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Questões de Arte

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3.523 Questões

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Questão 13 15013530
Difícil 00:00

UNESPAR 2024
  • Arte
  • Sugira
  • História da Arte Linguagens artísticas
  • Arte do Brasil Artes visuais
  • Multiculturalismo Pintura
  • Exibir tags

Veja a seguir a pintura Iracema (1909), de Antônio Parreiras, que representa a protagonista em uma das cenas importantes do romance homônimo, Iracema (1865), de José de Alencar:

0_565f7dca08f408f32bb49f47b972686a_15013530.jpg.png

Fonte: IRACEMA. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. São Paulo: Itaú Cultural, 2023.

 

Analisando esta pintura, é CORRETO AFIRMAR que:

 

I. A obra retrata a solidão de Iracema em razão da ausência do ser amado: o português Martim;

II. A cena remete à tristeza de Iracema pela desunião dos povos indígenas que viviam em conflito;

III. A tela remete ao desfecho do livro Iracema, quando ela é abandonada pelo europeu Martim;

IV. Iracema expressa, de modo dramático, os conflitos existentes entre colonizador e colonizado;

V. O quadro expressa a convivência pacífica entre indígenas e portugueses durante a colonização.

 

Estão CORRETAS apenas as seguintes alternativas:

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Questão 10 15013503
Difícil 00:00

UNESPAR 2024
  • Arte
  • Sugira
  • Linguagens artísticas
  • Artes visuais
  • Digital e NFT´s Profissões
  • Exibir tags
Resolução comentada

Texto para a questão.

 

Cultura, Inteligência Artificial e poder: como os artistas estão se levantando contra a tecnologia da moda Por PABLO JIMÉNEZ ARANDIA

– Opera Mundi (Tradução de Pedro Marin)

 

[1] A relação entre a inteligência artificial (IA) e a cultura não é nova. Há anos, artistas de

todos os tipos vêm fazendo experiências com essa tecnologia para criar seus trabalhos.

Mas, assim como em outros campos, o surgimento da inteligência artificial generativa

- aquela capaz de criar conteúdo aparentemente original a partir de instruções básicas

[5] fornecidas pelo usuário – está provocando uma profunda controvérsia no mundo da arte.

Os sistemas generativos de imagem (Dall-e, Midjourney e Stable Diffusion são alguns dos

mais populares) e de texto (ChatGPT, Bard) possibilitam a criação de trabalhos altamente

verossímeis em apenas alguns segundos. Isso é possível graças à grande quantidade de

conteúdo com o qual foram treinados: esses aplicativos de software reproduzem os

[10] padrões que viram se repetir várias vezes durante o treinamento, sejam eles de imagens,

textos ou sons.

Nos últimos meses, ao mesmo tempo em que a popularidade e o número de usuários das

versões mais recentes do ChatGPT, Dall-e ou Midjourney aumentaram, também surgiram

as primeiras reclamações contra as empresas que criaram essas ferramentas.

[15] Em janeiro, Sarah Andersen, Kelly McKernan e Karla Ortiz, três artistas plásticas dos

Estados Unidos, foram ao tribunal em São Francisco para acusar várias empresas de

inteligência artificial de violar leis de propriedade intelectual, publicidade e concorrência

no estado da Califórnia. As artistas argumentam no processo que, com essa ação, buscam

impedir "a flagrante e enorme violação de seus direitos" ao ter seu trabalho usado para

[20] a construção desses softwares. E alertaram que seu próprio ofício, o de artistas, estava

em risco se essas práticas não fossem interrompidas.

Nos enormes bancos de dados a partir dos quais programas como o Stable Diffusioneo

Midjourney foram criados, há uma mistura de imagens licenciadas para uso público e

aquelas protegidas por direitos autorais. Por exemplo, para essas inteligências artificiais

[25] - capazes de criar imagens falsas de realismo chocante, como algumas que se

popularizaram, como as do Papa Francisco em um casaco branco ou Donald Trump sendo

preso antes de seu julgamento – foram usadas milhões de fotografias tiradas por

fotojornalistas de todo o planeta.

A popularidade conquistada em um curto espaço de tempo por essas inteligências

[30] artificiais ajudou as empresas do setor a obterem cada vez mais recursos de grandes

investidores. E, portanto, a aumentarem os lucros das empresas e de suas equipes de

gestão sem que uma parte fundamental desse sucesso, ou seja, os criadores da arte na

qual seus programas se baseiam, tenham recebido algo em troca.

Nos últimos meses, vem crescendo o consenso de que a inteligência artificial precisa ser

[35] regulamentada. E o mesmo acontece com as ferramentas generativas que já estão sendo

usadas por milhões de pessoas em todo o mundo.

O Parlamento Europeu propôs recentemente obrigar os fornecedores desse tipo de

software a tornar público "um registro suficientemente detalhado do uso de dados

protegidos por leis de direitos autorais", entre outras exigências. Nos próximos meses,

[40] uma nova regulamentação para essas tecnologias será aprovada no continente europeu

e deverá ser implementada por todos os estados-membros da União Europeia.

As propostas para evitar o uso negligente do trabalho de artistas muitas vezes anônimos

também estão vindo da própria profissão. A iniciativa “Arte es Ética” (Arte é Ética), por

exemplo, é promovida por coletivos de artistas da América Latina e da Espanha que

[45] advogam um controle muito mais rigoroso sobre a inteligência artificial generativa.

Seus membros exigem, entre outras medidas, que haja consentimento prévio e explícito

do autor para que uma obra seja usada no treinamento de softwares desse tipo. Exigem

também que as imagens produzidas por meio dessas ferramentas incluam por lei uma

marca d'água e uma assinatura digital com informações sobre a porcentagem de

[50] automação utilizada no processo de criação e o nome do usuário que a gerou, entre

outros dados. Eles também reivindicam que essas ferramentas de software cancelem

a função atualmente disponível de usar os nomes dos próprios artistas para replicar seu

estilo ou trabalho, caso esses criadores não tenham concordado em ser incluídos no banco

de dados de treinamento do programa.

[55] Nos próximos meses, certamente veremos mais propostas que busquem avançar em

direção a um uso responsável da IA no mundo da arte. O que está em jogo é a construção

de uma cultura mais justa e inclusiva com todos os atores envolvidos.

Fonte:https://operamundi.uol.com.br/opiniao/81792/cultura-ia-e-poder-como-os-artistas-estao-se-levantando-contra-atecnologiada-moda. Acesso em: 08/08/2023. (Adaptado).

Assinale a alternativa CORRETA em relação ao uso formal, no texto, dos elementos indicados:

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Questão 9 15013490
Difícil 00:00

UNESPAR 2024
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Texto para a questão.

 

Cultura, Inteligência Artificial e poder: como os artistas estão se levantando contra a tecnologia da moda Por PABLO JIMÉNEZ ARANDIA

– Opera Mundi (Tradução de Pedro Marin)

 

[1] A relação entre a inteligência artificial (IA) e a cultura não é nova. Há anos, artistas de

todos os tipos vêm fazendo experiências com essa tecnologia para criar seus trabalhos.

Mas, assim como em outros campos, o surgimento da inteligência artificial generativa

- aquela capaz de criar conteúdo aparentemente original a partir de instruções básicas

[5] fornecidas pelo usuário – está provocando uma profunda controvérsia no mundo da arte.

Os sistemas generativos de imagem (Dall-e, Midjourney e Stable Diffusion são alguns dos

mais populares) e de texto (ChatGPT, Bard) possibilitam a criação de trabalhos altamente

verossímeis em apenas alguns segundos. Isso é possível graças à grande quantidade de

conteúdo com o qual foram treinados: esses aplicativos de software reproduzem os

[10] padrões que viram se repetir várias vezes durante o treinamento, sejam eles de imagens,

textos ou sons.

Nos últimos meses, ao mesmo tempo em que a popularidade e o número de usuários das

versões mais recentes do ChatGPT, Dall-e ou Midjourney aumentaram, também surgiram

as primeiras reclamações contra as empresas que criaram essas ferramentas.

[15] Em janeiro, Sarah Andersen, Kelly McKernan e Karla Ortiz, três artistas plásticas dos

Estados Unidos, foram ao tribunal em São Francisco para acusar várias empresas de

inteligência artificial de violar leis de propriedade intelectual, publicidade e concorrência

no estado da Califórnia. As artistas argumentam no processo que, com essa ação, buscam

impedir "a flagrante e enorme violação de seus direitos" ao ter seu trabalho usado para

[20] a construção desses softwares. E alertaram que seu próprio ofício, o de artistas, estava

em risco se essas práticas não fossem interrompidas.

Nos enormes bancos de dados a partir dos quais programas como o Stable Diffusioneo

Midjourney foram criados, há uma mistura de imagens licenciadas para uso público e

aquelas protegidas por direitos autorais. Por exemplo, para essas inteligências artificiais

[25] - capazes de criar imagens falsas de realismo chocante, como algumas que se

popularizaram, como as do Papa Francisco em um casaco branco ou Donald Trump sendo

preso antes de seu julgamento – foram usadas milhões de fotografias tiradas por

fotojornalistas de todo o planeta.

A popularidade conquistada em um curto espaço de tempo por essas inteligências

[30] artificiais ajudou as empresas do setor a obterem cada vez mais recursos de grandes

investidores. E, portanto, a aumentarem os lucros das empresas e de suas equipes de

gestão sem que uma parte fundamental desse sucesso, ou seja, os criadores da arte na

qual seus programas se baseiam, tenham recebido algo em troca.

Nos últimos meses, vem crescendo o consenso de que a inteligência artificial precisa ser

[35] regulamentada. E o mesmo acontece com as ferramentas generativas que já estão sendo

usadas por milhões de pessoas em todo o mundo.

O Parlamento Europeu propôs recentemente obrigar os fornecedores desse tipo de

software a tornar público "um registro suficientemente detalhado do uso de dados

protegidos por leis de direitos autorais", entre outras exigências. Nos próximos meses,

[40] uma nova regulamentação para essas tecnologias será aprovada no continente europeu

e deverá ser implementada por todos os estados-membros da União Europeia.

As propostas para evitar o uso negligente do trabalho de artistas muitas vezes anônimos

também estão vindo da própria profissão. A iniciativa “Arte es Ética” (Arte é Ética), por

exemplo, é promovida por coletivos de artistas da América Latina e da Espanha que

[45] advogam um controle muito mais rigoroso sobre a inteligência artificial generativa.

Seus membros exigem, entre outras medidas, que haja consentimento prévio e explícito

do autor para que uma obra seja usada no treinamento de softwares desse tipo. Exigem

também que as imagens produzidas por meio dessas ferramentas incluam por lei uma

marca d'água e uma assinatura digital com informações sobre a porcentagem de

[50] automação utilizada no processo de criação e o nome do usuário que a gerou, entre

outros dados. Eles também reivindicam que essas ferramentas de software cancelem

a função atualmente disponível de usar os nomes dos próprios artistas para replicar seu

estilo ou trabalho, caso esses criadores não tenham concordado em ser incluídos no banco

de dados de treinamento do programa.

[55] Nos próximos meses, certamente veremos mais propostas que busquem avançar em

direção a um uso responsável da IA no mundo da arte. O que está em jogo é a construção

de uma cultura mais justa e inclusiva com todos os atores envolvidos.

Fonte:https://operamundi.uol.com.br/opiniao/81792/cultura-ia-e-poder-como-os-artistas-estao-se-levantando-contra-atecnologiada-moda. Acesso em: 08/08/2023. (Adaptado).

Assinale a alternativa que define CORRETAMENTE a função, no texto, de ambos os termos indicados:

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Questão 8 15013485
Difícil 00:00

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Cultura, Inteligência Artificial e poder: como os artistas estão se levantando contra a tecnologia da moda Por PABLO JIMÉNEZ ARANDIA

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[1] A relação entre a inteligência artificial (IA) e a cultura não é nova. Há anos, artistas de

todos os tipos vêm fazendo experiências com essa tecnologia para criar seus trabalhos.

Mas, assim como em outros campos, o surgimento da inteligência artificial generativa

- aquela capaz de criar conteúdo aparentemente original a partir de instruções básicas

[5] fornecidas pelo usuário – está provocando uma profunda controvérsia no mundo da arte.

Os sistemas generativos de imagem (Dall-e, Midjourney e Stable Diffusion são alguns dos

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verossímeis em apenas alguns segundos. Isso é possível graças à grande quantidade de

conteúdo com o qual foram treinados: esses aplicativos de software reproduzem os

[10] padrões que viram se repetir várias vezes durante o treinamento, sejam eles de imagens,

textos ou sons.

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[15] Em janeiro, Sarah Andersen, Kelly McKernan e Karla Ortiz, três artistas plásticas dos

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[20] a construção desses softwares. E alertaram que seu próprio ofício, o de artistas, estava

em risco se essas práticas não fossem interrompidas.

Nos enormes bancos de dados a partir dos quais programas como o Stable Diffusioneo

Midjourney foram criados, há uma mistura de imagens licenciadas para uso público e

aquelas protegidas por direitos autorais. Por exemplo, para essas inteligências artificiais

[25] - capazes de criar imagens falsas de realismo chocante, como algumas que se

popularizaram, como as do Papa Francisco em um casaco branco ou Donald Trump sendo

preso antes de seu julgamento – foram usadas milhões de fotografias tiradas por

fotojornalistas de todo o planeta.

A popularidade conquistada em um curto espaço de tempo por essas inteligências

[30] artificiais ajudou as empresas do setor a obterem cada vez mais recursos de grandes

investidores. E, portanto, a aumentarem os lucros das empresas e de suas equipes de

gestão sem que uma parte fundamental desse sucesso, ou seja, os criadores da arte na

qual seus programas se baseiam, tenham recebido algo em troca.

Nos últimos meses, vem crescendo o consenso de que a inteligência artificial precisa ser

[35] regulamentada. E o mesmo acontece com as ferramentas generativas que já estão sendo

usadas por milhões de pessoas em todo o mundo.

O Parlamento Europeu propôs recentemente obrigar os fornecedores desse tipo de

software a tornar público "um registro suficientemente detalhado do uso de dados

protegidos por leis de direitos autorais", entre outras exigências. Nos próximos meses,

[40] uma nova regulamentação para essas tecnologias será aprovada no continente europeu

e deverá ser implementada por todos os estados-membros da União Europeia.

As propostas para evitar o uso negligente do trabalho de artistas muitas vezes anônimos

também estão vindo da própria profissão. A iniciativa “Arte es Ética” (Arte é Ética), por

exemplo, é promovida por coletivos de artistas da América Latina e da Espanha que

[45] advogam um controle muito mais rigoroso sobre a inteligência artificial generativa.

Seus membros exigem, entre outras medidas, que haja consentimento prévio e explícito

do autor para que uma obra seja usada no treinamento de softwares desse tipo. Exigem

também que as imagens produzidas por meio dessas ferramentas incluam por lei uma

marca d'água e uma assinatura digital com informações sobre a porcentagem de

[50] automação utilizada no processo de criação e o nome do usuário que a gerou, entre

outros dados. Eles também reivindicam que essas ferramentas de software cancelem

a função atualmente disponível de usar os nomes dos próprios artistas para replicar seu

estilo ou trabalho, caso esses criadores não tenham concordado em ser incluídos no banco

de dados de treinamento do programa.

[55] Nos próximos meses, certamente veremos mais propostas que busquem avançar em

direção a um uso responsável da IA no mundo da arte. O que está em jogo é a construção

de uma cultura mais justa e inclusiva com todos os atores envolvidos.

Fonte:https://operamundi.uol.com.br/opiniao/81792/cultura-ia-e-poder-como-os-artistas-estao-se-levantando-contra-atecnologiada-moda. Acesso em: 08/08/2023. (Adaptado).

Assinale a alternativa que apresenta CORRETAMENTE a relação de referencialidade entre os termos indicados, no texto:

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Questão 7 15013476
Difícil 00:00

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Cultura, Inteligência Artificial e poder: como os artistas estão se levantando contra a tecnologia da moda Por PABLO JIMÉNEZ ARANDIA

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[1] A relação entre a inteligência artificial (IA) e a cultura não é nova. Há anos, artistas de

todos os tipos vêm fazendo experiências com essa tecnologia para criar seus trabalhos.

Mas, assim como em outros campos, o surgimento da inteligência artificial generativa

- aquela capaz de criar conteúdo aparentemente original a partir de instruções básicas

[5] fornecidas pelo usuário – está provocando uma profunda controvérsia no mundo da arte.

Os sistemas generativos de imagem (Dall-e, Midjourney e Stable Diffusion são alguns dos

mais populares) e de texto (ChatGPT, Bard) possibilitam a criação de trabalhos altamente

verossímeis em apenas alguns segundos. Isso é possível graças à grande quantidade de

conteúdo com o qual foram treinados: esses aplicativos de software reproduzem os

[10] padrões que viram se repetir várias vezes durante o treinamento, sejam eles de imagens,

textos ou sons.

Nos últimos meses, ao mesmo tempo em que a popularidade e o número de usuários das

versões mais recentes do ChatGPT, Dall-e ou Midjourney aumentaram, também surgiram

as primeiras reclamações contra as empresas que criaram essas ferramentas.

[15] Em janeiro, Sarah Andersen, Kelly McKernan e Karla Ortiz, três artistas plásticas dos

Estados Unidos, foram ao tribunal em São Francisco para acusar várias empresas de

inteligência artificial de violar leis de propriedade intelectual, publicidade e concorrência

no estado da Califórnia. As artistas argumentam no processo que, com essa ação, buscam

impedir "a flagrante e enorme violação de seus direitos" ao ter seu trabalho usado para

[20] a construção desses softwares. E alertaram que seu próprio ofício, o de artistas, estava

em risco se essas práticas não fossem interrompidas.

Nos enormes bancos de dados a partir dos quais programas como o Stable Diffusioneo

Midjourney foram criados, há uma mistura de imagens licenciadas para uso público e

aquelas protegidas por direitos autorais. Por exemplo, para essas inteligências artificiais

[25] - capazes de criar imagens falsas de realismo chocante, como algumas que se

popularizaram, como as do Papa Francisco em um casaco branco ou Donald Trump sendo

preso antes de seu julgamento – foram usadas milhões de fotografias tiradas por

fotojornalistas de todo o planeta.

A popularidade conquistada em um curto espaço de tempo por essas inteligências

[30] artificiais ajudou as empresas do setor a obterem cada vez mais recursos de grandes

investidores. E, portanto, a aumentarem os lucros das empresas e de suas equipes de

gestão sem que uma parte fundamental desse sucesso, ou seja, os criadores da arte na

qual seus programas se baseiam, tenham recebido algo em troca.

Nos últimos meses, vem crescendo o consenso de que a inteligência artificial precisa ser

[35] regulamentada. E o mesmo acontece com as ferramentas generativas que já estão sendo

usadas por milhões de pessoas em todo o mundo.

O Parlamento Europeu propôs recentemente obrigar os fornecedores desse tipo de

software a tornar público "um registro suficientemente detalhado do uso de dados

protegidos por leis de direitos autorais", entre outras exigências. Nos próximos meses,

[40] uma nova regulamentação para essas tecnologias será aprovada no continente europeu

e deverá ser implementada por todos os estados-membros da União Europeia.

As propostas para evitar o uso negligente do trabalho de artistas muitas vezes anônimos

também estão vindo da própria profissão. A iniciativa “Arte es Ética” (Arte é Ética), por

exemplo, é promovida por coletivos de artistas da América Latina e da Espanha que

[45] advogam um controle muito mais rigoroso sobre a inteligência artificial generativa.

Seus membros exigem, entre outras medidas, que haja consentimento prévio e explícito

do autor para que uma obra seja usada no treinamento de softwares desse tipo. Exigem

também que as imagens produzidas por meio dessas ferramentas incluam por lei uma

marca d'água e uma assinatura digital com informações sobre a porcentagem de

[50] automação utilizada no processo de criação e o nome do usuário que a gerou, entre

outros dados. Eles também reivindicam que essas ferramentas de software cancelem

a função atualmente disponível de usar os nomes dos próprios artistas para replicar seu

estilo ou trabalho, caso esses criadores não tenham concordado em ser incluídos no banco

de dados de treinamento do programa.

[55] Nos próximos meses, certamente veremos mais propostas que busquem avançar em

direção a um uso responsável da IA no mundo da arte. O que está em jogo é a construção

de uma cultura mais justa e inclusiva com todos os atores envolvidos.

Fonte:https://operamundi.uol.com.br/opiniao/81792/cultura-ia-e-poder-como-os-artistas-estao-se-levantando-contra-atecnologiada-moda. Acesso em: 08/08/2023. (Adaptado).

Das passagens abaixo, assinale a proposta de reescrita que NÃO MANTENHA o sentido da relação entre as duas primeiras orações, conforme apresentada no texto (linhas 1 e 2):

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Questão 6 15013469
Difícil 00:00

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Texto para a questão.

 

Cultura, Inteligência Artificial e poder: como os artistas estão se levantando contra a tecnologia da moda Por PABLO JIMÉNEZ ARANDIA

– Opera Mundi (Tradução de Pedro Marin)

 

[1] A relação entre a inteligência artificial (IA) e a cultura não é nova. Há anos, artistas de

todos os tipos vêm fazendo experiências com essa tecnologia para criar seus trabalhos.

Mas, assim como em outros campos, o surgimento da inteligência artificial generativa

- aquela capaz de criar conteúdo aparentemente original a partir de instruções básicas

[5] fornecidas pelo usuário – está provocando uma profunda controvérsia no mundo da arte.

Os sistemas generativos de imagem (Dall-e, Midjourney e Stable Diffusion são alguns dos

mais populares) e de texto (ChatGPT, Bard) possibilitam a criação de trabalhos altamente

verossímeis em apenas alguns segundos. Isso é possível graças à grande quantidade de

conteúdo com o qual foram treinados: esses aplicativos de software reproduzem os

[10] padrões que viram se repetir várias vezes durante o treinamento, sejam eles de imagens,

textos ou sons.

Nos últimos meses, ao mesmo tempo em que a popularidade e o número de usuários das

versões mais recentes do ChatGPT, Dall-e ou Midjourney aumentaram, também surgiram

as primeiras reclamações contra as empresas que criaram essas ferramentas.

[15] Em janeiro, Sarah Andersen, Kelly McKernan e Karla Ortiz, três artistas plásticas dos

Estados Unidos, foram ao tribunal em São Francisco para acusar várias empresas de

inteligência artificial de violar leis de propriedade intelectual, publicidade e concorrência

no estado da Califórnia. As artistas argumentam no processo que, com essa ação, buscam

impedir "a flagrante e enorme violação de seus direitos" ao ter seu trabalho usado para

[20] a construção desses softwares. E alertaram que seu próprio ofício, o de artistas, estava

em risco se essas práticas não fossem interrompidas.

Nos enormes bancos de dados a partir dos quais programas como o Stable Diffusioneo

Midjourney foram criados, há uma mistura de imagens licenciadas para uso público e

aquelas protegidas por direitos autorais. Por exemplo, para essas inteligências artificiais

[25] - capazes de criar imagens falsas de realismo chocante, como algumas que se

popularizaram, como as do Papa Francisco em um casaco branco ou Donald Trump sendo

preso antes de seu julgamento – foram usadas milhões de fotografias tiradas por

fotojornalistas de todo o planeta.

A popularidade conquistada em um curto espaço de tempo por essas inteligências

[30] artificiais ajudou as empresas do setor a obterem cada vez mais recursos de grandes

investidores. E, portanto, a aumentarem os lucros das empresas e de suas equipes de

gestão sem que uma parte fundamental desse sucesso, ou seja, os criadores da arte na

qual seus programas se baseiam, tenham recebido algo em troca.

Nos últimos meses, vem crescendo o consenso de que a inteligência artificial precisa ser

[35] regulamentada. E o mesmo acontece com as ferramentas generativas que já estão sendo

usadas por milhões de pessoas em todo o mundo.

O Parlamento Europeu propôs recentemente obrigar os fornecedores desse tipo de

software a tornar público "um registro suficientemente detalhado do uso de dados

protegidos por leis de direitos autorais", entre outras exigências. Nos próximos meses,

[40] uma nova regulamentação para essas tecnologias será aprovada no continente europeu

e deverá ser implementada por todos os estados-membros da União Europeia.

As propostas para evitar o uso negligente do trabalho de artistas muitas vezes anônimos

também estão vindo da própria profissão. A iniciativa “Arte es Ética” (Arte é Ética), por

exemplo, é promovida por coletivos de artistas da América Latina e da Espanha que

[45] advogam um controle muito mais rigoroso sobre a inteligência artificial generativa.

Seus membros exigem, entre outras medidas, que haja consentimento prévio e explícito

do autor para que uma obra seja usada no treinamento de softwares desse tipo. Exigem

também que as imagens produzidas por meio dessas ferramentas incluam por lei uma

marca d'água e uma assinatura digital com informações sobre a porcentagem de

[50] automação utilizada no processo de criação e o nome do usuário que a gerou, entre

outros dados. Eles também reivindicam que essas ferramentas de software cancelem

a função atualmente disponível de usar os nomes dos próprios artistas para replicar seu

estilo ou trabalho, caso esses criadores não tenham concordado em ser incluídos no banco

de dados de treinamento do programa.

[55] Nos próximos meses, certamente veremos mais propostas que busquem avançar em

direção a um uso responsável da IA no mundo da arte. O que está em jogo é a construção

de uma cultura mais justa e inclusiva com todos os atores envolvidos.

Fonte:https://operamundi.uol.com.br/opiniao/81792/cultura-ia-e-poder-como-os-artistas-estao-se-levantando-contra-atecnologiada-moda. Acesso em: 08/08/2023. (Adaptado).

De acordo com o contido no texto, pode-se AFIRMAR que:

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