Questões de EFAF Arte - Artes Visuais
150 Questões
Questão 19 15360796
CMB 1 Ano 2022Após a leitura do Texto, responda à questão.
TEXTO
Como a arte influencia nossas vidas (e a gente nem percebe!)
[1] Você já parou para pensar no poder e na influência da arte ao longo da sua vida?
Estamos tão acostumados com a presença da arte em todo lugar que, às vezes, é até difícil enxergar
ou perceber que ela está presente.
A gente cria e consome arte desde os nossos primórdios como seres humanos. A caverna de
[5] Lascaux, na França, possui centenas de pinturas com mais de dezessete mil anos em suas paredes. São
desenhos de animais e marcas de mãos, como aquelas feitas pelas crianças quando pintam o contorno da
mão em papel ou quando molham a palma em tinta e carimbam alguma coisa para deixar sua marca.

Imagens da Caverna de Lascaux, patrimônio da UNESCO.
A gente continua fazendo isso ainda hoje. É quase como um instinto primitivo: nós desejamos
registrar a nossa existência e fazemos isso usando a arte.
[10] Mesmo com a preocupação com o caçar e o sobreviver, há milhares de anos os seres humanos
já dedicavam o seu tempo em criar arte como se não fosse algo opcional ou só por diversão, mas sim
como se fosse algo fundamental e necessário.
Isso não mudou até hoje.
O ser humano é a única criatura capaz de criar e com necessidade de criar, e usamos isso como
[15] forma de nos reconhecermos como humanos, nos expressarmos e darmos sentido à vida. Todas as
linguagens artísticas – música, poesia, dança, teatro, cinema, pintura, desenho, literatura, história em
quadrinhos, escultura, videogame, grafite, fotografia – são capazes de melhorar a forma como nos
relacionamos com outras pessoas e com o mundo, de nos tornar mais criativos, sensíveis e dinâmicos
para com a sociedade.
[20] A pedagoga Daniela Coleto, em seu artigo "A importância da arte para a formação da criança",
lembra que, quando se é criança, as nossas manifestações artísticas são nosso meio de expressão mais
forte e prazeroso. Não há limites para o poder imaginativo: nossos desenhos podem mostrar árvores
azuis, cachorros cor de rosa... Há completa liberdade de expressão para ideias e sentimentos, o que
melhora a escuta, a observação e a comunicação.
[25] Quando a gente cresce, desenvolve-se em nós a noção do nosso papel no mundo. A arte contribui
então para que desenvolvamos mais empatia, que é a capacidade de uma pessoa se colocar no lugar de
e tentar entender o que aquela pessoa sente. Isso acontece quando assistimos a um filme e nos
emocionamos com as histórias, problemas e conquistas das personagens; quando ouvimos uma música
e sentimos uma maré de sensações com o que a melodia e a letra nos transmitem. Essas emoções mudam
[30] a nossa perspectiva e percepção de mundo e nos fazem enxergar a mesma coisa por vários ângulos
diferentes, facilitando a nossa compreensão e clareza dos fatos da vida. Ou seja: em nosso cotidiano, a
arte contribui para nos tornar mais humanos.
Segundo a arteterapeuta Angela Philippini, além de podermos consumir a arte de outras pessoas,
criar arte com as próprias mãos é um meio de expressão extremamente poderoso. Isso nos permite
[35] utilizar diferentes formas de expressão – pintura, desenho, modelagem – como ferramentas para
alcançar níveis profundos do inconsciente, trazendo lembranças e memórias para o consciente e, com
isso, ajuda a expandir e transformar nosso conhecimento sobre nós mesmos. A depender da situação,
pode nos auxiliar a “colocar pra fora” sentimentos e emoções a fim de aliviar uma dor. Pode também
trazer relaxamento, distração, entretenimento, ou mesmo aumentar concentração e foco.
[40] Além disso, consumir a arte de alguém ou produzir a própria arte é estar presente e atento à
troca de sentimentos e sensações humanas. Inclusive, para o filósofo e pedagogo John Dewey, arte não
é a obra ou o objeto em si, mas sim a interação que flui entre a pessoa e a obra. Ele considera que a arte
faz parte do próprio processo de viver, porque estamos a todo momento interagindo com o mundo.
Dessa forma, a arte seria uma experiência de troca consciente entre o organismo que somos nós e o
[45] ambiente em que estamos inseridos. Essa troca acontece por meio dos nossos sentidos – nossa visão,
audição, olfato, tato, paladar – e também na forma como essa experiência nos toca, como a percebemos
e o que ela causa em nós.
Tudo isso é arte.
E a arte, como manifestação de nossa humanidade, só acontece por conta dos altos e baixos e da
[50] nossa vida, com os momentos de desequilíbrio ou desordem e depois com os momentos de satisfação e
equilíbrio. A gente transita entre esses dois extremos buscando soluções para alcançar estabilidade e,
depois, novamente enfrentamos conflitos e problemas que nos levam à desordem. Se houvesse um
mundo onde só existisse equilíbrio ou só desequilíbrio, a arte não existiria, pois ela nasce da tensão
entre esses dois elementos. E essa experiência pode ser compartilhada com o outro. Com isso, a arte dá
[55] voz e gera conexão entre as pessoas. Mesmo entre pessoas com visões de mundo diferentes, a arte
consegue criar união quando se compartilha uma mesma emoção: ela nos ensina sobre a pluralidade
do mundo e nos encoraja a valorizar a criatividade e o diálogo.
A arte também nos faz questionar, nos trazendo dúvidas e exercitando o nosso pensamento e a
nossa consciência crítica. Faz a gente refletir, pensar e criar posicionamentos a respeito de ideias,
[60] valores e situações, nos transformando em pessoas mais inteligentes e assertivas. Sem a arte a nossa vida
perderia parte do sentido ou até o sentido inteiro, já que a gente não consegue nem ao menos imaginar
essa possibilidade de forma hipotética para calcular a falta que ela faria.
Somos seres criadores por natureza; à nossa maneira somos artistas da nossa própria vida. E não
importa de que forma você consome, experimenta ou faz arte. Ela está na sua vida o tempo todo, de mil
[65] maneiras diferentes.
Agora pare e pense: como a arte tem influenciado e transformado a sua vida?
Fonte: Como a arte influencia a sua vida (9’57”). Vídeo do YouTube. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=IHm6SHaBiP0 (transcrição livre e adaptada).
Considere a seguinte afirmação: “...[para o filósofo e pedagogo John Dewey], arte não é a obra ou o objeto em si, mas sim a interação que flui entre a pessoa e a obra” (linhas 41 e 42).
Assinale a alternativa que pode substituir o período em negrito sem causar alteração do valor semântico-discursivo nem desvio da norma padrão da língua.
Questão 18 15360679
CMB 1 Ano 2022Após a leitura do Texto, responda à questão.
TEXTO
Como a arte influencia nossas vidas (e a gente nem percebe!)
[1] Você já parou para pensar no poder e na influência da arte ao longo da sua vida?
Estamos tão acostumados com a presença da arte em todo lugar que, às vezes, é até difícil enxergar
ou perceber que ela está presente.
A gente cria e consome arte desde os nossos primórdios como seres humanos. A caverna de
[5] Lascaux, na França, possui centenas de pinturas com mais de dezessete mil anos em suas paredes. São
desenhos de animais e marcas de mãos, como aquelas feitas pelas crianças quando pintam o contorno da
mão em papel ou quando molham a palma em tinta e carimbam alguma coisa para deixar sua marca.

Imagens da Caverna de Lascaux, patrimônio da UNESCO.
A gente continua fazendo isso ainda hoje. É quase como um instinto primitivo: nós desejamos
registrar a nossa existência e fazemos isso usando a arte.
[10] Mesmo com a preocupação com o caçar e o sobreviver, há milhares de anos os seres humanos
já dedicavam o seu tempo em criar arte como se não fosse algo opcional ou só por diversão, mas sim
como se fosse algo fundamental e necessário.
Isso não mudou até hoje.
O ser humano é a única criatura capaz de criar e com necessidade de criar, e usamos isso como
[15] forma de nos reconhecermos como humanos, nos expressarmos e darmos sentido à vida. Todas as
linguagens artísticas – música, poesia, dança, teatro, cinema, pintura, desenho, literatura, história em
quadrinhos, escultura, videogame, grafite, fotografia – são capazes de melhorar a forma como nos
relacionamos com outras pessoas e com o mundo, de nos tornar mais criativos, sensíveis e dinâmicos
para com a sociedade.
[20] A pedagoga Daniela Coleto, em seu artigo "A importância da arte para a formação da criança",
lembra que, quando se é criança, as nossas manifestações artísticas são nosso meio de expressão mais
forte e prazeroso. Não há limites para o poder imaginativo: nossos desenhos podem mostrar árvores
azuis, cachorros cor de rosa... Há completa liberdade de expressão para ideias e sentimentos, o que
melhora a escuta, a observação e a comunicação.
[25] Quando a gente cresce, desenvolve-se em nós a noção do nosso papel no mundo. A arte contribui
então para que desenvolvamos mais empatia, que é a capacidade de uma pessoa se colocar no lugar de
e tentar entender o que aquela pessoa sente. Isso acontece quando assistimos a um filme e nos
emocionamos com as histórias, problemas e conquistas das personagens; quando ouvimos uma música
e sentimos uma maré de sensações com o que a melodia e a letra nos transmitem. Essas emoções mudam
[30] a nossa perspectiva e percepção de mundo e nos fazem enxergar a mesma coisa por vários ângulos
diferentes, facilitando a nossa compreensão e clareza dos fatos da vida. Ou seja: em nosso cotidiano, a
arte contribui para nos tornar mais humanos.
Segundo a arteterapeuta Angela Philippini, além de podermos consumir a arte de outras pessoas,
criar arte com as próprias mãos é um meio de expressão extremamente poderoso. Isso nos permite
[35] utilizar diferentes formas de expressão – pintura, desenho, modelagem – como ferramentas para
alcançar níveis profundos do inconsciente, trazendo lembranças e memórias para o consciente e, com
isso, ajuda a expandir e transformar nosso conhecimento sobre nós mesmos. A depender da situação,
pode nos auxiliar a “colocar pra fora” sentimentos e emoções a fim de aliviar uma dor. Pode também
trazer relaxamento, distração, entretenimento, ou mesmo aumentar concentração e foco.
[40] Além disso, consumir a arte de alguém ou produzir a própria arte é estar presente e atento à
troca de sentimentos e sensações humanas. Inclusive, para o filósofo e pedagogo John Dewey, arte não
é a obra ou o objeto em si, mas sim a interação que flui entre a pessoa e a obra. Ele considera que a arte
faz parte do próprio processo de viver, porque estamos a todo momento interagindo com o mundo.
Dessa forma, a arte seria uma experiência de troca consciente entre o organismo que somos nós e o
[45] ambiente em que estamos inseridos. Essa troca acontece por meio dos nossos sentidos – nossa visão,
audição, olfato, tato, paladar – e também na forma como essa experiência nos toca, como a percebemos
e o que ela causa em nós.
Tudo isso é arte.
E a arte, como manifestação de nossa humanidade, só acontece por conta dos altos e baixos e da
[50] nossa vida, com os momentos de desequilíbrio ou desordem e depois com os momentos de satisfação e
equilíbrio. A gente transita entre esses dois extremos buscando soluções para alcançar estabilidade e,
depois, novamente enfrentamos conflitos e problemas que nos levam à desordem. Se houvesse um
mundo onde só existisse equilíbrio ou só desequilíbrio, a arte não existiria, pois ela nasce da tensão
entre esses dois elementos. E essa experiência pode ser compartilhada com o outro. Com isso, a arte dá
[55] voz e gera conexão entre as pessoas. Mesmo entre pessoas com visões de mundo diferentes, a arte
consegue criar união quando se compartilha uma mesma emoção: ela nos ensina sobre a pluralidade
do mundo e nos encoraja a valorizar a criatividade e o diálogo.
A arte também nos faz questionar, nos trazendo dúvidas e exercitando o nosso pensamento e a
nossa consciência crítica. Faz a gente refletir, pensar e criar posicionamentos a respeito de ideias,
[60] valores e situações, nos transformando em pessoas mais inteligentes e assertivas. Sem a arte a nossa vida
perderia parte do sentido ou até o sentido inteiro, já que a gente não consegue nem ao menos imaginar
essa possibilidade de forma hipotética para calcular a falta que ela faria.
Somos seres criadores por natureza; à nossa maneira somos artistas da nossa própria vida. E não
importa de que forma você consome, experimenta ou faz arte. Ela está na sua vida o tempo todo, de mil
[65] maneiras diferentes.
Agora pare e pense: como a arte tem influenciado e transformado a sua vida?
Fonte: Como a arte influencia a sua vida (9’57”). Vídeo do YouTube. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=IHm6SHaBiP0 (transcrição livre e adaptada).
As afirmações que seguem são baseadas no Texto. Em cada uma delas, temos a presença de uma tese (em negrito) e um argumento.
Selecione a única opção em que o argumento efetivamente está confirmando a tese que o precede.
Questão 1 10828386
COLUNI/UFV 1° dia 2022/1Leia o texto a seguir para a questão.
História em quadrinhos
As histórias em quadrinhos (HQs) são amplamente conhecidas, principalmente pelos clássicos de heróis e vilões. No entanto,
o gênero não se restringe a essa possibilidade, e, na realidade, é utilizado como recurso narrativo para diversas histórias, que
podem ser ficcionais ou representativas de fatos históricos. Caracterizam-se pela predominância da linguagem visual como
recurso comunicativo, no qual as cenas individuais são postas em sequência para construir-se um movimento narrativo.
[5] Nascidas e expandidas pelo surgimento da imprensa e do jornal, as histórias em quadrinhos conquistaram sua autonomia e
ampliaram seu alcance, adentrando, inclusive, o cinema. As diversidades estéticas e temáticas solidificaram a força do
gênero. [...]
O que é história em quadrinhos?
História em quadrinhos (HQ) é um texto de linguagem mista, no qual predomina o uso da linguagem visual como recurso
[10] narrativo. Além disso, esse gênero define-se por sua estrutura em pequenos quadros [...] as imagens e possíveis falas
expressam-se em uma relação de tempo-espaço no texto.
Comumente é conhecida ou como gênero lúdico, voltado principalmente ao público infantil, ou como as famosas histórias de
super-heróis, que, pelo grande sucesso que tiveram e ainda têm no grande público, confundem-se com o gênero. Entretanto,
[15] existem diversos temas, estéticas, linguagens e universos trabalhados por histórias em quadrinhos e que nem sempre são
reconhecidos, como as adaptações de textos literários, os quadrinhos de cunho mais filosófico etc.
Existem diversos tipos de quadrinhos, com estéticas e histórias próprias, como os de terror, romance, ficção científica, os que
fazem releituras de outros textos, os de gênero crime/policial, infantil, juvenil, os filosóficos, históricos etc. [...] Os quadrinhos,
por sua predominância textual na imagem, retratam os movimentos e o passar do tempo por meio da sequencialidade de
[20] imagens que representam momentos estáticos, mas que, vistos em relação aos outros quadrinhos, contam uma história.
Existem muitas HQs que só utilizam a linguagem visual e exploram as aproximações e os distanciamentos, as perspectivas,
os exageros, as cores e outros elementos, para representar ou expressar comportamentos, que são compreendidos pelo
leitor. [...]
Os quadrinhos, como os conhecemos hoje, nasceram com o uso e expansão da imprensa, pois, pelos jornais, as primeiras
[25] tirinhas foram publicadas e consumidas pelos leitores. Esse fato garantiu ao gênero uma inserção no consumo cultural, mas,
por outro lado, limitava suas publicações, pois os autores dependiam do jornal.
Por volta da década de 1930, as tirinhas já publicadas em jornais passaram a ser republicadas em revistas independentes.
Como o jornal geralmente era descartado após a leitura, essas revistas cumpriam a função de manter as tirinhas à disposição
do público. [...]
[30] Com o sucesso das primeiras revistas em quadrinhos, o mercado para esse gênero cresce e novas histórias são criadas e
publicadas, novos estilos consolidam-se, além de temas e representações políticos que passaram a ser debatidos nelas. O
sucesso dessas revistas alcançou também o mercado cinematográfico, e diversas histórias passaram a ter a sua versão em
filme. [...]
Disponível em: https://mundoeducacao.uol.com.br/literatura/historia-historia-quadrinhos.htm. Acesso em: 05 set. 2021 (Adaptado).
Analise as afirmativas abaixo em relação ao texto “História em quadrinhos”.
I. No texto, ressalta-se a importância do gênero HQs no contexto da comunicação.
II. O tempo e o espaço nas histórias em quadrinhos, na maioria das vezes, não são mencionados.
III. História em quadrinhos pressupõe, em geral, uma mescla de linguagens verbal e não verbal.
IV. Os quadrinhos são sempre elaborados a partir de adaptações de textos clássicos ou literários.
Está CORRETO o que se afirma apenas em:
Questão 24 10655917
CMPA 6° Ano - Provas de Matemática e Língua Portuguesa 2022Texto

GABRIEL D. Disponivel em https://64.media.tumblr.com/dfc684e6bc9cc1741SaeSc2ce7ec844b/3adf2f86861bSae3-e8B/s1280x1920/283904ecd21162ea3dd7d56675c6dbd7212cabbc.jpg. Acesso em 03 de agosto de 2022.
A tirinha é um gênero em que as linguagens verbal e visual dialogam entre si na produção de sentido. Nesse exemplar em análise, por exemplo, o humor depende não só das falas dos personagens, mas também da forma como os seus traços e os seus gestos são representados.
A considerar esse diálogo essencial entre palavra e imagem, assinale a alternativa correta.
Questão 2 10680666
OBRL 8° Ano - 1° Fase 2021Após perceber a presença da simetria nas palavras, durante um estudo sobre a arte e geometria, o professor apresentou à turma diferentes tipos de simetria. Naquele momento da aula, ele falava sobre a simetria de rotação e, para ampliar a discussão, apresentou várias imagens de obras criadas.

Entre elas, a ÚNICA que não apresenta simetria de rotação é:
Questão 3 10675883
OBRL 6° Ano - 2° Fase 2021Uma das figuras a seguir não faz parte do grupo, ou seja, quatro delas tem a mesma relação e apenas uma delas não.
Descubra o intruso!
06
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