Questões de EFAF Arte
5.161 Questões
Questão 2 10309260
IFPR Médio Integrado 2016MÚSICA NO TÁXI
Carlos Drummond de Andrade
1º Quando menos se espera... Você pega o táxi, manda tocar seu destino (manda, não,
pede por favor) e ................ a escutar durante 20 minutos, no volume mais possante, o rádio
despejando assaltos e homicídios do dia. Os tiros, os gemidos, os desabamentos o acompanharão
todo o percurso. E a fatalidade da vida, quando .............. pressa.
2º Mas eis que o motorista pega de um imprevisto cassete, coloca-o no lugar devido, liga, e os
acordes dos Contos dos Bosques de Viena irrompem do fusca amarrotado, mas digno.
3º Bem, não é a Nona Sinfonia nem um título menor da grande música, mas não estamos na Sala
Cecília Meireles, e isso vale como homenagem especial a um passageiro distinto, que pede por favor.
Cumpre agradecer a fineza:
4º — Obrigado. O senhor mostra que tem satisfação em agradar aos passageiros, oferecendo-lhes
música e não barulho e crimes.
5º — Não tem de quê. O senhor também aprecia?
6º — O quê?
7º — Strauss. E um dos meus prediletos.
8º — Sim, ele é agradável. O senhor está sendo gentil comigo.
9º — Ora, não é tanto assim. Pus o cassete porque gosto de música. Não sabia se o senhor
também gostava ou não. Se não gostasse, eu desligava. Portanto, não tem que agradecer.
10 — E já lhe aconteceu desligar?
11 — lh, tantas vezes. Fico observando a fisionomia do passageiro. Uns, mais acanhados,
disfarçam, não dizem nada, mas tem outros que reclamam, não querem ouvir esse troço. O senhor já
pensou: chamar Tchaikovski de “esse troço”? Pois ouvi isso de um cidadão de gravata e pasta de
executivo. Ele disse que precisava se concentrar por causa de um negócio importante e Tchaicovski
perturbava a concentração.
12 — Ele talvez quisesse dizer que ficava tão empolgado pela música que esquecia o negócio.
13 — Pois sim! Nesse caso, não falaria “esse troço”, que é o cumulo da falta de respeito.
14 — Estou adivinhando que o senhor toca um instrumento.
15 — Como é que o senhor viu?
16 — Porque uma pessoa que gosta tanto de música, em geral toca. Seu instrumento qual é”?
Virou-se com tristeza na voz:
17 — Atualmente nenhum. O senhor sabe, essa crise geral, a gasolina pela hora da morte, e não é
só a gasolina: a comida, o sapato, o resto. Tive de vender pra tapar uns buracos. Mas se as coisas
melhorarem este ano...
18 — Melhoram. As coisas têm de melhorar — achei meu dever confortá-lo.
19 — Porque clarinetista sem clarinete, o senhor sabe, é um negócio sem sentido. Clarinete tem esta
vantagem: dá o recado sem precisar de orquestra. Um solo bem executado, não precisa mais pra
encantar a alma. Mas clarinetista, sozinho, fica até ridículo.
20 — Não diga isso. E não desanime. O dia em que arranjar outro clarinete — quem sabe”, talvez até
seja o mesmo que .................. — será uma festa.
21 — Mas se demorar muito eu já estarei tão desacostumado que nem sei se volto a tocar
razoavelmente. Porque, o senhor compreende, eu não sou um artista, minha vida não dá folga pra
estudar nem meia hora por dia.
22 — O importante é gostar de música, ter amor e devoção por música, e está se vendo que o
senhor tem de sobra.
23 — Lá isso tá certo.
24 — Não importa que o senhor não seja solista de uma grande orquestra, e mesmo de uma
orquestra comum. Ninguém precisa ser grande em nada, uma vez que cultive alguma coisa bonita na
vida.
25 Seu rosto iluminou-se.
26 — Que bom ouvir uma coisa dessas. Agora vou lhe confessar que isso de não ser músico dos
tais que arrebatam o auditório sempre me doeu um pouco. Não era por vaidade não, quem sou pra ter
vaidade? Mas um sonho esquisito, sei lá. Ficava me imaginando num palco iluminado, tocando...
Bobagem, o senhor desculpe. Agora a sua palavra deixou tudo claro. Basta eu gostar de música. Não é
preciso que gostem de mim, nem que ela goste de mim. Obrigado ao senhor.
27 Olhei o taximetro, tirei a carteira.
28 — Eu nem devia cobrar do senhor. Fico até encabulado!
(Boca de Luar, 6 ed. pág. 69-71, Editora Record, Rio, 1987)
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas de linha pontilhada do texto
Questão 4 10303363
CANGURU Escolar 2016Qual é o reflexo do palhaço, que se mostra na figura abaixo, num espelho?

Questão 34 10252562
IFSertãoPE 2016Observe a imagem abaixo:

A Criação de Adão, detalhe do afresco da Capela Sistina, pintando
por Michelangelo Buonarroti, (1508-151).
O afresco da Capela Sistina, pintado por Michelangelo Buonarroti, pode servir de representação para uma teoria da origem humana.
Qual é alternativa que corresponde a essa teoria?
Questão 20 10191463
CMR 1°ano - Prova de Português 2016TEXTO:

Fonte: Imagem de livre circulação no whatsApp. Out/2016
A análise desta charge nos remete à seguinte interpretação:
Questão 34 611910
IF Sertão 2016Observe a imagem abaixo:

A Criação de Adão, detalhe do afresco da Capela Sistina, pintando por Michelangelo Buonarroti, (1508-151).
O afresco da Capela Sistina, pintado por Michelangelo Buonarroti, pode servir de representação para uma teoria da origem humana. Qual é alternativa que corresponde a essa teoria?
Questão 3 11050339
IFTM Integrados 2015/1Leia o texto a seguir para responder à questão:
Assim como o livro, ‘A Culpa É das Estrelas’ é filme para ser sentido
Poucos lenços de papel não são suficientes para acompanhar a versão cinematográfica do drama baseado no livro de John Green

“Esse é o problema da dor, ela precisa ser sentida”. A frase, uma das mais apreciadas pelos adolescentes -- e não tão adolescentes assim -- que leram A Culpa É das Estrelas, é a que melhor define a adaptação da obra de John Green para o cinema. O filme foi feito para ser sentido. E arrancar lágrimas e risos de quem assiste à obra.
O mix de emoções é culpa do casal principal, formado por Hazel Grace (Shailene Woodley) e Augustus (vivido por um ótimo Ansel Elgort). A adolescente de 16 anos convive há três com um câncer que começou na tireoide e depois atacou seus pulmões. Desenganada pelos médicos, ela sobrevive por causa de um tratamento experimental e da ajuda de um cilindro de oxigênio conectado às suas narinas através de uma cânula.
Hazel é obrigada pelos pais a frequentar um grupo de apoio para jovens com câncer, com o objetivo principal de fazer amigos. Lá ela conhece Augustus, 17, que teve câncer nos ossos e amputou uma das pernas. Os dois iniciam uma amizade, mas “Gus” deseja algo mais. Por algum tempo, Hazel evita ceder, já que se considera uma "granada" quando explodir, vai ferir todos à sua volta. Os avisos de mantenha distância não são suficientes para o garoto e, pouco depois, eles iniciam um romance curto, mas intenso o suficiente para dar inveja às princesas da Disney.
Embora Elgort não desfile o ideal de beleza grega, sua atuação é marcante e lembra o charme juvenil do astro Leonardo DiCaprio no fim dos anos 1990. Já Shailene prova, mais uma vez, que é uma atriz para se ficar de olho. Em seu filme anterior, Divergente, ela exibia um belo cabelo longo loiro com um figurino preto colado ao corpo malhado. Agora, ela se despe da vaidade, perde alguns quilos e as madeixas, e assume uma postura cansada e enferma, como os leitores do best-seller imaginavam.
Os fãs do livro, aliás, não ficarão desapontados com a adaptação para o cinema. O diretor Josh Boone e os roteiristas Scott Neustadter e Michael H. Weber seguiram à risca o texto original, que de tão elogiado pela crítica literária não demandou alterações.
Escolhido pela revista americana Time como o livro de ficção do ano em 2012, A Culpa É das Estrelas poderia ser apenas mais uma história triste com personagens com câncer, não fosse pelos personagens criados por Green. Hazel e Gus tratam a vida e a morte com honestidade, longe dos padrões de autoajuda tão populares em países como os Estados Unidos e até mesmo o Brasil. O mesmo o faz Isaac (Nat Wolff), amigo do casal que também frequenta o grupo e tem um caso raro de câncer nos olhos. Na adolescência ele fica cego e a namorada o deixa. Ainda que o drama de Isaac rendesse outro filme digno de muitas lágrimas, são suas algumas das cenas mais engraçadas da produção.
Todavia, o troféu de falas extremamente honestas e brutais fica com o veterano Willem Dafoe, que interpreta Van Houten, um escritor amargurado de quem Hazel é fã. “Você é um efeito colateral de um processo evolutivo que não dá muita importância a vidas individuais”, diz o autor quando a garota o visita em Amsterdã. O personagem teve uma traumática experiência com um familiar com câncer, caso que o faz buscar refúgio no álcool. Outra história que sozinha também renderia mais um filme.
Na contramão dos últimos sucessos infantojuvenis da literatura e do cinema, que apostam em tramas fantasiosas, com bruxos e vampiros, ou distopias violentas, John Green surge como um respiro honesto e que não subestima seu público. Os adolescentes perceberam isso e o escritor se tornou uma grife: seus livros são presença constante na lista de mais vendidos. A Culpa É das Estrelas não deverá ter uma continuação como outras séries teens. Porém, a carreira de Green no cinema está só começando e promete ser brilhante.
Disponível em: http://veja.abril.com.br/noticia/entretenimento/bons-atores-garantem-choradeira-em-filme-a-culpa-e-das-estrelas. Acesso em: 29/10/14.
No trecho: “Na contramão dos últimos sucessos infantojuvenis da literatura e do cinema, que apostam em tramas fantasiosas, com bruxos e vampiros, ou distopias violentas, John Green surge como um respiro honesto e que não subestima seu público”.
Assinale a alternativa que traz um sinônimo possível ao termo sublinhado.
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