenas de pinturas com mais de dezessete mil anos em suas paredes. São
desenhos de animais e marcas de mãos, como aquelas feitas pelas crianças quando pintam o contorno da
mão em papel ou quando molham a palma em tinta e carimbam alguma coisa para deixar sua marca.

Imagens da Caverna de Lascaux, patrimônio da UNESCO.
A gente continua fazendo isso ainda hoje. É quase como um instinto primitivo: nós desejamos
registrar a nossa existência e fazemos isso usando a arte.
[10] Mesmo com a preocupação com o caçar e o sobreviver, há milhares de anos os seres humanos
já dedicavam o seu tempo em criar arte como se não fosse algo opcional ou só por diversão, mas sim
como se fosse algo fundamental e necessário.
Isso não mudou até hoje.
O ser humano é a única criatura capaz de criar e com necessidade de criar, e usamos isso como
[15] forma de nos reconhecermos como humanos, nos expressarmos e darmos sentido à vida. Todas as
linguagens artísticas – música, poesia, dança, teatro, cinema, pintura, desenho, literatura, história em
quadrinhos, escultura, videogame, grafite, fotografia – são capazes de melhorar a forma como nos
relacionamos com outras pessoas e com o mundo, de nos tornar mais criativos, sensíveis e dinâmicos
para com a sociedade.
[20] A pedagoga Daniela Coleto, em seu artigo "A importância da arte para a formação da criança",
lembra que, quando se é criança, as nossas manifestações artísticas são nosso meio de expressão mais
forte e prazeroso. Não há limites para o poder imaginativo: nossos desenhos podem mostrar árvores
azuis, cachorros cor de rosa... Há completa liberdade de expressão para ideias e sentimentos, o que
melhora a escuta, a observação e a comunicação.
[25] Quando a gente cresce, desenvolve-se em nós a noção do nosso papel no mundo. A arte contribui
então para que desenvolvamos mais empatia, que é a capacidade de uma pessoa se colocar no lugar de
e tentar entender o que aquela pessoa sente. Isso acontece quando assistimos a um filme e nos
emocionamos com as histórias, problemas e conquistas das personagens; quando ouvimos uma música
e sentimos uma maré de sensações com o que a melodia e a letra nos transmitem. Essas emoções mudam
[30] a nossa perspectiva e percepção de mundo e nos fazem enxergar a mesma coisa por vários ângulos
diferentes, facilitando a nossa compreensão e clareza dos fatos da vida. Ou seja: em nosso cotidiano, a
arte contribui para nos tornar mais humanos.
Segundo a arteterapeuta Angela Philippini, além de podermos consumir a arte de outras pessoas,
criar arte com as próprias mãos é um meio de expressão extremamente poderoso. Isso nos permite
[35] utilizar diferentes formas de expressão – pintura, desenho, modelagem – como ferramentas para
alcançar níveis profundos do inconsciente, trazendo lembranças e memórias para o consciente e, com
isso, ajuda a expandir e transformar nosso conhecimento sobre nós mesmos. A depender da situação,
pode nos auxiliar a “colocar pra fora” sentimentos e emoções a fim de aliviar uma dor. Pode também
trazer relaxamento, distração, entretenimento, ou mesmo aumentar concentração e foco.
[40] Além disso, consumir a arte de alguém ou produzir a própria arte é estar presente e atento à
troca de sentimentos e sensações humanas. Inclusive, para o filósofo e pedagogo John Dewey, arte não
é a obra ou o objeto em si, mas sim a interação que flui entre a pessoa e a obra. Ele considera que a arte
faz parte do próprio processo de viver, porque estamos a todo momento interagindo com o mundo.
Dessa forma, a arte seria uma experiência de troca consciente entre o organismo que somos nós e o
[45] ambiente em que estamos inseridos. Essa troca acontece por meio dos nossos sentidos – nossa visão,
audição, olfato, tato, paladar – e também na forma como essa experiência nos toca, como a percebemos
e o que ela causa em nós.
Tudo isso é arte.
E a arte, como manifestação de nossa humanidade, só acontece por conta dos altos e baixos e da
[50] nossa vida, com os momentos de desequilíbrio ou desordem e depois com os momentos de satisfação e
equilíbrio. A gente transita entre esses dois extremos buscando soluções para alcançar estabilidade e,
depois, novamente enfrentamos conflitos e problemas que nos levam à desordem. Se houvesse um
mundo onde só existisse equilíbrio ou só desequilíbrio, a arte não existiria, pois ela nasce da tensão
entre esses dois elementos. E essa experiência pode ser compartilhada com o outro. Com isso, a arte dá
[55] voz e gera conexão entre as pessoas. Mesmo entre pessoas com visões de mundo diferentes, a arte
consegue criar união quando se compartilha uma mesma emoção: ela nos ensina sobre a pluralidade
do mundo e nos encoraja a valorizar a criatividade e o diálogo.
A arte também nos faz questionar, nos trazendo dúvidas e exercitando o nosso pensamento e a
nossa consciência crítica. Faz a gente refletir, pensar e criar posicionamentos a respeito de ideias,
[60] valores e situações, nos transformando em pessoas mais inteligentes e assertivas. Sem a arte a nossa vida
perderia parte do sentido ou até o sentido inteiro, já que a gente não consegue nem ao menos imaginar
essa possibilidade de forma hipotética para calcular a falta que ela faria.
Somos seres criadores por natureza; à nossa maneira somos artistas da nossa própria vida. E não
importa de que forma você consome, experimenta ou faz arte. Ela está na sua vida o tempo todo, de mil
[65] maneiras diferentes.
Agora pare e pense: como a arte tem influenciado e transformado a sua vida?
Fonte: Como a arte influencia a sua vida (9’57”). Vídeo do YouTube. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=IHm6SHaBiP0 (transcrição livre e adaptada).
"[Criar arte] nos permite utilizar diferentes formas de expressão (...) como ferramentas para alcançar níveis profundos do inconsciente, trazendo lembranças e memórias para o consciente e, com isso, ajuda a expandir e transformar nosso conhecimento sobre nós mesmos." (Linhas 34 a 37)
Marque a única alternativa que se aproxima da afirmação expressa no excerto acima.
06
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