Questões de EFAF Arte
5.161 Questões
Questão 11 10443157
OBI 1° Ano - Nível 2 Fase 1 2014DJ
Seis estilos de música diferentes serão executados pelo DJ Sombra Negra. Cada estilo vai ser executado uma única vez, e as seguintes condições devem ser obedecidas:
• Hip-hop é o primeiro, o terceiro ou o quinto estilo a ser executado.
• Pelo menos dois estilos são executados após samba ser executado, mas antes de pop ser executado (ou seja, pelo menos dois estilos são executados entre execução de samba e a execução de pop).
• Exatamente um estilo é executado após funk, mas antes de rock ser executado (ou seja, exatamente um estilo é executado entre a execução de funk e a execução de rock).
Qual das seguintes alternativas é uma possível lista completa e correta dos estilos executados, do primeiro para o último?
Questão 9 10245891
CANGURU Escolar 2014A Cristina desenhou as flores representadas na figura ao lado numa janela da escola.
Como é que as flores se veem do outro lado da janela?

Questão 16 11005763
IFC Exame de Classificação 2013Instrução: A questão é baseadas nos textos 1 e 2
Texto 1
Ladrões: o impossível diálogo
"Obra de Cézanne é roubada em Oxford"
Mundo, 2.jan.2000.
[5] "Desenho de Picasso é roubado em Paris"
Ilustrada, 3.jan.2000.
Em Oxford, um homem lê no jornal que um desenho de Picasso foi
roubado em Paris. Em Paris, um homem lê no jornal que uma obra de
[10] Cézanne foi roubada em Oxford.
Em Oxford, um homem põe o jornal de lado e contempla a tela de
Cézanne que está à sua frente. É com desgosto que o faz. Nunca gostou
de Cézanne. Roubou o quadro porque era o que podia roubar, o que
estava disponível. Mas o que ele queria mesmo era um Picasso. Picasso é
[15] o artista de seus sonhos.
Em Paris, um homem põe o jornal de lado e contempla o desenho
de Picasso que está à sua frente. É com desgosto que o faz. Nunca
gostou de Picasso. Roubou o desenho porque era o que podia roubar, o
que estava disponível. Mas o que ele queria mesmo era um Cézanne.
[20] Cézanne é o artista de seus sonhos.
Em Oxford, um homem tem uma ideia: trocar o quadro de Cézanne,
que acabou de roubar, por um desenho de Picasso que também acabou
de ser roubado.
Em Paris, um homem tem uma ideia: trocar o desenho de Picasso,
[25] que acabou de roubar, por um quadro de Cézanne, que também acabou
de ser roubado.
Como encontrarei o homem que roubou o Picasso, pergunta-se,
angustiado, o homem que roubou o Cézanne (há razão para sua angústia:
quem rouba um Picasso não quer ser encontrado). Como acharei o
[30] homem que roubou o Cézanne, pergunta-se, angustiado, o homem que
roubou o Picasso (há razão para sua angústia: quem rouba um Cézanne
não quer ser encontrado).
Este será um século de desencontros, pensa o homem que roubou o
Cézanne. Este será um século de desencontros, pensa o homem que
[35] roubou o Picasso.
O que pensavam a respeito Cézanne e Picasso, ninguém sabe.
(SCLIAR, Moacyr. O imaginário cotidiano, Ed. Gaia, 2006, p. 99-100)
Texto 2
Carta a um assaltante
Prezado senhor assaltante: Não pretendo aqui discutir sua
metodologia de trabalho, nem mesmo a motivação que o leva a roubar.
[5] Afinal de contas este país esteve, há não muito tempo, nas mãos de uma
quadrilha, e que eu saiba ninguém aventou problemas psicológicos para
justificar o que faziam. De outra parte, todos nós sabemos que o crime
viceja, como erva daninha, na miséria em que vivemos.
Quero, porém, ponderar que, como dizia Jean Valjean em Os
[10] Miseráveis, há roubos e roubos. Quem rouba um pão é ladrão. Quem
rouba um milhão é barão.
Mas quem não rouba nem pão nem milhão, o que é? Quem rouba a
bicicleta de um garoto, o que é?
Esta é uma resposta que não consigo encontrar, senhor assaltante.
[15] Assim como não consigo encontrar resposta para a pergunta que me fez
uma moça, dona de uma confeitaria que foi assaltada. A gente trabalha,
trabalha, no fim do dia vem um ladrão e leva tudo – é justo?
Outro dia passei por um carro e vi nele um anúncio que me chamou
a atenção. Dizia: “Este carro não tem rádio: já foi roubado. Este carro
[20] também não tem nada de valor”.
Uma advertência destas dirigida a assaltantes pressupõe algumas
coisas. Primeiro, que o assaltante saiba ler, o que no passado raramente
acontecia (mas também no passado raramente os crimes eram tão
brutais). Segundo, apela para uma racionalidade que o assaltante, como
[25] qualquer ser humano, deve possuir. Em suma: admite a possibilidade de
um diálogo.
Se este diálogo pode existir, senhor assaltante, eu faria uma
sugestão. Acho que os assaltantes devem impor alguma forma de limite às
suas atividades.
[30] Porque os assaltos estão enlouquecendo as pessoas, e não se trata
só dos ricos: todo mundo sabe que as maiores vítimas da violência estão
nas vilas populares. E esta perda do bom senso leva a consequências
imprevisíveis: gente armada, gente pedindo a pena de morte.
Não dá para voltar aos bons roubos de antigamente?
[35] Não dá para simplesmente, e com mãos de artista, bater a carteira
de um passageiro de ônibus, levando só os trocados e deixando-o, pelo
menos, com uma sincera admiração: “Puxa, mas esse cara é bom
mesmo”?
Pense nisto, senhor assaltante. A propósito: se o senhor quiser ler
[40] esta crônica, não roube o jornal. Eu lhe dou o meu exemplar.
(SCLIAR, Moacyr. Minha mãe não dorme enquanto eu não chegar, Ed. L&PM, 2009)
A palavra viceja (linha 8 do Texto 2), pode ser substituída, mantendo-se o sentido da frase, pela expressão:
Questão 11 10871352
Concursos Câmara de São Carlos 2013Heitor dos Prazeres era um negro carioca nascido no morro, em 23 de setembro de 1898. Foi compositor de sambas e marchinhas, cantadas até hoje nos bailes de carnaval, mas também foi pintor de quadros de renome internacional, tanto que até a rainha da Inglaterra adquiriu um de seus quadros para sua coleção pessoal. Heitor morreu em 4 de outubro de 1966, na mesma cidade em que nasceu.
Heitor dos Prazeres trabalhando em um dos seus quadros

(www.google.com.br)
Heitor dos Prazeres morreu aos
Questão 6 10868955
Concursos Fundação de Terras de SP 2013Leia o texto para responder à questão.
Juvenal, derrotado na eleição para deputado, ficou deprimido porque havia gasto todas as suas economias. E agora, desempregado, enfrentava o problema de arranjar dinheiro. Sem falar nas reclamações de Cinira, sua mulher: isso era o que mais o perturbava, fazendo com que se sentisse um cidadão inútil.
Certo dia, tinha ido até a casa do vizinho Luís conversar com o filho dele, Ari, já com dor de cabeça de tanta irritação, e então sua filha Nice apareceu com um anúncio inesperado: estava aberto o concurso para Rei Momo do Carnaval. É um bom cargo, ideal para você, pai – garantiu ela. Você é alegre, gosta de samba. Será uma compensação: os eleitores rejeitaram sua eleição e você responderá tornando-se rei.
Juvenal sentiu aversão pela ideia, ponderou que não se tratava da mesma coisa. Como deputado, teria quatro anos de mandato e ganharia bem. Como Rei Momo, tudo terminaria na Quarta-Feira de Cinzas. Além disso, havia um obstáculo, conforme o anúncio: embora fosse gordinho, pesava apenas 125 quilos. Faltavam-lhe, portanto, cinco quilos para chegar ao peso mínimo exigido no concurso.
A mulher e a filha não se deram por vencidas. – Nós vamos engordar você, prometeram. Animado por elas, Juvenal decidiu tentar, ainda que o tempo trabalhasse contra ele. Faltavam poucos dias para a inscrição ao concurso, mas dedicou-se ao regime de engorda. E era toucinho, e doce de caldas, e macarronada. – Não posso mais, gemia Juvenal. Nice não concordava, Cinira
lembrava o tempo em que passavam fome e pensavam em uma mesa farta. Com o que ele voltava a empunhar o garfo e a faca. Mas a balança não parecia corresponder a tal esforço. “Quem sabe ele esconde uns pesos embaixo da roupa” – sugeriu Marli, sua tia. A ideia não era má, mas, e se exigissem que tirasse a roupa? Não, não poderia correr o risco.
Finalmente Juvenal conseguiu chegar ao peso mínimo necessário, exatamente no dia do concurso. Dirigiu-se ao local do exame, porém não foi aprovado. A balança dos juízes registrou 500 gramas a menos. Não era engano. Ele tinha, sim, perdido meio quilo: apreensivo, suava muito. E o suor que ia deixando pelo caminho era o peso que lhe faltava.
(Moacyr Scliar. Folha de S.Paulo. 14.10.02. Adaptado)
No trecho – ... apareceu com um anúncio inesperado... (2.° parágrafo) – o significado contrário ao da palavra destacada é
Questão 8 10868238
Concursos Fundação Carlos Chagas (13ª região) 2013Atenção: Considere o texto abaixo para responder à questão.
O caldo cultural do Nordeste, particularmente do sertão, foi primordial na formação do paraibano Ariano Suassuna. A infância passada no sertão familiarizou o futuro escritor e dramaturgo com temas e formas de expressão artística que mais tarde viriam a influenciar o seu universo ficcional, como a literatura de cordel e o maracatu rural. Não só histórias e casos narrados foram aproveitados para o processo de criação de suas peças e romances, mas também todas as formas da narrativa oral e da poesia sertaneja foram assimiladas e reelaboradas por Suassuna. Suas obras se caracterizam justamente por isso, pelo domínio dos ritmos da poética popular nordestina.
Com apenas 19 anos, Suassuna ligou-se a um grupo de jovens escritores e artistas. As atividades que o grupo desenvolveu apontavam para três direções: levar o teatro ao povo por meio de apresentações em praças públicas, instaurar entre os componentes do conjunto uma problemática teatral e estimular a criação de uma literatura dramática de raízes fincadas na realidade brasileira, particularmente na nordestina.
No final do século XIX, surgiu no Nordeste a chamada literatura de cordel. A primeira publicação de folheto no Nordeste, historicamente comprovada, aconteceu em 1870.
O nome cordel originou-se do fato de os folhetos serem expostos em cordões, quando vendidos nas feiras livres. O principal nome do cordel foi Leandro Gomes de Barros, considerado por Ariano Suassuna “o mais genial de todos os poetas do romanceiro popular do Nordeste”.
A peça Auto da Compadecida, de Suassuna, é uma releitura do folclore nordestino em linguagem teatral moderna. O enredo da peça é um trabalho de montagem e moldagem baseado em uma tradição muito antiga, que remonta aos autos medievais e mais diretamente a inúmeros autores populares que se dedicaram ao gênero do cordel.
As apropriações de Suassuna tanto do folheto nordestino quanto de outras fontes literárias são possíveis porque a palavra imitação, usada por Suassuna, remete-nos ao conceito aristotélico de mimesis, cujo significado não representa apenas uma repetição à semelhança de algo, uma cópia, mas a representação de uma realidade. Suassuna já fez diversos elogios da imitação como ato de criação e costuma dizer que boa parte da obra de Shakespeare vem da recriação de histórias mais antigas.
Recontar uma história alheia, para o cordelista e para o dramaturgo popular, é torná-la sua, porque existe na cultura popular a noção de que a história, uma vez contada, torna-se patrimônio universal e transfere-se para o domínio público. Autoral é apenas a forma textual dada à história por cada um que a reescreve.
(Adaptado de FOLCH, Luiza. Disponível em: www.omarra-re.uerj.br/numero15. Acesso em 17/05/2014)
Considerando-se o contexto, a palavra que no segmento
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