Questões de EFAF Arte
5.161 Questões
Questão 6 10192583
IFPE Subsequente 2015TEXTO

JUNIÃO. Disponível em: http://www.juniao.com.br/aranha-fecha-o-gol-novamente-contra-o-gremio/.
Acesso em: 01out.2014.
A charge é um gênero de opinião, de cunho crítico e humorístico.
Sobre o texto que também trata do caso Aranha, pode-se afirmar que:
Questão 8554675
ETECSP ETECSP 2015 1 FaseU Gerais 2015A pintura do teto da Capela Sistina, obra do mestre Michelangelo Buonarroti, foi realizada no início do século . Veja uma pequena parte dessa obra.

Disponível em: <http://tinyurl.com/k5pd3k4>. Acesso em: jul. . Original colorido.
Analisando as características da pintura apresentada, é correto concluir que se trata de uma obra
Questão 8363384
ESPM ESPM 2015 2 FaseU Gerais 2015
Roda de bicicleta ().

Fonte. .
O autor foi o criador do Ready-made, termo criado para designar um tipo de objeto, por ele inventado, que consiste em um ou mais artigos de uso cotidiano, produzidos em massa, selecionados sem critério estético e expostos como obras de arte em espaços especializados como museus e galerias. Ao transformar qualquer objeto em obra de arte, o artista realiza uma crítica radical ao sistema da arte. Assinale a alternativa que mencione respectivamente o nome do artista responsável pelos trabalhos apresentados na questão e o movimento artístico que adotava os procedimentos expostos no enunciado, levando muitos a exclamarem: “Isso não é arte!”
Disponível em: Carol Strickland. Arte Comentada.
Questão 14 10741930
COLTEC 2014Analise esta imagem:

A partir dessa imagem, pode-se inferir que ocorre nela um/uma
Questão 18 10737942
CMR 6º Ano - Português 2014Leia o texto seguinte para responder.
Texto
Etiqueta: o que fazer e o que não fazer com seu celular em situações sociais

"Santa Ceia", 2013. Ilustração feita por Allan Sieber especialmente para discutir os excessos do celular Disponível em http://redeglobo.globo.com/globociencia. Acesso em 24 out 14.
Na imagem, os sentimentos do homem ao centro ante a situação que se desenrola ao seu redor são demonstrados principalmente pelo(a)
Questão 17 10737332
CMBH 6° Ano - Português 2014TEXTO
Glória
— Meu filho é artista de televisão, contando o senhor não acredita. Eu mesmo às vezes penso que é
ilusão. Com oito anos, imagine. Estava brincando na pracinha lá da vila quando passaram uns homens e
olharam muito pra ele. Meu filho, não é pra me gabar, mas é uma lindeza de Menino-Jesus, aí um dos
homens falou assim pra ele: Quer fazer um teste, ó garoto? O que é teste? ele respondeu. Aí o homem
[5] explicou, não sei bem qual é a explicação, levaram ele pra um edifício na cidade, tiraram um bocado de
retratos dele, depois falaram assim: Você foi aprovado. Aí ele se espantou: Mas eu não fiz exame, que
troço é esse? Não é nada de exame não, eles responderam, você foi aprovado pra fazer um comercial, tá
bem? Ele neca de saber o que é um comercial, nem eu, mas agora eu fiquei sabendo, é uma coisa à toa, a
pessoa nem precisa falar, fica só fazendo uma coisa, comendo doce de leite, devagarinho, com uma
[10] carinha alegre, quando acaba passa a língua nos beiços, assim, olha, e pisca o olho, ele é tão engraçado,
antes de acabar de comer ele já estava fazendo isso, um negócio. Aí mandaram ele de volta pra casa, não,
antes falaram assim pra ele: Manda seu pai aqui na agência receber o cachet. Ele ficou espantado, falou
assim: Que troço é esse? Eles responderam: É Tutu. Aí ele baixou a cabeça e respondeu baixinho: Eu não
tenho pai. E mãe você tem? Ele respondeu que mãe ele tinha, e levantou a cabeça. Então manda ela aqui,
[15] mas o garoto é esperto, deu uma de sabido: Eu mesmo não posso receber? Se fui eu que fiz tudo sozinho.
Não, você não pode, tem que ser sua mãe, diz a ela que venha das 2 às 4, trazendo carteira de identidade.
Bonito, e eu que nunca tive carteira, já pelejei pra tirar uma, dei duro, pedi pro compadre Julião me
quebrar esse galho, compadre explicou que carece antes tirar certidão de nascimento, essa é muito boa,
então a gente tem que provar que nasceu, eu não estou viva com a graça de Deus e forte e trabalhando? O
[20] pior é que nem sei se fui registrada lá em Pilão dos Palmares, chão do meu nascimento, não tenho parentes
neste mundo, só tenho no outro, e nem a poder de oração consegui até hoje tirar o papel da tal certidão,
afinal eu falei assim pro compadre: Deixa para lá, sem carteira vivi até hoje, sem ela vou viver até Nosso
Senhor me fechar os olhos. Vou lá na agência assim mesmo. Larguei meu serviço. Fui. Tinha um mundão
de gente, eu não sabia quem é que podia me atender, andei rodando de uma sala pra outra, até que afinal
[25] um cara de bigodão, atrás da parede de vidro com um óculo no meio, falou assim: É comigo, trouxe a
carteira? Eu expliquei que carteira eu não tinha, mas sou lavadeira muito acreditada na Zona Norte, muitas
madamas da Rua Conde de Bonfim podem atestar que eu sou eu mesma e mãe de meu filho, há 25 anos
que trabalho de lavar roupa. Ele abanou a cabeça, falou assim: Nada feito, não tenho ordem de pagar sem
identidade. Mas o meu filho trabalhou, moço, eles ficaram satisfeitos com o trabalho dele, tanto que
[30] prometeram pagar um tal de cachet, como é que pra pagar a ele é preciso a carteira de outra pessoa, o
senhor acha isso direito? Ele não respondeu nada, tornou a abanar a cabeça e eu fiquei matutando: O que
tu vai fazer pra sair dessa, Clementina da Anunciação? E comecei a chorar. Aí eles me viram chorando,
ficaram com pena de mim, um barbudo que passava disse pro bigodão: Paga ela, Reginaldo. O bigodão
resmungou: Tá legal, e me deu um papel passado em três folhas iguais, pra eu assinar nelas todas. Aí eu
[35] disse: O senhor me desculpe, mas eu não sei escrever, a cabeça não dá. Então nada feito outra vez, o
bigodão respondeu. Aí eu não tinha mais vontade de chorar e disse assim pra ele: Escuta aqui, moço,
quanto é que meu filho tem pra receber? Ele respondeu: 50 cruzeiros. Ah, é isso? respondi. Pode ficar pra
agência. Perdi meu dia de trabalho, gastei trem, gastei ônibus, andei a pé nesse solão, não vou me chatear
por causa dessa micharia. Um cara que estava escutando falou assim: A senhora vai jogar fora esses 50
[40] mangos? E daí? respondi pra ele. Meu filho vale muito mais, a gente não fica mais pobre por causa disso,
ele agora é artista, amanhã, se Deus e a Virgem Maria ajudar, vai ganhar milhões. Nem precisa ganhar, só
o orgulho que eu sinto por ele ter passado no teste! Saí de lá com esse orgulho bonito no coração, meu
filho é artista, meu filho é artista, ia repetindo sozinha, na rua me olhavam admirados, mas eu nem dei
bola, fui pra casa e ligo a televisão o dia inteiro, trabalho vendo ela, até chegar a hora de meu filho
[45] aparecer no comercial comendo doce de leite. Pobre tem televisão, na vila todos têm, vai ser um estouro
quando meu boneco aparecer e piscar o olho, então isso não vale mais que 50, que 500, ou cinco mil
cruzeiros, ou todos os cruzeiros do mundo?
E seu rosto enrugado cintilava de glória.
DRUMMOND, Carlos. In: De notícias & não-notícias faz-se a crônica. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1975.
Releia “O senhor me desculpe, mas eu não sei escrever, a cabeça não dá” (ℓ. 35).
O sentido atribuído ao trecho destacado pelo contexto é:
06
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